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Ser ciudadanos del Cielo

[Por: Eduardo de la Serna]

 

La palabra “cielo” (en hebreo, frecuentemente, en plural, “cielos”; aunque en griego se prefiera el singular) se encuentra muchas veces en la Biblia [en hebreo 421 veces y en griego 955 veces]. El término parece significar, originalmente, “lo que está encima”, por ejemplo, de las aguas. Y se utiliza de modos y sentidos muy diversos. En algunas lenguas semitas, incluso, es nombre de alguna divinidad…

 

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Red de Mujeres en sinodalidad analiza encíclica de León XIV: ¿Qué voces necesitan ser restituidas?

[Por: Paola Calderón | Religión Digital]

La Red de Mujeres en Sinodalidad avanza en su proceso de análisis de la realidad con el conversatorio titulado “La humanidad que queremos construir”. Un espacio, efectuado con el fin de profundizar en la reflexión académica y pastoral sobre la primera encíclica del Papa León XIV, Magnifica Humanitas.

 

Durante la jornada, teólogas, agentes de pastoral y líderesas comunitarias abordaron los ejes centrales del documento pontificio, poniendo al centro del debate, la preservación de la dignidad humana, la justicia social y el impacto de las tecnologías en la sociedad global…

 

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Fernando Jom: Luchó por la libertad del pueblo Poqomchi

[Por: Kajkoj Máximo Ba Tiul]

Conocí a Fernando, aproximadamente en el año de 1980. En el movimiento cooperativista y luego en el movimiento de catequistas. Un hombre que se distinguió por su sonrisa, educado, reflexivo y comprometido. Fue de los primeros miembros de la comunidad de Najtilabaj, que se asoció a la cooperativa de Ahorro y Crédito San Cristóbal, R.L., eso se contaba entre los demás socios y uno de los primeros catequistas de la comunidad y de esa region…

 

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León XIV al Sínodo Valdense: Dar testimonio juntos de la libertad de los hijos de Dios

[Por: Vatican News]

En un mensaje firmado por el Cardenal Secretario de Estado, Pietro Parolin, el Papa extiende sus saludos a las Iglesias Metodista y Valdense con motivo de la apertura de su Sínodo. Se centra, en particular, en la inteligencia artificial, haciendo hincapié en la necesidad de «mejorar la tecnología sin que ello suponga un retroceso en la humanidad»…

 

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Cardenal José Tolentino de Mendoça: El Cantar de los Cantares despierta el amor

[Por: Eugenio Murrali | Vatican News – IHU]

El 24 de agosto, en el Encuentro de Rimini, tuvo lugar un diálogo entre dos poetas, el cardenal José Tolentino de Mendonça y Davide Brullo , en el que se presentó y exploró el texto bíblico en su sentido más profundo. Las lecturas estuvieron a cargo del actor Giampiero Bartolini, con la moderación de Annalisa Teggi .

 

Este informe es de  Eugenio Murrali y fue publicado por Vatican News el 25 de agosto de 2026…

 

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Artículo de coyuntura: Algunos apuntes sobre el nuevo escenario

[Por: Pilar Arroyo | IBC]

Está por cumplirse un mes desde que el Fujimorismo 2.0 asumió la conducción del Ejecutivo.  Es poco tiempo para hacer balance sobre su gestión, pero si podemos señalar algunos aspectos relevantes del nuevo escenario que se va configurando…

 

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La Cuestión Social en la encrucijada contemporánea

[Por: Jorge Osorio Vargas]

Acuñada en le fragor de la revolución industrial decimónica, la “cuestión social” emergió como el intento de dar nombre y rostro a las miserias generadas por un capitalismo salvaje que desposeía masificaba y alienaba al nuevo proletariado…

 

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Uma democracia socio-ecológia ou o ecosocialismo

Com a crise geral das democracias e face aos ataques do fascismo e da extrema direita à la Donald Trump estamos em busca de uma democrcia enriquecida que atenda às mudanças ecológicas e geopolíticas que estão em curso. Especialmente monetarizão da política e a uberização da vida. Vale sempre o pressuposto básico de qualquer tipo de democracia: o que interessa a todo deve poder der decidido por todos, seja diretamente, seja por representantes. Estamos em busca de um novo tipo de democracia.

Hoje está se impondo o projeto de uma democracia ecológico-social ou na formulação de Michael Löwy (Ecosocialismo:um projeto de civilização,2205) e seu grupo de um ecosocialismo. Essa compreensão nos obriga superar um limite interno ao discurso clássico da democracia: o fato de ser ainda antropocêntrica e sociocêntrica, vale dizer, centrada apenas nos cidadãos e na sociedade. Eles são reducionistas, pois o ser humano não é um centro exclusivo, nem mesmo a sociedade, como se todos os demais seres somente ganhassem sentido enquanto ordenados a ele e à sociedade.

Ser humano e sociedade constituem um elo, entre outros, da corrente da vida. Sem as relações com a biosfera, com o meio-ambiente e com as precondições físico-químicas não existem nem subsistem. Elementos tão importantes, devem ser incluidos em nossa compreensão de democracia contemporânea na era da conscientização ecológica e planetária segundo a qual natureza, ser humano e sociedade estão indissoluvelmente unidos de sorte que possuem um mesmo destino comum.

A perspetiva ecológico-social  ou ecosocialista tem, ademais, o condão de inserir a democracia na lógica geral das coisas. Sabemos hoje pelas ciências da Terra e da vida que a lei básica que continua atuando na constituição do universo e de todos os eco-sistemas é a cooperação, a sinergia, a simbiose e a relação de todos com todos em todos os momentos e circunstâncias. Mesmo a sobrevivência do mais apto pela seleção natural de Darwin, em parte válida no reino dos vivos, se inscreve dentro desta lei universal. Por ela se garante a diversidade e se inclui também o mais fraco que no jôgo das inter-retro-relações tem chances  e direito de estar sobre a Terra.

A  singularidade do ser humano consiste no fato de comparecer como ser de socialidade, de cooperação e de convivialidade, como bem viram os chilenos Maturana e Varela. Tal singularidade aparece melhor quando o comparamos com os símios superiores dos quais nos diferenciamos em apenas 1,6% da carga genética. Estes também possuem vida societária. Mas se orientam pela lógica da dominação e da hierarquização. Ao surgir o ser humano, há alguns milhões de anos, ao invés da competitividade e da subjugação  entra a funcionar a cooperação.

Esse 1,6% de ácidos nucléicos e de bases fosfatadas que nos diferenciam, funda o humano enquanto humano, como ser de cooperação.

Ora, a socio-democracia é o valor e o regime de convivência que melhor se adequa à ordem geral das coisas e da natureza humana cooperativa e societária. Aquilo que vem inscrito em sua natureza é transformado em projeto político-social consciente, fundamento da democracia: a cooperação e a solidariedade sem restrições. Realizar a democracia, da melhor forma que pudermos, significa avançar mais e mais para do reino do especificamente humano. Significa re-ligar-se também mais profundamente ao Todo e à Terra.

Cosmólogos vêm afirmando com insistência que há de se entender a vida como um momento da história evolutiva do universo, quando a matéria, colocada longe de seu equilíbrio (caos generativo), se complexifica e se auto-organiza. A vida humana é um capítulo da história da vida. Como humanos, consoante o mito antigo do cuidado,(que é da essência do humano) viemos do húmus (humus=homo); por isso somos fundamentalmente Terra que em seu evoluir chegou ao momento de sentir, de pensar, de amar e de venerar. Não vivemos apenas sobre a Terra. Somos a própria Terra que sente, pensa, ama e venera.

Em razão disso, notáveis astrofísicos e biólogos como Lovelock, Margullis, Sathouri, Swimme e Berry, juristas como Zaffaroni e ecologistas como o nosso Lutzenberg entre outros, sustentam que a Terra é um super-organismo vivo. Mostra tal equilíbrio em todos os seus elementos físico-químicos que somente um ser vivo pode revelar. Chamam-na de Gaia, nome mitológico dos gregos para sinalisar a Terra como vivente, ou Pacha Mama dos povos originários.

Se assim é, então a Terra é portadora de subjetividade, de direitos e de relativa autonomia, tanto ela, quanto os eco-sistemas que a compõem. Há a dignitas Terrae, a dignidade da Terra que reclama respeito e cuidado.

Impõe-se uma ampliação da personalidade jurídica à Terra, às aguas e às florestas. Bem disse o pensador Michel Serres: “A Declaração dos Direitos do Homem teve o mérito de dizer ‘todos os homens têm direitos’ e o defeito de pensar  ‘só os homens”. Os indígenas, os escravos e as mulheres tiverem que lutar para serem incluidos em ‘todos os homens”. E hoje esta luta inclui a inteira natureza com seus subsistemas, também sujeitos de direitos e, por isso, novos membros da sociedade ampliada.

Pelo fato de termos criado a ameaça de destruição da Terra-Gaia, com o antropoceno, necroceno e ultimamente  pelo piroceno (queimadas em todo o planeta), não podemos mais exclui-la do novo pacto social planetário, base da sociedade mundial que queremos sócio-democrática ou ecosocialista.

Hobbes, Locke, Rouseau e Kant, em seu contrato social, davam por descontado o futuro da Terra, garantido pelas forças diretivas do universo. Hoje não é mais assim. Sem a Gaia, não há mais base para nenhum tipo de cidadania e de democracia. Se quisermos sobreviver juntos, a democracia tem de ser também biocracia, numa palavra, democracia ecológico-social ou ecosocial que assume a preservação da Terra, incluindo-a no pacto social.

Foi em razão desta consciência que o movimento do MST e da agroecologia estão desenvolvendo semelhante compreensão da sócio-democracia. Ai se trata de uma nova relação interativa do ser humano com a natureza na qual ambos se vêem incluidos.

Uma cidade não vive apenas de cidadãos, instituições e serviços sociais. Nela vivem também paisagens, árvores, pássaros, animais, montanhas, pedras, águas, rios, lagos, mares, atmosfera, ar, estrelas no firmamento, o sol e a lua.

Sem tais realidades morerríamos de solidão,como diz o sábio indígena Seattle em 1854. São os novos cidadãos com os quais devemos aprender a conviver em harmonia. Faz-se mister uma educação ecológica para que os humanos aprendam a acolher todos os seres como con-cidadãos, no respeito, na justa relação e na irmandade universal. Eis o surgir da democracia ecológico-social, e do ecosocialismo, enriquecimento necessário da democracia clássica em tempos de nova consciência ecológica, dos riscos da IA autônoma e de responsabilidade pelo futuro comum da Terra e da Humanidade.

Leonardo Boff escreve para a revista LIBERTA do ICL: (https://www.revistaliberta.com.br); escreveu também Cuidar da Casa Comum.2024: (https://www.leonardoboff.org).

Ernestina López Bac, incansable defensora de la pastoral indígena en América Latina

La Conferencia de Religiosas y Religiosos de Guatemala (CONFREGUA) expresó su profundo pesar por la partida de la lideresa, destacando su invaluable legado en la teología india y la defensa de la dignidad de los pueblos originarios.

La Iglesia latinoamericana se despide de una de sus voces más proféticas y comprometidas. La Conferencia de Religiosas y Religiosos de Guatemala (CONFREGUA) emitió un comunicado oficial para lamentar el sensible fallecimiento de Ernestina López Bac, cariñosamente conocida como “Tinita”, una figura central en la construcción de una Iglesia verdaderamente intercultural y fraterna.

A través de su compromiso pastoral y testimonio de fe, Bac dejó una huella indeleble en la defensa de los derechos, la dignidad y la espiritualidad de las comunidades indígenas, tanto en su país natal como en toda la región.

Una vida dedicada a la pastoral eclesial

Durante su vasta trayectoria, Ernestina Bac asumió responsabilidades de alto impacto. Destacó como secretaria y responsable de la Comisión Nacional de Pastoral Indígena de la Conferencia Episcopal de Guatemala. En este espacio, impulsó el diálogo, la participación activa y el fortalecimiento de la identidad espiritual de las comunidades originarias dentro de la vida eclesial.

Su liderazgo y sabiduría trascendieron fronteras. Desde el año 2006, integró el equipo asesor del Consejo Episcopal Latinoamericano y Caribeño (CELAM) para asuntos indígenas. Asimismo, mantuvo una participación activa en la Articulación Ecuménica Latinoamericana de Pastoral Indígena (AELAPI) y el grupo teológico Amerindia, espacios donde promovió el reconocimiento de la riqueza cultural y teológica de su pueblo.

La cosmovisión maya y el “buen vivir”

Como representante de los pueblos de Mesoamérica en diversos simposios internacionales de Teología India, Bac se consolidó como una firme promotora del ideal del “buen vivir” y el “buen convivir”. Su mensaje logró una profunda y respetuosa síntesis al iluminar la cosmovisión maya con los principios de la fe cristiana, alzando una voz de esperanza, comunión y respeto por la vida.

CONFREGUA resaltó especialmente su cercanía con la Vida Consagrada Indígena, alentando permanentemente los procesos de formación y la consolidación de la identidad de quienes han consagrado su vida al servicio de Dios.

Al elevar oraciones por su descanso eterno, las organizaciones eclesiales extendieron su solidaridad a sus familiares, amistades y comunidades. El legado de Ernestina Bac permanecerá como un faro en la memoria agradecida de la Iglesia para quienes continúan su misión.

La Cruz de Boyacá, la cruz de Jesús y el padre Javier

En esta nota, quiero solo dejar una huella del dolor, gratitud y esperanza de tantas víctimas a las que él acompañó y de todos los que trabajamos por la paz y tenemos hambre de justicia… Hay un detalle que traigo a colación en este día de su resurrección: Javier tuvo la clarividencia, tan difícil en estos tiempos del cristianismo de Estado en el que nos estamos hundiendo alelados y que oscurece el evangelio, de reconocer la cruz de Jesús y no confundirla con ningún sucedáneo de esos que ofrecen los poderosos de la política, de las armas, del mercado; esto se evidenció cuando, según dijo el entonces presidente que se la ofreció, rechazó la Cruz de Boyacá, la máxima condecoración que da la patria.

Esta mañana, despertamos con la noticia de la muerte del padre Javier Giraldo Moreno, S.J.; tanto se dirá de él en estos días de duelo y su memoria acompañará nuestras luchas; aquí, en esta nota, quiero solo dejar una huella del dolor, gratitud y esperanza de tantas víctimas a las que él acompañó y de todos los que trabajamos por la paz y tenemos hambre de justicia.

Hay un detalle que traigo a colación en este día de su resurrección: Javier tuvo la clarividencia, tan difícil en estos tiempos del cristianismo de Estado en el que nos estamos hundiendo alelados y que oscurece el evangelio, de reconocer la cruz de Jesús y no confundirla con ningún sucedáneo de esos que ofrecen los poderosos de la política, de las armas, del mercado; esto se evidenció cuando, según dijo el entonces presidente que se la ofreció, rechazó la Cruz de Boyacá, la máxima condecoración que da la patria, creada por el mismo Simón Bolívar, y que tanto engolosina a los que la reciben y ambicionan, incluidos clérigos y religiosos; Javier, iconoclasta del Estado sacralizado, nunca quiso esa cruz con mayúscula, quiso la que se escribe con minúscula, la del nazareno, la del que fue contado entre criminales, la de los que mueren fuera de los muros de la ciudad, la de los que sufren, la de las víctimas.

Sí, él rechazó la Cruz de Boyacá que premia los méritos de servicio a la patria; la misma patria, que con esta misma cruz u otras de sus insignias, ha llegado a condecorar a los victimarios de los más pobres, a los militares que cifran su triunfo en muertos, a los religiosos que sofocan la profecía y halagan los oídos del poder con sus prédicas, a los funcionarios que atornillan el olvido y la impunidad; a los que se adueñan de las tierras y pasan por grandes emprendedores, a los negacionistas que, para defender privilegios y el  statu quo, ignoran los desplazados, los reclutados a la fuerza, los falsos positivos, los secuestrados; los que borran y obstruyen la búsqueda de las madres de Soacha y de las mujeres de la Escombrera. Javier declinó recibir esa cruz y agarró la de Jesús y por cargarla fue, como su maestro, contado entre malhechores (Lc 22,37): tantas veces lo llevaron a los tribunales con falsas acusaciones, cuántos montajes para criminalizarlo, retenes de los armados para quitarle sus documentos y humillarlo, marchó también al exilio, señalado en tantos discursos oficiales de gobernadores, presidentes, militares, empresarios, y hasta eclesiásticos, como “enemigo interno” y terrorista.

Javier, cargando la cruz de Jesús, resultó también fuera de los muros de la ciudad (Hb 13, 12), entre los expulsados del sistema a los que hay que borrar y quitar de en medio; se vio a sí mismo “en las entrañas del genocidio”, usando el título que dio a su libro y profecía sobre la Comunidad de Paz de San José de Apartadó; se dejó clavar en el patíbulo de ese pueblo crucificado de campesinos de Urabá que por su decisión a no participar en la guerra, ni convivir ni colaborar con ningún actor armado de ninguna tendencia, fue mirado con malos ojos y vio como caía sobre sus habitantes el exterminio claramente planeado desde el establecimiento; además de la Comunidad de Paz, Javier, estuvo cerca y apoyó a muchas otras organizaciones de resistencia, en muchas de las cuales figura como fundador: Centro de Educación e Investigación Popular (CINEP), Comisión Intereclesial de Justicia y Paz, Tribunal Permanente de los Pueblos, Liga Internacional por los Derechos y la Liberación de los Pueblos, Sacerdotes de la Iglesia de los Pobres; la Cruz de Boyacá lo habría puesto en otro escenario, él prefirió, como Cristo, ser sacado fuera y, como profesamos en el credo, “descendió a los infiernos”.

Javier, cargando con la cruz de Jesús, no quiso hacerse a la Orden de Boyacá, quiso sí, y muy concienzudamente, ser miembro de organizaciones y colectivos al servicio de los que sufren la violencia y la injusticia, de los que luchan contra la impunidad, proponen la no violencia, defienden los derechos de los ninguneados, trabajan por la memoria; estuvo muy dentro de Asociación de Familiares de Detenidos Desaparecidos (ASFADDES), Fundación Hasta Encontrarlos, Víctimas de la Masacre de Trujillo; Movimiento de Víctimas de Crímenes de Estado (MOVICE); alentó también la Operación Cirirí, de doña Fabiola Lalinde Castaño y de las mujeres que buscan a los desaparecidos. Inserto en esas realidades tan crudas pasó sus días Javier; sabía que el mundo y la sociedad no cambian desde arriba y sí desde las organizaciones populares, desde las comunidades, desde la gente sencilla, desde los que sufren; él sabía, siguiendo la línea de San Ireneo y de San Oscar Arnulfo Romero que concluye que “fuera de las víctimas no hay salvación”.

Javier, quien no aceptó la Cruz de Boyacá, tampoco aceptó las armas del Estado y los escoltas que le ofrecían para protegerlo de las muchas amenazas de muerte; también en la Comunidad de Paz de San José, él y los campesinos se resistieron a que hubiera armas y personas armadas a su alrededor y muchos dieron su vida en la no violencia. Esa cruz y esas armas son parte del mismo sistema estatal que se diviniza y que sacrifica a los seres humanos; el “oficio sagrado” del Estado,  su liturgia, se ejerce siempre con mediación de las armas y al amparo de una cruz que alardea poder y no muestra por ningún lado a un crucificado del Imperio; la guerra es su fiesta de pascua y en ella cantan sus aleluyas; los profetas de esta religión por la que muchos de nuestros cristianos están cambiando el evangelio en nuestra Colombia, hablan de seguridad no como de un bien laico, es decir del pueblo (laós, pueblo) y sí como un dios a su disposición, y ese dios, como todos los ídolos, necesita miedo como aura y sangre como sacrificio; Jesús, el maestro de Javier también pidió a Pedro, que quería usar el machete, que lo devolviera a su funda (Jn 18, 11) y se dispuso a cargar su cruz, prefirió ser víctima a convertirse en victimario, no dio culto a la seguridad, se entregó (Ef 5, 2; Gál 2,20); si hay algo que desafía el aparato diabólico de una religión de estado es la no violencia; ni la cruz que da el poder ni las armas como liturgia: si queremos seguir recibiendo la gracia de ser cristianos, vamos a necesitar en nuestra Colombia muchos otros iconoclastas como Javier.

Cuando Eliseo vio partir al profeta Elías, recogió su manto y siguió su obra (2 Re 2, 1-12); nos toca ahora recoger el manto de Javier y que su profecía siga en nosotros; una amiga de Javier, y también amiga mía, me decía al contarme la noticia de su muerte: “le pido al Señor, igual que Eliseo, que nos toque lo mejor de su Espíritu”, escribiéndolo así ella me hizo saber que el Espíritu de Javier es con mayúscula, era y será el Dios de los pobres moviéndolo; los que cargan la cruz con minúscula tienen el Espíritu con mayúscula.

Publicado en: https://www.religiondigital.org/de_dios_se_habla_caminando/cruz-boyaca-jesus-padre_132_1464539.html