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Las alegrías de nuestro pueblo como lugar donde discernir la acción salvadora de Dios, hoy

En estos meses la Iglesia uruguaya se está preparando para la visita del Papa León XIV a nuestro país, animados por el lema “les anuncio una gran alegría” (Lc. 2,10). Esta invitación, centrada en la buena noticia de Dios que viene en Jesús como Salvador, nos desafía a preguntarnos sobre el modo de esta alegría en nuestro contexto. Teniendo en cuenta que el porcentaje de católicos en nuestro pueblo uruguayo es pequeño —alrededor de un 33 % —y prácticamente la mitad de la población se declara “sin religión”, una categoría que reúne ateos, agnósticos y personas sin adhesión a una iglesia1 , ¿es la alegría cristiana algo que la Iglesia ofrece a la sociedad uruguaya desde arriba, para ser acogida independientemente de su situación, de sus creencias, de sus dolores y disfrutes? ¿O podemos descubrir en las alegrías concretas de nuestra gente espacios desde los cuales la acción de Dios nos provoca y se nos ofrece como buena noticia, aquí y ahora?

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O Cristianismo: a religião do Evangelho

O Cristianismo no Brasil está vivendo uma crise. Quero trazer a questão ao nosso contexto, mesmo ciente que a problemática é mais ampla. Tivemos recentemente, a pesquisa do IBGE, que nos mostrou que cerca de 90% – entre católicos e evangélicos – denomina-se cristã. Estes são os fiéis que foram batizados, frequentam os momentos de missa e de culto e têm suas práticas religiosas. São os declarados e ligados a grupos e tantíssimas de denominações e igrejas, que constantemente surgem nos vários recantos do nosso país, principalmente nas periferias das grandes cidades. Temos raízes históricas das causas e atuais consequências deste fenômeno, principalmente quando recuperamos a trajetória de evangelização das nossas paragens. O cristianismo forjado pelos nossos colonizadores, com os contornos do início da modernidade, ainda condicionada eclesialmente pelos elementos da Reforma-Contrarreforma, com os seus jogos dialéticos que até os nossos dias teimam e insistem num cristianismo institucionalizado, com sua crise de identidade. Essa constatação vai além do que proponho-me a refletir aqui e está bem analisado pelo teólogo Emil Brunner, quando o mesmo aborda alguns traços da “teologia da crise” (cf. Teologia da Crise, pág. 28-29).

O intento da nossa reflexão é situado num cenário de um cristianismo que tem sofrido com as marcas de uma ideologização da fé, com as manipulações que têm feito com que cada vez mais seja abandonada a ‘essência do cristianismo’ (cf. R. Guardini). Esta “é a fé na revelação de Deus em Jesus Cristo” (cf. E. Brunner, pág. 28). Temos que redescobrir a nossa identidade, a partir do “encontro pessoa com o Senhor” (cf. Bento XVI, DCE, 1). A superficialidade no que foi vivido pela nossa história de evangelização e como até os nossos dias estamos a viver, sem coragem à “conversão pessoal e pastoral”, continuará a ser o nosso grande drama. O catolicismo, como as tantas denominações evangélicas do nosso país, estará cada vez mais caindo no sufocamento deste pós-secularismo que está ganhando corpo e definindo os valores da nossa Nação. O agravante também é potencializado pela qualidade da nossa educação, que é a opção civilizatória ao humano pós-moderno. Contudo, principalmente na nossa tradição católica, “a fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio” (cf. João Paulo II, FR).

 

O Apóstolo Paulo é quem sintetiza o que trazemos como objetivo da nossa reflexão do Cristianismo como religião do Evangelho. Segundo o ‘Missionário das Gentes’, o nosso único ‘Evangelho é Jesus Cristo’ (cf.1Cor 3,23; 2Cor 4,1-11; Gál 1,6-10; 8,34 etc). Também temos a mensagem central dos evangelhos, que é a da boa notícia do Reino de Deus, que deve ser pregado e testemunhado por todos os convertidos e consagrados ao Senhor pelo batismo (cf. Mc 1,14-15; Mt 4,17; 4,14). Só Jesus Cristo é o Único Necessário, ou a Única Necessidade (cf. Lc 10,42). A consistência na formação cristã, depois deste encontro com a Pessoa de Nosso Senhor, é a via pela qual precisamos aprimorar uma existência cristã qualificada e que poderá fazer a diferença, como aconteceu na Igreja Primitiva (cf. Atos dos Apóstolos, 2,42-47), em nossos tempos marcados pelas suas sombras da negação do Reino de Deus, que é de justiça e paz. O cristianismo genuíno sempre cresceu, no decorrer do seu desenvolvimento, pelo ‘testemunho que atraia’. Na nossa atual ordem sistêmica e conjuntura brasileira, com os representantes – eclesiais e eclesiásticos – que temos acompanhado, precisamos fazer uma ‘auto-crítica’ para reconhecer que temos falhado e sido, em muitos casos, pedra de tropeço para muitas pessoas, pois temos tomado distanciamento deste cristianismo dos valores do Evangelho.

Seguindo os movimentos da história, mais uma vez, devemos pontuar que o que gerou a “crise da teologia e a teologia da crise” (cf. Idem. E. Brunner. Teologia da Crise, pág. 28-29), por causa da racionalidade, foi também o que gerou a crise de um cristianismo, que teve que prestar contas ao racionalismo moderno, personificado nas construções filosóficas dos ‘Mestres da Suspeita’ – Nietzsche, Marx e Freud -, que trouxeram os questionamentos filosóficos, estruturais e existenciais causados para aquele cristianismo, devedor dos fundamentos essenciais da ‘religião do Evangelho’. No contemporâneo, ainda mais em nosso contexto brasileiro, podemos perceber mais uma cara da crise, que com pressupostos diferentes, é distanciada daquela causada pela racionalidade moderna e embarca na armadilha da ‘vontade de poder’, que de um modo mais sofisticado, pode ser interpretado epistemologicamente com a filosofia nietzschiana, e com suas formas rudimentares com a usurpação da religião e da política, fortalecida pela lógica do mercado e usada pelos aproveitadores da fé e grupos políticos. Essa decadência só poderá ser superada pelo retorno às fontes do Evangelho, pela qualificação e quantificação da educação para todos e com todos, sendo necessário o Pacto Educativo Nacional integral e inclusivo.

O cenário é preocupante para todos. Mesmo com a sua tradição, que prioriza a fé em relação com a razão, a própria Igreja Católica padece de dificuldades para tomar distância desta confusão. Basta analisarmos o que vivemos em tempos como os nossos: agressões, perseguições digitais, comunidades que padecem de respeito entre seus integrantes, sinais de neuroses coletivas, falta de lucidez e coerência, intrigas, desrespeito, conspirações, falsidades, mentiras e tantas outras formas de negação dos ensinamentos de Jesus Cristo. É a ideologia, seja ela religiosa ou política, que aliena as massas, que traga a beleza da boa notícia do Reino de Deus. Temos um grande drama em nosso contexto sócio-político e religioso. A partir dalgumas leituras que tenho feito, principalmente as do filósofo, Jurgen Habermas; assumo com ele, até por coerência, outrossim, existencial, que “o Estado depende de tradições metafísicas ou religiosas autóctones, em todo caso, de tradições éticas, as quais fornecem elementos normativos capazes de obrigar coletivamente” (cf. Entre Naturalismo e Religião, pág. 115), por mais que os laicistas reneguem o valor da religião em espaços do Estado. Todavia, essa participação não pode abandonar a racionalidade, que será o ponto de equilíbrio para que tornemos o discurso sobre a política e a religião uma via que de fato promova o bem comum, a convivência pacífica entre as pessoas e um projeto de Nação, deveras, civilizatório (cf. https://www.arquidiocesedenatal.org.br/post/artigo-a-negação-da-racionalidade).

Enfim, tenhamos presente o que fora afirmado por Jesus Cristo: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (cf. Jo 10,10). Esse precisa ser o centro gravitacional do Evangelho e daquela ‘Política Melhor’ sobre a qual nos ensinou o saudoso Papa Francisco (cf. Fratelli Tutti, cap. V). É público e notório que estamos necessitando dela. O cristianismo é também a religião da Palavra (cf. Jo 1,1-3.14). Ela é razão e é carne. O cristianismo autêntico sente com a humanidade e promove o diálogo entre os que são verdadeiramente humanos e, a partir desta condição, assumem pela graça de Deus a autenticidade da existência cristã. Esse olhar para Jesus Cristo, na sua totalidade, sempre foi, é e será o fundamento da nossa verdade mais profunda. Tenhamos coragem, força e lutemos para que a Verdade que nos liberta, seja a nossa  Única Esperança. Assim o seja!

Pe. Matias Soares

Capelão da UFRN

 

Dom Helder funda o Banco da Providência em Recife

O carinho de Dom Helder para com os pobres logo se espalhou pela Arquidiocese de Recife. Por isso, todas as tardes, o novo Arcebispo passou a receber centenas de pessoas – pobres sem comida e sem casa, mulheres abandonadas. Em meados de julho de 1964, ele confidenciou à sua Família Espiritual:

“Há sempre mais de 200 pessoas, à tarde, desejosas de falar com o Dom. […] Reparem o pezinho desta criança, deformado pela frieira. Quando se vive, se brinca e se mora dentro da lama, não é preciso ter pisado algum sapo (como pensa a mãe aflita) para ficar assim… […] ´O inocente que eu carrego no seio já teve 15 irmãozinhos… mas 12 morreram…` Onde estão os teólogos para mergulhar as mãos em realidades assim!?… […] O que é teoria na Europa e nos Estados Unidos, a propósito da situação infra-humana, aqui é realidade visível, audível, tangível…”.

Para amenizar essa situação, Dom Helder pensou na criação do Banco da Providência a fim de que fosse providenciado o necessário para garantir a vida dos pobres. Dom Helder já havia criado o Banco da Providência no Rio de Janeiro, que realizava um excelente trabalho de promoção humana e cristã.

Em julho de 1964, o Banco da Providência de Recife começou a funcionar: “O Banco da Providência em fase de montagem… que equipezinha deliciosa Deus me mandou! Que dedicação, que largueza d’alma, que fineza de atendimento!”.

O Arcebispo não visava apenas assistir os pobres, mas transformar a realidade social injusta: “Na minha cabeça, Bispo de área subdesenvolvida tem obrigação cristã e apostólica de ajudar a arrancá-la do subdesenvolvimento, dentro do qual é impossível a vida humana e, portanto, a menos que se trate de milagre, a vida cristã”.

Pe. Ivanir Antonio Rampon

Teólogo

Algumas fontes

Camara, Dom Helder. Circulares Interconciliares. Tomo I. Recife: CEPE, (organizador: Zildo Rocha), 2009.

Piletti, Nelson e Praxedes, Walter. Dom Hélder Câmara: entre o poder e a profecia. São Paulo: Editora Ática, p. 312, 1997.

Rampon, Ivanir Antonio. Francisco e Helder – Sintonia Espiritual. São Paulo: Paulinas, p. 120, 2016.

Rampon, Ivanir Antonio. Nasce o Banco da Providência e Dom Helder é escolhido o “banqueiro do ano”. Causos do Dom. Recife: Portal Oficial do Instituto Dom Helder Camara, 11.9.2025.

Rampon, Ivanir Antonio. O caminho espiritual de Dom Helder Camara. São Paulo: Paulinas, p. 156-158, 2013.

https://domheldercamara.org.br/2026/07/09/causos-98/

18 de octubre: Día Mundial de Protección de la Naturaleza

El 18 de octubre se celebra en todo el mundo el Día Mundial de Protección de la Naturaleza, con el objetivo de crear conciencia en la población sobre la necesidad de cuidar el planeta.

Lea la not acompleta aquí:

Dios no es indiferente a nuestra historia

DOMINGO VIGESIMONOVENO – “A”

Lectura del libro del profeta Isaías     45, 1. 4-6

Resumen: la elite de Israel se encuentra cautiva en Babilonia, y Dios suscitará a un rey extranjero, Ciro, el persa, para que será su instrumento en favor de la liberación de sus “elegidos”.
No es evidente el motivo de la elección de esta perícopa para la liturgia del día, siendo que la primera lectura suele estar relacionada con el Evangelio. Pero veamos el texto:

El texto está relacionado con el versículo anterior (44,28) donde le dice a “Ciro…tú eres mi pastor”; en forma invertida se dirige a “mi ungido… Ciro” (45,1). El texto se asemeja a muchos textos orientales (e incluso bíblicos) donde la divinidad reviste como rey a alguien (ver Sal 2,7-9; 89,4-5.20-22; 110). Sin embargo, es de notar que el texto no se dirige a Ciro sino a los judíos, que son quienes lo escucharán. Y por tanto les sirve de palabra de salvación.

“Ungido” más tarde se cargará de sentido entendido como “Mesías” [“mesías” quiere decir propiamente “ungido”, pero con el tiempo, tardíamente, se fue cargando de sentido en cuanto a expectativas futuras de Israel, sea en la esperanza de un “Mesías” político, sacerdotal, profético… Pero en los inicios, se alude simplemente a alguien que es “ungido”, es decir marcado con el rito celebrativo de elección. Se “unge” a todos los reyes, al sumo sacerdote (Lev 4,3), algunos profetas (1 Re 19,16; Is 61,1) y hasta – retrospectivamente – a los patriarcas (Sal 105,15). Precisamente porque estos son ungidos, la esperanza futura estará puesta en algún ungido/mesías]; en este sentido, “ungido” no es diferente de “pastor”.

Después del reconocimiento del personaje, se destaca que Yahvé (no Ahura Mazda, la divinidad principal entre los persas) es quien ha puesto los reyes desarmados (“des-ceñir los cintos” implica desarmarlos) y sometidas las naciones. A continuación (omitido por el texto litúrgico) se alude a la victoria de Ciro en sus campañas militares; el lenguaje es estereotipado (asedio, destrucción de ciudades, toma de botines de guerra…), no habla de casos concretos. Yahvé es quien conduce la mano de Ciro, por lo que lo toma de instrumento en favor de su proyecto liberador de Israel (en v.3 recalca que es “el Dios de Israel”). El objetivo de la intervención divina es “a causa de mi siervo Jacob” (v.4), “mi siervo”, “mi elegido”. Pero a todos nos queda claro que Ciro “no conoce” a Yahvé. El texto, para Israel, es ciertamente un mensaje de esperanza, y el acento está puesto en que “yo mismo” (= Yahvé) es quien lo hace: vv.2.3.5.6.7 (y sigue más adelante…). El esquema conclusivo de los vv.5-6 reafirma la centralidad de Yahvé:

A.- Yo soy Yahvé, no hay otro

B.- fuera de mí no hay Dios,

C.- Te ciño aunque no me conociste,

B’.- no hay nadie fuera de mí

A’.- yo soy Yahvé y no hay otro

Yahvé es quien arma (“ciñe”) a Ciro (contrapuesto a “desceñir”, desarmar a los reyes), y todo esto “para que se sepa desde el sol levante hasta el poniente” (v.6). El reconocimiento universal de Yahvé es el objetivo de su obrar en favor de su “elegido / siervo” Israel.

Lectura de la primera carta de san Pablo a los cristianos de Tesalónica     1, 1-5b

Resumen: siguiendo el esquema que luego será característico de los comienzos de sus cartas, en la primera carta que escribe, Pablo saluda a la comunidad e introduce los temas que luego presentará.

La carta a los Tesalonicenses es el primer escrito de todo el nuevo Testamento. Pablo les dirige una carta que sigue el esquema habitual en todas las epístolas. Luego de presentar el remitente (en este caso, junto con Pablo se encuentran Silvano – compañero de la primera etapa de la predicación europea y Timoteo, que será compañero en todo momento del ministerio paulino) señala los destinatarios: “la Iglesia de los Tesalonicenses”. Pablo escribirá “en Dios Padre y en el Señor Jesús Cristo” (v.1). Es interesante que Pablo no alude a ningún adjetivo que lo identifique, como hará en otras cartas (“siervo y apóstol”, Rom 1,1; “llamado a ser apóstol”, 1 Cor 1,1; “apóstol”, 2 Cor 1,1; Gal 1,1; “siervo de Cristo”, Fil 1,1; “prisionero de Cristo”, Flm 1).

Como también hace en todas las cartas, Pablo les entrega “gracia y paz” (jaris kaì eirênê).

La “gracia” (jaris) es una palabra del lenguaje habitual que Pablo ha teologizado. Una persona que ha “hallado gracia” ante otra significa que le ha agradado; “causar gracia” es ser grato. Es un término emparentado con la alegría (y en griego son términos semejantes: járis y jáirê). Comunicar la alegría es el modo habitual de saludo en el mundo griego (cf. Mt 26,49; 27,29; Lc 1,28; Jn 19,3; Sgo 1,1). La “paz” (eirênê) constituye el habitual saludo judío (shalom). La paz es un estado general de plenitud que se origina en Dios mismo (de hecho, en otras cartas se señala “gracia y paz de parte de Dios”, cf. Rom 1,7; 1 Cor 1,3, 2 Cor 1,2; Gal 1,3; Fil 1,2; Flm 3). Es interesante que de un modo ecuménico Pablo incorpora en todas sus cartas un saludo de origen griego con un saludo de origen judío.

En todas las cartas de Pablo, con excepción de Gálatas, con quienes él está sumamente enojado, a continuación del doble saludo encontramos una “acción de gracias” (eujaristoumen) por diferentes situaciones que se dan en el seno de la comunidad y que introducen los temas que se desarrollarán en la carta. En este caso, la acción de gracias es extensa (vv.2-10) y los temas son variados: alude a la fe, el amor y la esperanza; al paso evangelizador de Pablo por Tesalónica; a las tribulaciones que tanto él como ellos han padecido y padecen y, finalmente – como será tema característico de la carta, a la “venida” de Jesús.

El texto litúrgico presenta, luego del saludo, la primera parte de esta acción de gracias que continuará la semana próxima. En este comienza señalando que los recuerda en las “oraciones” (proseujê) como hace habitualmente (ver Rom 1,10; Fil 4,6; Flm 4). Luego alude a la “fe” y el “amor” que, si en un primer momento fueron una preocupación para Pablo, ya no lo son al tener buenas noticias de que los tesalonicenses han sabido mantenerlas (1 Tes 3,2-3.6). Pablo había debido dejar abruptamente la ciudad y no había podido profundizar su evangelización por lo que estaba preocupado por el estado de las mismas. Las noticias recibidas lo llenan de alegría y puede dar gracias a Dios por ellas. La esperanza, en cambio puede ser un problema si no comprenden (“como los que no tienen esperanza”, 4,14) el sentido que tiene la venida de Jesús y nuestro encuentro con él.

La elección de los destinatarios viene manifestada en la predicación del Evangelio y su aceptación y en su asimilación en la vida (la importancia que dará la carta a las tribulaciones de Pablo y de los tesalonicenses será importante en la carta: 1,6; 2,2; 3,4).

Esta aceptación del Evangelio Pablo la atribuye al poder del Espíritu Santo. Los mismos destinatarios de la carta son don del Espíritu santo (4,8). De eso tratará el resto de la epístola.

+ Evangelio según san Mateo     22, 15-21

Resumen: dos grupos muy distintos – uno religioso y otro político – intentan ponerle una trampa a Jesús con una pregunta sobre el impuesto. Jesús confronta con la idolatría del Emperador que está en las antípodas del reinado de Dios que Jesús predica.

El texto del Evangelio se encuentra también en Marcos, de donde Mateo lo toma conservándolo con muy pequeñas modificaciones.

En primer lugar se acentúa el intento de los fariseos (como es propio de Mateo) de atrapar a Jesús en algo que dijera (v.15) para lo cual envían “discípulos”. Estos son “enviados” con herodianos para que la trampa sea eficaz. Los fariseos eran el grupo más religioso de Israel, celosos cumplidores de la ley, sin dudas no veían con buenos ojos la presencia romana en la tierra santa de Israel. Los herodianos, en cambio, gente cercana (o cliente) de Herodes (Antipas) obviamente deben su poder a Roma y nada harán que perjudique este favor. Por tanto, un grupo religioso, crítico de Roma, y un grupo político amigo de Roma se conjugan en la pregunta tramposa que le formulan a Jesús sobre el impuesto al Emperador.

La primera parte, donde Jesús parece alabado por los “enviados” (apostéllousin) no se trata sino de un intento de conquistar la atención favorablemente (captatio benevolentiae) antes de descargar la pregunta que importa. Ciertamente, si Jesús respondiera afirmando la licitud de dar (didômi) el impuesto, los fariseos podrían mostrar al “maestro Jesús” como contrario al pueblo y favorable al Imperio, consiguiendo su descrédito. Si respondiera negativamente, los herodianos podrían presentar el tema al procurador mostrando en él a uno que subvierte el orden romano. Respondiera lo que respondiere, la trampa estaba tendida.

Por eso Jesús los llamará “hipócritas”, término predilecto de Mateo (13x, mientras 1x en Mc y 3x en Lucas [y una vez – en este texto paralelo – el verbo “actuar de modo hipócrita”: Lc 20,20] y solo aquí en el NT). El término alude a disimular, representar. Es posible que provenga del ambiente del teatro, y hasta se ha propuesto que Jesús lo conoce de allí. Pero lo cierto es que en Mateo alude a la actitud exterior que manifiestan los fariseos, que – como se dijo con frecuencia – es tema propio de Mateo y su comunidad en Antioquía de fines de s.I.

Mateo refuerza que Jesús les pide que le muestren “la moneda del impuesto”, resaltando así que ellos lo pagan y la trampa es evidente.

La contra-pregunta de Jesús es la clave para entender el sentido de su respuesta. ¿De quién es la “imagen” (eikôn) y la inscripción (epígrafe)?

“Tiberio Cesar, hijo del divino Augusto” – “Pontífice máximo”

 

Una imagen es algo terminantemente prohibido en Israel (Dt 4,16) ya que es expresión visible de la idolatría (2 Re 11,18; 2 Cr 33,7; Os 13,2; Is 40,19-20; Ez 7,20; 16,17 y particularmente importante en Dn 3 y en Apocalipsis). Pero esta referencia a la idolatría se ve reforzada por la “inscripción” ya que allí se reafirma [ver la inscripción en la foto del denario] que el Emperador es “pontífice máximo” y es “divino”. La hipocresía queda reforzada: en el templo de Jerusalén hay una imagen, el Emperador ha sido divinizado, cosa que queda confirmada por la inscripción. La contra-pregunta de Jesús llevó a los adversarios a un nuevo terreno. La imagen y la inscripción pertenecen “al César”.

Ante esto, Jesús da un paso más en la respuesta: “devuelvan (apodídômi) al César lo del César y a Dios lo de Dios”. Ya no se trata de “dar” el impuesto, sino de “devolver”. Si algo pertenece al César, le ha de ser devuelto; pero si algo pertenece a Dios también le ha de ser devuelto. Y el César, al divinizarse, al reconocerse como pontífice y divino, al tener una “imagen”, le está quitando a Dios lo que es de Dios. Y le ha de ser devuelto.

La predicación del Reino por parte de Jesús se manifiesta nuevamente en este texto, y de un modo evidente. Dios quiere reinar en medio de su pueblo, pero la autoridad del emperador, (¡y vaya si estaba divinizada en tiempos de Jesús y del cristianismo primitivo!) le robaba a Dios lo que es de Dios. Y le debe ser devuelto.

La trampa no dio resultado; la respuesta de Jesús fue absolutamente coherente con su predicación del Reino, aunque es muy probable que los herodianos no se hayan ido contentos por la respuesta. Sin embargo, Mateo concluye afirmando que “se admiraron” y se fueron. Esta admiración (thaumasía) es frecuente en Mateo ante Jesús y es frecuente ante los signos del reino que Jesús da en medio de los suyos (8,27; 9,33; 15,31; cf. 21,20; 27,14).

 

El video con comentario al Evangelio en

https://youtu.be/HWifxFN2Vl0

o también

https://blogeduopp1.blogspot.com/2026/10/comentario-al-evangelio-del-domingo-29-a.html

Foto tomada de www.ocesaronada.net

 

 

Libro: El terreno de nuestro viaje: Una introducción popular a la Biblia

El libro «El fundamento de nuestro camino» ofrece una breve introducción a la Biblia, con conceptos básicos que ayudan a comprender los puntos más importantes de las Sagradas Escrituras. Presenta los pasajes principales de la Biblia, incluyendo su estructura, contexto, características y mensaje. La Palabra de Dios es el fundamento desde el cual reflexionamos, oramos y transformamos nuestra historia.

https://www.editorasantuario.com.br/livros/lancamentos/o-chao-da-nossa-caminhada

17 de octubre: Día Internacional para la Erradicación de la Pobreza

Más de 830 millones de personas en el mundo viven en situación de pobreza extrema, lo que representa aproximadamente el 10% de la población mundial.

Lea la nota completa aquí.

Problema de la vivienda en España: unas leyes que matan

MOCEOP ( Movimiento por el celibato opcional)

Maricarmen, de 87 años, murió quince días después de haber sido desahuciada de una vivienda.

Toda España pudo ver las terribles imágenes de ella, saliendo en camilla para ir al hospital en una ambulancia, después de ser desahuciada. Ya lo habían intentado hacer 4 veces antes. La ley no le permitió subrogarse su vivienda, cuyo contrato pertenecía a  su padre y después a su madre. El nuevo dueño, en un nuevo contrato,  le obligaba a pagar 1200 euros, cuando venía pagando 500. Pero la ley lo permite. El sueldo de Maricarmen era de poco más de 1400 euros. Le era imposible pagar el nuevo precio y por fin el pasado 23 de septiembre fue desahuciada. La ley lo permite.

Consecuencia de esta terrible tensión por tener que verse en la calle a su edad, ha sido el sufrir secuelas muy graves para su estado de salud, hasta que ha fallecido. La ley lo permite.

 

Unas leyes que matan a las personas no pueden , no deben seguir existiendo.

Maricarmen ha sido todo un ejemplo de mujer luchadora, que ha conseguido movilizar de modo impresionante a toda España: acampadas en Sol con más de 1200 tiendas. No cabían ya en la plaza y hubo que ocupar calles cercanas. Las acampadas se extendieron por media España. Unas acampadas con movilización mayoritaria de jóvenes, que han dado y siguen dando un ejemplo de dignidad, de solidaridad y de lucha por una ley de vivienda justa y de ir en contra del poder rentista, que es el que impera hoy en nuestro país. Y unas manifestaciones multitudinarias que han tenido lugar en más de 60 ciudades del Estado.

En estos momentos siguen más fuertes que nunca las acampadas en diversas ciudades y los gestos de solidaridad y apoyo después de la muerte de ella.

En España hay 25.000 desahucios al año. 25.000 desgracias familiares. Olga, en Cataluña, se  suicidó al tener que ser desahuciada. Y todo por unas leyes que lo permiten.

Es de lamentar que, aunque tarde, cuando en el Congreso de los Diputados se han presentado dos decretos de ley de vivienda que querían cambiar este estado de cosas, las fuerzas de derecha y ultraderechas españolas (P.P y VOX) y las derechas catalanas (Junts per Catalunya) los han tumbado votando en contra. Habrá que tenerlo en cuenta a la hora de votar.

También debemos tener en cuenta que la actual ley de vivienda  tiene competencias autonómicas y municipales que muchas veces no se cumplen. Sabemos que el problema de la vivienda es un problema complejo, pero en el que los ciudadanos/as siempre salen perdiendo con los desahucios, viéndose en la calle. Ésto debe de acabar radicalmente. Hacemos nuestro el reciente editorial de Redes Cristianas “MARICARMEN SOMOS TODAS” https://redescristianas.net/maricarmen-somos-todas/

Nosotros, como creyentes, apostamos por la dignidad de las personas y por la vida, no por la muerte. Jesús de Nazaret defendió siempre a los más vulnerables,  a quienes más sufrían, a los marginados y nos llamó a construir un Mundo de hermanos. Es además un problema de estricta justicia y de que los derechos humanos de las personas deben ser respetados.

Las leyes de vivienda que hemos tenido hasta ahora lo impiden. No entendemos en absoluto el silencio cómplice de la Conferencia Episcopal ante todos estos abusos.

Nosotros hacemos nuestras las reivindicaciones del sindicato de inquilinas/os en relación con el problema de la vivienda y animamos a seguir participando en cuantas movilizaciones se convoquen para cambiar este estado de cosas.

Maricarmen ha quedado ya como un símbolo de lucha por una ley de vivienda justa y el mejor homenaje que podemos darle es seguir todos su huella hasta conseguirlo.

11 de Octubre de 2026

 

 

 

“Com Maria, em comunidade, conhecer e praticar a palavra”

” Se ganhei as tuas boas graças, o rei e se for do teu agrado.

Concedei-me a vida,eis o meu pedido,e a vida do meu povo, eis o meu desejo!”

( Ester 7,3)

 

Queridas Irmãs e Queridos Irmãos!

Paz e Bem!

” Graça e paz a vocês da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo” ( I Cor 1,3). Esteja sempre convosco!

Hoje, o nosso coração se exulta de alegria do Chui a Pacaraima, do Cabo de Santo Agostinho a Corumbá.

De, alegria na Festa daquela em que:

” Meu espirito se alegra em Deus meu salvador

porque olhou para a humilhação de sua serva,

Doravante todas as gerações me felicitarão,

Porque o Todo o Poderoso realizou

grandes obras em meu favor”

( Lucas 1,47-48)

 

Maria, a MÃE dos pequeninos desde os primórdios de nossa Pátria Amada Brasil, na Terra de Santa Cruz. Ela se faz presente mostrando seu amor de Mãe, como o seu próprio Filho Jesus Cristo no alto da cruz  lhe pede: ” Mulher, eis ai o seu Filho” e para cada um e uma de nós, nos fala:” Eis ai a sua Mãe” ( João 19,26-27).

Esta MÃE, solicita e pequenina por seu amor, nunca abandonou, desamparou os seus filhos e filhas em seu sofrer. Sempre está e esteve presente ao seu lado.

” Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Não o escolhi para mim e tomei aos meus cuidados?”

Como ela falou ao índio asteca Juan Diego na colina da serra de Tepeyac no México ( 1531).

Mesmo no seu silêncio na História do nosso Brasil, desde antes daquele 22 de abril de 1500 ou daquele final de tarde de 12 de outubro de 1717.

Ser encontrada nas águas do rio Paraíba por pescadores pobres e escravizados.

Antes do Brasil nascer  Nossa Senhora, já era Mãe desta terra. Ela sempre esteve e sempre estará na alma e coração de seus filhos e filhas.

Mesmo em que o filho abandona, renegue a sua mãe. A Mãe jamais abandona ou renega o seu filho. Ela o ama cada vez mais.

O filho abandona a mãe, mas a mãe não abandona seu filho. Espera sempre de braços abertos.

Neste 309º aniversario da Aparição e encontro da pequena imagem quebrada da Imaculada Conceição.

Nos unimos aos milhares de romeiros, peregrinos e devotos que sobem ao Santuário Nacional de Aparecida ( SP).

Somos convidados a meditarmos, refletir e rezar o tema;

” COM MARIA, EM COMUNIDADE, CONHECER E PRATICAR A PALAVRA”

O evangelista João e as suas comunidades, nos apresenta o primeiro milagre de Jesus, inicio de sua vida pública e itinerante. O milagre das Bodas de Caná.

Jesus não realiza no local sagrado da sinagoga ou do Templo de Jerusalém. Mas num local profano, no meio da praça da aldeia de Caná. Numa festa  de casamento entre danças, bebedeiras, comida farta, alegria. Espaço de convivência de comunidade entre famílias, vizinhos e forasteiros.

Diante da preocupação, desespero e vergonha daquela família,pela falta de vinho.

Maria sensibilizada diante da situação intercede a seu filho amado. Como a  Rainha Ester ao Rei Assuero,que pede pela sua vida e a vida de seu povo.

Ela,pede que Jesus salve a situação. Ele, ao contrário não a despreza. Vai ao seu encontro e salva a festa de casamento e a vida daquele casal diante do vexame.

Maria, pede aos serventes; ” Fazei tudo o que ele disser! ” ( João 2,5). Ela mesma em vida viveu a Palavra de Deus, como carregou em seu ventre a Palavra que se vez carne e veio habitar entre nós( João 1,14).

Pois “Mais felizes são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática” ( Lucas 11,28) e ” Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus,esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” ( Marcos 3,35).

Pelo contrario Ele não ha despreza, não a rebaixa, mas a coloca, como exemplo e modelo de crente e fiel. De quem vive plenamente a Palavra e a vontade de Deus e está disposto a viver e continuar a missão de Jesus.

Com Maria somos chamados a imita-la, a viver a Palavra de Deus. Nós só amamos aquilo que conhecemos e desprezamos aquilo que não conhecemos.

Somos primeiramente chamados a viver em comunidade. Vivermos como irmãos e irmãs.

Conhecer, escutar, refletir e estudar para praticamos a Palavra de Deus o Evangelho . Nós, somos transformados pois ela vive em nosso coração e em torno do nosso ser.

” O BRASIL É DO SENHOR JESUS!” sim ele, como toda a humanidade também é. Ele veio e com o seu sacrifício salvou á todos nos, independente de religião, crença, etnia, gênero,ideologias e culturas. Pois ” Cristo é Nossa Paz: o que era dividido, fez unidade” ( Ef 2,14ss).

Quando vivemos a Palavra de Deus, temos os mesmos sentimentos e olhar de Jesus e vemos o nosso irmão e irmã, como Ele o vê.

Neste tempo conturbado em que nossa pátria, soberania e democracia. Está ameaçada por aqueles que não vivem em comunidade, não conhecem, não vivem e nem praticam  Palavra de Deus, mas vivem e idolatram ” o capitalismo ateu e materialista”.

O verdadeiro discipulado, crente é aquele que constrõe pontes, dialoga e vive ” Vós sois todos irmãos e irmãs” ( Mateus 23,8).

Quando se conhece, prática a palavra de Deus se vive em comunidade. Maria em todas as suas aparições nos pede ” Conversão e Penitência”.

De voltarmos o nosso coração e  olhar para Deus e vivermos o Evangelho. Viver o EVANGELHO É UM GRANDE DESAFIO que não é para medrosos, covardes ou fundamentalistas religiosos!

Quem vive a Palavra de Deus não defende armamento, pena de morte, trabalho infantil, pedofilia, redução da maioridade penal e nem o casamento de crianças e adolescentes. A violência contra mulheres, pessoas LGBTQ+,povos tradicionais e originários das florestas e das águas, da juventude negra e pobre das periferias.

Respeita e defende a liberdade de pensamento,de consciência e de religião do outro não impõe sua fé aos demais. Não prática a homofobia misogenia, aporofóbia,xenofobia, mas respeita a dignidade e integridade da pessoa humana.

Defende a vida deste a concepção até a morte natural. Garantindo que esta pessoa tenha acesso ao trabalho, educação, saúde, moradia, vestuário, água, terra e aposentadoria, ser amparado na velhice.

NÃO se conforma diante da dor, pobreza, fome, desemprego e miséria do outro.

É  SOLIDÁRIO E PRÁTICA A JUSTIÇA SOCIAL, provendo uma vida digna para todos.

Não é amigo ou anda com narcotraficantes e milicianos, não trai sua esposa ou esposo nem mancha o seu leito conjugal,ama e respeita sua esposa, namorada, filhos e filhas.

Não aceita o suborno e nem prática a corrupção e vive uma vida ética e integra.

Defende a soberania de seu país,não aceita a destruição da natureza, poluição,queimadas, degradação do meio ambiente, não coloca a amazônia a venda e as riquezas de seu povo. Mas coloca o povo brasileiro em primeiro lugar.

Neste dia pedimos em preces, romarias a Negra Mariama a Nossa Senhora Aparecida. Para que nos livre a nossa Pátria Amada do dragão que som seu vômito vem trazer ódio, divisão, desunião das famílias, pessoas, comunidades, igrejas e religiões. Livra nos do autoritarismo, do fascismo e do capitalismo ateu,excludente e materialista,individualista.

Que buscamos viver o bem comum, em comunidade, a democracia o respeito aos direitos humanos e a dignidade humana,que está acima de qualquer ideologia ou partidarismos.

Pois o Evangelho sem Maria se torna ideologia e o Evangelho sem Jesus Cristo, se torna perfumaria ou auto ajuda.

Invocando-a hoje com o titulo de Nossa Senhora Aparecida, suplicamos que interceda e estenda o seu manto sobre o povo brasileiro,o qual enfrenta a vida com dificuldade.

A Imagem negra representa a defesa dos negros escravizados e hoje a maioria do nosso povo pobre,negro e periférico.

O episodio de Caná simboliza o que vai acontecer com Jesus: com sua palavra e ação transforma o relacionamento das pessoas com Deus e delas entre si. É convite a nos tornarmos suas testemunhas no mundo e vivermos em comunidade.

Nossa Senhora Aparecida, Rogai por nós!

Ester 5,1-2; 7,2-3; Sl 44[ 45] Apoc 12,1.5.13.15-16 Jo 2,1-11

 

 

 

III Congreso de Teólogas…diversidad y cercanía…

“…Las mujeres han logrado abrirse camino, y cada
día más nos regalan aguas profundas con su estilo propio, que siempre se
expresa en registros más comprehensivos y aterrizados
…”

Armando Raffo, sj

El 7 de octubre, en la Facultad de Teología de la Universidad Católica de Córdoba, se inauguró el III Congreso de Teólogas Latinoamericanas y de habla alemana: “Dignidad y equidad. Justicia para las mujeres en la Iglesia y en la sociedad”. En dicha inauguración dieron la bienvenida el Cardenal Ángel Rossi, el Rector de la Universidad, y el Director de la Facultad de Teología. Con esto subrayo el carácter eclesial y oficial del evento. Así mismo, por supuesto, abrieron el III Congreso las teólogas presidentas de “Teologanda”, Argentina, y “Agenda”, Alemania. El clima muy sororal y fraterno de acogida, más allá de las credenciales académicas de las y los participantes ya presagiaba un hermoso encuentro. Y así fue.

Fueron días de fiesta: de celebración del conocimiento que se comparte generosamente, de la investigación seria, del compromiso eclesial y social de cien personas, el noventa por ciento éramos mujeres, de dos continentes, de diferentes nacionalidades. Destaco la internacionalidad del Congreso, y la integración de diversas generaciones, la participación de teólogas de toda América Latina, también de EEUU; por su parte, las teólogas alemanas, austríacas e italianas sumaban más de veinticinco, diez de las cuales eran de Agenda joven, pues las de larga trayectoria priorizaron la participación de las mismas. Por supuesto destaco el cálido encuentro de “teólogas amerindias” y por eso en la foto que encabeza este artículo, nos ven juntas a cinco de otros tantos países.[1]

¡Tanta diversidad y tanta colaboración y cercanía! Teologanda y Agenda vienen trabajando juntas desde hace muchos años con apoyo de la Fundación ICALA (Intercambio cultural Alemán-Latinoamericano), y de hecho muchas mujeres han podido doctorarse en Teología y Filosofía con becas de dicha Fundación, ya sea estudiando en sus países o en Alemania. A este III Congreso lo precedieron el I en 2008 en San Miguel, Provincia de BsAs y el II en el 2016 en la capital. En el primero no participé, sí en el segundo y en otro encuentro importante organizado por ICALA en Bogotá en 2018, siempre realizados en universidades católicas de los jesuitas.

Llama la atención la cantidad de teólogas europeas hablando perfecto español y conociendo nuestras realidades. Es que no sólo han estudiado el idioma, sino que han hecho pasantías y voluntariados con largas permanencias tantas en Latinoamérica.

He preguntado a varias: “¿Por qué vienen a nuestras tierras, por qué esas largas estadías y trabajos apoyando la promoción humana y en particular de las mujeres?” Las respuestas me resonaron especialmente: “porque nos interesamos por la Teología de la Liberación nacida en estas tierras”, “porque nos impactaba el compromiso eclesial, social y político”, “porque queríamos entender y aprender cómo vivían la fe y el trabajo por el reino de Dios” “…claro que ya no es igual…”

La realidad a los varios niveles que antes las animaba a “entender y aprender”, ha cambiado mucho y lo notan las teólogas europeas. Sin embargo, siguen interesadas en este “laboratorio del reino”, más allá de que los procesos no siempre catalicen bien y nuevas líneas globales amenacen abortarlos. Siguen dispuestas a venir y animar el pensamiento crítico y la resistencia.

La fundamentación para la convocatoria de este III Congreso decía: “La aspiración a la justicia no solo constituye un anhelo de todos los tiempos, hoy reclamado con insistencia, sino que también representa un imperativo evangélico que desempeña un papel crucial en el desarrollo de la misión eclesial. Este imperativo promueve una teología más incisiva, inclusiva y abierta a todas las voces históricamente marginadas. Dignidad y equidad serán los principios rectores que guiarán esta búsqueda. Esta reflexión transversalizará los debates de género y las problemáticas inherentes a la interseccionalidad que serán tratados como materia de análisis y estudio académico.”

El Congreso propiamente se desarrolló desde la mañana del 8 al mediodía del sábado 10, con las actividades académicas. En archivo adjunto pueden ver el cronograma, con los títulos y nombres de todos los panelistas. El primer día tras la conferencia inaugural a cargo de la Dra. Lisa Solwe Cahill, norteamericana: “La justicia como práctica transformadora”, con las pausas necesarias, contamos con dos paneles en la mañana y otro a la tarde, y luego muchas comunicaciones en simultáneo. El segundo día, escuchamos la conferencia de la teóloga Dra. Serena Noceti, italiana, siguieron los paneles 4 y 5 en la mañana, a la tarde las conferencias del teólogo Dr. André Musskopf, brasileño, y la filósofa Dra. Diana Maffía, argentina, luego el panel 6, tras cada conferencia y panel integrado por tres expositores, seguía el diálogo. También el segundo día hubo comunicaciones de investigaciones en simultáneo. El tercer día tuvo lugar el panel 7 y la relatoría final. Tras las palabras de cierre del Congreso, siguió un número musical, y finalmente tuvimos un encuentro de los participantes con el programa “Las casitas”, que trabaja con mujeres que han sido víctimas de trata.

Toda la organización del Congreso fue muy cuidada, no sólo en la selección de las temáticas y de los expositores de gran nivel académico. Pudo darse un ritmo sostenido e intenso, cuidando la puntualidad y los intercambios a través de una plataforma por la cual las preguntas eran enviadas y luego respondidas oralmente. Todo estuvo previsto para un excelente funcionamiento, así los recreos con sus cafés y los almuerzos en la propia Facultad, permitían el intercambio, en tanto las propuestas culturales ofrecidas, eran también espacios de camaradería.

Me gustaría finalmente recoger algunos subrayados de la relatoría de la Dra. Carolina Bacher. En cuanto a las temáticas de la realidad hizo un elenco de las mismas: las situaciones de trata, la guerra cultural conservadora, la invisibilización del cuidado, el abuso sexual y de otros tipos, los gemidos de la creación, la urbanización y sus peligros, la vida religiosa a través de la historia en estas tierras, las amas de leche en la colonia y después, las disidencias sexuales, el binarismo, las violencias emergentes, las agendas sinodales, la necesidad de derechos. En cuanto a los planteos conceptuales y propuestas: la justicia erótica, la justicia restaurativa, el buen vivir y la vida buena, el duelo por la tierra, la contemplación, el discernimiento, la apertura generativa, el lenguaje simbólico, la justicia ecológica, la ministerialidad, los modos de liderazgos, la no violencia. También el Congreso visibilizó compromisos vitales de diversos colectivos y en especial de las mujeres en varias áreas.

A unos días de distancia y re-cordando lo vivido, mi valoración y gratitud crecen. Las temáticas y los abordajes valientes evidencian que las mujeres hemos logrado abrir -nos- caminos y regalar -nos- aguas profundas…¡Buenas discípulas y amigas del Maestro nazareno!

[1] Isabel Iñíguez de Argentina, a mi derecha, a mi izquierda Paola Polo de Perú, Isabel Corpas de Chile y Tirza María Cristina Ventura de origen dominicano residente en Costa Rica. Un hermoso reencuentro luego de haber compartido otros en diversos Congresos y actividades propias de Amerindia.