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CEBs: uma igreja acolhedora

[Por: Júlio Lázaro Torma]

No Domingo, dia 31 de Maio, na Solenidade da Festa da Santíssima Trindade. A melhor comunidade ou comunidade Perfeita. Realizou- se no Santuário de Nossa Senhora Conquistadora,na periferia da cidade de Bagé (RS).

 

O 20° Encontro Diocesano de Comunidades Eclesiais de Base, da Diocese de Bagé. Na qual reuniu delegados e delegadas das 18 Paróquias da região da Campanha, na fronteira com o Uruguay.

 

Além de convidados da Diocese de Rio Grande e das Arquidioceses de Pelotas, Porto Alegre e Passo Fundo.

 

O tema, que animou e orientou,este encontro alegre de irmãos e irmãs foi

“Uma Igreja que acolhe: Nossa Casa, nossa Missão”…

 

Confira o artigo.

Aprender a pensar com os pobres da Terra e oprimidos

[Por: Leonardo Boff]

Nisso se caracteriza alguém que pratica a teologia da libertação: ele tem um pé na academia, na faculdade de teologia, e outro no meio dos filhos e filhas da pobreza, nas periferias. Este tipo de teologia sustenta algo óbvio: a pobreza significa eticamente uma injustiça social e politicamente uma opressão. Contra a opressão vale a libertação. Esta é levada avante pelos próprios pobres que se conscientizam oprimidos, se organizam e começam lá nas bases com práticas que visam a superar sua situação. Isso é feito a partir da leitura comunitária da Bíblia: confrontam uma página da Bíblia com outra página de sua realidade sofrida. Daí tiram, depois de muita reza, cantoria e reflexão, os passos concretos a serem assumidos por todos. Os teólogos que se dispõem a caminhar com as comunidades mudam sua visão da sociedade e da Igreja.

 

Tudo isso é tão cristalino que me espanta o fato de que a teologia da libertação tenha sofrido e ainda sofra perseguição e difamação. Se bem repararmos este procedimento vem dos grupos que nunca vivenciaram realmente os padecimentos do mundo dos pobres e oprimidos. Isso mesmo me confessou pessoalmente o amigo Cardeal Joseph Ratzinger, aquele que, por ofício, presidiu meu julgamento nos espaços da antiga ex-Inquisição.Mas especialmente são os setores conservadores da Igreja e da sociedade que veem em todo movimento  dos pobres, algo perigoso para a ordem vigente, coisa de comunistas.Por esse argumento Jesus, acusado de subversivo, pelos religiosos da época, como atesta Lucas (cf.23,5) nunca teria  sido crucificado, mas morrido na cama  cercado de discípulos.

 

O que distingue um teólogo da libertação de outros colegas do Centro e também da Periferia é a opção pelos pobres, contra a pobreza e a favor da justiça social e da libertação. Esta diligência implica um grande aprendizado, coisa que não ocorre quando o teólogo não restringe seu ofício ao mundo acadêmico. Mas com a inserção, descobre a garra dos pobres, sua resiliência e profunda fé no Deus que escuta o grito dos oprimidos e mostra sua ternura para com os condenados da Terra. Surpreende a presença da graça de de Deus nas situações mais inusitadas  que nos obrigam a pensar para além do bem e do mal. Assim  o sugere a mensagem de Jesus, cujo Abba (Paizinho querido) ama a todos, para além das categorias  do bem e do mal e mostra misericórdia aos ingratos e maus (Lucas, 6,35).  

 

Vou narrar duas experiências vividas na periferia pobre enquanto lecionava na faculdade o Tratado de Graça, um dos mais difíceis da teologia pois encerra muitas condenações.

 

Encontrei-me com Raimundo em Canindé que logo me pediu: Frei, vim buscar água benta. Para que você quer a água benta, perguntei. Ele respondeu: é para benzer minha casa. Mas isso, eu como padre, posso fazer e vou aí com você. Não pode, frei. É até feio dizer, mas vou confessar: vivo com uma mulher sem ter casado na igreja. Tenho dois erros com ela: primeiro, porque é preta, segundo, porque a tirei da prostituição. Quero experimentar viver com ela, dar-lhe carinho e compreensão. Se ela for capaz de viver com um homem só, comigo, então vou casar na igreja. Agora estou em pecado. Por isso vim pegar água benta para benzê-la e rezar para eu sair do pecado. Se tudo der certo, o senhor, frei, fará nosso casamento. Tempos depois, fiz o casamento com muita pipoca e coca-cola.

 

Esse homem, Raimudo, amou. Seguramente nem saberia que o verdadeiro nome de Deus é amor. E quem ama, está com Deus, como diz São João em sua epístola (1 Jo 4.16) e não com o pecado.

 

Encontrei religiosas em Xapuri  no coração da floresta do Acre. Mantinham na sala um seringueiro que parecia ter lepra. Passando por uma ruela, uma das religiosas viu uma placa com os dizeres:Casa da Caridade. Foi se informar e soube que a Casa pertencia à dona Josefina. A religiosa  convidou-a para ir  até ao conventinho e ver um doente de lepra.  Logo ao entrar e olhar longamente o doente, Josefina disse: Irmãzinha, isso não é lepra, é só micose. Deixa, que vou tratá-lo na Casa da Caridade. Curiosa, a religiosa perguntou: para que serve esta Casa? Josefina respondeu: é para todos os doentes do interior da mata e para quem não tem onde dormir. Como a senhora mantém a Casa da Caridade? Josefina, um pouco constrangida, respondeu: eu tenho uma boate.Preciso me sustentar. As mulheres daqui não têm trabalho e quase todas  são  prostitutas. Precisam alimentar a família e eu  o pessoal que fica na Casa. Só pego para mim o necessário. O que sobra é para manter a Casa da Caridade. Cozinho para eles, lavo-lhes a roupa e compro os remédios. Tudo de graça. Para pagar o meu pecado. Sei que é contra a lei de Deus. Mas a lei da vida não é também aceita por Deus?

 

Ao ouvir a história fiquei abismado e pensei comigo: o amor de Josefina  é o que significa a graça que eu ensino, quer dizer, o amor concreto de Deus na situação concreta das pessoas.Lembrei-me da mulher, tida por prostituta, que beijou os pés de Jesus e os ungiu com perfume, chorava e com os cabelos enxugava as lágrimas (Lucas 7,38).Face aos que pensavam mal, Jesus disse: “onde quer que no mundo se pregar a boa-nova, será lembrado o que ela fez”(Marcos 14,9). Foi puro amor, graça divina.

 

Esses dois fatos mostram o amor de Deus que é o que chamamos de  graça: ela vem quando quer, sobre quem quer e em qualquer situação. Há flores que florescem nos pântanos. E são as mais brancas e belas. Essa flor tem um nome: Josefina da Casa da Caridade. O amor generoso se chama Raimundo, aquele da água benta.

 

Leonardo Boff escreve para a revista do ICL LIBERTA (https://www.revistaliberta.com.br);  escreveu também, Graça e  Expeiriência humana, Vozes, muitas edições,2012 (https://www.leonardoboff.org).

El Papa León XIII nombra al presidente de EWTN News como jefe de comunicaciones del Vaticano

[Por: Gerard O’Connell | America]

El Vaticano anunció hoy que el Papa León XIV ha nombrado a María Montserrat Alvarado, una laica mexicoamericana, como directora de comunicaciones vaticanas. Al momento de su nombramiento, era presidenta y directora de operaciones de EWTN News, la mayor emisora católica y religiosa del mundo. 

 

El Vaticano dio a conocer la noticia al mediodía del 2 de junio y anunció que asumirá su nuevo cargo el 1 de noviembre. Reemplaza al laico italiano Paolo Ruffini, quien ocupaba el puesto desde julio de 2018…

 

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Malintzin, no traicionó

[Por: Kajkoj Máximo Ba Tiul]

Durante muchos años,

Nos acusaron de malinchistas,

Porque nos hicieron creer,

Que Malintzin, traicionó a su pueblo,

Cuando en realidad,

Ella encarnó el dolor,

De las mujeres,

Que dan todo

Para salvar a su pueblo…

 

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¡Magnífica!: “Magnifica Humanitas”

[Por: Fernando Astudillo Becerra]

Ya el papa Francisco nos invitaba en su encíclica “Laudato Si” a pensar y trabajar en la necesidad de una transformación total de nuestra civilización, en una revolución cultural, está explícitamente dicho cuando nos señala que “lo que está ocurriendo nos pone ante la urgencia de avanzar en una valiente revolución cultural. La ciencia y la tecnología no son neutrales…” (Laudato Si, 114)…

 

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Resonancias de la eternidad

[Por: Ana María Díaz]

Las palabras centrales del evangelio de hoy, nos dicen: “Tanto amó Dios al mundo que entregó a su Hijo único para que no perezca ninguno de los que creen en él, sino que tengan vida eterna.” Con el paso del tiempo, nuestra experiencia creyente ha tenido una transformación importante, la que podemos describir como una evolución de lo intemporal a lo histórico, de lo individual a lo social, de lo moral a lo espiritual…

 

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Libro digital: Cristianismo de las Universidades Católicas

[Por: Jorge Costadoat]

Hay libros que se escriben con la urgencia de un tiempo y otros que maduran lentamente, en el surco de una vida entera dedicada a pensar y enseñar. Este dossier pertenece a esa segunda categoría. Los textos que aquí se reúnen no son ejercicios ocasionales ni intervenciones pasajeras en debates universitarios: son el fruto prolongado de una reflexión teológica que, durante décadas, ha buscado discernir el sentido profundo de las universidades católicas en el horizonte cambiante de la modernidad y de la fe.

 

Jorge Costadoat S.J. ha sido, en este sentido, una de las voces más lúcidas y fieles al espíritu del Concilio Vaticano II en el ámbito universitario chileno y latinoamericano. Su pensamiento, a la vez crítico y eclesial, se ha caracterizado por una fidelidad creativa a la Tradición. En cada ensayo, conferencia o columna, emerge la convicción de que la teología –cuando es verdaderamente universitaria– no repite  fórmulas heredadas, sino que acompaña, interroga y transforma la realidad histórica a la luz del Evangelio. En estas páginas, el autor hace lo que siempre ha hecho en sus clases y escritos: pensar la Iglesia y la universidad desde dentro de la historia, con la seriedad de quien sabe que la fe no se defiende, sino que se hace creíble en el diálogo con la razón, la cultura y el sufrimiento del mundo.

 

En su núcleo, este libro es una meditación sobre la catolicidad entendida no como etiqueta institucional, sino como apertura a la totalidad de lo real. La palabra “católica”, recuerda Costadoat, significa precisamente eso: universal. Y esta universalidad no se agota en el campo del conocimiento, sino que abarca también la comunión de los hombres y mujeres llamados a pensar juntos la verdad. En consecuencia, una universidad católica solo lo es cuando busca la verdad con otros, cuando hace del diálogo su forma de fe. Por eso el autor insiste en que la catolicidad de una universidad no depende de la piedad de sus miembros, sino de su capacidad para integrar razón y fe, ciencia y sabiduría, libertad y compromiso social.

 

Este punto de partida se despliega en múltiples direcciones. A lo largo del dossier, el lector encontrará un itinerario que va desde la crítica de las patologías de la confesionalidad universitaria –la exclusión, la simulación, la instrumentalización de la fe– hasta la propuesta de un nuevo paradigma teológico y científico que responda al signo más decisivo de nuestra época: la crisis ecológica y civilizatoria del Antropoceno. El pensamiento de Costadoat no se detiene en los problemas de la Iglesia; se abre, más bien, a los grandes desafíos de la humanidad, desde la injusticia social hasta el colapso ambiental. En su mirada, el misterio cristiano no se reduce a un discurso religioso, sino que se convierte en una fuente de conocimiento transformador. La cruz –locura para los sabios del mundo– aparece aquí como principio epistemológico: el lugar donde la verdad se revela en la vulnerabilidad y donde la sabiduría nace del sufrimiento compartido.

 

En este sentido, la teología que propone es inseparable de la universidad como institución. Si la teología es intellectus fidei, la universidad es su espacio natural: el lugar donde la razón humana se abre a su dimensión trascendente y donde la fe se vuelve crítica, dialogal, histórica. La universidad no es un adorno de la Iglesia, sino una de sus formas de existencia. En ella, la fe piensa; y al pensar, se purifica, se humaniza, se hace verdad en el mundo. De ahí la insistencia del autor en que la teología universitaria debe ser, al mismo tiempo, científica y pastoral, rigurosa y comprometida, intelectual y contemplativa.

 

Estas páginas también permiten recorrer el itinerario de una generación de jesuitas y teólogos latinoamericanos que, inspirados por Medellín y Puebla, comprendieron que la articulación entre fe y justicia era la tarea esencial del pensamiento cristiano.

 

La universidad católica, en este horizonte, no se define por su fidelidad doctrinal, sino por su opción epistemológica por los pobres. No hay auténtica teología universitaria –afirma Costadoat– si no se deja interpelar por la sabiduría de los que luchan por la vida. En su prosa, esta idea adquiere la forma de una teología que escucha, que aprende de los márgenes, que reconoce en la experiencia espiritual del pueblo creyente un lugar teológico.

 

Pero el autor advierte que hoy esa tarea exige una conversión intelectual más radical. Con Laudato si’, la teología se ve llamada a integrar una nueva dimensión del saber: la conciencia planetaria. El cuidado de la Casa común –como subraya el Papa Francisco– no es un tema ambiental entre otros, sino una forma de entender la totalidad de la realidad como relación, comunión y responsabilidad. “Todo está conectado” (LS, 91): esta afirmación condensa una visión teológica y epistemológica que reclama a las universidades un cambio de paradigma. A partir de Laudato si’ y de Laudate Deum, Costadoat percibe que el logos cristiano debe abrirse al clamor de la Tierra y de los pobres, y que la investigación universitaria –como señala Veritatis gaudium– ha de orientarse a “una audaz revolución cultural” (VG, 3). En esta línea, su lectura dialoga con pensadores como Leonardo Boff, Teilhard de Chardin o Bruno Latour, en cuanto todos reconocen que la inteligencia humana no puede seguir concibiéndose fuera del entramado viviente del planeta. La teología, al asumir este horizonte, recobra su aliento cósmico: el Cristo crucificado y resucitado, de quien Pablo dice que “reconcilió consigo todas las cosas, las del cielo y las de la tierra” (Col 1,20), se revela como el centro de una creación que gime y espera su plenitud.

 

Este prólogo no pretende resumir un pensamiento, sino invitar a leerlo. En tiempos de polarización cultural, de instrumentalización política de la fe y de crisis de sentido en la educación superior, la voz de Jorge Costadoat devuelve a la teología su dignidad universitaria. Lo hace recordándonos que la fe cristiana no teme al pensamiento, porque ella misma es pensamiento en acto que el Evangelio no se defiende con muros, sino que se encarna en el diálogo; y que la universidad, cuando es fiel a su vocación, se convierte en uno de los lugares privilegiados donde la Palabra se hace historia.

 

Quien lea este dossier encontrará mucho más que un conjunto de textos: encontrará el mapa espiritual de un teólogo que ha buscado, con humildad y coraje, articular la inteligencia y la fe, la universidad y el Reino de Dios, la cruz y la razón. Y descubrirá, quizás, que la pregunta por las universidades católicas es, en el fondo, la misma pregunta que atraviesa toda la teología: ¿cómo puede el conocimiento humano volverse palabra de salvación?

 

Cristián del Campo S.J.,

Rector de la Universidad Alberto Hurtado

 

[Tomado del Prólogo]

 

Decargue el libro.

El pueblo Ayoreo frente al extractivismo en el Chaco paraguayo

[Por: Luis María de la Cruz | Debates Indígenas]

A principios del siglo XXI, el norte del Chaco paraguayo se caracterizaba por sus grandes extensiones de bosques y sabanas naturales. Sin embargo, dos décadas más tarde, el agronegocio y la exploración minera han transformado el paisaje boscoso en praderas y potreros ganaderos. A esto se suma la red de caminos que atravesarán Paraguay y Bolivia con el objetivo de unir la producción brasileña con los puertos peruanos. Mientras tanto, pequeños grupos en aislamiento del pueblo Ayoreo siguen resistiendo y evitando el contacto con el extractivismo que está destruyendo su mundo y a toda la humanidad…

 

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Deus ex machina?

[Por: Secretariado Social Mexicano]

Magnifica humanitas puede leerse como uno de los primeros grandes intentos de la Iglesia por comprender el alcance antropológico, social y espiritual de la revolución digital. Más que una reflexión sobre la inteligencia artificial en sí misma, la encíclica constituye una defensa del humanismo cristiano frente a la creciente tentación de reducir la persona a datos, cálculos y procesos automatizados, al tiempo que advierte sobre la concentración de poder tecnológico en manos de unos pocos actores globales…

 

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Libro digital: Bien-vivir Andino. De-colonial, entre culturas, teologal

[Por: Diego Irarrazaval]

En las Américas sobresalen habilidades individuales y saberes socio-económicos -como es el arte de tejidos con cálidos colores y también la gestión comercial de bienes comunes-. Son formas de colaboración familiar y comunal, de progreso ancestral y moderno, de ordenamiento festivo y espiritual. Nos lo demuestra Luisa Gualán, y tantas otras manos y mentes milagrosas (en Ecuador, en Guatemala y Méjico, etc,). Son regalos y son materializaciones del bien-vivir.

 

Con respecto a textiles tales como la inkuña (tejido ritual) de las ceremonias andinas, la chuspa (bolsa) y la wayaka (talega/bolsa grande), se constatan dos lados simétricos con diversas bandas y colores de lana (que constituyen el ´cuerpo´ del tejido), y al centro es ubicada una banda impar (considerada el ´corazón´). Así, estos objetos son considerados entidades vivientes. Por ejemplo, mucho tejido andino tiene bordes de color café que sirven como mediación entre el tejido y el medio ambiente (y se intercalan café, negro, blanco, y algunas lanas teñidas). Varias personas que hacen tejidos me han informado que sus tejidos tienen boca, corazón, orejas, y con ellos se dialoga (y se les halaga si salen bonitos). Existen pues lenguajes (de carácter textil) que tienen un carácter revitalizador; no excluyen aspectos de la realidad; implican espiritualidades armónicas.

 

En todas partes nos agrada confiar y corresponder a los demás con cariñosa y eficaz fe humana. Esto ocurre donde hay creencias más o menos luminosas y donde hay otras aparentemente inhumanas. Quienes nos rodean a veces dicen “cada uno anda por su cuenta”, “ahora nadie cree”, “gracias a Dios estoy bien”, y otras expresiones. Abundan las incógnitas, reaparecen búsquedas de sentido, y se anhela confiar y agradecer la vida. Este libro desenvuelve algunas temáticas llamadas profanas, inquietudes históricas, convicciones, opciones creyentes.

 

La primera parte (“Hoy y Mañana: Transición Civilizacional.”) enuncia el entorno tecno-comunicacional y vivencial. Una segunda parte (“Conversaciones teologales”) recorre conversatorios de carácter teologal (que agradezco a personas y organismos en varias partes del mundo). La tercera parte (“Fiesta simbólica e intercreyente”) se refiere a celebraciones y otras actividades simbólicas (principalmente en áreas sud y centro americanas). En cada capítulo se dialoga con personas interesadas o atentas al acontecer socio-espiritual y sus inmensos desafíos. Tengo limitaciones, adicciones inter-culturales, y unos enfoques parciales.

 

Cabe contrastar y sumar enfoques, corregir, recrear (y tanto más) según espacios y participantes en cada caso. En la actividad cotidiana tenemos un polo que es la dedicación al fascinante progreso moderno, y otro amplio polo al convivir en concretos territorios y procesos. Esto requiere iniciales aclaraciones, que irán siendo retomadas a lo largo del libro.

 

Al dialogar numerosas personas confunden creencia y fe. Para evitar simplismos, opino que es bueno desentrañar el por qué y el hacia qué tenemos creencias y trayectorias de fe; por ejemplo, entender fe que brota del sufrimiento y del admirar y venerar, y elucidar ritos y devociones con sus valores y sus cerrojos.

 

El aspecto subjetivo -que sobresale en la época que transitamos- es como un “terreno donde la vida se mueve”, consiste en creer que y creer en; ´creer que´ al estar en una entidad significativa, y un más hondo ´creer en´, contando con alguien excepcional y trascendente; estas líneas vienen de José Ferrater Mora; Considero atinada la expresión ´terreno donde la vida se mueve´; porque no congela las vivencias comunes. Antonio Bentué valora búsquedas religiosas de la historia humana, y anota su “profundidad antropológica y, a la vez, las diferencias, a menudo irreductibles”, y “abrirnos también todos, al mismo Espíritu de Dios … permitiendo un común Pentecostes”.

 

En reflexiones latinoamericanas, coincido con Ricardo Salas que anota las raíces cosmológicas “que tienden a re-significarse en términos más existenciales e históricos”, y uno agradece el llamado hecho por Luis Bahamondes y Antonieta Vera a “repensar la religiosidad tradicional en el contexto de una sociedad cada vez más diversa donde pasado y presente confluyen en la emergencia de nuevos fenómenos y procesos que le otorgan sentido a la vida de individuos”. Confluyen los tiempos y emergen procesos.

 

Al respecto, la comunidad cristiana conmemora la práctica y enseñanza de Jesucristo: la divina misericordia y sus implicancias históricas y emocionales. El Espíritu derrama dones y carismas de sabiduría y de responsabilidad ética en pequeños y postergados. En Nazaret y en el mundo de hoy, gozamos porque la verdad ha sido “ocultada a sabios y prudentes y ha sido revelada a pequeños” (Lucas 10,21). Esto nos anima e impulsa a reconsiderar actitudes de individuos, comunidades, multitudes solidarias.

 

Vivencias comunes de lo sagrado, y anotaciones históricas sobre religión y fe (involucradas en el progreso), motivan grandes cavilaciones. Un connotado historiador, Robert Nisbet, examina 3 mil años civilizatorios, en Occidente, y ofrece estas anotaciones ”hay que retomar hoy condiciones para progresar, y fe en el progreso pasado, presente, futuro”; “la piedra angular del progreso proviene del Cristianismo o de algún sustituto religioso que reemplaza al Cristianismo”, “el supremo objetivo de progresar es la libertad individual en el mundo” y “el poder para lograr salvación en la tierra” (6). Es una debatible propuesta mundana, atribuida sobre todo a factores cristianos y sustitutos. El crecer y progresar es complejo. ¿Qué significan tanto el progreso como el desarrollo? )7). Cómo nos afecta la denominada ´revolución digital´ y los múltiples instrumentos y programas con Inteligencia Artificial (8). Ellas ¿en qué medida favorecen ladignidad y eficiencia ciudadana? Ellas ¿también engañan, destruyen, dañan la intimidad y los tejidos socio-culturales? ¿Qué es necesario? ¿Qué es superfluo y desechable? El acontecer local/mundial ¿es discernido? ¿Re-imaginamos el porvenir? A quienes confiamos en Dios, ¿qué trancendencia social y material estamos asumiendo?

 

Suplico a quienes me han estado leyendo y escuchando, que no sean pasivos receptores. Confronten mis reflexiones con habilidad crítica, criterios evangélicos, y con sensibilidad intercultural y sico-social. Ello abunda en cada pueblo, y ello escasea en élites unilaterales. La disyuntiva o bien conservar la fe, o bien caer en supersticiones y mitos, es una mirada equivocada. La experiencia muy común es percibir la fe (con sus espacios y tiempos) y también compartir saludables creencias. Fe, mediaciones, pautas éticas, creencias, búsquedas de sentido, oraciones, celebraciones, devociones; cada una de ellas puede ser parte y forman parte del con-vivir alentado por el misterio de Jesucristo. Nos acompaña y está presente con carismas proféticos y sanadores. Ellas además sostienen y hacen comprensible trayectorias y tradiciones diversas en la humanidad.

 

Los comportamientos de ayer y de la actualidad no están flotando como nubes en el aire, ni son simples fantasias emocionales. Es un acontecer terrenal, celestial, trascendente. Nos envuelve, conmociona y fascina el progreso, un desarrollo sustentable y responsable, en el mundo de hoy del mañana.

 

La humanidad no está estancada. Ella trabaja y descansa, disfruta y cada día recorre senderos pequeños y amigables. Encaramos las problemáticas mayores, que suelen ser controversiales y que requieren discernimientos. Por eso el andar es cauteloso, comunitario, sapiencial.

Estamos compartiendo conversaciones teologales y fiestas simbólicas. Oramos a fin de que cada actividad humana sea iluminada por el buen-con-vivir, por el compasivo Espíritu de Jesucristo, por el silencio ante el Misterio, por responsabilidades comunes en el presente y porvenir histórico. ¡Ojalá así sea!.

 

[Tomado de la introducción]

 

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