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El lado oscuro del Mundial: manifestaciones de racismo, xenofobia e islamofobia

[Por: Sergio Rubin | Valores Religiosos – Religión Digital – IHU]

Desde los ataques contra Lamine Yamal , pasando por la agresión de un senador paraguayo contra Kylian Mbappé , hasta los insultos de los “influencers” libertarios, las redes sociales han sido el medio utilizado para atacar a jugadores destacados, a pesar de la petición del Papa de que el torneo sea una “verdadera escuela de fraternidad”.

 

El artículo es de Sergio Rubin , periodista argentino, publicado por Valores Religiosos y reproducido por Religión Digital el 14 de julio de 2026… 

 

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¿Por qué la paz casi nunca dura?

[Por: José A. Amesty Rivera]

Hipótesis para el Debate y la Discusión:

 

Cuando los grandes medios hablan de las guerras, casi siempre nos cuentan que todo se debe al odio entre pueblos, a diferencias religiosas o a rivalidades que vienen de hace mucho tiempo. Pero esta explicación apenas muestra una parte de la realidad. Detrás de los grandes conflictos casi siempre hay intereses económicos, militares y geopolíticos mucho más profundos.

 

Desde una mirada marxista latinoamericana, las guerras no pueden entenderse separadas de la lucha por el poder, los recursos naturales, las rutas comerciales, los mercados y el control político. En el capitalismo, sobre todo en su etapa imperialista, la guerra deja de ser algo excepcional y pasa a ser una herramienta para defender intereses económicos y estratégicos. El conflicto entre EEUU, Israel e Irán deja ver con bastante claridad esta realidad.

 

Cada cierto tiempo escuchamos que hay un alto al fuego, que vuelven las negociaciones o que las tensiones han bajado, sin embargo, poco después regresan los bombardeos, las amenazas y las acusaciones. ¿Por qué pasa esto una y otra vez?…

 

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El Papa León XIV pide al gobierno que tome medidas para proteger a los niños y a los trabajadores de la inteligencia artificial

[Por: Thomas Reese | National Catholic Reporter – IHU]

“La doctrina social católica  siempre ha hecho hincapié en la protección de los trabajadores, por lo que no sorprende que  León XIV  dedique espacio en su encíclica al  impacto de los robots y la inteligencia artificial en los trabajadores “, escribe  Thomas Reese , ex redactor jefe de la revista America, en un artículo publicado por el National Catholic Reporter el 14 de julio de 2026.

 

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Duas antropologias em oposição, pressupostas na IA

[Por: Leonardo Boff]

O Papa Francisco na Laudato Sì; sobre o cuidado da Casa Comum (2015) submeteu a uma rigorosa crítica à tecno-ciência por ser uma entre outras causas da degradação da natureza. Trata-se da vigência do paradigma do dominus (ser o dono), imperante em toda a modernidade sem o ser humano sentir-se parte da natureza. A este paradigma do dominus o Papa na Fratelli tutti (2020) contrapõe o paradigma do frater (irmão e irmã). Todos os seres são nossos irmãos e irmãs porque todos viemos do mesmo pó da Terra. Ademais, todos, dos mais ancestrais, passando pelos dinossauros, pelos pássaros e chegando a nós possuímos o mesmo código genético de base, os 20 aminoácidos e as quatro bases fosfatadas. Daí se deriva uma fraternidade universal, entre os humanos e estes com todos os demais seres da natureza. Um laço de amor e de amizade, enfatiza a encíclica, deveria envolver a todos.

 

Essa fraternidade universal projeta outro tipo de mundo, de política, de economia, começando desde baixo, da região, sempre a serviço da comunidade de vida seja da natureza seja dos humanos, particularmente dos mais vulneráveis. Daqui nasce uma nova ética de solidariedade e de cooperação que possui na parábola do bom samaritano, detalhadamente analizada pela Fratelli tutti, o seu ponto de referência exemplar.

 

1. A antropologia da vigilância

 

Subjacente à encíclica Magnifica Humanitas vigoram duas antropologias por ele criticadas: a da vigilância e a do cuidado. Na metáfora do Papa, a Babilônia e Jerusalém. A primeira, a da vigilância foi primeiramente formulado pela filósofa e psicóloga estadunidense Shoshanna Zuboff em 2021. Depois foi assumida pelo fundador da Palantir Peter Thiel. Não tem em vista o processo econômico, mas o controle e a vigilância das pessoas. Peter Thiel parte de uma antropologia extremamente reducionista: “o homem é um ser perigoso, marcado por paixões, naturalmente, inclinado ao conflito, necessitando de contenção”.

 

A estratégia é vigiá-lo, subtraindo-lhe espaços de liberdade de tal forma que possa ser contido dentro do sistema imperante, capitalista neoliberal especulativo. Esta encontra nomes mais suaves para serem melhor absorvidos, sem mudar sua lógica: “democracia de mercado” ou de “capitalismo democrático”.

 

Essa antropologia levou o pensador Garrett Hardi a afirmar: “Tendo eliminado todos os outros inimigos, o homem é agora o seu pior inimigo; ao terminar com todos os seus predadores, o homem é o predador de si mesmo”.

 

Essa estratégia de controle e de vigilância devido à crise climática enfrentará grandes distúrbios sociais. Pretendendo salvar a humanidade de sua perversidade natural, a subjuga totalmente.

 

É nesse sentido que a Magnifica Humanitas, submete à rigorosa crítica, mesmo reconhecendo-lhe alguns méritos, o transhumanismo e o póshumanismo. O transhumanismo visa explorar ao máximo as habilidades humanas mediante expedientes técnicos e biológicos visando maior eficiência em função da acumulação. O póshumanismo é mais radical, pois visa a acoplar de tal forma o ser humano à máquina e à natureza que inovaria a história e fundaria uma nova era geológica à semelhança do antropoceno.

 

Toda estas propostas são derivações do paradigma da modernidade, do dominus, o ser humano se apropriando de tudo e colocando-se fora e acima da natureza. Por mais severa que seja a observação, importa reconhecer que este projeto que exclui a transcendência e se apoia apenas nas ações humanas, realiza a construção da Babilônia denunciada pelo Pontífice. Ele não aponta para uma maior humanização e para relações sociais mais amigáveis. Dada sua lógica interna de competição sem solidariedade tal projeto pode nos levar à autodestruição. Isso já fora anteriormente advertido pelo cosmólogo Carl Sagan ao considerar o risco da difusão de armas letais. Ele cunhou a expressão o princípio da autodestruição.

 

2. A antropologia do cuidado e da prevenção

 

A esta antropologia da vigilância e do controle se opõe a antropologia do cuidado e da prevenção, a reconstrução da Jerusalém que, junto ao esforço humano, inclui uma referência ao transcendente, a Deus. A vantagem desta categoria do cuidado é que ela pertence à essência do ser humano, como foi visto desde a fábula 220 de Higino na antiguidade romana e aprofundada por Martin Heidegger em seu Ser e Tempo e a enfermeira inglesa Florence Nightingale. A Carta da Terra e a encíclica do Papa Francisco tem como subtítulo: Sobre o cuidado da Casa Comum.

 

O cuidado representa uma relação não agressiva e amigável para com tudo o que existe e vive. Se as Big Techs e a IA fossem imbuídas de cuidado e do princípio da prevenção de males possíveis, jamais poriam em risco a vida humana e o futuro do planeta com toda a sua biodiversidade.

 

Este paradigma do cuidado emerge como o mais adequado à proposta do Papa Francisco e do Papa Leão XIV e do melhor da reflexão ecológica, de um mundo caracterizado pelo amor e pela amizade. Ele está dentro das possibilidades humanas. A visão antropológica de Peter Thiel esquece que o ser humano é por essência um ser de amor como foi demonstrado pelos biólogos James Whatson, Humberto Maturana e Francisco Varela, ambos chilenos. Igualmente é um ser de solidariedade, pela qual ele deu o salto da animalidade para a humanidade.  A new science atual afirma ser a espiritualidade um dado objetivo da natureza humana, como é a razão e a vontade. Revela-se pelo amor, pela cooperação, pela abertura ao Mistério do mundo, na linguagem de cosmólogos chamado de All-nourishing Abyss(Abismo gerador de tudo).

 

A sociedade da vigilância e do controle treina as pessoas, a sociedade do cuidado as educa. Essa educação é urgente se quisermos continuar sobre este planeta vivo, nossa pátria e mátria comuns. Então não se realizará a advertência do Papa Francisco na Fratelli tutti: “Estamos todos no mesmo barco. Ninguém se salva sozinho. Ou nos salvamos todos ou ninguém se salva”. O Papa Leão XIV com sua Magnfica Humanitas, nos oferece orientações viáveis para garantirmos um futuro bom para a humanidade, a Casa Comum e a natureza.

 

Vale a esperançosa sentença de um estudioso da cultura patriarcal, o brasileiro Antonio Sales Rios Neto que seguramente vai na linha positiva da Magnifica Humanitas e da nova ecologia: “Iniciativas emergirão a ponto de tornarem possível uma democracia planetária, que abraça o pluralismo de modos de viver e uma economia que reencontre o seu sentido original – a preservação da vida e o cuidado da nossa única Casa Comum –, a tempo de evitar a interrupção prematura da experiência humana. Não custa muito imaginar e tentar!” Assim o queira Deus.

 

Leonardo Boff é ecoteólogo e filósofo  e escreve para a revista LIBERTA do ICL (https://www.revistaliberta.com.br) e escreveu: Cuidar da Casa Comum: pistas para protelar o fim do mundo (https://www.leonardoboff.org).

¿Dónde está parado el Vaticano?

[Por: Pedro Pierre]

¡Oh sorpresa! El Vaticano, más exactamente el Dicasterio para el Culto Divino y la Disciplina de los Sacramentos, prohíbe a las y los laicos comentar la palabra de Dios durante las celebraciones de la Eucaristía. Eso es la respuesta que dio el Dicasterio de la liturgia en el Vaticano a los obispos alemanes que solicitaban mayor participación de las y los laicos en las celebraciones eucarísticas.

 

Esta negativa sorprendió no solamente a los obispos alemanes sino también a muchos católicos por todas partes. Aparece como una contradicción con la apertura que el Concilio Vaticano 2° había demostrado al insistir sobre la promoción de todos los bautizados para que sean más activos tanto en la responsabilidad de ‘evangelizar’ o sea transmitir la Buena Nueva de Jesús de Nazaret como de participar activamente en la celebración de los sacramentos…

 

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In Memoriam: Diego Irarrázaval (1942–2026)

[Por: Rosario Hermano]

 

Con profundo pesar recibimos la noticia de la Pascua de nuestro querido amigo y hermano Diego Irarrázaval, teólogo chileno, sacerdote de la Congregación de la Santa Cruz, pastor y uno de los más destacados referentes de la teología latinoamericana de la liberación.

 

Su vida estuvo marcada por una opción inquebrantable por los pobres, por los pueblos indígenas y por una Iglesia que supiera escuchar las culturas, aprender de ellas y anunciar el Evangelio desde el diálogo y el respeto. Durante décadas compartió su ministerio y su reflexión entre Chile y el Perú, especialmente en el mundo andino, donde descubrió la riqueza espiritual de las comunidades quechuas y aymaras, integrando esa experiencia en una fecunda elaboración teológica.

 

Fue un incansable impulsor de la teología de la liberación desde Amerindia, desde la Asociación Ecuménica de Teólogos y Teólogas del Tercer Mundo (EATWOT), desde la revista Concilium —donde fue autor, editor de algunas ediciones y miembro del consejo editorial—, y desde numerosos espacios de reflexión eclesial y académica, siempre convencido de que la fe cristiana debía contribuir a la justicia, la dignidad humana y el cuidado de la creación.

 

Quienes tuvimos la gracia de conocerlo recordaremos no solo su extraordinaria producción intelectual, sino también su sencillez, su capacidad de escucha, su cercanía fraterna, su buen humor y su permanente apertura al diálogo y su acompañamiento y trabajo con los jóvenes de Bendita Mezcla.

 

Resulta especialmente significativo que, en uno de sus últimos escritos autobiográficos, eligiera como título “Agradecer vivencias, transiciones, sorpresas”. Allí resumía su existencia como un camino de gratitud, de servicio y de esperanza, invitando a cuidar “el regalo de la creación”, a acompañar iniciativas de equidad y justicia y a seguir construyendo un mundo más humano.

 

Hoy damos gracias a Dios por su vida fecunda. Su legado permanecerá vivo en sus libros, en sus discípulos, en las comunidades que acompañó y en todos quienes seguimos creyendo que el Evangelio se hace carne allí donde florecen la justicia, la solidaridad y la esperanza.

 

Que el Dios de la Vida, en quien Diego confió y al que sirvió durante toda su existencia, lo reciba en la plenitud de su Reino.

 

Seguiremos andando no más como decía Mons. Angelelli, y como tú lo hiciste durante toda tu vida ¡querido Diego!

La naturaleza como sujeto de derechos: los pueblos indígenas como sus legítimos representantes

[Por: Gabriel Vilardi | IHU]

Al apostar por la interculturalidad de las comunidades indígenas y sus ricas cosmovisiones, es necesario romper con una  concepción utilitarista de la Naturaleza  y reconocerla como sujeto de derechos. El Derecho de la Naturaleza es inseparable de unos Derechos Humanos  decoloniales  y  multiétnicos . Por lo tanto, es esencial que  el pensamiento decolonial  problematice la  colonialidad del poder  que condiciona la relación entre los seres humanos y la Naturaleza.

 

El artículo es de  Gabriel dos Anjos Vilardi , jesuita, con maestría en Derecho por Unisinos, licenciatura en Derecho por la PUC-SP y licenciatura en Filosofía por la FAJE. Es autor del libro *Pueblos indígenas y la defensa de la naturaleza como titulares de derechos en la Constitución Federal: un análisis decolonial basado en Ellacuria *. El artículo fue publicado en la revista *Letramento Socioambiental * el 5 de junio de 2026…

 

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La excomunión de los fundamentalistas

[Por: Frei Betto | IHU]

«La excomunión de 2026 representa un capítulo más —posiblemente definitivo— en el largo divorcio entre la  FSSPX  y  Roma . Para el  Vaticano , se trata de defender la autoridad papal y la unidad de la Iglesia . Para los lefebvristas, es la confirmación de que la Iglesia oficial ha abandonado la Tradición», escribe Frei Betto , escritor y autor de la novela sobre la masacre de indígenas en el Amazonas, Tom vermelho do verde  (Rocco), entre otros libros. 

 

Aquí está el artículo.

 

El 2 de julio de 2026, el Dicasterio para la Doctrina de la Fe  decretó la excomunión de seis obispos de la Fraternidad Sacerdotal San Pío X (FSSPX) , más conocidos como lefebvristas, así como de todos los sacerdotes y fieles laicos que se adherían formalmente a la congregación. Este acto, calificado de «de naturaleza cismática», consumó la primera gran escisión en la Iglesia Católica bajo el pontificado de León XIV , elegido en mayo de 2025.

 

La Sociedad de San Pío X fue fundada en 1970 por el arzobispo francés Marcel Lefebvre (1905-1991) como reacción a las reformas del Concilio Vaticano II (1962-1965). Los lefebvristas rechazan cambios como la sustitución de la misa en latín por la misa en lengua vernácula, la postura del sacerdote de cara a la congregación, el diálogo interreligioso y el ecumenismo .

 

El conflicto con Roma no es nuevo. En 1988, Lefebvre consagró a cuatro obispos sin la autorización del Papa Juan Pablo II : Alfonso de Galarreta , Bernard Fellay , Richard Williamson y Bernard Tissier de Mallerais . Todos fueron excomulgados automáticamente. En 2009, Benedicto XVI levantó la excomunión de los cuatro obispos en un gesto de reconciliación, pero la FSSPX permaneció en una situación canónica irregular, sin pleno estatus legal en la Iglesia.

 

El 1 de julio de 2026, en la ciudad suiza de Écône —el mismo lugar donde se celebraron las consagraciones de 1988— la FSSPX celebró una nueva ceremonia. Los obispos Alfonso de Galarreta (consagrador principal) y Bernard Fellay (co-consagrador) consagraron a cuatro nuevos obispos: Pascal Schreiber (Suiza), Michael Goldade (EE. UU.), Michel Poinsinet de Sivry y Marc Hanappier (ambos de Francia).

 

El papa León XIV les pidió repetidamente que desistieran. En una carta escribió: «Lleno de afecto cristiano, les imploro y les ruego de todo corazón: recapaciten». Advirtió que « rasgar la túnica de Cristo es un pecado de extrema gravedad». El Superior General de la FSSPX , el padre Davide Pagliarani , respondió que la consagración era «una medida extrema para salvar almas, en medio de la confusión doctrinal y moral en la que se encuentra la Iglesia».

 

Al día siguiente, el cardenal Víctor Manuel Fernández , prefecto del Dicasterio para la Doctrina de la Fe, firmó el decreto que declaraba que el acto constituía un «crimen de cisma». La excomunión es latae sententiae —automática— y está reservada a la Sede Apostólica . El decreto se basó en la Constitución Apostólica Ecclesia Dei (1988), que ya había definido que «tal desobediencia —que implica un rechazo práctico de la Primacía Romana (es decir, la autoridad del Papa)— constituye un acto cismático».

 

Los dos obispos consagrantes ( Galarreta y Fellay ), los cuatro miembros recién consagrados, todos sacerdotes de la FSSPX , y los fieles laicos que formalmente se adhieren a la Fraternidad fueron excomulgados . A los excomulgados se les prohíbe recibir los sacramentos hasta que se arrepientan y pidan perdón. La FSSPX ya no puede celebrar matrimonios ni confesar válidamente.

 

Las autorizaciones especiales para celebrar los sacramentos de la confesión y el matrimonio, otorgadas por el Papa Francisco a los sacerdotes lefebvrianos, han sido revocadas. La excomunión coloca a los miembros de la FSSPX en una situación de separación de la Iglesia de Roma . Se trata de una ruptura grave y formal dentro de la comunidad católica.

 

En una carta pública dirigida a León XIV , el padre Pagliarani rechazó la excomunión por considerarla «objetivamente injusta e inválida». Afirmó que la FSSPX no actúa «con resentimiento ni rebeldía», sino que se siente alentada a «amar a la Iglesia». Los lefebvristas se consideran los verdaderos guardianes de la Tradición y ven al Papa como un hereje.

 

La excomunión de 2026 representa un nuevo capítulo —posiblemente definitivo— en la larga ruptura entre la FSSPX y Roma . Para el Vaticano , es una defensa de la autoridad papal y la unidad de la Iglesia . Para los lefebvristas, es la confirmación de que la Iglesia oficial ha abandonado la Tradición. El pontífice resumió con pesar: «Si toman esa decisión, la lamento. Pero debemos seguir adelante». El cisma es total, y sus consecuencias continuarán desarrollándose en los años venideros.

 

Cabe destacar que los católicos progresistas, como los seguidores de la Teología de la Liberación , nunca han roto la unidad de la Iglesia Católica . Los cismas siempre provienen de la derecha.

 

Publicado en: https://www.ihu.unisinos.br/668448-a-excomunhao-dos-fundamentalistas-artigo-de-frei-betto

A IA: expressão suprema do paradigma da modernidade

[Por: Leonardo Boff]

O tom geral da encíclica Magnifica Humanitas do Papa Leão XIV é de modo geral positivo. Chega até a ver a IA como um instrumento a serviço do ato criador de Deus. Mas dá-se conta dos riscos e ameaças que ela pode representar. Ao largo e ao longo de toda a sua exposição lança a pergunta fundamental: que imagem de ser humano ela pressupõe e alimenta? Que tipo de sociedade quer construir? Não se trata apenas de verificar se seus efeitos são benéficos ou maléficos. Trata-se de identificar e submeter à crítica seus pressupostos antropológicos e sociais.Se melhoram ou  não a condição humana e se introduzam uma maior justiça social a nível planetário.

 

1. A centralidade da razão como vontade de poder e de controle

 

Eu diria que a IA comparece como a expressão mais alta do paradigma da modernidade. Seus pais fundadores, Descartes, Newton, Copérnico, Francis Bacon e outros colocaram como valor axial a razão. Mas não qualquer razão. A razão a serviço do poder como dominação de pessoas, classes, países (colonialismo) e principamente da natureza. Famosa é a frase atribuída a Francisci Bacon, o fundador do método científico: “devemos torturar a natureza como o esbirro faz com sua vítima, até arrancar-lhe todos os segredos”.

 

A razão foi logo traduzida numa prática e assim deu origem à tecno-ciência que domina a nossa história até os dias de hoje, encontrando seu point d’honneur na IA.

 

Esta centralidade da razão (ratio e logos), se serviu especialmente da física e da matemática, categorias válidas, mas incapazes de captar adequadamente a natureza dos seres vivos. Esse paradigma dificilmente integrou outras dimensões humanas, como a do coração (éros e péthos) que representam o mundo das excelências, do amor, da amizade, da compaixão, da ética e da espiritualidade.

 

Levada a seu extremo, criou seres humanos com uma espécie de lobotomia: tornaram-se insensíveis aos valores intangíveis, especialmente, a compaixão para com os que sofrem, a observância dos direito humanos, o respeito e o cuidado para com a natureza.

 

Para esses pais fundadores, o mundo natural não possui sentido em si a não ser quando posto a serviço dos seres humanos. Da mesma forma a Terra que, na tradição dos povos, sempre foi tida como a Grande Mãe, a geradora de toda a vida, a Pachamama dos andinos e a Gaia dos modernos. Tais pensadores a consideraram apenas como uma res extensa, uma realidade extensa e um reservatório de recursos, do qual se pode criar e acumular riqueza.

 

Esta cosmologia subjaz à IA. Ela é a razão desencarnada e desgarrada do corpo, por isso, artificial. Também dos sentimentos reais e não apenas virtuais, das situações existências da condição humana como a alegria, a tristeza, a decepção, o sofrimento e o amor que exige presença real, a carícia e o afeto sensível e não apenas virtual. Nisso reside a limitação de todas as plataformas da IA. Elas podem falar do amor, suscitar no usuário, sentimentos amorosos, mas não é ela que lhe enxuga as lágrimas, que garante fidelidade e lealdade do amor real.

 

Há vários tipos de IA, cada qual a serviço de certos propósitos. O Papa se refere às ameaças que elas podem representar, todas praticamente de domínio privado, ao menos no Ocidente. Neurólogos como Miguel Nicolelis tem observado que neurônios celebrais estão sendo negativamente afetados pelo excesso de exposição à ondas eletromagnéticas. Steven D.Shaw cunhou uma expressão assumida pela comunidade científica: a rendição cognitiva.

 

Essa rendição significa que mais e mais pessoas renunciam a pensar por elas mesmas e delegam à IA o pensamento pessoal e se fazem seguidores de  seus comandos. Assim não o faz a inteligência natural que é reflexa, inclui a dúvida, a incerteza, a busca e o real que faz resistência e está continuamente mudando.

 

Politicamente esta delegação pode permitir que os extremismos tomem conta da sociedade. Na linguagem do exímio intelectual francês Jacques Attali, “a barbárie poderá ser provável; o político” – afirma ele – “é como uma rolha flutuando à deriva na tempestade das paixões”.

 

2. Os riscos da IA autônoma

 

Extremo risco representa a IA Autônoma com seus bilhões e bilhões de algoritmos. Foi delegado a ela decisões que escapam ao controle humano. Podemos delegar nosso destino sem renunciarmos à nossa liberdade de fazermos o nosso próprio caminho? Essa é questão filosófica e antropológica da maior gravidade. Os humanos acabam renunciando ao que é intrínseco à sua humanidade: a liberdade de fazer a sua própria história.

 

Ela pode internamente tomar decisões que prejudicam porções da humanidade. No seu limite, pode considerar que a inteira humanidade ou grande parte dela representam um obstáculo a sua própria reprodução e desenvolvimento e decida eliminá-la. Uma vez construída, dificilmente pode ser posta sob algum controle. Ela capta esse intento e se antecipa montando as suas defesas.

 

Especialmente a IA Palantir cabe aqui ser citada e também denunciada. No lugar da Anthropos cujo fundador foi Dario Amodei, uma das maiores plataformas, possuía alguns parâmetros éticos a ponto de renunciar às duas solicitações feitas pela Administração de Trump que a  havia contratado: de controlar o mais possível a população norte-americana e fazer uso bélico dela. Ela negou-se prontamente a esse uso. Em seu lugar entrou imediatamente a Palantir, a mais perversa de todas, pois sua meta não é tanto econômica nas de poder controlar o mais possível inteiras populações e permitir seu uso para fins bélicos. Isso foi feito com precisão na Faixa de Gaza por parte do exército israelense e na guerra dos USA contra o Irã.

 

Por este simples exemplo, podemos nos dar conta a que pode levar a exacerbação da razão humana, separada da totalidade complexa e multifacetada do humano, a ponto de pôr a civilização e a vida em risco.

 

Mas cremos ainda da razoabilidade da razão, submetida a uma instância mais alta, à sabedoria existencial, que poderá impedir que a razão seja totalmente irracional ao construir um meio de autodestruição. A vida se mostrou sempre mais forte contra todos os ataques que no processo evolucionário e histórico se fizeram contra ela.Por isso a esperança nunca pode ser abandonada. A alternativa a ela seia o suicídio, que jamais teria a última palavra. Vale o esperançar de Paulo Freire, vale dizer, criar as condições e meios para a esperança se tornar viável e vencedora. Todas as plataformas de IA estariam a serviço da vida e de sua expansão.

 

Leonardo Boff é ecoteólogo e filósofo  e escreve para a revista LIBERTA do ICL (https://www.revistaliberta.com.br)  por muitos anos professor de teologia sistemática e de filosofia da ética e da religião e membro da Iniciativa Internacional da Carta da Terra e escritor (https://www.leonardoboff.org).

El misterio y los tiempos

“… para Dios un día es como mil años y mil años como un día” (2 Pe. 3, 8)

“Todo tiene su momento, y cada cosa su tiempo bajo el sol…” (Ecl. 3. 1)

 

El tiempo es un tema fascinante, lo ha sido -y es- para la filosofía, para la literatura, para la ciencia. Y, por supuesto también lo fue hace milenios para los autores de la Biblia.

 

De lo que he leído sobre el tema en distintos campos, un libro que heredé y atesoro es el de poemas de Líber Falco titulado “Tiempo y tiempo”. Y hace algunos años también me atrapó “El aroma del tiempo” de Byung Chul Han. Pero no escribiré sobre estos libros ni sobre otros, la reflexión de hoy surge sencillamente a partir del asombro ante los tiempos lentos. Ellos me transportan -a través de preguntas, la mayoría sin respuestas- al Misterio.

 

Estamos muy acostumbrados a la velocidad en nuestras ciudades occidentales, así como a la ansiedad que conlleva, conformando ambas un círculo vicioso. Vivimos al ritmo de la eficacia y de la ansiedad, y es de conocimiento público que recurrimos a químicos para estar más despiertos y a otros para dormir. Cuando entramos en contacto con otras culturas tenemos que “bajar varios cambios”, nos resulta muy difícil aceptar “lo lento”, lo que lleva mucho tiempo para desplegarse.

 

Hemos casi abandonado, con honrosas excepciones, las “labores” lentas, como tejer, bordar… y hasta en muchos casos cocinar; en pocos hogares se hacen aquellos platos que llevaban una mañana entera preparar o que se empezaban a elaborar el día anterior. Contamos con la ayuda de muchos artilugios en la cocina que aceleran los procesos, si es que no optamos por comidas rápidas o directamente por comprarla. Pero no sólo no tenemos tiempo “para perder” en estas labores lentas: tenemos poca paciencia para escuchar el discurso entrecortado de un anciano que busca los recuerdos y las palabras para articular su relato. Cuando no se le dice: “eso ya lo contaste, abuelo”.

 

La velocidad y la eficacia, la competencia y el poder, o por el poder, parecen ser las claves de las sociedades occidentales. Por supuesto que deseamos velocidad y eficacia para un diagnóstico precoz, para una intervención quirúrgica capaz de salvar una vida. O para encontrar personas con vida tras los trágicos terremotos o cruentos atentados. Tantas veces es necesaria la eficacia, como tantas veces por servirla, olvidamos lo verdaderamente importante: las personas concretas.

 

Quizá nos hace falta más humildad para contemplar lo lento y sobre todo la lenta evolución de la que somos parte, la humanización que por momentos parece encallar, pero de la que, simultáneamente, podemos ver destellos por doquier y volver a confiar, a “esperanzar” (P. Freire).

 

Esta semana tuve la gracia de escuchar relatos de lentitud, de paciencia para esperar o para llegar. Y, en un caso supuso también un ejercicio propio. Con una amiga íbamos a dar un taller de tres horas en otra diócesis, trabajamos dos o menos, pues los ritmos previos fueron lentos. Sin embargo, ese retraso nos permitió durante el almuerzo oír relatos de unas religiosas en su destino anterior: norte argentino y sur de Bolivia. Contaban cómo recorrían a caballo enormes distancias entre montañas, atravesando ríos. Trayectos que les suponían diez y doce horas de cabalgata, bajo el calor o el intenso frío, guiadas por un lugareño, conocedor de territorio y de los caballos. Para visitar otras localidades recorrían igual cantidad de horas a pie, lo hacían a veces conversando, otras cantando o en silencio. Sin duda otro ritmo, otro manejo del tiempo que vivían con naturalidad.

 

También esta semana me asomé a lo lento del crecimiento de los cardones, cactus enormes, tipo suculentas con espinas, cuyo nombre científico es “leucostele atacamensis”, propios de Bolivia, norte de Chile y nordeste argentino. Yo los vi en La Rioja hace varios años, 2018, en ocasión de la beatificación de los mártires; me impresionaron, pero no tuve una clase sobre ellos. Ahora la tuve a través de unos amigos que están visitando Salta. Comparto lo aprendido y la reflexión provocada.

 

Al sur de la provincia de Salta se encuentra el Parque Nacional Los Cardones de 10.000 hectáreas. Lo interesante es que estas plantas tardan cincuenta años en crecer y florecer, por tanto, en dar semillas. Cada cardón libera cientos de miles de semillas, pues sobrevivirá una sola cada ochenta mil, siempre que tenga la suerte de caer cerca de un arbusto, la jarilla, que le proporcionará la humedad necesaria, la protección del sol y de la nieve. Tardará entre ocho y diez años en alcanzar diez centímetros… y, si todo va bien, como ya dije, cincuenta para llegar a ser un cardón “adulto”.

 

En esas regiones, de vegetación, colores y dimensiones tan diferentes a las de mi paisito, el paisaje casi desértico -perdonen la ignorancia si digo una barbaridad- impone distancia y silencio. Sobre todo, impone un tiempo, un ritmo diferente, que será propio también de sus habitantes.

 

Las categorías de tiempo y espacio que siempre que las pensamos suelen perturbarnos, lo hacen allí mucho más. A la vista, a lo lejos, sólo montañas, cerca, llanuras inmensas y cardones. Al oído, silencio. Pero aún más perturba, asombra, ¿maravilla?, el saber el tiempo que tardan en crecer estos cactus, la necesidad de la presencia de otra especie para cobijar su fragilidad, y la prodigalidad de semillas “perdidas”, para que una de tantos miles de lugar a una nueva vida.

 

Nos topamos con el Misterio, más fascinante que tremendo. Otro tanto ocurre cuando pensamos -sin poder imaginarlo- que estamos a casi catorce mil millones de años del Big Bang… Quizá ahí nos resuene aquello de que “… para Dios un día es como mil años y mil años como un día”.

 

A todo esto, el evangelio que leeremos este domingo en todas las parroquias es el de Mt. 13, la parábola del sembrador. Jesús expresa a diario su experiencia del Padre en gestos misericordiosos, amorosos, sanadores, pero cuando habla de ella lo hace con parábolas y todas tienen algo de excesivo, de desmesurado. Para expresar el amor que descubre en su Abba, hay dos parábolas en que la hipérbole llega a su culmen: la del padre anciano que corre al ver de lejos volver al hijo “que estaba muerto y ha vuelto a la vida”, y la del sembrador. Este sale a sembrar “como loco”, sin calcular las semillas perdidas o que puedan malograrse al no hacer una previa una evaluación de los terrenos; por si acaso, no ahorra nada, siembra.

 

Dios, el sembrador de la parábola, no parece estar inquieto por la eficacia, sino por dar vida, como el cardón que esparce tantas semillas y tiene “paciencia de esperar cincuenta años”.

 

A contramano con la velocidad de muchos millones de personas en nuestras ciudades modernas y de la ansiedad creciente que nos enferma, estamos ante el Misterio de un Dios, que es realmente rico en tiempo, que sigue apostando a la vida y a nuestra humanización. Su pasión es la vida, como nos lo compartió su Hijo, la vida buena, aunque alcanzarla le cueste miles y millones de años a nuestra pequeña y frágil libertad. “Todo tiene su momento, y cada cosa su tiempo bajo el sol…”.