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Falência da VIª República

[Por: Júlio Lázaro Torma]

“HÁ VIª REPÚBLICA DO BRASIL ESTÁ MORTA!” VIVA A REPÚBLICA!”

 

Podemos dizer sem medo de errar! que a nova república nasceu velha, como entulho possessório da velha república e da ditadura militar.

 

A república está completamente ultrapassada, um cadáver insepulcro em estado de decomposição. Podemos ver isso em nossos dias através do esquema do Banco MASTER e com o ” supremo tribunal federal e tudo”.

 

Quando falamos da 6ª República, temos que falar, que ela inicia com assembléia nacional constituinte.…

 

Confira o artigo.

 

Los usos de Gramsci

[Por: Brais Fernández | Martín Mosquera]

Los usos de Gramsci es ya un clásico del pensamiento político marxista. En esta serie de ensayos, Juan Carlos Portantiero reconstruye con rigor el pensamiento y los principales conceptos de Antonio Gramsci para abordar algunas de las cuestiones decisivas de la política moderna: la estrategia, la hegemonía, el Estado y la relación entre sociedad civil y poder.

 

Este libro posee, además, una virtud que conserva toda su actualidad. Frente al predominio de las lecturas exclusivamente filológicas de Gramsci, Portantiero lo recupera como un pensador político vivo: un autor comprometido con los problemas estratégicos de su tiempo y

capaz de iluminar las transformaciones del capitalismo y los desafíos de la izquierda contemporánea.

 

Esta edición reúne el volumen original e incorpora una serie de textos posteriores que lo amplían y enriquecen. Con una escritura elegante y una notable claridad conceptual, Los usos de Gramsci constituye una referencia indispensable tanto para quienes buscan una primera aproximación al marxismo gramsciano como para quienes desean profundizar en una de las tradiciones más fértiles del pensamiento crítico…

 

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India obligará a usar baterías en renovables para frenar el desperdicio de energía

[Por: papernest.es]

Millones de kilovatios limpios se pierden a diario por la incapacidad de la red para absorber los picos de producción solar y eólica. Para cortar de raíz este enorme desperdicio energético, India exigirá que todas las nuevas plantas renovables incorporen sistemas de almacenamiento en baterías a partir de julio de 2027. Esta medida busca capturar la energía sobrante que hoy se pierde y transformarla en una reserva estratégica para estabilizar la red eléctrica nacional, garantizando un suministro continuo durante las horas de mayor demanda sin recurrir a combustibles fósiles…

 

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O que hoje mais falta na política no Brasil e no mundo?

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É inegável que atualmente vivemos num dos tempos mais dramáticos e perigosos na história da humanidade. Termos construído uma forma de organização social mundializada praticamente só sobre a racionalidade instrumental analítica. Recalcamos outras formas de racionscionalidade, especialmente a razão cordial (do amor, da sensibilidade, da solidariedade, da ética). Por isso chegamos a um ponto em que esse tipo de uso da razão tornou-se irracional. Criaram-se os meios para se autodestruir totalmente e toda a natureza que o sustenta. Os 1.300 pesquisadores em IA chamaram a atenção para o risco que ela representa para a humanidade. O principal pesquisador da plataforma Anthropic renunciou alertando: “Ela pode nos matar antes de 2030”. Graças à boa vontade, todas as Plataformas aceitaram uma moratória para pensar como evitar a loucura de uma IA.

Com sabedoria notava o Papa Francisco em sua encíclica “Sobre o Cuidado da Casa Comum” (2015): O homem moderno não foi educado para o reto uso do poder porque o imenso poder tecnológico não foi acompanhado por um desenvolvimento do ser humano quanto à responsabilidade, aos valores e à consciência” (n.105).

O valor maior, aquele que possivelmente mais nos faz falta seja nas relações pessoais, sociais e internacionais é a a boa vontade. Não se constata a boa vontade para entender o outro para além das diferenças de ideias, de visões de política e de religião. Muito menos existe boa vontade, no nível da geopolítica, nomeadamente entre o Estado terrorista de Israel e os palestinos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia e com os combatentes no sul do Líbano, sem falar da vergonhosa má vontade entre russos e ucranianos e ainda mais vexaminoso entre os Estados Unidos da América e o Irã. Não há que esquecer outros mais de 60 lugares de guerra, como terrivelmente no Congo.

Há uma frase de F. Dostoiéveski que resume um grande sonho em seu conto fantástico de 1877 O sonho de um homem estranho”: “Se todos quisessem a mesma coisa, num piscar de olhos, tudo mudaria na face da Terra”.

Isso logicamente é utópico. Mas quem sabe se num dia, quando a humanidade se confrontar com a realidade concreta de que ela pode desaparecer definitivamente deste planeta, aí todos quererão a mesma coisa: salvar-se e não morrer miseravelmente. Então tudo pode mudar.

Mas quem nos deixou a melhor lição foi um dos maiores pensadores da ética Imanuel Kant (1724-1804) em sua Fundação para uma metafísica dos costumes (1785). Aí ele afirma algo verdadeiro, traduzindo livremente: “A única virtude que é irrestritamente boa e não possui em si nenhum defeito é a boa vontade. Se não fosse totalmente boa, não seria boa vontade”. Dito numa linguagem pedestre:ou a boa vontade é boa ou então não é.

Como estão as coisas, no meio da erosão da ordem mundial (desordem para as grandes maiorias) provocada pelo Presidente Donald Trump ensandecido e arrogando-se dimensões divinas, ao decidir ele o que é o bem e o que é o mal (biblicamente um dos sinais do anti-cristo), podemos esperar tudo, tudo mesmo, até o descontrole de uma IA autônoma que não nos quer mais na Terra ou uma guerra nuclear com armas estratégicas que tudo destruiriam. A má vontade Trump de frustrar todos meios de paz torna-o um ser capaz de pôr em risco existencial toda a humanidade.

O Brasil passou por uma fase de insanidade política como jamais imaginada em nossa história. As maldades coletivas praticadas pelo presidente anterior ao atual, se inscreve no âmbito da patologia pessoal que contaminou milhões de pessoas. Estranhamente continua a envenenar porções significativas de nossa população. Bem ensinava o sábio do Antigo Testamento: “o homem depravado provoca desgraças (os 400 mil vitimados por negar a ciência) e o violento perverte o próximo e leva-o para o mau caminho”(Provérbios 16,27-29).Assim tentou um golpe de estado para perpetuar sua política de desmontagem de tudo o que se havia penosamente construído; agora paga seu crime covarde com a merecida prisão. Foi alguém que em nenhum momento mostrou boa vontade: não visitou sequer um hospital, zombou de quem morria sufocado por falta de ar e desprezava os mortos e os que choravam por eles.

Finalmente triunfou o bom senso do atual chefe de Estado, oxalá, a ser reeleito, que cuida de seu povo, tirando milhões do mapa da fome e criando condições para a dignidade da vida dos injustamente destituídos. Vale para ele as palavras do mesmo sábio: “Seu cuidado é como uma nuvem de chuva primaveril” (Provérbios 16,15).

Se a boa vontade é assim tão decisiva, então todos devemos cultivá-la e assim humanizar as relações humanas. Importa desentranhá-la nos outros, pois ela existe dentro de cada ser humano; porém hoje vem encoberta por uma camada de cinzas pelo individualismo, pelo consumismo, pela falta de sensibilidade por quem está padecendo, seja entre os humanos, seja entre nos seres da natureza, diria dos ecossistemas e da própria Mãe Terra que, pela má vontade, pende de uma cruz e clama para ser ressuscitada.

Ou optamos pela boa vontade que nos poderá salvar a todos ou valerão asadvertência severas do Papa Francisco: “desta vez estamos todos no mesmo barco, ninguém se salva sozinho, ou nos salvamos todos ou ninguém se salva”.

Mas cremos e esperamos que a boa vontade ainda prevalecerá e assim se garantirá uma nova fase mais integradora entre todos os humanos, com a natureza e com o Todo.

Leonardo Boff escreve para a revista LIBERTA do ICL (https://www.revistaliberta.com.br) também escreveu Habitar a Terra: a irmandade universal, Vozes 2022 ((https://www.leonardoboff.org).

Ciudadanía sitiada y la contra Magnifica Humanitas: Ultraderecha, gobernanza algorítmica y la disputa por los ecosistemas educativos democráticos e inclusivos

Resumen

Este artículo plantea los desafíos para la construcción de ciudadanía en un contexto de ofensiva ultraderechista y control corporativo del conocimiento. Se examina cómo grandes empresas tecnológico-educativas imponen una gobernanza global del aprendizaje basada en la estandarización, la medición conductual y la disciplina epistémica. Frente a ello, se propone una reconceptualización de los ecosistemas educativos como espacios de deliberación ciudadana, memoria histórica y resistencia democrática, anclada en experiencias de América Latina.

  1. El acoso a la democracia como cuestión pedagógica

La democracia contemporánea no es destruida solo por golpes de Estado explícitos. En Chile y el mundo, la ultraderecha ha perfeccionado un asedio gradual: deslegitima instituciones, naturaliza el odio como opinión y vacía de contenido la participación. Simultáneamente, grandes corporaciones (Google, Pearson, Blackboard, plataformas EdTech) promueven una gobernanza global del aprendizaje que reduce la educación a gestión de datos, competencias medibles y perfiles de empleabilidad. Este artículo sostiene que ambos fenómenos –la política de la ultraderecha y la economía política del conocimiento– convergen en un mismo objetivo: producir subjetividades dóciles, despolitizadas y funcionales al capitalismo de plataforma.

  1. La ultraderecha como pedagogía del desprecio y la desmemoria

La ultraderecha actual no es solo un conjunto de partidos; es un régimen de sensibilidad que enseña a odiar al diferente, a desconfiar de lo común y a celebrar la crueldad como virtud. Se despliegan despliegan  políticas  que no conducen a ser construir una Magnifica Humanitas:

  • Antipolítica como dogma.
  • Negacionismo histórico (golpe de Estados , dictaduras, violaciones a los derechos humanos)
  • Individualismo metodológico aplicado a la escuela (“el mérito”, “el emprendimiento”  como  ideologías  ).

Este acoso a la democracia se ejerce también en las aulas cuando se silencia la memoria de los movimientos populares  y a las comunidades de base  o se presenta a los movimientos de defensa de los derechos humanos y de cuidado de ka Casa Común,  que practican la no violencua activa como “amenazas al orden”  según la nefasta   política del “enemigo interno”  propia de las dictaduras militares de años pasados y que en la actualidad vuelve a sostener los gobiernos de ultraderecha en nuestro continente.

  1. Tecno corporaciones de control y disciplina del conocimiento

Las grandes corporaciones de tecnología educativa no solo venden software: disciplinan lo que se puede saber, cómo y para quién. Mediante sistemas de gestión del aprendizaje ,  rúbricas algorítmicas y certificaciones globales (IB, STEM, PISA for Schools), instauran una gobernanza que:

  • Fragmenta el saber en unidades de estudio  deshistorizadas y sometidas a control, censura  y filtradas moralmente por concepciones religiosas fundamentalistas.
  • Somete al docente a la lógica del cumplimiento de  “ resultados”  según métricas  instrumental sin considerar la complejidad de los procesos educativos
  • Vigila a los docentes y los somete a dispositivos  llamados del control del “ adoctrinamiento” vulnerando  su libertad  de enseñanza y autonomía  profesional.

Esta racionalidad de control reemplaza la pregunta por una “educación como un bien público de acceso universal”   y por un necesario “pacto educativo” de raigambre ética y orientado a lograr justicia epistémica y el pleno acceso a los bienes culturales , tecnológicos y la humanidades que convoque  por sistemas educativos  estructurados por la lógica del capital humano y las dinámicas mercantiles de la formación humana Se produce así un despojo epistémico: las comunidades dejan de definir sus propios problemas y necesidades de aprendizaje   y se les expropia su soberanía pedagógica.

  1. Ecosistemas educativos versus  infraestructuras de control  del aprendizaje

Propongo distinguir entre:

  • Ecosistemas educativos: tejidos vivos, situados, históricos, donde confluyen saberes populares, académicos, indígenas y escolares. Allí la ciudadanía se construye en la controversia y el disenso.
  • Infraestructuras globales de aprendizaje: sistemas cerrados, escalables, rentables, que homogeneizan ritmos, contenidos y evaluaciones. No educan: administran  y controlal comportamientos

La ultraderecha y las Big EdTech coinciden en atacar los ecosistemas: la primera mediante recortes presupuestarios y censura; la segunda, mediante la sustitución de lo público por plataformas “neutras” que, en los hechos, despolitizan la enseñanza.

  1. Hacia una pedagogía de la resistencia  y re-existencia ciudadana

Frente a este asedio, esbozo tres ejes de acción desde la experiencia chilena y latinoamericana:

  1. Desobediencia epistémica curricular: recuperar los programas de estudio como territorios de disputa, introduciendo preguntas sobre propiedad del conocimiento, extractivismo digital y memoria democrática.
  2. Alfabetización en gobernanza algorítmica: enseñar a deconstruir cómo las plataformas modelan deseos, miedos y votos. No solo “uso crítico de TIC”, sino análisis político del software.
  3. Comunes educativos: construir repositorios, redes y currículos de código abierto sostenidos por docentes y comunidades, como antídoto a la privatización del aprendizaje.

  1. Conclusiones: La ciudadanía como práctica de lo imposible necesario

Si la ultraderecha y las corporaciones quieren una ciudadanía aislada, evaluable y predecible, la respuesta educativa debe ser la ciudadanía impredecible, solidaria y memoriosa. No se trata de “adaptar” la escuela al mundo digital ni de “tolerar” a la derecha extrema. Se trata de reconstruir espacios donde el conflicto social  , las “situaciones límites “   y los “inéditos viables” se nombren, se piensen y  se desarrollen  capacidades  colectivas de transformación.

Miradas

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A la mañana siguiente, bajo el mismo sol, muy lejos de Pan y Abrazo, yo frente al mar que tantas veces es estar frente a mí misma.

Cielo celeste de un día soleado, en una blanca arena fina y un mar azul en la paz, de cresta blanca y de interior esmeralda, en cada bocanada. Un rugido profundo y una risa provocada por las cosquillas de la arena en cada ola… Eran los únicos sonidos; tan contrastantes como armónicos creando una melodía vital.

“La mancha de humedad” narrada en la mañana anterior en un día soleado sobre pasto verde, alto y suave, que parece un colchón, que invita a soñar.

Estábamos casi todos, sentados sobre unos postes de madera, que simulaban un banco largo. Decidí leerles la m ancha de humedad. Es un cuento corto y lo recordaba perfectamente. Un cuento de Juana de Ibarbourou. Luego de leerla con la mayor expresión que pude (porque les cuesta sostener la atención y recordar), abrimos la ronda de ecos: ¿Qué escuché?, ¿Qué sentí?, ¿Qué recuerdo? Dani comienza hablando de lo que se ve en la mancha de humedad y dice: “es como la de Van Gogh”. Y nombra varias obras de él. Alguien pregunta: “¿quién es Van Gogh?”

Y Dani responde: “un pintor de este siglo pasado no, del otro… del anterior, que se cortó la oreja y se la llevó de regalo a una meretriz del pueblo”. Yo mirando a los demás pregunté: “¿saben lo que quiere decir meretriz?”, luego de unos segundos dije: “prostituta, trabajadora sexual. Y, ¿saben que muchas decían que lo que más hacían era escuchar a los varones que iban a los prostíbulos a desahogarse? Quizás por eso él le regaló su oreja, en un gesto de reciprocidad”.

“¡Qué lindo!” Dijeron varios…. Y otros: “nunca lo hubiera pensado así”. “Está bueno”, dice José – que es el más viejo – y lo dice bien bajito como quien le da sonido a un pensamiento.

Dani empezó a nombrar una tras otra las obras de Van Gogh y de pronto se detuvo y dijo: “el amarillo … ese amarillo tan…” y se frotó el dedo índice con el mayor y el pulgar mirando el cielo en un gesto de buscar la palabra exacta que no encontró… Y luego de unos segundos de ese silencio de búsqueda en reflexión y abstracción nos mira y dice: “Y Goya?! Goya era crá, crá!! Me encanta lo que hace con carbonilla; cada hombre en su intento de volar”.

Seba dice: “a mi me pasa lo del cuento, pero con las nubes. Paso horas tirado en el pasto o en la arena mirando hacia arriba y encontrando formas y a veces hasta historias en el cielo”.

Y yo seguía allí entre el cielo y la arena, frente al mar.

Escuchar a los pobres y contemplar su riqueza

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“¡Pobre compadre Juan Miguel, la vida que le ha tocado!

… Qué perro destino el suyo, que nadie se acuerde de él…”

Letra deYamandú Palacios, cantada por Alfredo Zitarrosa

Esta vez mi entrega más que un artículo será una especie de pintura impresionista hecha de relatos breves a partir de lo que he visto y oído esta semana y con toques de pincel de preguntas.

Gustavo Gutiérrez mantuvo hasta el final la interrogante, “¿dónde dormirán los pobres esta noche?” La pregunta sigue resonando cada noche, especialmente de invierno. Hay otras preguntas inquietantes: quién escucha, quién mira a los ojos, quién sabe el nombre del pobre, quién ve el trabajo del pobre. Normalmente son invisibilizados o silenciados por la anestesia colectiva o, por la aporofobia, término acuñado por la filósofa española Adela Cortina.

El lunes no encontré asientos libres al tomar un coche de transporte público en una periferia de Montevideo, al rato se desocuparon simultáneamente dos. En uno estaba un hombre bien vestido, formal, como para ir a trabajar a una oficina. En el otro un hombre vestido muy pobremente y desabrigado; sobrio, pero con evidentes signos de alcoholismo. Prolija y perfumada, dudé un instante y elegí sentarme con el último, pidiéndole el permiso correspondiente.

Poco después, me preguntó la hora -13.30, 1 y media, respondí-. Agradeció mucho, porque “no siempre me responden” y ese fue el inicio del diálogo o de su monólogo.

No supe su nombre, pero sí escuché atentamente sus frases torpes, entrecortadas, con diversos y dispersos relatos. Los pobres, en muchas circunstancias no sólo se conviertan en analfabetos por desuso, sino también casi en afásicos, por no hablar. ¡Por no tener quien los escuche!

 Me contó -o se contó- mucho en breve tiempo. Necesitaba ser escuchado, no importaba por quién, o, quizá, escuchar su propia voz. Había estado varias veces internado, incluso en CTI, del que salió un 24 de diciembre. Ahí se mal hizo una torpe señal de la cruz agradecido. Antes de sentarme a su lado, ya me había parecido ver que la hacía, pero no había ninguna iglesia ni cortejo fúnebre, seguramente la había trazado ante un recuerdo o una imagen en su cabeza entreverada.

En ese tiempo su señora esperaba una niña y él quiso -y ella aceptó- que se llamara Milagros. Milagros Morena, vivían en la Blanqueada. ¿Morena sería el apellido, o Morena por contraste con Blanqueada? En el trayecto varias veces mencionó a su hija que ya tenía dieciocho años.

Otros relatos versaban sobre un cuñado que era cantante de un conjunto musical tropical, famoso, según decía, cantaban en muchos boliches, ganaba bien, tenía coche de alta gama, le regalaba ropa. “Yo perdí mucha ropa”, dijo, quizá para explicar su buzo tan viejo y en mal estado. ¿Viviría en situación de calle? Me pareció eso.

Sus relatos no eran cronológicos, intentó balbucear varias letras de las canciones que cantaba su cuñado famoso, no me quedó claro si él componía algunas. Se notaba el esfuerzo por buscar en su memoria aquellos versos.

No sabía por qué su señora lo había dejado, más bien lo había echado. Ese no saber le dolía aún, lo reiteraba, al igual que nombraba a Milagros. De pronto, dijo “permiso” y se bajó apresurado.

No supe su nombre. ¿Quién llamará por su nombre a los pobres? Me miraba solo cuando quedaba en blanco, hurgando en su memoria entorpecida, pero sabía que yo estaba allí mirándolo.

Sucedió misteriosamente este encuentro y en forma muy semejante al diálogo con “el Rengo”, en otro ómnibus hace tantos años. No pude menos que recordar aquella escena que me marcó tanto. También recordé “La tristeza”, el cuento de Antón Chéjov. El viejo cochero, sumido en un gran dolor, no encontró a nadie que lo escuchara, al final su enorme tristeza se la contó a los caballos.

El viernes asistí a un velatorio en otro barrio periférico de la ciudad. Siempre que vemos un cadáver recordamos que vamos a morir, todos, sin importar ideas, religión, ni cuánto hayamos trabajado. La religiosa fallecida con ochenta y dos años seguía trabajando. Otro asumirá sus desvelos, quizá sin desvelarse, y lo mismo sucederá, sin duda, a nuestra muerte. ¿Por qué nos afanamos tanto?, ya sea en fines nobles como un colegio o en acumular poder y riqueza a expensas de guerras y desmanes…

La vida es curiosa, pícara. En medio de la Misa, en plena consagración, para mi gusto demasiado formal, casi teatral, hace aparición en escena un pequeñísimo ratón que circuló entre los presentes. ¿Un guiño, una broma de Dios? Quizá un ubicarnos en nuestra pequeñez de “humanitos” y hacernos reír -asustándonos- de nuestras ínfulas de señoras y señores “reyes de la creación”.

Tras esta digresión, ya vuelvo a los pobres y a las preguntas iniciales, ¿vemos a los pobres, vemos sus trabajos? No pocos andan por el mundo diciendo que “los pobres son vagos, no trabajan, por eso son pobres”. Al salir del velatorio hice caminando algunas cuadres, observando con pena aquel barrio de casas pequeñas pero muy prolijas, construidas hace cincuenta o setenta años, para la típica familia de cuatro personas, y que ahora está “venido a menos” con basurales y descuido general.

De pronto veo a pocos metros una persona metida dentro de un contenedor de basura, sobre la calle un carrito ya cargado y a su lado una bolsa inmensa, creo que hecha a propósito de que en ella quepa mucho. El hombre muy joven y muy delgado sale, acaba de llenar esa bolsa y con evidente esfuerzo la sube a la carga que ya estaba sobre el carrito. No tenía caballo, sería tirado a tracción humana, ¿cuánto pesaría aquella carga que sobrepasaba el metro y medio de altura? Recordé la canción que cantaba Zitarrosa: Coplas al compadre Juan Miguel, citada al inicio.

¿Qué tenía yo para ofrecerle? Nada me pidió, pero necesitaba darle algo. Encontré la mirada y el saludo y se lo ofrecí. Lo miré directo al rostro y le dije “Buenos días, vecino”. Me respondió de igual modo “Buenos días, vecina”. Hubo en ese cruce de saludos mucho respeto y creo que algo más.

No lo miré como “hurgador”, sino como “trabajador”, como “clasificador”, nombre que lograron darse hace cuarenta años los vecinos del Padre Cacho, subrayando la contribución a la sociedad y al cuidado de la casa común. Lo miré admirada por su trabajo y agradecida, le auguré más que buen día. Agradecido también me miró y saludó él. Mucha gente no los mira, les teme o los desprecia.

Pocos después vi a otro hombre con otro carrito y herramientas para cortar el pasto. Al llegar a la avenida importante del barrio se oían muchas voces, se veía mucho movimiento: los vendedores informales -esos que no tienen derechos sociales- ocupaban las veredas con sus mercaderías. Pensé: ¡vaya si los pobres trabajan y cuánto! ¿Qué colirio necesitamos para verlos?

Formar catequistas para la Cultura de la Inteligencia Artificial. Cuatro competencias indispensables para quienes acompañan la iniciación cristiana

La formación de catequistas constituye una responsabilidad decisiva de las Iglesias particulares. La preparación bíblica, doctrinal, litúrgica, espiritual, pastoral y pedagógica sostiene a quienes acompañan a niños, jóvenes y adultos en procesos de iniciación cristiana y preparación sacramental. Ese importante fundamento conserva toda su vigencia y, en la Cultura de la Inteligencia Artificial, necesita enriquecerse con nuevas capacidades. El desafío que veo y propongo es sencillo pero vital: la formación de los catequistas que acompañan procesos de iniciación en la fe y preparación sacramental requiere hoy incorporar competencias específicas para discernir, utilizar e integrar técnica y pastoralmente tecnología y asistentes de inteligencia artificial, preservando y fortaleciendo aquello que hace insustituible su servicio eclesial.

En estas páginas la atención se concentrará deliberadamente en el catequista que acompaña la iniciación cristiana y la preparación a los sacramentos. Esta delimitación no pretende reducir el significado más amplio que el Magisterio atribuye al catequista, cuya misión abarca diversas etapas de la transmisión y maduración de la fe. Permite, en cambio, formular con precisión una pregunta pastoral inmediata, ¿qué necesita aprender hoy quien acompaña sacramentalmente a personas que ya buscan información, aprenden, producen contenidos y formulan preguntas dentro de ambientes mediados por inteligencia artificial?

Amerindia Uruguay: Algunos apuntes del segundo encuentro de escucha

El pasado sábado 5 de setiembre celebramos el segundo encuentro de escucha, organizado por Amerindia Uruguay. Como en el primer encuentro, nos dispusimos a escuchar algunas experiencias en las que buscamos reconocer juntas y juntos, los signos de la vida que se abre camino, en medio de tantas situaciones difíciles. En esta oportunidad fueron las experiencias de Pan y Abrazo, de Santa Gema, la Comunidad terapéutica El Puente y el Colectivo Familias presentes.

Cada experiencia tiene en su inicio una pregunta que nace de mirar y escuchar la realidad: ¿qué podemos hacer? ¿Cómo podemos aprovechar mejor estos espacios al servicio de otras personas? qué más podemos ofrecer? ¿Cómo dar un salto que signifique un antes y un después en la vida de estas personas?

Sabemos que la realidad es compleja, y que muchas veces sentimos que no se puede hacer nada. Sin embargo, hay preguntas capaces de iniciar procesos de búsqueda que convocan a otras personas, colectivos, instituciones; donde las ideas iniciales van quedando por el camino para dar paso a las concreciones posibles.

Todas esas preguntas me recordaron a las mujeres que en la mañana de la Pascua van al sepulcro también con una pregunta, según Marcos: ¿quién nos correrá la piedra? (Mc. 16,3) Uno podría pensar que era algo a resolver antes de salir, pero no, ellas se ponen en camino, animándose a cargar con la pregunta que dará pie a un proceso que no logran imaginar, algo así como pasa con cada experiencia que escuchamos.

Los testimonios fueron dejando ver, de distintos modos, la necesidad de “correr la piedra” que nos impide unirnos desde nuestro común deseo de humanidad, y experimentar que toda la realidad nos incumbe, que todos dependemos de todos. Situación que para algunos se hacen aún más pesadas, por la acumulación de sufrimientos, que incluso los llevan a experimentar que se merecen lo que viven. Dicho con sus palabras, “con tal de ver a nuestros hijos, naturalizamos el maltrato de la fila”; “nos acostumbramos a que nos digan drogo”; “cuando estás en la calle, nadie te espera, no tenés familia o la perdiste”…

Sin embargo, también de la escucha percibimos que hay resquicios que se abren entre las piedras, “agrietando los muros”, como canta Drexler. Que nacen de abajo e iluminan la oscuridad del túnel:

  • los vínculos recíprocos, hechos abrazo, cuidado, familia
  • la conciencia recuperada de la necesidad del cuidado y del disfrute
  • las decisiones que vencen el miedo, la vergüenza, la culpa
  • el ser reconocidos por nuestro nombre
  • sentarnos a la mesa de la escucha, del juego, del pan, de la vida, en reciprocidad
  • los errores de los que cosechar aprendizajes para compartir
  • el camino recorrido juntas para hacer visibles las injusticias y defender los derechos
  • el trabajo por reconocer que todo lo que sucede nos concierne

Experiencias que nos recuerdan que “lo que salva lo humano no es la autosuficiencia potenciada, sino una relación que libera, una comunión que transforma” (MH, 128).

Sin duda, todo lo escuchado y compartido es motivo para dar gracias y motivo para la alegría que nace desde abajo, en estos procesos compartidos. Pero sobre todo porque nuestra fe nos lleva a reconocer y agradecer que ese mundo nuevo ya está aconteciendo, que la piedra ya ha sido corrida (Mc. 16, 4) por el Crucificado Resucitado, y lo que nos toca es seguir agrietando los muros, para dar paso a la vida.

Mons. Romero: Favorecer equitativamente a todos los salvadoreños

[Por: Luis Van de Velde]

“Queridos hermanos, quiero hacer un llamamiento a todos los sectores del país para que evitemos tener que llegar a una guerra civil y de todos modos logremos en nuestro país una auténtica justicia.   Para ello es indispensable que todos estemos dispuestos a compartir con los demás lo que somos y lo que tenemos, y participar, en la medida de nuestras posibilidades, a crear esta estructura económica – política que, de acuerdo con el plan de Dios, favorezca equitativamente a todos los salvadoreños.” (20 de enero de 1980).

 

Dos meses después de su asesinato, Monseñor Romero amplía la llamada a compartir. Ya no se dirige solo a la oligarquía y las burguesías de aquella época (industrial, financiera y agrícola), sino «a todos los sectores del país». La primera llamada profética de Monseñor es la siguiente: «Evitemos la guerra civil, que no haya guerra, porque va a significar aún más sangre derramada». «Que evitemos tener que llegar a una guerra civil». Monseñor esperaba poder motivar a todos los sectores para que buscaran soluciones que no implicaran la guerra. En menos de un año, estalló la guerra que duró doce años y en la que hubo miles y miles de desaparecidos, asesinados y caídos en combate…

 

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