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Nossa Senhora Conquistadora 4OO anos de História e Devoção em nosso chão!

” Neste pampa abençoado desde outrora

Conquistando nos nativos desta terra

Com carinho, cuida hoje, ò Senhora

Deste povo que te ama e em Deus espera”

[ D. Frei Aloisio Dilli O.F.M]

 

Neste último domingo de Setembro ” Dia da Bíblia Sagrada“. Celebramos no pampa gaúcho Nossa Senhora Conquistadora. Um titulo que parece de origem bélica.

Que, não tem nada haver com as excursões ou escaramuças militares dos exércitos u mesmo das revoluções em que marcaram à História da Província do Rio Grande de São Pedro.[ o continente].

Há devoção à Nossa Senhora faz parte da História e do imaginário popular,cultural,social e religioso do povo latino americano.

Mesmo, em que estas terras antes da chegada dos conquistadores ibéricos de além mar. Que partiam da Península Ibérica dos portos de Porto, Lisboa e Cadiz.

Os povos em que aqui residiam, tinham sua História, religiões, mitos e cosmovisões. O povo guarani, como os mayas e astecas. O povo maya através do Popol Vuh [ quiché] e as cosmovisões guaranis e astecas que se assemelham com as narrativas bíblicas da criação[  Gênesis 1-8].

Sem nunca as culturas semitas,sumérios e os povos originários ameríndios nunca terem tido contato entre si. Vemos  um paralelo desta cosmovisão.

Que, ajudou na evangelização católica de nossos povos meso americanos.

Como, do nosso povo originário da bacia do Plata. Maria a primeira prenda da querência celeste, Jesus o nosso Divino Tropeiro, São Pedro o capataz, São Miguel Arcanjo o guardião e DEUS Pai que nos criou.

Maria de Nazaré, faz parte da alma e da vida do povo gaúcho desde 1626. Pois ela é o simbolo de fé, resistência e da própria identidade do povo gaúcho.

Eis, que no dia 29 de Dezembro de 16O9, é fundado a primeira redução de San Ignácio Guazú,o primeiro dos 3O povos jesuítico-guaranis. Pelos Padres Jesuítas Marcel de Lorenzana e Francisco de San Martin, com ajuda do cacique Arapysandú.

Padre Roque Gonzalez de Santa Cruz [ 1576- 1628], após pertencer ao clero diocesano de Assunção [ Paraguay]. Ingressa na Companhia de Jesus [ Jesuítas], no dia 9 de maio de 16O9.

Pouco, tempo após seu ingresso na ordem, recebeu a missão de ser missionário junto ao Pe. Vicente Griffi, uma das tarefa de evangelizar e pacificar o difícil, povo gaicurus do Chaco.

Que eram resistentes a conversão a fé católica que chegava de além mar  da Europa.

Na redução de  San Ignácio Guassú [ Paraguay], o Irmão Bernardo Rodriguez, pinta um quadro de Nossa Senhora da Conceição ” Nuestra Señora de los Milagros” em 1613.

No ano de 1614, o Provincial da Província Paraguay- Chile, com sede em Córdoba [ Argentina], o Padre Diogo Torres Bollo [ 1551-1631], visita a redução de San Ignácio Guassú, ficando impressionado com a beleza da imagem.

A Imagem foi recepcionada solenemente com músicas, danças e orações. Na entrega da imagem, o Provincial Diogo Torres disse aos índios que colocassem nela toda confiança, que grandes benefícios haveriam de alcançar de Deus, pela intercessão de Maria. Na ocasião, estavam também dois caciques e outras aldeias contrarias a fé católica.

O Pe. Diego os convidou a se converterem mas ambos recusaram. Os índios já cristãos, recomendam o caso à Nossa Senhora e no dia seguinte ambos aparecem, trazendo um terceiro cacique.

Padre Diego, confia à imagem ao missionário Roque Gonzalez. No ano de 1619, atravessa à margem do rio Uruguay no atual estado do Rio Grande do Sul e depois retorna ao território paraguaio.

O quadro de” Nossa Senhora a Conquistadora”, haveria de acompanhar o Padre Roque pelas suas caminhadas e navegações pelos rios Paraná,Paraguay e Uruguay.

No dia 3 de maio de 1626 [ Festa da Santa Cruz], chega as margens orientais do rio Uruguay. Na localidade de passo do Padre, reza a Primeira Missa em solo sul riograndense. Constrói uma capela de pau a pique coberta de palha dedicado a Nossa Senhora da Candelária e funda a redução de  São  Nicolau a ” estância primeira”.

Nossa Senhora foi companheira inseparável do Pe. Roque Gonzalez. Ele junto com os Padres Alfonso Rodriguez e Juan de Castillo, foi missionário jesuíta que ensinou o Evangelho aos povos indígenas do Rio Grande do Sul,inicialmente chamada de Tupanciretã [ Terra da Mãe de Deus].

Nesta primeira etapa, foi fundada as Reduções de São Nicolau pelos Padres Roque Gonzalez e Alfonso Rodriguez. Neste mesmo ano é fundada a Redução de São Francisco Xavier.

No ano de 1627, navega em canoa rustica até cinquenta léguas da foz do rio Ibicuy e funda a Redução da Candelária do Ibicuy.

O Padre Roque,carregava consigo o quadro de Nossa Senhora da Conceição e dizia:escreveu:

-” Ela é a nossa Conquistadora! Ela nos ajudará a evangelizar e a conquistar os índios”.

E, assim  no Relatório anual de 1268, ao seu Superior Geral em Roma, escreveu:

” Assim, navegando em canoa, com alguns idios pelo Rio Jaguari,acima após 5 dias cheguei a um porto, onde os índios ma haviam feito um casebre,para que não me aproximasse dos toldos dos índios e dos caciques daqueles povos… Fiz o esforço de convencê-los de que eu ficaria pouco tempo ali, mas procuraria um lugar para erguer uma Redução…..”

Roque Gonzalez, tinha estado na Região de Jaguari e nas vizinhanças da Serra de São Martinho e de São Xavier. Depois os outros missionários puderam seguir esses vestígios e fundar algumas Reduções naquelas paragens. Chega até o atual município de Cachoeira do Sul as margens do rio Jacui.

No ano de 1628 é fundado à  Redução de Assunção do Ijuy, Candelária do Piratiny. Após á fundação de São Nicolau e Assunção, recebeu um pedido dos índios de Caaró, para lá organizar uma redução, pois muitos desejavam ser batizados e tornar se cristãos.

Dirigiu- se para aquela região junto com o Padre Afonso Rodriguez e iniciou a vila de  Todos os Santos no dia 1º de Novembro de 1628,inaugurando uma tosca capela, construída com o auxilio dos guaranis.

No dia 15 de Novembro de 1628,ele e seu companheiro foram assassinados após a Missa,por emissários do cacique Nheçu.

Após executarem os dois jesuítas. Seguiram para Assunção do Ijuy à 5O km e executaram o Pe. João de Castilho no dia 17 de Novembro.

Depois de terem matado os presbíteros, os índios amotinados, saquearam e queimaram a Igreja e casa dos mesmos. Onde pegaram e rasgaram a estampa, atirando á no fogo. Escutaram uma voz:

“Matastes a quem tanto vos amava e queria! Matastes, porém meu corpo apenas, pois minha alma está nos céus. Virão meus filhos castigar- vos sobretudo pelo fato de haverdes maltratado a imagem da Mãe de Deus [ Conquistadora]. Voltarei contudo através de meus sucessores para vos ajudar nos muitos trabalhos,que por causa da minha morte hão de sobrevir”.

Os índios haviam arrancado o coração do Padre Roque, e atribuíram esta voz ao coração do sacerdote.

Os  índios fieis levaram os corpos dos mártires e os pedaços [ retalhos] da imagem para a região de Corrientes.

O Território das Missões Guaraníticas-Jesuíticas chegava até Bagé, trecho final da Estancia de São Miguel,portanto está imagem da Virgem foi a primeira que passou por estes campos, tendo sido venerada na capela de Santo André dos Guenoas, nos limites de Dom Pedrito, onde viviam as tribos guardadoras dos marcos pátrios, perto do Forte de Santa Tecla.

Passados alguns séculos de ausência a Virgem Campeira retorna aos seus pagos de outrora.

Sendo declarada padroeira da Diocese de Uruguaiana,a pedido do Bispo gauchesco Dom Luis Felipe de Nadal [ 1916-1963]. Que nossa Senhora Conquistadora fosse declarada padroeira da Diocese pelo Papa Pio XII [ 1876-1958], no ano de 1955.

O Padre Pedro Luiz Botari, palotino [ 19O5-1983} , nascido em Silveira Martins, o ” Apóstolo da Conquistadora” e o incentivador da produção de soja.

Se instala no morro Belém , no atual Bairro Castro Alves na periferia da cidade de Bagé  [ RS].

Reintroduzindo, a devoção a Mãe de Deus nestes pagos. 1975, Tivemos a primeira Romaria na diocese de Bagé, saindo da catedral São Sebastião até o morro de Belém, no galpão dos milagres.

Do lado do galpão dos milagres encontramos o magnifico santuário dedicado a Conquistadora.

Maria, mais uma vez vem fazer sua morada nestes pagos, nos mostrando o seu amor de Mãe compassiva e amorosa do povo gaúcho e sul riograndense.

 

 

 

Enfoques críticos para la facilitación de procesos grupales

Vivimos tiempos paradojales. Nunca la información había estado tan al alcance de la mano en el mundo de los profesionales sociales; sin embargo, la producción de sentido compartido parece ser un bien cada vez más esquivo. En un mundo que seglobaliza a velocidades vertiginosas, las comunidades locales se debaten entre la asfixia de un sistema que las homogeneiza y la urgencia de afirmar sus identidades, sus saberes y sus derechos.

Es en esta tensión, en este pliegue histórico, donde la pedagogía, la psicología educacional y comunitaria, la animación sociocultural, el trabajo social y la investigación educativa de las comunidades enfrentan su desafío más radical. Este libro recopilatorio nace precisamente de ese desafío, de la necesidad de pensar y, sobre todo, de practicar una facilitación profesional de procesos grupales en contextos culturales y sociales que demandan reconocimiento de sus sabres y participación ciudadana efectiva en los espacios públicos que genere capacidades humanas integrales en el sentido que propone Martha Nussbaum y dinámicas emancipatorias como promovieron Carl Rogers, Paulo Freire, Orland Fals Borda e Ignacio Martín Baró.

Los escritos que aquí se reúnen, escritos a lo largo de un intenso año 2026, en el cruce de mis labores docentes y mis investigaciones sobre pedagogías críticas y ciudadanía, no son piezas aisladas, sino que deben leerse como huellas de un caminar junto a colectivos y grupos de trabajo en Chile y en América Latina y el Caribe que construyen redes de investigación junto a comunidades, movimientos ciudadanos y colectivos de profesionales sociales. Son una expresión de un quehacer profesional que se niega a separar el descubrimiento teórico, la actividad pedagógica y el mundo de la vida de la comunidades que buscan dar sentido y organización a sus demandas sociales y culturales. Cada escritoes un intento por responder a una pregunta que me ha acompañado durante años: ¿cómo pueden los profesionales de lo social —educadores, psicólogos, investigadores comunitarios y otros que tiene su “experticia” en las teorías de los vínculos comunitarios y promueven procesos de reconocimiento y autonomía desde el “mundo de la vida”— convertirse en verdaderos facilitadores y mediadores de procesos colectivos de recuperación de saberes locales, memorias históricas y de capacidades dialógicas y de autogestión pedagógica a través de prácticas de justicia epistémica y de valoración de lo común en educación y ciudadanía.

Estos escritos promueven la formación profesionales práctico–reflexivos y críticos que no llegan a las comunidades, colectivos sociales y territorios con un conjunto de herramientas prefabricadas lista para ser “aplicadas sino con una disposición de escucha activa, indagación participativa de los universos vocabulares, confiado en sus capacidades profesionales pero descalzos,abiertos a la novedad, a la creatividad metodológica, dispuestos a poner sus conocimientos y sus saberes práctico-profesionales al servicio de quienes los acogen y esperan de ellos acompañamiento, confianza y apertura a la alteridad y que también están abiertos a escribir y comunicar sus aprendizaje profesionales. Se trata, en definitiva, de aquellos y aquellas dispuestos a practicar la facilitación profesional de procesos grupales en cuanto diálogo de saberes, que conduzcan a encuentros transformadores donde todas las voces participantes, especialmente las más silenciadas y excluidas, puedan comunicar sobre su propia realidad, analizarla, interpretarlas y generar rupturas con sus dominaciones.

Este libro se orienta a generar lo que he dado en llamar procesos de comunitarización de saberes y de disposición al cambio. No hablo de una —por algunos círculos aun llamada “intervención tecno-social”— sino de un proceso mediante el cual un grupo, una organización o un territorio se convierte en el sujeto protagónico en la construcción de su Ciudadanía, de su comunidad política, de sus proyectos de Vida y dela creación de sus vernáculos eco sistemas de aprendizajes intercultural, transgeneracional, con justicia de género y respeto al principio de la demo-diversidad. La facilitación grupal, en este marco, se vuelve una pedagogía (una artesanía) de la pregunta, un acompañamiento ético que busca que la comunidad reconozca sus propias fuerzas, sus poderes materiales y simbólicos sus contradicciones y sus proyectos de Vida.

Es aquí donde la Sistematización de experiencias educativas y sociales y la Investigación-Acción Participativa (IAP) se revelan como metodologías de investigación desde praxis vitales con sus dispositivos metodológicos que nos permiten aprender desde las experiencias, convertir el hacer en un saber comunicable y, sobre todo, devolver el conocimiento a quienes lo generaron. Llegar a ser en nuestra practicas profesionales facilitadores de procesos de comunitarización, de comunidades comunicantes, desde lo local abiertas al mundo desde lecturas críticas, colectivas y movilizadoras en el decir de Paulo Freire.

Quienes lean estos escritos encontrarán reflexiones sobre pedagogías críticas, educación popular, psicología educacional y comunitaria y proyectos de sistematización y de investigación participativos. Pero antes de ir a ellos, es justo advertir que este libro no comienza con confesiones teóricas, sino compartiendo una vida. El primer texto es un proyecto de ensayo memorial, que es la transcripción de una conversación que mis estudiantes me solicitaron en un encuentro de diálogo intergeneracional sobre pedagogías críticas. En él, a través del relato de mi propia trayectoria pedagógica y política, se dibujan los contornos de las preguntas que han dado forma a este libro y a otros anterior de autoría propia o de autorías colectivas. Es un ejercicio de honestidad y de coherencia: no se puede invocar la reflexividad y el diálogo sin exponer, primero, el propio viaje. Mis estudiantes, con sudemanda, me recordaron que la pedagogía crítica es, ante todo, una práctica encarnada, hecha de aciertos, errores, compromisos y desilusiones, convicciones. Por eso me animaron a esbozar una biografía pedagógica cuyos orígenes los ubico en mi trabajo como alfabetizador de la Campaña de Alfabetización del gobierno del Presidente Salvador Allende.

Estos escritos se presentan como una invitación a dialogar y a establecer rutas para nuevas investigaciones sobre: a) el mundo de la vida comunitaria tensionado por la disciplina del régimen algorítmico y la tecno-dominación; b) la resistencia al canibalismo económico, ecológico, cultural y social de la tecno extractivismo que excluye y hiere la comunidad, hostiliza y criminaliza la acción colectiva y vigila y controla las profesiones sociales emancipatorias y c) las prácticas profesionales de docentes, psicólogos educacionales y comunitarios, educadores populares, animadores socio culturales, trabajadores sociales y animadores comunitarios que emergen de la autogestión educativa de base, que buscan en medio de las complejidades y conflictos del mundo actual, no solo mejores métodos sino la resignificación de sus oficios, desde la artesanía sapiencial, el diálogo intenso y crítico sobre si mismos, de sus su propias biografías profesionales y de sus propósitos de vivir descalzos y mendicantes-vagamundos-, sin renunciar a sus capacidades epistémicas y a establecer distancias y rupturas con los regímenes académicos y profesionales de baja intensidad ciudadana y que cancelan rebeldías epistémicas y formas narrativas para comunicar saberes y posiciones profesionales y políticas en disputas paradigmáticas.

Lea y descargue aquí la publicación:

Cartografía comprensiva y deliberación en la Educación Popular

El texto propone una cartografía comprensiva de la Educación Popular (EP) contemporánea, elaborada a partir de prácticas, estudios, redes de análisis y conversaciones latinoamericanas y caribeñas. Se identifican testimonios, categorías, núcleos de debate pedagógico-crítico y preguntas que tensionan el quehacer de la EP frente a los proyectos geopolíticos, tecno-capitalistas y neocoloniales. Asimismo, se exploran las estrategias de las minorías activas, la construcción de identidades del educador y la educadora popular y sus traducciones metodológicas en la investigación-acción-participativa.

Lea el artículo completo aquí:

 

Cultura de refugiados

Se cumplen once años de la fotografía del niño kurdo Aylan Kurdi ahogado en una playa turca mientras huía de la guerra siria. Refugiados o asilados en el lenguaje de las Naciones Unidas, perseguidos a los que hay que proteger conforme a la Declaración Universal de los Derechos Humanos. Nuestra cultura occidental ha propiciado que los refugiados deban recibir la ayuda básica y los mismos derechos que cualquier otro extranjero residente legal. Derechos civiles básicos como la libertad de movimientos, la asistencia médica o trabajar, si son adultos. Y derecho a la escolarización para los menores de edad. En la reciente irrupción en Ceuta de miles de desheredados de la tierra el pasado 30-J, uno de los menores que entró a nado ha fallecido en un centro de acogida temporal por causas relacionadas con una diabetes aguda de la que estaba siendo tratado. No es el mismo caso que el del niño kurdo, pero ambos casos se han comparado como iconos alarmantes y con similar resultado.

¿Puede Occidente seguir presumiendo de ser civilizado después de un proceso inverso de incivilización deshumanizada entre el miedo egoísta y la indiferencia?

Sin minusvalorar el impacto que trae consigo la llegada de decenas de miles de personas, no podemos obviar el compromiso humanitario que reclaman. La tragedia se repite en Europa, el mismo lugar donde se forjó la democracia primaria y la cultura helenística basada en la filantropía (amor y amistad hacia los seres humanos). Suena a sarcasmo viendo la realidad en Lesbos, Lampedusa, Turquía, Canarias… y ahora en las calles de Ceuta, algo que mañana puede replicarse en cualquier otro punto del Mediterráneo europeo.

En 2015, bajo el impacto emocional de la muerte del niño Aylan, la UE acordó reubicar, a finales de septiembre de 2017, a 160.000 solicitantes de asilo procedentes de Italia y Grecia y acoger a 22.504 refugiados de Oriente Medio y de África. Pero en marzo de ese mismo año, la Comisión Europea admitió que solo acogería a 40.000 de las 160.000 personas comprometidas. Hoy, la realidad no parece ir a mejor con una legislación que ni quiere cumplirse, ni es adecuada para atender a semejante número de refugiados subsaharianos y de indigentes marroquíes. Pero al menos tenemos unas leyes humanizadoras que no pocos parlamentarios están dispuestos a incumplir. ¿Cuántos de esos legisladores se dicen cristianos?

En un mundo civilizado necesitamos más que nunca cultura porque enriquece el espíritu; esto es algo que firmaría la mayoría de nosotros. Pero antes que trabajar una sensibilidad susceptible de ser educada, la terrible tragedia de los que llaman a nuestras puertas desesperadamente es un problema humanitario, ético, ante el que la cultura no alcanza. No es para olvidar que dirigentes nazis se emocionaban extasiados escuchando música clásica mientras realizaban una limpieza étnica de proporciones gigantescas. Ante esta situación de tragedia humanitaria migratoria que irá a más, a los seguidores de Cristo se nos reclama un compromiso mayor.

En la Biblia existen muchos relatos de movilidad humana, en especial en los libros de Génesis y Éxodo. Parece evidente que lo primero es ponernos en el lugar del otro, cuando las personas forzadas a abandonar sus hogares a nivel global se ha quintuplicado. En el Nuevo Testamento se dice lo que hay que hacer: tuve hambre, y me disteis de comer; tuve sed, y me disteis de beber; fui extranjero, y me acogisteis (Mt 25). Así de claro. Incluso Jesús y sus padres aparecen como emigrantes obligados a emigrar a Egipto para encontrar refugio (Mt 2).

Ante la realidad injusta, hay que asumir el encuentro con personas migrantes como una oportunidad para vivir el Evangelio. Dios es quien nos llama a responder al extranjero con amor y compasión, lo cual implica mirarles con ojos del corazón, no solo con los de la geopolítica. La inmigración llamada ilegal, en muchos casos no podría considerarse así cuando el delito arranca en la codicia de las multinacionales en sus países de origen, nuestras multinacionales. Es difícil que una persona ponga en riesgo su vida y la de su familia huyendo de su país si cree que tiene otras opciones.

Como parte de la iglesia de Cristo, podemos aprovechar para reflexionar en oración el problema desde los ojos de Jesús: ¿Cómo miraría el problema? ¿Qué haría Jesús en mi lugar? ¿Aprovecharemos las oportunidades de amar y servir ante la realidad del migrante? Pues esta debiera ser nuestra cultura cristiana con los refugiados. Evangelio en estado puro.

https://www.feadulta.com/cultura-de-refugiados/

Discurso de Lula en la ONU

“Discurso del Presidente Lula en la inauguración del 81º período de sesiones de la Asamblea General de las Naciones Unidas”

Da Rede PT de Comunicação Publicado em 23/09/2025 às 11h56

https://pt.org.br/leia-a-integra-do-discurso-do-presidente-lula-na-abertura-da-assembleia-geral-da-onu/

Mis felicitaciones al Presidente de la Asamblea General, Embajador Khalilur Rahman, de Bangladesh.

Saludo a todos los Jefes de Estado y de Gobierno y a los delegados presentes.

Me dirijo en particular al Secretario General de las Naciones Unidas.

Durante sus dos mandatos, António Guterres fue testigo directo de los crecientes abusos de poder por parte de las superpotencias.

Señor Presidente,

Esta es la décima vez que abro el Debate General de esta Asamblea.

Desde que subí a este podio por primera vez en 2003, este es el momento más crítico para las Naciones Unidas.

El sentimiento que me impulsa hoy es de indignación.

La ONU está fracasando en una de sus misiones más importantes: librar a la humanidad del flagelo de la guerra. Su credibilidad nunca ha sido tan baja. Su capacidad para proteger a los más vulnerables —aquellos sin ejércitos ni arsenales— nunca ha sido tan limitada.

Todos somos rehenes de la inercia de un Consejo de Seguridad que no cumple con su función. En 1946, en la primera sesión de esta Asamblea, Brasil advirtió del alto precio que la comunidad internacional pagaría por el derecho de veto. Esta deficiencia inherente a la Carta de las Naciones Unidas ha otorgado a las grandes potencias el privilegio de la insensatez.

A este pecado original se suma ahora una profunda crisis de liderazgo. El año 2025 registró el mayor número de conflictos armados desde la Segunda Guerra Mundial.

Billones de dólares están financiando una nueva carrera armamentística. Las tensiones geopolíticas amenazan con transformar los conflictos regionales en una conflagración de proporciones globales.

Quienes tienen la responsabilidad de tomar decisiones cruciales deben actuar con responsabilidad y urgencia. Los líderes de los países que integran el Consejo de Seguridad deben reunirse.

No ignoro las realidades del poder.

Pero las concesiones a la ley del más fuerte han llegado demasiado lejos. Esto no es idealismo. Es puro realismo.

La guerra no es la continuación de la política por otros medios. Es el fracaso total de la política.

En un mundo interdependiente, liderar es reconciliar los intereses de la nación con los de la humanidad.

Esta es la observación de alguien que representa a una nación que ama la paz y la libertad.

Alguien que luchó contra una dictadura militar y defendió a su país contra un golpe de Estado. Es la convicción de un obrero elegido presidente en tres ocasiones que sacó a Brasil del Mapa del Hambre.

Esta Asamblea corrigió recientemente distorsiones históricas.

Reconoció la trata de africanos esclavizados como el crimen más grave contra la humanidad. Aprobó la representación más precisa del mapamundi.

Ahora debe centrarse en cuestiones cruciales para el futuro de la humanidad.

Se nos pide que elijamos entre:

multilateralismo o unilateralismo;

democracia o extremismo;

soberanía o subordinación.

Estas decisiones exigen valentía, voluntad política y claridad de propósito. Esto es lo que se espera de un estadista.

Yasser Arafat e Yitzhak Rabin fueron estadistas. Desafiaron el pasado para vislumbrar un futuro de paz.

Fueron derrotados por el odio.

Generaciones de palestinos sufrirán el dolor y el trauma del genocidio perpetrado por el gobierno de Netanyahu contra mujeres y niños en Gaza. Civiles israelíes pagaron el precio del radicalismo y la intolerancia de los actos terroristas de Hamás.

Perseguir a la Corte Penal Internacional y a sus miembros fomenta que estos crímenes queden impunes.

La relatora especial de la ONU, Francesca Albanese, no puede ser silenciada por decir la verdad. Los asentamientos ilegales en Cisjordania están haciendo que la solución de dos Estados, esencial para que israelíes y palestinos vivan en seguridad, sea cada vez más inviable.

Amenazar a las civilizaciones con la extinción no traerá estabilidad a Oriente Medio.

El estrecho de Ormuz se ha convertido en un campo de batalla, cuando debería seguir siendo un paso vital para el comercio internacional. Familias de todo el mundo están pagando el precio del aumento de los precios del combustible, los fertilizantes y los alimentos.

La guerra entre Rusia y Ucrania se ha prolongado durante cinco años, en un drama humanitario que sigue cobrándose vidas.

Todos sabemos que en el campo de batalla no habrá vencedores.

La diplomacia es la única opción.

Iniciativas como el Grupo Amigos de la Paz, creado por Brasil y China, revelan que existen fuerzas en la comunidad internacional dispuestas a trabajar en pro del diálogo.

En América Latina y el Caribe, la proximidad geográfica a la mayor potencia militar del mundo es inevitable, especialmente en un contexto de resurgimiento de las tentaciones hegemónicas.

Brasil no encaja en el patio trasero de nadie. Necesitamos socios con una agenda positiva que fomente el desarrollo.

Las diferencias ideológicas no deberían ser obstáculos para una mayor integración entre países vecinos. Los países de la región han sufrido los horrores de los regímenes autoritarios. Hemos avanzado mucho en la recuperación de la voluntad popular.

La democracia vuelve a estar en peligro.

Estamos presenciando una vez más la injerencia externa en los procesos electorales.

La división del mundo en zonas de influencia y las incursiones neocoloniales en busca de recursos estratégicos son gestos anacrónicos.

El pueblo venezolano merece definir su propio destino.

Nicaragua no resolverá sus problemas impidiendo que la oposición participe en las elecciones.

La crisis en Haití sigue poniendo a prueba los límites de la indiferencia de la comunidad internacional.

En Cuba, el mundo observa con horror cómo se impone un castigo colectivo a 10 millones de personas mediante un embargo económico ilegal y un bloqueo energético.

Señor Presidente,

Brasil no subestima el desafío que supone el crimen organizado.

Estamos preparados para hacer frente a las organizaciones criminales que aterrorizan a nuestras comunidades.

Los trabajadores están siendo robados.

Las madres pierden a sus hijos.

Los agentes de policía no vuelven a casa.

La gente está cansada de la violencia.

Pero no delegaremos la responsabilidad de defender nuestras fronteras y garantizar el derecho de la población a vivir sin miedo.

No necesitamos portaaviones protegiendo nuestras aguas. Necesitamos cooperación para frenar el flujo de armas y dinero que alimentan la delincuencia.

Este es el espíritu de la propuesta que presenté personalmente al Presidente de los Estados Unidos.

Queremos combatir el blanqueo de capitales perpetrado por delincuentes brasileños en el extranjero.

Durante mucho tiempo, los estados brasileños actuaron de forma independiente. La delincuencia se aprovechó de esa falta de coordinación. Pero eso está cambiando.

Creamos el Centro Internacional de Cooperación Policial de la Amazonía en Manaos, que reúne a las autoridades de seguridad pública de los nueve países amazónicos.

En 2025, llevamos a cabo la mayor operación contra el crimen organizado en la historia de Brasil.

Hemos batido récords en incautaciones de drogas y de bienes y recursos ilícitos. Estamos combatiendo la delincuencia en todos sus niveles, incluyendo a los magnates del crimen organizado.

La Ley contra las Bandas Criminales que acabamos de aprobar impone penas al crimen organizado más severas que las previstas para el terrorismo.

El crimen organizado y la corrupción van de la mano.

La lucha contra la corrupción continuará sin tregua, sin importar a quién perjudique. Nadie está por encima de la ley.

Damas y caballeros,

Los pilares del multilateralismo se están erosionando.

La Organización Mundial del Comercio está en cuidados intensivos.

Cuando los gobiernos ceden ante quienes utilizan los aranceles como armas de coerción y chantaje, las consecuencias son desastrosas.

En la era de la desinformación, los oscurantistas se resisten a la evidencia científica. Jamás olvidaremos los millones de vidas perdidas por negligencia en la lucha contra la COVID-19.

Las campañas antivacunas están trayendo de vuelta enfermedades que creíamos erradicadas.

Debilitar la Organización Mundial de la Salud nos hace a todos más vulnerables.

Hasta hace poco, la respuesta al cambio climático ocupaba un lugar central en la agenda internacional.

Este año, el tema desapareció de los debates del G7 y el G20, foros que reúnen a los mayores emisores de carbono.

Es hora de retomar la ofensiva y asestar una derrota al negacionismo.

La naturaleza nos recuerda cada día que vivimos en un solo planeta.

Los glaciares del Himalaya se están derritiendo. Un fenómeno de El Niño extremo podría provocar lluvias torrenciales, sequías e incendios forestales en diferentes partes del mundo.

Sus efectos afectarán con mayor dureza a los más vulnerables.

Brasil ha demostrado que es posible combinar el crecimiento económico con la reducción de emisiones.

Hemos alcanzado la autosuficiencia en petróleo y continuaremos explorando el potencial de nuevas reservas, como las que se encuentran en el margen ecuatorial.

No abandonaremos la agenda ambiental. Seguiremos adelante con la hoja de ruta para la descarbonización de la economía brasileña.

El Fondo Bosques Tropicales para Siempre, lanzado en la COP30 en Belém, demuestra que es posible cambiar los viejos paradigmas.

Vale más conservarse el bosque que destruirse.

Seguiremos reduciendo la deforestación, que se ha reducido a la mitad en la Amazonía y ha alcanzado su nivel más bajo en 11 años.

Tenemos la autoridad moral para rechazar las medidas proteccionistas disfrazadas de compromiso con la causa ambiental.

Brasil es líder mundial en energía verde. Contamos con los minerales críticos y los elementos de tierras raras que el mundo necesita para lograr la transición energética.

Nuestros recursos naturales pertenecen al pueblo brasileño, y es para su beneficio que serán explotados.

El acceso a nuestros minerales estará condicionado a la generación obligatoria de valor dentro de nuestro territorio, la transferencia de tecnología y el abastecimiento de sectores estratégicos nacionales.

Señor Presidente,

Estamos viviendo una revolución tecnológica sin precedentes, con grandes riesgos y oportunidades.

Sería una omisión histórica imperdonable no abordar el reto de regular a las grandes empresas tecnológicas y la inteligencia artificial.

Un puñado de tecno-oligarcas quieren resucitar una versión del neoliberalismo digital, sin reglas ni transparencia.

Están promoviendo una carrera sin controles ni contrapesos éticos, haciendo caso omiso de la ONU y del Panel Científico sobre Inteligencia Artificial.

Como advirtió el Papa León XIV, “las decisiones sobre tecnología nunca deben separarse de la conciencia y la responsabilidad”.

Las empresas conscientes de los riesgos de sus productos están trasladando a las familias la tarea imposible de lidiar con los algoritmos.

La multimillonaria industria de las apuestas convierte la adicción en ganancias.

Su rápida propagación está provocando deudas y destruyendo viviendas.

Brasil no tolerará este modelo de negocio.

Aprobamos una de las leyes más avanzadas del mundo para proteger a los niños, adolescentes y mujeres en el entorno digital.

Garantizaremos una compensación justa para los artistas, músicos y creadores de contenido audiovisual.

No cederemos ante la presión de las corporaciones multinacionales que quieren privatizar nuestro PIX, una infraestructura de pago pública y gratuita que ha hecho de la inclusión financiera una realidad para millones de brasileños.

Damas y caballeros,

Los Objetivos de Desarrollo Sostenible están siendo atacados por fuerzas reaccionarias que desean normalizar las injusticias.

La desigualdad y el subdesarrollo son el resultado de decisiones políticas.

Es posible incluir a los pobres en el presupuesto y hacer que los ricos paguen lo que les corresponde.

Es necesario recortar privilegios e invertir en educación y atención médica gratuitas y de calidad.

Existe un deseo legítimo de cambio en todo el mundo. Pero el cambio no es regresión.

No se trata de quitar derechos.

No se trata de repetir teorías sobre la supremacía racial o la subyugación femenina.

No se trata de recolonizar el Sur Global.

El cambio implica avanzar hacia un futuro con mayor participación y más logros.

Se trata de crear y compartir soluciones públicas eficaces a los desafíos del desarrollo a través de un Estado democrático, fuerte, eficiente y capaz.

Se trata de apostar por el espíritu de solidaridad y cooperación con África, Asia, América Latina y el Caribe.

Iniciativas como la Alianza Mundial para la Lucha contra el Hambre y la Pobreza y el Panel Internacional sobre la Desigualdad surgen de esta voluntad política.

Brasil tiene prisa por convertirse en una nación desarrollada y socialmente justa.

Hemos adoptado un modelo económico basado en la distribución del ingreso, la creación de empleo y el aumento de los salarios.

Estamos comprometidos con la mejora de la productividad, la expansión del crédito y la construcción de una sólida red de seguridad social.

Brasil ha recuperado el crecimiento sostenido. Somos el tercer destino más importante para la inversión extranjera directa.

A pesar de los aranceles que afectan a nuestra economía, este año batiremos un nuevo récord de exportaciones.

Todavía queda mucho por hacer.

El mundo laboral está cambiando.

Las personas mayores quieren mantenerse activas. Los jóvenes quieren emprender sus propios negocios.

Los trabajadores necesitan tiempo para descansar, mejorar sus habilidades y pasar tiempo con sus familias.

En Brasil, para lograr este objetivo es necesario poner fin al llamado horario de trabajo 6×1, que garantiza a los trabajadores dos días libres por semana.

Este cambio es crucial para aliviar la carga doméstica que aún recae sobre las mujeres.

Estamos construyendo un Brasil donde las mujeres no necesiten permiso para ocupar puestos de poder o para incorporarse al mercado laboral.

Un país libre de feminicidios, donde ninguna mujer, dentro o fuera del hogar, viva bajo la amenaza de la violencia.

Esta es una causa que el mundo entero debe apoyar.

Señor Presidente,

Al recibir el Premio Nobel de la Paz, Martin Luther King afirmó que “lo que las personas egoístas han destruido, otras personas que se preocupan por los demás pueden reconstruirlo”.

La ONU nació bajo el signo de la esperanza.

Durante ocho décadas, contribuyó a la descolonización, promovió los derechos humanos y apoyó el desarrollo sostenible.

Protegió a los migrantes y refugiados, y condenó el racismo, el antisemitismo y la intolerancia religiosa.

Estos fueron logros de líderes que llegaron a este podio impulsados ​​por la indignación ante las injusticias de su tiempo.

Hombres y mujeres que se negaron a aceptar la guerra como destino, el colonialismo como un derecho, el apartheid como un sistema legítimo.

Fue precisamente de esta capacidad de decir “no” a las desigualdades que nacieron algunas de las mayores transformaciones que hemos experimentado.

Ante la parálisis de las Naciones Unidas, necesitamos recuperar la voluntad política para que pueda volver a ser un templo de la paz.

Quiero concluir con un mensaje sobre mi país para todos los que me escuchan.

El 4 de octubre, millones de brasileños acudirán a las urnas para decidir su destino.

No solo elegirán al Presidente de la República, a los gobernadores estatales y a los representantes del Poder Legislativo.

Tendrán que elegir entre la democracia y el negacionismo.

¿Avanzará Brasil hacia un futuro de mayores oportunidades o retrocederá a un pasado de exclusión?

Tendremos unas elecciones transparentes y competitivas, en las que todos los candidatos gozarán de la más amplia libertad de expresión.

Sabemos que algunos abusan de esta libertad para asociarse con intereses extranjeros que son contrarios al país.

 

No subestimamos el desafío que representan las redes de desinformación que buscan distorsionar el debate público durante la campaña.

Pero tenemos un sistema electoral moderno y sólido.

Bajo la atenta mirada de una ciudadanía pluralista y una prensa libre, no permitiremos que los enemigos de la democracia, tanto internos como externos, socaven la voluntad popular.

La democracia brasileña pertenece a los brasileños.

Brasil seguirá siendo un país soberano.

¡Nadie…!!! Nadie nos apartará de este camino.

Que Dios nos bendiga a todos.

Muchas gracias.

Secretaría de Comunicación Social de la Presidencia de la República

 

Oración por la paz y la justicia en Palestina

Cuando un gobierno -en este caso el de Israel con Natanyahu a la cabeza- no se detiene durante 3 años exactamente con el genocidio de los palestinos en Gaza -desde el 7 de 2023-, cuando tiene el apoyo militar de Estados Unidos y Europa, cuando las instituciones internacionales como la ONU (Organización de las Naciones Unidas) y la CPI (Corte Penal Internacional) de la Haya en Holanda son incapaces de detener tal carnicería -¡75,000 muertes principalmente civiles de entre los cuales 20,000 niños!-, es más que tiempo para los ciudadanos de a pie que gritemos nuestro dolor y nuestro desacuerdo. Por eso hemos respondido a la iniciatives de un grupo ciudadano de Inglaterra para manifestar nuestra disconformidad y presionar nuestros gobiernos para incidir sobre el gobierno israelí hasta cortar relaciones diplomáticas, afín de detener esta masacre a cielo abierto. Se trata de levantar una “Alianza Global por la paz en Palestina”.

Las Comunidades Eclesiales de Base de Guayaquil nos hemos unido, este miércoles 7 de octubre, a muchas organizaciones sociales y de solidaridad con Palestina, para una marcha, un plantón y un acto de protesta en el centro de Guayaquil. Nos sentimos unidos a centenares de miles de personas que, por todo el planeta, están haciendo lo mismo.

Frente a los zapatitos de unos 30 niños palestinos asesinados, hemos tomado unos minutos de oración para fortalecernos en nuestros compromisos por la paz y la justicia en la tierra de Jesús y María de Nazaret.

“Padre y Madre Dios, te damos gracias porque cuidas de cada uno de nosotros.

Hoy te venimos a pedir perdón por el genocidio de los palestinos, porque un gobierno ha decidido borrarlos de la faz de la tierra y muchos hemos sido cómplices por no incidir suficientemente contra este proyecto satánico.

Padre y Madre Dios, nos has dado la tierra para que tengamos cada uno la posibilidad de vivir en dignidad, paz y justicia. Ayúdanos a detener esta masacre que dura ya 3 años y ha causado la muerte de 75,000 palestinos, mayoritariamente niños, mujeres y ancianos.

Señor Jesús, tú que has venido hace 2,000 años “ungido por el Espíritu de Dios para llevar buenas nuevas a los pobres, para anunciar la libertad a los cautivos y a los ciegos que pronto van a ver, para despedir libres a los oprimidos y proclamar el año de gracia del Señor” (Lucas 4,18-19), haz que estas palabras se cumplan nuevamente hoy gracias a nosotras y nosotros.

También haz que seamos, Señor Jesús, portadores eficaces de la paz y de la justicia. Haz de nosotros los artesanos de la libertad para quienes están presos del odio y de la muerte. Ayúdanos a abrir los ojos de los ciegos que no quieren ver este genocidio. Haznos valientes, Señor Jesús, para que pronto logremos detener la opresión y la muerte y podamos celebrar el año de la gracia del Señor.

Santa María de Nazaret, madre de Jesús y madre nuestra, has proclamado en casa de tu prima Elizabet que “el Poderoso mostró su misericordia siglo tras siglo a todos aquellos que viven en su presencia. Deshizo a los soberbios y sus planes. Derribó a los poderosos de sus tronos y exaltó a los humildes. Colmó de bienes a los hambrientos y despidió a los ricos con las manos vacías” (Lucas 1,49-53).

Santa María de Nazaret, ayúdanos a ‘deshacer los planes de los presidentes que apoyan al gobierno de Israel, a derribar a los poderosos internacionales de sus tronos y a despedir a los ricos con las manos vacías’.

Padre y Madre Dios, haz realidad en nosotros esta oración nuestra.

Señor Jesús, haznos constructores hoy y siempre de tu Reino de libertad, paz y justicia.

Santa María de Nazaret, renueva nuestra fe, purifica nuestra vida, une las espiritualidades judías, cristianas y musulmanas para que vivamos como hermanas y hermanos y construyamos un mundo de paz donde todas y todos quepamos.

Amén, así sea.”

Nos sentimos solidarios del grito del párroco la Sagrada Familia de Gaza: “Es hora de acabar con la guerra y construir la paz. En Gaza no hay ni un solo lugar seguro. No se está a salvo en las casas, no se está a salvo en la calle, no se está a salvo en ningún sitio. Y tampoco se está a salvo en las iglesias”. En el bombardeo de su Iglesia ha habido 4 muertos. Pero el padre conserva la esperanza: Cerca de su iglesia 2 palmeras habían sido golpeadas por el bombardeo, pero han vuelto a revivir. Dice: “Estas palmeras son una imagen de la esperanza: herida, pero viva; doblada, pero no quebrada”.

¡Palestina existe, Gaza resiste: Con nuestro apoyo, la paz con justicia triunfará!

Éste sí que es buen pastor

107  Éste sí que es buen pastor.   

“Cristo quiere buscar un momento de reposo, pero la gente lo necesita y va allá y lo encuentra.  Es una muchedumbre que el evangelio describe con la palabra inigualable: al desembarcar, Jesús vio una multitud y le dio lástima porque andaban como ovejas sin pastor y se puso a enseñarles con calma, No había prisa, ya no había cansancio, las ovejas lo requieren.  Éste sí que es buen pastor.” (22 de julio de 1979)

La figura del buen pastor se ha idealizado.  Todos conocemos esa imagen romántica de un pastor (bien vestido con su traje típico) con una ovejita acostada sobre sus hombros, en un bonito paisaje que parece el jardín idílico del paraíso terrenal.   Es la imagen que encontramos en las parroquias que llevan el nombre de «Jesús, el buen pastor».  Además, en nuestro tiempo tenemos poca experiencia con pastores que andan con sus rebaños.  Por eso nos cuesta entender de qué se trata cuando Jesús hablaba de su experiencia histórica con los pastores que cuidaban sus rebaños, que buscaban a las ovejas perdidas y que las defendían de los ladrones.

En esta cita, monseñor Romero menciona dos veces la palabra «pastor».  «Jesús vio una multitud y le dio lástima porque andaban como ovejas sin pastor».  Conociendo, desde su experiencia, la importancia del pastor para guiar al rebaño hacia pastos verdes y para protegerlo de las amenazas (animales y ladrones), Jesús observa que la multitud pobre que lo busca, que quiere encontrarse con él, escuchar sus palabras de esperanza, sentir su calor y su cariño, es como «ovejas sin pastor». El evangelista dice que se trata de una multitud, una gran muchedumbre, «todo ese pueblo», «toda aquella gente». Jesús es consciente de que está frente a un pueblo desamparado, un pueblo que sufre las consecuencias del abandono de sus líderes (autoridades religiosas y políticas, y propietarios de tierras y actividades económicas).  Ante ese dolor, Jesús siente compasión.  Jesús entendió perfectamente que ese pueblo que lo buscaba no tenía a nadie que lo guiara ni que lo protegiera de los peligros.

Hoy podemos hablar en El Salvador en términos iguales, como en tiempos de Monseñor Romero.  Los acuerdos de fin de guerra abrieron un tiempo de esperanza que pronto se apagó. ¿Quién orienta y guía a nuestro pueblo hoy? ¿No estamos hartos de los llamados «analistas», especialmente los que están constantemente presentes en las redes sociales, que desde la comodidad de sus casas e instituciones hablan de su lectura de los problemas del pueblo y conocen la única alternativa?  Escuchamos voces muy débiles desde las iglesias, voces que no tienen impacto en quienes tienen el poder ni en la movilización real del pueblo.  De verdad que estamos como rebaño sin pastor.  Oímos gritos por el agua… ¿Y qué hacemos? Oímos gritos por la destrucción del valle del Ángel y por un nuevo paso en la destrucción del bosque de El Espino… ¿Qué hacemos?  Oímos gritos desde las colonias marginales (llamadas elegantemente «comunidades») con sus casitas «de lata y cartón» junto a quebradas… ¿Qué hacemos?  Oímos gritos por la deficiente atención sanitaria y educativa… ¿Qué hacemos?  La lista es enorme.   De verdad, estamos como un rebaño sin pastor.  No hay duda.

La segunda referencia al «pastor» en la cita de monseñor Romero está relacionada con lo que hizo Jesús.  La narración dice que Jesús estaba cansado y quiso buscar un momento y un lugar para descansar.  Al darse cuenta de que aquella gente era «como un rebaño sin pastor», cambió de planes: ya no tenía prisa por irse y empezó a hablar con ellos con calma. Monseñor dice «enseñarles».  Sabemos que Jesús sabía transmitir esperanza a través de cuentos (parábolas), experiencias que la gente conocía y que les permitían decir: «¡Ajá, así es la cosa!».  Muchas de las enseñanzas de Jesús partieron de las preguntas, dudas y desesperanzas de la gente.  Las grandes preocupaciones de Jesús estaban relacionadas con la salud y la comida (la supervivencia), porque así se lo transmitía la gente.     Monseñor menciona: «Las ovejas lo requieren.  Este sí que es buen pastor».

Al reflexionar sobre esto, no podemos hacer otra cosa que revisar honestamente cómo es nuestra relación con las comunidades con las que caminamos, en las que tenemos la misión de ser «pastores» fieles.   Es preocupante que muchas veces estamos «ocupados» en la preparación y realización de ritos religiosos, los ciclos litúrgicos, la enseñanza de la doctrina religiosa, las conmemoraciones (martiriales y de aniversarios), las tradiciones religioso-culturales, etc., y también con la planificación de nuestro tiempo y las actividades diversas.  Según monseñor Romero, Jesús fue de verdad «buen pastor» porque escuchaba el grito del pueblo, sentía su sufrimiento y, por eso, pudo guiarlo y cuidarlo. ¿Estamos con los verdaderos problemas, angustias y esperanzas de los pobres de nuestro pueblo? ¿Escuchamos de verdad?

En Europa, el desafío del «buen pastor» se presenta de manera diferente, porque la realidad es diferente. Sin embargo, en Europa también hay grandes grupos de población marginados, excluidos, explotados, que sobreviven con pensiones ridículas, jóvenes que no encuentran trabajo, personas en hospitales y asilos de ancianos, personas en prisiones, migrantes que buscan refugio y esperanza huyendo de la violencia o la miseria de sus países de origen, etc. Si los miembros de las iglesias (en primer lugar, quienes tienen cargos eclesiales) no son «buenos pastores» según el modelo de Jesús (y de monseñor Romero), solo aumentarán el peso del sufrimiento de los sectores más vulnerables.  Una Iglesia que no es «buen pastor» deja de ser la Iglesia de Jesús.

Cita 13 del capítulo II (Jesús de Nazaret)  en el libro “El Evangelio de Mons. Romero”

 

Jesús nos invita a participar de la fiesta de la vida

DOMINGO VIGESIMOCTAVO – “A”

Lectura del libro del profeta Isaías     25, 6-10a

Resumen: en un texto que parece de tiempos del exilio, el profeta canta el triunfo de Dios sobre sus enemigos, y la consiguiente invitación a todos (los judíos que están en) los pueblos a participar en un banquete que el Dios rey da a los suyos en el monte Sión.

El texto parece continuar lo anunciado en 24,21-23 donde se anuncia el triunfo y castigo de Dios que reinará en Sión. “Todos los pueblos” (o quizás, los judíos que están dispersos en todos los pueblos) serán congregados en el monte (término que se repite en 6 y 10a formando inclusión). En esta fiesta, Dios quitará el “velo” (v.7) del luto, es decir “enjugará las lágrimas” (v.8b). En el centro se destaca que desaparecerá “la muerte” (v.8a) es decir, el pueblo “vivirá”. Probablemente en el exilio, sin tierra, sin ley, se siente morir pero Dios le garantiza que “consumirá definitivamente la muerte”.

Esta vida queda manifestada en el banquete al que se convoca a “su pueblo” (v.8), invitado por “nuestro Dios” (v.9) [el tema del banquete, fiesta que un rey da a sus súbditos cuando es coronado y mostrar así su magnificencia, parece el motivo por el que es introducido el texto en la liturgia a la luz del Evangelio del día]. Siendo banquete en Sión, ciertamente el pueblo desterrado se siente convocado a una nueva vida. La frecuencia de términos como esperar/esperanza y salvar/salvación nos remiten al “Tercer Isaías”.

Lectura de la carta de san Pablo a los cristianos de Filipos     4, 12-14. 19-20

Resumen: Pablo se está despidiendo de los filipenses, pero quiere agradecerles su solidaridad para con él en la prisión. Pero ese gesto de generosidad es, en realidad, un gesto para con Dios que los recompensará.

El texto litúrgico de Pablo es un fragmento de un folleto agradecido que Pablo envió a los filipenses cuando recibe apoyo y visita de parte de estos, enviando a Epafrodito, que durante un tiempo estará con él; este folleto se encuentra actualmente en Fil 4,10-20. La introducción (vv.10-11) está omitida, del mismo modo que la referencia del Apóstol a la relación siempre generosa que los filipenses le manifestaron (y la referencia a Epafrodito; vv.15-18).

Breve nota sobre “la” o “las” carta/s a los filipenses: no hay consenso entre los estudiosos si la actual carta a los filipenses es una carta única o si en su seno hay más de una carta reunidas en un mismo texto (suele pensarse en dos cartas y un fragmento o folleto). Hay autores y motivaciones serias en ambas corrientes. Los que piensan en una unidad, creen que las rupturas perceptibles en la carta se deben a motivaciones retóricas. Los que piensan en más de una carta creen que la estrecha relación entre los filipenses y Pablo motivaron varios escritos que finalmente fueron reunidos en un solo texto (quizás a principios del s.II, se dice). Estas serían, un folleto agradecido por el envío de ayuda a la prisión (4,10-20), una carta llena de alegría motivada por el re-envío de Epafrodito a Filipos [1,1-3,1a + 4,4-9 + 4,21-23], y – finalmente – una carta a causa de la intromisión en la comunidad de aquellos que predican la circuncisión (3,1b-4,3); es de notar que Policarpo de Esmirna en su carta a los filipenses les dice que Pablo “les escribió cartas” (Polic Fil 3:2). Como se notará, preferimos esta segunda opción. Sin embargo, el texto litúrgico conforma una unidad y – en este aspecto – no influye para la lectura. De hecho 4,9 tiene apariencia de conclusión (“el Dios de la paz…”) y los vv.19-20 también tiene apariencia conclusiva. La ruptura entre 4,9 y 4,10 es evidente; e incluso la referencia a Epafrodito en 2,25-30 no condice con esta. Allí Pablo les informa de la salud – estuvo a punto de morir – mientras aquí les agradece el envío, no parece coherente que estuvieran en un mismo texto. Los argumentos, como se dijo, no son conclusivos y muchos autores piensan que las rupturas, que son evidentes, tienen motivaciones retóricas.

La unidad vv-10-20 concentra una serie de elementos que han hecho ver en la carta un importante destaque de la “amistad” (“carta de amistad”, se la ha llamado). El mundo greco-romano destacaba la amistad como un modo de relación entre “iguales” (o familia) [aunque con diferentes matices según quiénes lo decían, sean griegos o romanos], mientras que las relaciones desiguales eran vistas como relaciones de “patrón”-“cliente”. Estas relaciones supone ciertamente una “cadena de obligaciones”, de reciprocidad (y no hacerlo pone en serio riesgo la amistad).

La unidad comienza con un tema que será frecuente en la carta, la “alegría” (v.10). Pablo comenta su actitud, pero no con intención de que pareciera “pedir”. Con un término frecuente en la filosofía estoica, “bastarse a sí mismo” (autarkês; única vez en el NT), afirma que sabe vivir en la pobreza y la riqueza. Pero no es una “autarquía” lograda a costa de un “dominio de sí”, sino “en aquel que me conforta” (v.13; cf. 2 Cor 12,9-10). De hecho ya sabemos por otras cartas paulinas que él trabaja para “auto-mantenerse” y no ser una carga para las comunidades (1 Tes 2,5-9; 1 Cor 9,4-18; 2 Cor 11,7-10; 12,13-18). Luego de haber manifestado esa capacidad “autárquica” (v.12) manifiesta su agradecimiento a los filipenses por su solidaridad (sygkoinôneô; con-solidarios), algo que ya hicieron con él en otras ocasiones (vv.15-16), y que repercute en los mismos filipenses en los dones espirituales que Pablo comunica. Con mucha seriedad Pablo afirma haber “recibido” los dones, pero inmediatamente los relee en clave “ofrenda”: un “aroma perfumado”, una ofrenda aceptable, agradable a Dios (obviamente, Dios no recibe aquellos sacrificios que no le son gratos: Prov 15,8; Jer 6,20; Mal 2,13); lo que los filipenses hacen a Pablo, en realidad es a Dios a quien lo hacen, ¡y él lo recibe gustosamente! La imagen del “aroma perfumado” se utiliza en el lenguaje de los mitos para señalar que “calman” a Dios en su ira, y lo “suavizan” (ver Gen 8,21; es una imagen tomada del mito babilónico del diluvio donde los dioses, como moscas acuden al olor de la ofrenda de Atrajasis o de Utnapistim):

“Entonces hice salir (todo) a los cuatro vientos y ofrecí un sacrificio. Vertí una libación en la montaña ziqqurrat. Siete y siete vasijas dispuse, sobre sus trípodes amontoné caña, cedro y mirto. Los dioses olieron el sabor; los dioses olieron el dulce sabor, los dioses se apiñaron como moscas en torno al sacrificante” (Poema de Guilgames, tableta VI:155-161).

La acción de gracias por los dones de los filipenses, incluye un pedido a Dios de retribución en bendiciones por los dones recibidos.

+ Evangelio según san Mateo     22, 1-14

Resumen: Mateo toma una parábola que se encontraba en el texto Q y la alegoriza notablemente aludiendo al rechazo de Jesús, “hijo del rey”. Ante el rechazo de la invitación (por parte de los judíos) se realiza una nueva invitación (fuera de la ciudad), pero eso no autoriza a participar de la fiesta sin estar debidamente preparados.

Mateo presenta una nueva parábola en el contexto donde Marcos había señalado solamente una (los viñadores homicidas); son tres parábolas donde se destaca el rechazo a una invitación (21,28-32; 21,33-46; 22,1-14); en este caso nos encontramos con una que parece tomada del evangelio Q, común entre Mateo y Lucas. Sin embargo, es de notar que cada uno de los dos evangelios (Mateo y Lucas) incorpora en el texto elementos que son muy propios de su teología. Señalemos estos simplemente a modo esquemático (con la intención de descubrir lo propio de Mateo):

 

Mateo 22 Lucas 14
Banquete de bodas del hijo del rey (v.2) Un hombre hace una gran cena (v.16)
Llama a los invitados que no quieren ir (v.3) Llama a los invitados que ponen excusas absurdas para no ir (vv.18-20)
Nueva invitación a los invitados que incluso reaccionan violentamente con los sirvientes  (vv.5-6)
Reacción del rey enviando tropas (v.7)
(vv.8-10) Invitación a invitados inesperados en los cruces de caminos (v.21)
Nueva invitación en los caminos (vv.22-23)
Añadido sobre el invitado sin “vestido de boda” (vv.11-14) “ninguno de los invitados probará mi cena” (v.24)

 

Mientras el tema en Lucas, como es habitual en él, refiere a los pobres, en Mateo – como también es teológicamente frecuente en él – señala el rechazo violento de Israel a Jesús. El acento alegorizado en el “hijo del rey”, en la violencia, y la “destrucción de la ciudad” (= Jerusalén, v.7) marca la insistencia propia de Mateo en la que será heredera de Israel, la Iglesia. Los invitados en un último momento, fuera de la ciudad, aluden a los no judíos que aceptan la invitación a la “fiesta” de bodas.

Pero – y quizás Mateo añada esto (el invitado sin traje de bodas) para evitar ser mal entendido dada la alegorización de la parábola – eso no implica que los invitados tardíos estén exentos de dar frutos de justicia. Las bodas aluden al encuentro final con el “hijo del rey”, no basta (como el dicho conclusivo sobre los “llamados” y “elegidos” lo demuestra) con ser invitados (sea en el turno que fuere), es necesaria la respuesta acorde a la invitación. Algunos judíos han dado respuesta (la comunidad judeo-cristiana de Mateo), y algunos paganos también… pero no todos; y tanto los que se han negado a participar del banquete como los que no están debidamente preparados quedarán sin participar de la fiesta del Reino. El acento, como es evidente, está en señalar a los que se auto-excluyeron de la fiesta de bodas y la participación en ella de nuevos sujetos inesperados.

Ciertamente hay elementos extraños a la lógica habitual en el texto: la invitación de un rey que es rechazada como “de común acuerdo”; la sustitución de invitados de “honor” por otros de “bajo honor” (o ninguno)… El acento está puesto en el Reino de Dios que invierte todos los valores habituales y frecuentes, algo que es frecuente en los evangelios, y que Mateo ha mantenido y acentuado.

La nota de “violencia”, tanto de los invitados hacia los servidores, como del rey destruyendo la “ciudad” refuerza la nota alegórica del texto aludiendo a la muerte de los enviados de Dios y de Jesús, siervo de Dios, y a la posterior destrucción de la ciudad de Jerusalén por parte de los romanos. La alegoría es evidente.

El añadido del invitado sin traje de bodas (al que – como vimos al aludir al que reprocha al dueño de la viña el pago que considera injusto, 20,13; cf. 26,50 – el protagonista llama “amigo”, etaire; pero no alude a la amistad, filía; establece cierta distancia), que como dijimos, no se encuentra en Lucas y – probablemente – no estuviera en Q, invita a descubrir que se trata de un añadido de Mateo con la finalidad de evitar que los que se creyeran invitados en un segundo momento, se creyeran a su vez sin responsabilidades con el reino. Sin dudas los miembros de la comunidad que no son capaces de reconocer su pecado (cf. 18,15-18) también han de ser rechazados de la fiesta.

El video con comentario al Evangelio en https://youtu.be/EFCE1NlO6B4 o también en https://blogeduopp1.blogspot.com/2026/10/comentario-al-evangelio-del-domingo-28-a.html

“El banquete está listo. Id, pues, a la encrucijada e invitad a todos los que encontréis”

Vigésimo octavo domingo del Tiempo Ordinario con el Padre José Oscar Beozzo

La Fiesta del Reino y la Mesa del Padre

Queridos hermanos y hermanas, en este vigésimo octavo domingo del Tiempo Ordinario, el evangelista San Mateo continúa presentándonos a Jesús en Jerusalén, en el Templo, enfrentándose abiertamente a los doctores de la Ley y a los sumos sacerdotes (Mt 21,23 , 28). Jesús ya les había propuesto la parábola de los dos hijos (Mt 21,28-32 ), en la que el padre les pide que vayan a trabajar en la viña; el mayor dice que no irá, pero luego se arrepiente y va, mientras que el menor dice que irá, pero no va. Luego, les contó la parábola de los labradores malvados (Mt 21,33-46 ). Ahora bien, el Señor presenta una tercera parábola, quizás la más significativa de todas (Mt 22:1-14): Nos habla de un rey que preparó un gran banquete para la boda de su hijo (Mt 22:2). Cuando todo estuvo listo, envió a sus siervos a llamar a los invitados (Mateo 22:3). Sin embargo, los invitados simplemente rechazaron la invitación sin dar ninguna explicación (Mateo 22:3). El rey, con paciencia, volvió a enviar a los siervos, diciéndoles que insistieran en la invitación (Mateo 22:4).

Esta es una imagen de Dios mismo, que continuamente nos llama, mientras que nosotros a menudo respondemos con la más profunda indiferencia. Uno de los invitados se excusó diciendo que iba a su campo; otro afirmó que iba a sus negocios (Mateo 22:5; cf. Lucas 14: 18-19). Incluso llegaron al extremo de maltratar y matar a los siervos enviados (Mateo 22:6). El rey, indignado por tal crueldad, tomó medidas contra el comportamiento de aquellos hombres (Mt 22:7) y dijo a sus siervos: «El banquete de bodas está listo, pero los invitados no merecían venir. Id, pues, a las esquinas de las calles e invitad al banquete a quien encontréis» (Mt 22:8-9). Y la casa del rey se llenó de invitados (Mt 22:10 ). ¿Qué nos enseña esta parábola para hoy? Revela el corazón de Dios. Dios desea la salvación y la alegría de todos sus hijos e hijas, buenos y malos (Mt 22:10 ). No importa de dónde vengan; el Padre los llama a todos.

En el pasaje paralelo del Evangelio de Lucas, el texto especifica claramente quiénes son estos invitados: «Traed a los pobres, a los lisiados, a los ciegos y a los cojos» (Lc 14:21 ). Y como aún había lugar, el amo ordenó: «Salid a los caminos y a los setos, fuera de los caminos». “…y obligarlos a entrar en la ciudad” (Lucas 14:23 ). Ahora bien, los que vivían fuera de la ciudad eran los leprosos y marginados de la época (cf. Levítico 13:45) .-46).

El gran sueño de Dios es este: ver a todos sentados alrededor de su mesa (cf. Isaías 25:6). Él prepara su banquete para todos sus hijos, especialmente para aquellos a quienes el mundo considera malvados o indignos y a quienes nosotros mismos a menudo excluimos de nuestras comunidades. A los ojos del Padre, estos son los preferidos (cf. Lucas 6:20 ).

Es tiempo de examinar nuestra conciencia y preguntarnos: ¿no estamos repitiendo la actitud de los antiguos doctores de la Ley, pensando que la invitación de Dios se limita a nosotros y a nuestros parientes más cercanos? Dios invita a todos (Mateo 22:9).

Es fundamental que todas las personas que no encuentran un lugar en nuestra sociedad —e incluso dentro de nuestras comunidades parroquiales— sepan que el banquete de Dios está preparado, sobre todo, para ellos. Llamar a los pobres, a los cojos, a los ciegos, a los excluidos y a los leprosos (Lucas 14:21 ). Todos tienen un lugar para sentarse a la mesa del Señor, porque el Pan de Dios se comparte generosamente y con amor con todos. ¡Alabado sea nuestro Señor Jesucristo!

A violência terá fim?

Um dos problemas mais debatidos hoje é o da violência. Especialmente a mais perversa de todas levada avante pelo exército do Estado terrorista de Israel sob Benjamin Netanhyau. Presentemente os soldados se divertem cortando pernas e braços de crianças inocentes, num genocídio a céu aberto, vergonha para toda a humanidade que a tudo assiste sem fazer nada. Temem a vingança do verdadeiro Satã da Terra que é o presidente dos Estados Unidos Donald Trump,pois é ensandecido e insensível a dor do mundo, além de um criminoso pedófilo.

Surgiram ao longo da história muitas tentativas de compreender esse trágico fenômeno. Nenhuma delas deu-lhe uma resposta convincente, nem Tomás de Aquino, nem S.Freud, nem R.Girard, nem o cristianismo com sua doutrina do pecado original. Ninguém. E a violência está presente em tudo.

Acompamhem-me nesta reflexão.Nascemos no interior de uma inimaginavel violenta explosão, o Big Bang, supostamente ocorrida há 13,7 bilhões de anos. Seguiu-se logo algo absolutamente misterioso, o choque tremendo entre a matéria e a anti-matéria.Quase se aniquilaram mutuamente. Sobrou apenas,1seguido de 9 zeros de matéria. Desse mínimo do mínimo surgiu o imenso universo sobre nassas cabeças com bilhões de galáxias, trilhões de estrelas e outros inumeráveis corpos celestes.

Os cosmólogos e astrofísicos nos afirmam que a evolução existe em função de colocar ordem nesse caos violento primordial, fazendo surgir ordens cada vez mais complexas e entre elas a nossa,a mais alta, como seres humanos inteligentes, homens e mulheres. Imaginem uma galáxia com suas bilhões de estrelas engolindo outra galáxia:como seria seu estrondo?

O trágico disso tudo é que a violência continua no universo,dentro de cada estrela ou planeta e dentro de cada um de nós. Por isso somos chamados de dementes (demens) e simultaneamente de sapientes(sapiens).Ora predomina a dimensão demente. Creio que estamos dentro dela representada pela plataform AI Palantir,que abertamente assume um concepção negativa do ser humano como essencialmente violento e que deve ser controlado e limitado em sua liberdade. Ora predomina a porção sapiente que permite tempos de paz e prosperidade,desenvolvimento das vários saberes, do econômico e do social compartidos e todo o tipo de artes. Note-se, mesmo assim o lado demens está aí, embora sob controle da sapiens,pois sempre convivem.

No Brasil a violência das várias facções desafiam o Estado de Direito e das Leis, dominando com brutalidade e morte regiões inteiras de cidades como o Rio de Janeiro. Todos os candidatos proclam que vão exterminá-la mas não dizem por que meios. E o Estado e os órgãos de segurança sempre chegam atrasados

Seguramente a violência no Brasil possui muitas causas já analisadas com minúcia por muitos. A rigor nem deveríamos dizer que aqui ocorre violência. A violência é estrutural na formação de nossa sociedade. Fomos construidos sobre um fundamento de violência que foi o processo de dizimação de muitos povos originários. Violenta foi a colonização.Impuseram ao Brasil o modo de vida dos europeus, obrigaram-nos a falar a sua língua,imitar suas instituições a assumir a mesma religião cristã e submeter-se aos capitães-donatários.

Violentíssima foi a escravidão no Brasil, trazendo cerca de 4,9 milhões de pessoas africanas e aqui violentamente feitas escravas. No que aportavam na Bahia recebiam os primeiros três Ps: pão para não morrerem de fome, pau:uma violenta surra para logo aprenderem a se submeter e,por fim,o pano para encobrirem as vergonhas, pois normalmente viajavam nus nos navio negreiros.L.Gomes em seus três volumes Escravidão (2019ss) o mostrou.

Numa palavra, as vidas dos escravizados,foram transformadas em carvão  para o processo produtivo, como costumava dizer o indignado e saudoso Darcy Ribeiro.

Violenta é a forma como o povo comumente vem tratado, especialmente pela elite do atraso, sempre considerado jeca-tatu, joão-ninguém, zé-povinho cuja relação primeira para com ele é o grito ou o cassetete. Bem constatou A.Chomsky:”Raramente vi um país onde a elite tem tanto desprezo pelos pobres como o Brasil”.

Mas há uma violência que,na verdade é anti-violência, nascida de um sentimento: a revolta face à  contradição existente entre as grandes maiorias que vivem numa miséria desoladora e as minorias que desfrutam de uma opulência indecente. Quem circula pelas imensas periferias de nossas cidades e depois chega ao centro ou aos bairros ditos nobres constata esta dilaceração, anterior a qualquer juizo ético ou político.

A primeira reação é: como podem estas populações viverem, por toda uma vida, em condições tão infra-humanas? Elas o merecem? Como podem crianças andarem por ai, semi-nuas, barrigudas, jovens com seus 15-17 anos empinando pipas ao céu, os nem-nem, homens de meia idade sentados nas pracinhas sem fazer absolutamente nada porque estão há muito tempo desempregados? O que mais dói é ver meninas de 12 e 13 anos abordando passantes: “tio, tio, vamos fazer amor? É só por 5 reais…eu sei fazer tudo o que o homem gosta”. Às vezes é o único dinheiro que sustenta a família.

E por outro lado, como podem viver estes de boa vida, bem alimentados, bem agasalhados, bem estudados e bem munidos de contas nos bancos, como podem viver  humana e eticamente no meio de tanta contradição?

Neste momento intuimos, entre indignação e desalento, que a desigualdade é pior que a pobreza. Ela é simplesmente inaceitável, por demasiadamente irracional. A razão é: Se estas classes aquinhoadas e o Estado atrás do qual elas se escondem, ao invés de gastarem mihões cada ano em segurança policial, em muros, em circuitos internos de tv, em seguranças privados, em carros blindados, em viagens para o exterior, os gastassem, em parte, em projetos de educação, saúde, professinalização, criação de centros comunitários,  cooperativas de construção de casas,  lugares de lazer e arte, teríamos equacionado em grande parte o problema social. E todos gozaríamos de paz, poderíamos andar à noite por ai, sem medo de sermos assaltados e  até mortos.

Pensemos em termos globais. Se as potências militaristas  à frente delas os EUA deixassem de gastar anualmente trilhões de dólares em armas de morte para as guerras que apoiam em Israel, na Ucrânia e no Irã resolvessem ter um mínimo de sentimento e ser um pouco mais racionais e investissem nos seres humanos então poderiam garantir  comida, saúde, casa e trabalho a cada habitante deste planeta. Teríamos criado as pre-condições para uma paz duradoura entre todos os povos,o sonho  de Kant.

Ocorre que mais e mais pessoas das comunidades periféricas empobrecidas despertam e não aceitam mais essa contradição. Passam à violência que é antiviolência, como forma de vindita e de solução individual para o  problema social. Mantido o tipo de economia dominante, mesmo sob a administração do presidente Lula, com seu cuidado dos destituídos, ainda assim continua a violência porque sua causa não foi destruída. Há o risco da rebelião das massas das quais falava Ortega y Gasset ainda nos anos 40. Ela nos conduziria à barbárie que não poupará nossos filhos e netos e não a outro tipo de sociedade menos violenta porque mais igualitária.

Mas virá o tempo em que a justiça prevalecerá porque o que deve ser tem força e a causa é invencível.

Leonardo Boff escreve para a revista LIBERTA  do ICL (https://www.revistaliberta.com.br); escreveu também Brasil:Concluir a refundação ou prolongar a dependência? Vozes 2018 ((https://www.leonardoboff.org).