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La gran contradicción moral de España y de Europa

[Por: Evaristo Villar]

Hay mentiras que no triunfan porque sean verdaderas, sino porque resultan extraordinariamente útiles. La mayor de nuestro tiempo consiste en presentar la inmigración como el gran problema de Europa cuando, paradójicamente, constituye una de las condiciones de su supervivencia…

 

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“Jugando seriamente con Nicaea”

[Por: Joaquim Armindo]

“Inácio, um tanto desconfortável com o desvio do discurso niceno, respondeu: ‘A definição de homoousios [da mesma substância] não foi concebida nesses termos. Falava de Cristo, não de identidade de gênero.” Clara o interrompeu, dizendo: ‘Mas as categorias dogmáticas não existem no vácuo; elas continuam a agir hoje como armas de exclusão. Às mulheres, às pessoas LGBTQ+, ainda se diz que não participamos plenamente do “corpo de Cristo”. E nunca ouço os estudiosos de Niceia virem a público nos defender, apontar que nos excluir contradiz diretamente a eclesiologia que afirma que todos somos o corpo de Cristo.’”, esta frase escrita no artigo “JUGANDO SERIAMENTE CON NICAEA”, do teólogo Anderson Fabián Santos Meza, escrito na revista “Concilium”, última, a frase é dum possível jogo entre pessoas sobre o tema. Para nossa melhor reflexão, creio no meu entender, que Inácio hesitou por um instante, ponderando sobre o peso das palavras de Clara…

 

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Comunidades de Fe llaman a Colegio de Contadores Públicos a llevar profesionales íntegros a la Comisión de Postulación y a su Tribunal Electoral permitir el acceso de observadores

[Por: Amerindia y otras organizaciones]

Las organizaciones basadas en la fe y comunidades de distintas espiritualidades, inspiradas en nuestros principios y valores, en el marco del proceso de elección del Contralor General de Cuentas y su alta relevancia para la vida democrática y la justicia de nuestro país, frente a las elecciones convocadas por el Colegio de Contadores Públicos y Auditores de Guatemala, solicitamos…

 

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Caminantes No. 72 / Agosto de 2026

[Boletín Mensual Taller Isla Negra, Chile]

Sobre la urgencia de recuperar el alma comunitaria.

 

Es urgente recuperar el alma comunitaria, que se traduzca en la reconstrucción de los vínculos y del sentido compartido y solidario de pertenencia, donde la presencia de toda otredad sea un movilizador de nuestro profundo y originario interés por direccionarnos hacia la mejor vida y el bienestar integral de cada uno de nuestros coterráneos, del prójimo y del lejano, del semejante y el diferente, cualquiera sea su edad, su historia, su etnia, su éxitos o fracasos.

 

Es por lo tanto una apuesta por la construcción del sujeto (as) donde existe una estrecha relación entre el yo y el tú; esto es construyo, pero también soy construido por otro (a). Tiene relación directa con la generación de confianza y con la relevancia que tiene como fundamento una propuesta para el desarrollo personal, el respeto y el saber escuchar, elementos primordiales para las prácticas comunitarias que buscan la transformación social.

 

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Carta ao pároco !

[Por: Júlio Lázaro Torma]

Querido Pároco

 

Paz e bem!

 

“Que a Paz do Senhor esteja sempre convosco!” ( Jo 20,21).

 

Neste dia em que celebramos São João Maria Vianney ou “Cura D’ Ars” (1786-1853). Na qual lembramos as palavras de São Paulo Apóstolo: ” Gente simples e desprezada pelo mundo foi o que Deus escolheu” (I Cor 1,28). Neste dia celebramos o dia do Padre ou Presbítero, um ser humano que como nós, foi tirado do seio do povo, de uma família e de uma comunidade de fé…

 

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Palantir y el neorreaccionismo

[Por: Daniel Barreiros | Outras Palabras -IHU]

Magnates como Peter Thiel argumentan que las democracias se paralizan en momentos cruciales. Proponen transferir la soberanía a las grandes empresas tecnológicas y a los algoritmos , basándose en leyes diseñadas por el mercado. Los Estados que carecen de un proyecto nacional sólido ya son blanco de ataques.

 

El artículo es de Daniel Barreiros , publicado originalmente en el Boletín Conjuncture n.º 18, de julio de 2026, del Observatorio Internacional del Siglo XXI, Nubea, UFRJ, y reproducido por Outras Palavras el 3 de agosto de 2026…

 

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O Pacto Educativo é um Movimento

[Por: Matias Soares]

A proposta do Pacto Educativo Estadual, fomentada pela Província Eclesiástica de Natal, composta pela Arquidiocese de Natal, juntamente com as Dioceses de Caicó e Mossoró, é uma iniciativa da Igreja Católica que visa promover um movimento de toda a sociedade norte-rio-grandense em prol da educação que seja vetor de desenvolvimento integral e inclusivo para todos os cidadãos potiguares…

 

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Cinco fotografías de la fe (I)

[Por: Salvador Santos Pacheco]

La fe se define de ordinario como creencia o conjunto de creencias en algo sin confirmación de su realidad. En sentido restringido su significado está vinculado las más de las veces a una religiosidad relacionada con doctrinas tenidas como verdades inmutables.

 

Como convicción supuestamente ligada a la trascendencia, se estima que la fe reside en el mundo interior del ser humano, ocupando el ala espiritual de ese espacio reservado.

 

Esas ideas tan generalizadas respecto a la fe discurren a notable distancia -por no decir en el polo opuesto- de la información que nos aportan los evangelios.

 

El término ‘fe’ (πίστις) aparece más de doscientas veces en el Nuevo Testamento. En los evangelios, sin embargo, su presencia se limita a unos pocos relatos de los Sinópticos, que, en la mayoría de los casos, ponen esta palabra en el pensamiento o en boca de Jesús.

 

Veamos su sentido en las cinco escenas de Marcos donde se habla de fe…

 

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A amnésia presbiteral

[Por: Matias Soares]

O mundo tem seus paradigmas identitários. Estamos numa época da existência que determina o ser e não mais a do Ser que determina a existência. É um tempo pós-teísta. Por trás desta constatação estão séculos de história do pensamento cristão. A teologia católica, pelo menos no que podemos inteligir da ‘reviravolta antropológica’ firmada pelo Concílio Vaticano II, mesmo a partir do seu fundamento cristocêntrico (cf. Gaudium et Spes, 22), não deixou de trazer para o seu norte antropológico, aquela consequência da ênfase dada ao sujeito e às suas condições para uma autonomia amadurecida e relacional. Ainda hoje, temos dificuldade de dialogar com as subjetividades contemporâneas. Desde às nossas estruturas internas e, ainda mais, no nosso sonhado diálogo com a cultura pós-cristã…

 

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O que se entende mesmo por crise?

Atualmente parece estar tudo em crise: a ordem do capital, a economia, a política, as ciências, as éticas, os valores, as religiões e, entre nós, no Brasil até o futebol. Numa palavra, temos a ver com uma crise de civilização, vale dizer, da nossa forma de estar no mundo, como organizamos a sociedade e estabelecemos os valores e leis que nos regem. Não há campo livre, especialmente concernente ao futuro.

Ela pode representar uma tragédia cujo desfecho pode ser destrutivo, como no teatro grego ou um drama cujo termo pode ser bem-aventurado como na liturgia cristã que celebra a páscoa da ressurreição depois da sexta-feira santa da paixão.

A humanidade está posta diante desta decisão: ou continuar como está e poderemos ir ao encontro de uma tragédia civilizatória ou  abrir um novo caminho, marcado, certamente, por um drama mas que promete um futuro melhor.

A Carta da Terra,um dos principais documentos da ONU pensando o futuro do planeta Terra afirma:“As bases da segurança global estão ameaçadas;essas tendências são perigosas mas não inevitáveis. A escolha é nossa: ou formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a destruição da diversidade da vida”(preâmbulo). Eis com que crise radical somos confrontados.

Expliquemos primeiramente o que entendemos por crise. A maioria recorre ao ideograma chinês de crise: como risco e como oportunidade, o que  julgo iluminador. Mas prefiro a rica significação de crise em sânscrito, por ser a matriz de nossa língua e por possuir ressonâncias em outras palavras derivadas daí.

Em sânscrito, crise vem de kir ou kri que significa purificar e limpar. De kri vem crisol, o cadinho para depurar o ouro das gangas. Acrisolar, na linguagem elegante, quer dizer também decantar. Uma doença grave produz uma crise profunda no enfermo. Ao sair da crise, reavalia o sentido da vida e resgata o valor das coisas mais cotidianas. Então, a crise significa um processo critico, de depuração de tudo o que não é essencial. O acidental permanece acidental.

Abordemos a natureza da crise. Quem por primeiro aprofundou a crise associada à angústia foi  Sören Kierkegaard (2013-1855:O conceito de angústia, Vozes 2010)  tido um dos fundadores do existencialismo. Era filósofo e teólogo. Escreveu outro com o título A crise e uma crise na vida de uma atriz.   Para ele a vida é entendida como processo permanente de angústias e crises e de superação de angústias e de crises.

Outro pensador fundamental da crise foi o filósofo espanhol Ortega y Gasset (1883-1955), conhecido como o autor da frase “eu sou eu e minha circunstância”. Escreveu um ensaio de 1942, mais tarde publicado como Ao redor de Galileo Galilei: esquemas das crises históricas (Vozes 1989). Mostrou que a história, por causa de suas rupturas e  retomadas, possui a estrutura da crise.

Esta obedece, segundo o autor, à seguinte lógica: (1) a ordem dominante deixa de realizar um sentido evidente; (2) anuncia-se  a percepção de que um muro se levanta à nossa frente, por isso reinam dúvida,  ceticismo e uma crítica generalizada; (3) urge uma decisão que cria novas certezas e um outro sentido; mas como decidir se não se vê claro? mas sem decisão não haverá saída para a crise; (4) tomada a decisão, mesmo sob risco, então abre-se, novo caminho e outro espaço para a liberdade. Superou-se a crise. Nova  ordem pode começar.

Ela se traduzirá por um curso diferente das coisas. Depois, seguindo a lógica da crise, esta ordem também entrará em crise. E permitirá, após processo crítico de acrisolamento e purificação, a emergência de nova ordem. E assim sucessivamente se estrutura a história humana.

A crise possui também uma dimensão pessoal, especialmente, a grande crise representada pela morte. Ela revela também uma dimensão cósmica que é o fim do universo. Este, creio eu, não acaba na morte térmica e no completo vazio mas numa explosão e implosão para dentro da Suprema Realidade.

Entretanto, todo processo de purificação não se faz sem cortes e rupturas. Dai a necessidade da de-cisão. A de-cisão opera uma cisão com o anterior e inaugura o novo. Assim resgatemos  o sentido grego de crise.

Em grego krísis, crise, significa o processo de decisão tomada por um juiz ou um médico.  O juiz pesa e sopesa os argumentos prós e os contra e o médico conjuga os vários sintomas da doença. À base deste processo  ambos tomam suas  decisões pelo tipo de sentença a ser proferida ou pelo tipo de doença a ser tratada. Esse processo decisório é chamado crise. Encontrada a solução, a crise desaparece.

O evangelho de São João usa 30 vezes a palavra crise no sentido de decisão que a maioria dos tradutores, insensíveis às riquezas da palavra original krísis, traduzem por juízo. O fato real é que Jesus compareceu como “a crise do mundo”(krisis tou cósmou), pois obrigava as pessoas a se decidirem em favor ou em contra de sua mensagem e pessoa.

O Brasil vive, há séculos, protelando suas crises porque as lideranças não possuem a ousadia histórica de tomar decisões que cortassem com o passado perverso. Sempre se fizeram e se fazem conciliações negociadas a pretexto da governabilidade (cf. o clássico José Honório Rodrigues, Conciliação e Reforma no Brasil, 1965). Desta forma sutilmente se preservam os privilégios das elites do atraso e novamente as grandes maiorias são condenadas continuar na sua miséria ou na marginalidade.

A crise do capitalismo é notória. Como mostrou Carl Polanyi em sua obra A grande Transformação, (Campus,2000), de uma sociedade com mercado se passou para uma sociedade de mercado, Tudo é feito mercadoria (até órgãos humanos), coisa que Marx em 1847 o previu e chamou de “o tempo da corrupção geral e da venalidade universal”(A miséria da filosofia). Hoje predomina o capital especulativo que não produz sequer um prego, apenas dinheiro e mais dinheiro.  Seguramente terminará numa crise fenomenal afetando cruelmente milhões de pobres.

Bem disse Platão em meio à crise da cultura grega:“as coisas grandes só acontecem no caos, na krisis”. Com a de-cisão, o caos e a crise desaparecerão e pode nascer  nova  ordem. Assim terminava Martin Heidegger,feito nazista por um tempo, sua preleção inaugural como reitor da universidade de Friburgo i,B. na Alemanha.

Oxalá desta crise planetária, surja um novo ensaio civilizatório que, esperamos, seja mais integrador, mais humanitário,mais espiritual e mais cuidadoso.Caso contrário…

Leonardo Boff escreve para a revista LIBERTA do (ICL: (https://www.revistaliberta.com.br;escreveu também A grande transformação na economia, na política e na ecologia (Vozes 2014:https://www.leonardoboff.org).