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Cinco fotografías de la fe (II)

[Por: Salvador Santos Pacheco]

Jesús usa por segunda vez el término fe (πίστις) en el episodio de la tempestad sobre la barca (Mc 4,35-5,1; Mt 8,23-27; Lc 8,22-25). En su texto paralelo, Mateo utiliza otro término: “de poca fe” (ὀλιγό-πιστος).

 

Este relato de la barca sufriendo un temporal fue incluido por Marcos en la secuencia de las parábolas. Aislarlo de ese contexto supone descargarlo de su significado…

 

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¿Quién le teme a los cuerpos trans?

[Por: Thiago Gama | Outras Palavras – IHU]

Una socióloga analiza los nuevos mecanismos médico-legales utilizados para patologizar las “desviaciones”. Critica el determinismo biológico en el discurso antiidentitario, incluso dentro de la izquierda. Y señala: la gente está muriendo; el reconocimiento no puede esperar a la revolución.

 

En junio de 2018, la Organización Mundial de la Salud eliminó la experiencia trans del capítulo sobre trastornos mentales y la trasladó al capítulo sobre afecciones relacionadas con la salud sexual. Cinco años antes, la Asociación Estadounidense de Psiquiatría había sustituido el término «trastorno de identidad de género» por « disforia de género ». Parecía la culminación de medio siglo de tutela médica. No lo fue. Los nombres cambiaron; el mecanismo que decide quién es comprensible y quién no, permaneció intacto. Y el argumento biológico regresó al debate público brasileño por una puerta que casi nadie custodiaba: la de una parte de la propia izquierda…

 

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Caminantes No. 72 / Agosto de 2026

[Boletín Mensual Taller Isla Negra, Chile]

Sobre la urgencia de recuperar el alma comunitaria.

 

Es urgente recuperar el alma comunitaria, que se traduzca en la reconstrucción de los vínculos y del sentido compartido y solidario de pertenencia, donde la presencia de toda otredad sea un movilizador de nuestro profundo y originario interés por direccionarnos hacia la mejor vida y el bienestar integral de cada uno de nuestros coterráneos, del prójimo y del lejano, del semejante y el diferente, cualquiera sea su edad, su historia, su etnia, su éxitos o fracasos.

 

Es por lo tanto una apuesta por la construcción del sujeto (as) donde existe una estrecha relación entre el yo y el tú; esto es construyo, pero también soy construido por otro (a). Tiene relación directa con la generación de confianza y con la relevancia que tiene como fundamento una propuesta para el desarrollo personal, el respeto y el saber escuchar, elementos primordiales para las prácticas comunitarias que buscan la transformación social.

 

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O que se entende mesmo por crise?

Atualmente parece estar tudo em crise: a ordem do capital, a economia, a política, as ciências, as éticas, os valores, as religiões e, entre nós, no Brasil até o futebol. Numa palavra, temos a ver com uma crise de civilização, vale dizer, da nossa forma de estar no mundo, como organizamos a sociedade e estabelecemos os valores e leis que nos regem. Não há campo livre, especialmente concernente ao futuro.

Ela pode representar uma tragédia cujo desfecho pode ser destrutivo, como no teatro grego ou um drama cujo termo pode ser bem-aventurado como na liturgia cristã que celebra a páscoa da ressurreição depois da sexta-feira santa da paixão.

A humanidade está posta diante desta decisão: ou continuar como está e poderemos ir ao encontro de uma tragédia civilizatória ou  abrir um novo caminho, marcado, certamente, por um drama mas que promete um futuro melhor.

A Carta da Terra,um dos principais documentos da ONU pensando o futuro do planeta Terra afirma:“As bases da segurança global estão ameaçadas;essas tendências são perigosas mas não inevitáveis. A escolha é nossa: ou formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a destruição da diversidade da vida”(preâmbulo). Eis com que crise radical somos confrontados.

Expliquemos primeiramente o que entendemos por crise. A maioria recorre ao ideograma chinês de crise: como risco e como oportunidade, o que  julgo iluminador. Mas prefiro a rica significação de crise em sânscrito, por ser a matriz de nossa língua e por possuir ressonâncias em outras palavras derivadas daí.

Em sânscrito, crise vem de kir ou kri que significa purificar e limpar. De kri vem crisol, o cadinho para depurar o ouro das gangas. Acrisolar, na linguagem elegante, quer dizer também decantar. Uma doença grave produz uma crise profunda no enfermo. Ao sair da crise, reavalia o sentido da vida e resgata o valor das coisas mais cotidianas. Então, a crise significa um processo critico, de depuração de tudo o que não é essencial. O acidental permanece acidental.

Abordemos a natureza da crise. Quem por primeiro aprofundou a crise associada à angústia foi  Sören Kierkegaard (2013-1855:O conceito de angústia, Vozes 2010)  tido um dos fundadores do existencialismo. Era filósofo e teólogo. Escreveu outro com o título A crise e uma crise na vida de uma atriz.   Para ele a vida é entendida como processo permanente de angústias e crises e de superação de angústias e de crises.

Outro pensador fundamental da crise foi o filósofo espanhol Ortega y Gasset (1883-1955), conhecido como o autor da frase “eu sou eu e minha circunstância”. Escreveu um ensaio de 1942, mais tarde publicado como Ao redor de Galileo Galilei: esquemas das crises históricas (Vozes 1989). Mostrou que a história, por causa de suas rupturas e  retomadas, possui a estrutura da crise.

Esta obedece, segundo o autor, à seguinte lógica: (1) a ordem dominante deixa de realizar um sentido evidente; (2) anuncia-se  a percepção de que um muro se levanta à nossa frente, por isso reinam dúvida,  ceticismo e uma crítica generalizada; (3) urge uma decisão que cria novas certezas e um outro sentido; mas como decidir se não se vê claro? mas sem decisão não haverá saída para a crise; (4) tomada a decisão, mesmo sob risco, então abre-se, novo caminho e outro espaço para a liberdade. Superou-se a crise. Nova  ordem pode começar.

Ela se traduzirá por um curso diferente das coisas. Depois, seguindo a lógica da crise, esta ordem também entrará em crise. E permitirá, após processo crítico de acrisolamento e purificação, a emergência de nova ordem. E assim sucessivamente se estrutura a história humana.

A crise possui também uma dimensão pessoal, especialmente, a grande crise representada pela morte. Ela revela também uma dimensão cósmica que é o fim do universo. Este, creio eu, não acaba na morte térmica e no completo vazio mas numa explosão e implosão para dentro da Suprema Realidade.

Entretanto, todo processo de purificação não se faz sem cortes e rupturas. Dai a necessidade da de-cisão. A de-cisão opera uma cisão com o anterior e inaugura o novo. Assim resgatemos  o sentido grego de crise.

Em grego krísis, crise, significa o processo de decisão tomada por um juiz ou um médico.  O juiz pesa e sopesa os argumentos prós e os contra e o médico conjuga os vários sintomas da doença. À base deste processo  ambos tomam suas  decisões pelo tipo de sentença a ser proferida ou pelo tipo de doença a ser tratada. Esse processo decisório é chamado crise. Encontrada a solução, a crise desaparece.

O evangelho de São João usa 30 vezes a palavra crise no sentido de decisão que a maioria dos tradutores, insensíveis às riquezas da palavra original krísis, traduzem por juízo. O fato real é que Jesus compareceu como “a crise do mundo”(krisis tou cósmou), pois obrigava as pessoas a se decidirem em favor ou em contra de sua mensagem e pessoa.

O Brasil vive, há séculos, protelando suas crises porque as lideranças não possuem a ousadia histórica de tomar decisões que cortassem com o passado perverso. Sempre se fizeram e se fazem conciliações negociadas a pretexto da governabilidade (cf. o clássico José Honório Rodrigues, Conciliação e Reforma no Brasil, 1965). Desta forma sutilmente se preservam os privilégios das elites do atraso e novamente as grandes maiorias são condenadas continuar na sua miséria ou na marginalidade.

A crise do capitalismo é notória. Como mostrou Carl Polanyi em sua obra A grande Transformação, (Campus,2000), de uma sociedade com mercado se passou para uma sociedade de mercado, Tudo é feito mercadoria (até órgãos humanos), coisa que Marx em 1847 o previu e chamou de “o tempo da corrupção geral e da venalidade universal”(A miséria da filosofia). Hoje predomina o capital especulativo que não produz sequer um prego, apenas dinheiro e mais dinheiro.  Seguramente terminará numa crise fenomenal afetando cruelmente milhões de pobres.

Bem disse Platão em meio à crise da cultura grega:“as coisas grandes só acontecem no caos, na krisis”. Com a de-cisão, o caos e a crise desaparecerão e pode nascer  nova  ordem. Assim terminava Martin Heidegger,feito nazista por um tempo, sua preleção inaugural como reitor da universidade de Friburgo i,B. na Alemanha.

Oxalá desta crise planetária, surja um novo ensaio civilizatório que, esperamos, seja mais integrador, mais humanitário,mais espiritual e mais cuidadoso.Caso contrário…

Leonardo Boff escreve para a revista LIBERTA do (ICL: (https://www.revistaliberta.com.br;escreveu também A grande transformação na economia, na política e na ecologia (Vozes 2014:https://www.leonardoboff.org).

Invitación: Conmemoración del 6.º aniversario de la Pascua de Pedro Casaldáliga

[Por: Fundación Pedro Casaldáliga]

Con motivo del sexto aniversario de la Pascua de Pedro Casaldáliga se realizarán distintos actos conmemorativos…

 

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Amerindia abre un ciclo de conversatorios para reflexionar sobre los desafíos del mundo actual a la luz de Magnifica Humanitas

La iniciativa reunirá a especialistas de distintos países entre agosto y noviembre para abordar temas como la inteligencia artificial, la crisis de las democracias, el transhumanismo y el capitalismo digital desde la opción por los pobres y la Tierra.

Amerindia convoca a agentes pastorales, teólogos, religiosos, laicos y a todas las personas interesadas a participar en el ciclo de conversatorios “Magnifica Humanitas: pensar el presente y el futuro desde la opción por los pobres y por la Tierra”, una propuesta formativa que tiene como propósito ahondar en los desafíos del mundo contemporáneo a partir de la lectura de la encíclica Magnifica Humanitas del Papa León XIV.

El ciclo se desarrollará entre agosto y noviembre de 2026, y tiene como fin generar espacios de análisis, diálogo y formación que permitan comprender la realidad social, cultural, política y tecnológica actual desde la perspectiva de la teología latinoamericana de la liberación.

Alejandro Ortiz, Coordinador de Amerindia, explicó que la iniciativa pretende ir más allá de un estudio académico del documento pontificio: “El objetivo principal de este ciclo de conversatorios es compartir un análisis de la realidad social latinoamericana y mundial”.

Añadió que el propósito es ofrecer “diagnósticos, análisis, miradas y perspectivas, desde la opción por los pobres y teniendo como medio la lectura de la encíclica de León XIV Magnifica Humanitas”.

Comprender el mundo de hoy

Ortiz explicó que cada encuentro reunirá a especialistas de diversas disciplinas para ayudar a interpretar las transformaciones que atraviesa la humanidad: “Queremos generar un ciclo de discusión, de diálogo, de reflexión y formación en torno a cómo está nuestro mundo, cómo está nuestra realidad social, cultural, digital y cómo nos está afectando”.

Según señaló, participarán teólogos, sociólogos y antropólogos que ofrecerán herramientas para comprender los cambios actuales y, posteriormente, dialogarán con los asistentes. “El objetivo es comprender cómo está el mundo hoy, pero, sobre todo, desde la lectura de la encíclica del Papa León XIV, cuáles son los desafíos teológicos que debemos asumir, las acciones pastorales y los impulsos de esperanza que debemos realizar en estos tiempos”, manifestó.

Cuatro grandes temas para leer los desafíos contemporáneos

El primer conversatorio se celebrará el viernes 28 de agosto y estará dedicado a “El poder tecnológico, la IA y la Teología de la Liberación”.

Ortiz explicó que este tema quiere ahondar en el concepto de “poder tecnológico” desarrollado por la encíclica. “Queremos entender no solamente qué es la inteligencia artificial, sino sobre todo lo que la encíclica llama poder tecnológico”.

Añadió que el interés es analizar críticamente el papel que desempeñan las grandes plataformas digitales y los retos que estas representan para la teología de la liberación.

Democracia, posverdad y derechos humanos

La segunda sesión tendrá lugar el 25 de septiembre bajo el título “La crisis de las democracias latinoamericanas en tiempos de la posverdad”.

Para Ortiz, este tema responde a los cambios políticos que vive el continente: “Se está manejando otro tipo de políticas, están ganando muchas posiciones muy conservadoras o de extrema derecha y eso va a implicar cambios profundos todavía más en contra de los derechos humanos de las personas en América Latina”.

Señaló que el conversatorio buscará analizar procesos recientes ocurridos en distintos países de la región y reflexionar sobre ellos desde la perspectiva propuesta por la encíclica.

El sentido del ser humano y la fraternidad cósmica

El 30 de octubre se realizará el tercer encuentro: “¿Qué significa ser humano hoy? Transhumanismo, poshumanismo y fraternidad cósmica”.

Ortiz explicó que el conversatorio abordará el debate antropológico contemporáneo en torno al papel del ser humano, la tecnología y la creación. Según indicó, el transhumanismo propone superar las limitaciones humanas mediante la tecnología, mientras que el poshumanismo cuestiona el lugar central del ser humano dentro del universo.

Frente a ello, Amerindia propone reflexionar desde una visión inspirada en la encíclica que incorpore una comprensión más amplia de la vida: “Queremos una visión más amplia, más cósmica, donde la naturaleza también juegue, donde no se vea el centro solamente el ser humano, sino la vida en su conjunto, con las plantas, con los animales, con los insectos y el cosmos”.

Capitalismo digital y construcción de la paz con la Tierra

El ciclo concluirá el 27 de noviembre con el conversatorio “Las cadenas del capitalismo digital: esclavitudes contemporáneas y construcción de la paz con la Tierra”.

Ortiz explicó que este espacio analizará cómo el desarrollo tecnológico puede reforzar nuevas formas de explotación y exclusión: “Queremos una reflexión de por dónde van las cosas, por dónde va el trabajo, por dónde van las posturas ideológicas de la familia y del ser humano”.

A su juicio, estos cuatro ejes permitirán “seguir manteniendo una reflexión crítica liberadora desde los pobres en estos tiempos tan difíciles”.

Reflexión comunitaria para construir esperanza

Cada conversatorio buscará que tanto las exposiciones como la moderación presenten alternativas, resistencias y caminos de esperanza frente a los desafíos analizados. Ortiz insistió en que “no se trata de analizar la encíclica. Con el pretexto de lo que ya hemos leído, discutamos algunos temas que creemos que son relevantes para entender el mundo de hoy y ubicar cuál es el papel de la teología latinoamericana de la liberación para dar esperanza”.

Resaltó que estos espacios pretenden ayudar a discernir cómo responder a una realidad marcada por transformaciones sociales, culturales y tecnológicas: “Es importante que entendamos qué está pasando en el mundo para saber cómo reaccionar, cómo enfrentar y cómo debemos asumir los retos”.

Dialogar y caminar juntos

Alejandro Ortiz invitó a comunidades, agentes pastorales, religiosas, religiosos, sacerdotes y laicos a sumarse a este proceso formativo: “La invitación es muy clara: que se puedan sumar a este proceso de conversar, dialogar, debatir, conocer y formarse”.

Remarcó que comprender la realidad exige escuchar diversas voces y construir respuestas comunitarias inspiradas en el Evangelio: “Necesitamos conocer la realidad, pero también para construir teologías que liberen, que den esperanza y que hagan que la ternura, la compasión y el compartir se vuelvan ejes inevitables para todo ser humano”.

Los conversatorios se realizarán los viernes 28 de agosto, 25 de septiembre, 30 de octubre y 27 de noviembre, con transmisión a través del canal de Facebook @AmerindiaEnLaRed en los siguientes horarios: 17:00 (México y Centroamérica), 18:00 (Colombia y Perú), 19:00 (Chile) y 20:00 (Brasil y Uruguay). La propuesta quiere fortalecer una reflexión crítica, comunitaria y esperanzadora sobre los desafíos del presente, inspirada en la opción por los pobres y el cuidado de la Tierra que plantea Magnifica Humanitas.

 

 

La importancia del “honor”

[Por: Eduardo de la Serna]

En el antiguo mundo mediterráneo el honor era tenido como el valor supremo. El honor era el “valor” con que se veía socialmente a una persona o un colectivo, habitualmente relacionado con su oficio, por ejemplo. Las razones por las que se valoraba positiva o negativamente a un grupo eran fundamentales según la cultura y las costumbres. En el mundo antiguo, precisamente, era relativamente fácil perder el honor mientras no era sencillo acrecentarlo. Veamos ejemplos sencillos…

 

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Documental Obispo Rojo: La memoria que ilumina las luchas del presente

[Por: Esteban Silva Cuadra]

Rescatar la memoria de las luchas de los pueblos por su liberación y de quienes las encarnaron no es un ejercicio nostálgico; es un deber recuperar la memoria, como bien sentenció Frantz Fanon. En estos tiempos de brutal arremetida conservadora, ultraderechista y fascista que recorre Latinoamérica y el Caribe, recuperar esas voces, esos rostros y esas experiencias históricas se convierte en un acto de resistencia vital y de construcción de futuro.


Hoy, esa memoria nos llega con fuerza a través de la pantalla grande. Nos acaba de llegar el anuncio del documental «Obispo Rojo», del director mexicano Francesco Taboada, consagrado a la figura y trayectoria de Monseñor Sergio Méndez Arceo, obispo católico de la diócesis de Cuernavaca en México, quien tuvo como pastor y como hombre de su tiempo un profundo compromiso con las causas de liberación popular por la justicia, la dignidad, y acompañó activamente las luchas de las y los trabajadores y los pueblos
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Todo pasa

[Por: Rosa Ramos]

“Nada te turbe, nada te espante,

todo se pasa, Dios no se muda.

La paciencia todo lo alcanza.

Quien a Dios tiene, nada le falta.

Solo Dios, basta.”

Santa Teresa de Ávila       

“No nos bañamos dos veces en un mismo río”

Aforismo de Heráclito de Efeso   

 

Todo pasa. También cuando no quisiéramos que pasara, pasa. El tiempo no se detiene, no podemos retener situaciones, personas… Aquello de Fausto “detente minuto, eres tan bello”, es imposible. Muchas veces es motivo de acción de gracias, otras no es tan fácil asumir que todo pasa.

 

En el artículo anterior compartíamos sobre el tiempo que tardan los cardones en crecer y florecer: mucho tiempo, cincuenta años, pero “pasan”. También los embarazos humanos con sus nueve largos meses de espera, temores y sueños, pasan. Luego la infancia de nuestros niños pasa demasiado rápido y nos queda la nostalgia de ese tiempo, mezclada con las ansiedades por sus nuevas etapas. Que, asimismo, pasarán.

 

Entre tanto, fluyen los acontecimientos como los colores que vemos en un caleidoscopio, encuentros y pérdidas, inesperados unos y otras, con sus consiguientes entusiasmos y duelos. Que también pasan. Asombra que aquello que nos cautivó, lo que en cierto momento nos apasionaba, pase, que los intereses se muden por otros. A su vez, conmueve que los duelos pasen, pero tenemos la experiencia de que pasan, tanto a nivel personal como a nivel comunitario.

 

Se trata de “Vivir a tiempo”, como tituló a su primer libro el sacerdote y querido amigo Pablo Peralta. Todo, todo pasa: se trata de saber abrazar y saber soltar a tiempo, saboreando y agradeciendo todo lo que llega y lo que se va de nuestras vidas con grandeza de alma . De vivir atentos a “la hora”, como Jesús.

Cuando las experiencias de pérdidas y mutilaciones son muy fuertes, traumáticas, como aquellas que son fruto de la violencia, las guerras, terremotos o tsunamis devastadores, procesarlas lleva mucho tiempo, a veces varias generaciones, pero pasan. Las personas, las familias, se reconstruyen o reconfiguran y siguen. Vuelven a trabajar, reír y jugar juntos, los que quedan. También los pueblos se rehacen, asumiendo y cultivando la memoria colectiva. La historia no se detiene.

 

Todo pasa, pero no en vano, no sin dejar huellas. El poeta Antonio Machado, afirma en uno de sus poemas más conocidos: “todo pasa y todo queda”. Y tantos siglos antes el filósofo griego Heráclito, decía que el río es y no es el mismo río y nosotros somos y no somos los mismos, por eso sentenciaba en su famoso aforismo que jamás nos bañamos dos veces en un mismo río.

 

¿Qué hacer? ¿Cómo hacer? Son preguntas que solemos formularnos no en las buenas, sino en las malas, no en los encuentros fecundos, sino en los desencuentros, en las pérdidas.

 

“Los viejos” con su sabiduría nos invitan a confiar en el trabajo del tiempo “que lo cura todo”. Pero también, creo, que se trata de agradecer lo vivido –cultivar la memoria agradecida por tanto bien recibido- y saber acoger lo nuevo que llega a nuestras vidas. Lo nuevo no será igual que lo roto o lo perdido, que es irrepetible, será diferente.

 

De la física se tomó y trasladó a la psicología -y por qué no a la espiritualidad- el concepto de resiliencia. Un término nuevo, que nombra algo que las personas y las comunidades ya vivían, pero es valioso poder nombrar. Las personas, las familias, los pueblos, son capaces de resiliencia, es decir de recuperar “la forma”, más exactamente la vitalidad, para volver a creer y volver a empezar.  Quizá desde los cimientos, “desde Galilea”, como los discípulos trastornados por la muerte del Maestro.

 

De encontrar, de perder, de “duelar”, y de seguir encontrando sentidos, se trata la vida. En suma, de ir aprendiendo -con contradicciones y dolor- el duro trabajo de seguir acogiendo la vida, que se ofrece siempre efímera y siempre nueva, de ahí la necesidad de vivir a tiempo y con confianza. Los cristianos creemos que el Espíritu sigue alentando la vida y la esperanza. Siempre.

 

A modo de aterrizar esta rumia, este discurso un tanto recurrente, citaré la reciente película italiana “Gioia mia, un verano en Sicilia”, escrita y dirigida por Margherita Spampinato.

 

Los protagonistas son un niño y su tía abuela, con quien el chico debe quedarse un verano, mientras sus padres trabajan y su niñera Violeta, a la que amaba, no puede ocuparse de él porque se va a casar. El encuentro de dos generaciones y culturas tan diferentes no fue bueno, ni fácil, pero Cela y Nico llegan a una relación hermosa y madura. La película es muy hermosa, con esos rasgos del sur italiano: rostros arrugados, cuerpos “normales” no normados, casonas grandes y misteriosas. El niño es de otro contexto, lleva otros hábitos, pero es capaz de afrontar los desencuentros iniciales con esa anciana “rara”, el duelo primero por Violeta y luego por el desencuentro con su nueva amiga Rosa… Pero sobre todo es capaz de aprender una forma de vida nueva que lo abre a valores y mundos desconocidos, al punto de ser él quien ayude a Cela a superar duelos antiguos y nuevos.

 

La película es un canto a la vida, al convivir con las diferencias. Un canto a la esperanza, al volver a empezar. Esboza varias cuestiones dignas de analizar, en lo personal, me llegó mucho como se aborda el tema del duelo y del “duelar”. La cultura actual de la velocidad niega a las personas y a las comunidades la posibilidad del duelo ante un fracaso o una gran pérdida, una muerte.

 

En Gioia mía se ve también que todo pasa. Pero allí son importantes el tiempo, los ritos, el ritmo cotidiano, el esperar pacientemente que el duelo pase, confiando en que gane la vida. Y gana. No digo más, creo que ya es suficiente para que deseen ver la película.

 

Todo pasa. Contra esta afirmación tan radical, seguramente recordarán la de San Pablo a los cristianos de Corinto: “¡el amor nunca pasará!” Es Palabra de Dios, el amor de Dios, que es amar, nunca pasará. El amor humano pasa, al menos se muda, al decir de la santa de Ávila, cambia, pero, cuando es fiel, se recrea. Lo demás, sin duda, pasa, pasan los gobiernos buenos y malos, se caen los imperios, pasan las generaciones…

 

Pasaremos también nosotros “haciendo caminos sobre la mar”, y, sin embargo, no habrá sido en vano, si vivimos a tiempo y con sentido ese pasar dejando huellas o apenas “estelas en la mar”.

 

Nada nos turbe, tampoco el pasar, Dios no se muda.

Moradia e direito a cidade! Um direito de todas!

[Por: Júlio Lázaro Torma]

Nos dias 28 e 29 de Julho, tivemos no município de Pelotas (RS) um grande momento de repensarmos e pensarmos a cidade. O Colégio São José e o seu auditório, foram palco e a casa de grandes debates, onde pensamos e conversamos ha questão da Moradia  Popular e o Direito à cidade em nosso município, inspirado na Campanha da Fraternidade 2026…

 

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