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Contemplação e compromisso: a espiritualidade da libertação em Gustavo Gutiérrez

[Por: Joaquim Jocélio de Sousa]

O presente texto trata sobre a reflexão do teólogo peruano Gustavo Gutiérrez acerca da espiritualidade da libertação. Apresenta sua compreensão de espiritualidade a confrontando com diversas formas de espiritualismo, mostrando como é preciso superar uma visão dualista de mundo e como a espiritualidade consiste no seguimento a Jesus por meio da contemplação e do compromisso. Em seguida, fala da experiência do Senhor na realidade latino-americana e na força dos pobres como o poço do qual bebe uma espiritualidade libertadora. Por fim, trata de como melhor exprimir esta experiência espiritual, perguntando como falar de Deus a partir do sofrimento do inocente, da não-pessoa, assumindo a linguagem da gratuidade e da profecia…

 

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A Venezuela e o Brasil

[Por: Matias Soares]

O mundo acompanhou atônito a invasão da Venezuela pelos americanos, com o intuito de prender o presidente Nicolás Maduro. Os interesses estão centrados no petróleo. Isso ficou claro na declaração dada logo na primeira coletiva de imprensa pelo chefe de estado americano. O que menos importa é o bem do povo venezuelano. O megalomaníaco estadunidense é um reflexo da mentalidade da maioria daqueles cidadãos, que o elegeram. Algo sobre Trump pode ser dito de verdadeiro: ele não nega suas intenções e interesses. As suas ameaças sempre têm um fundo de verdade, principalmente quando os seus propósitos estão em jogo. As suas ameaças e atitudes antes da prisão do ditador da Venezuela, já sinalizavam o que veio a ser concretizado no nosso país vizinho. Agora, resta aguardar o desenrolar dos próximos capítulos desta odisseia grotesca e preocupante, inclusive para os demais países da América Latina…

 

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‘Testamento’ 2025

[Por: Pedro Pierre]

Es muy oportuna esta costumbre de transcribir el testamento del viejo año que se va, porque ofrece una manera humorística de decir verdades sin herir, denunciar errores garrafales y abrir caminos de esperanza para el año nuevo 2026.

 

Regalo al presidente Noboa una docena de boletos de avión para que visite a Ecuador a lo menos una vez al mes o se quede definitivamente en Oceanía.

 

Regalo todas mis escobas para barrer la corrupción de los organismos de la justicia ecuatoriana.

 

Regalo mis mejores lentes a los comandantes del ejército para que puedan hacer la diferencia entre una persona y un animal…

 

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Venezuela: solidaridad o esclavitud latinoamericanas

[Por: Pedro Pierre]

En la madrugada del 3 de enero pasado, los bombardeos simultáneos de Estados Unidos en 4 provincias de Venezuela han sorprendido al ejército venezolano, permitiendo a un comando norteamericano de unos 200 hombres armados asesinar a la guardia personal del presidente Nicolas Maduro, cubanos en su mayoría, y llevárselo a un barco norteamericano, junto a su mujer Cilia Flores. Mientras Venezuela denuncia el secuestro de su presidente y de su mujer, América Latina toda se pregunta: “¿Qué nos va a pasar ahora?” Por todas partes surgen las condenas de una acción militar que ha pisoteado todos los límites acordados en los tratados internacionales firmados después del final de la 2ª guerra mundial para que no se repita tal tragedia: más de 70 millones de muertos…

 

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Desafío Virtual No. 005: Obispo católico llama a defender la democracia con el voto

[Compilador: Oscar Lobo i Oconitrillo]

La Diócesis de Tilarán-Liberia indicó ayer que un men­saje atribuido a su obispo, monseñor Manuel Eugenio Salazar Mora, el cual ha cir­culado en las últimas 48 horas en redes sociales, constituye un llamado a la participación ciudadana mediante un voto consciente e informado, en las elecciones del próximo 1° de febrero. En el texto, el líder católico llamó a no comprar humo y a defender la democracia…

 

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Desafío Virtual No. 006: Cierre de la Puerta Santa y Santa Misa en la solemnidad de la Epifanía del Señor

[Compilador: Oscar Lobo i Oconitrillo]

A las 9:30 de esta mañana, el Santo Padre León XIV presidió el rito de cierre de la Puerta Santa y la Santa Misa en la solemnidad de la Epifanía del Señor. Durante la celebración eucarística, tras la proclamación del Santo Evangelio, el Papa pronunció la homilía que informamos a continuación…

 

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Desafío Virtual No. 007: «Estoy aquí para escuchar»: el Papa abre el Consistorio para definir las prioridades

[Compilador: Oscar Lobo i Oconitrillo]

 

 

En su discurso, León XIV subrayó que la misión de la Iglesia no se basa en el proselitismo, sino en la atracción que nace de la caridad de Cristo, e invitó a los cardenales a un camino colegial marcado por la escucha y la comunión…

 

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Discurso de Su Santidad León XIV en la apertura del Consistorio Extraordinario

[Por: Papa León XIV]

Queridos hermanos: Me complace mucho acogerlos y darles la bienvenida. ¡Gracias por su presencia! Que el Espíritu Santo, al que hemos invocado, nos guíe en estos dos días de reflexión y diálogo. Considero significativo tener un eco significativo de nuestras almas reunidas en el Consistorio en el día de solemnidad de la Epifanía del Señor, y tengo que saborearlo para introducir nuestros trabajos con una inspiración que proviene precisamente de este misterio...

 

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El puto amo

[Por: Martín Caparrós]

Escuchar a Trump produce una tristeza extraordinaria. ¿Cómo pueden tantas personas pensar que ser bruto es ser decente? ¿Cómo logramos desprestigiar así la inteligencia?...

 

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Minha solidariedade a todo povo da Venezuela

[Por: Cesar Kuzma]

Minha solidariedade a todo povo da Venezuela, em especial aos amigos queridos que tenho lá. Meu desejo é que as próximas horas e dias sejam de paz. Respeito os sentimentos (que são vários) e que o povo, sobretudo os mais pobres sejam cuidados e que haja paz. Ao mesmo tempo, repudio o uso da força e a invasão militar dos EUA em território venezuelano. Os EUA não são a polícia do mundo e eles não têm este direito de decidir o mundo a seu favor. Tornar os EUA grande novamente, como diz Trump, não pode ser à custa da violação de direitos internacionais, seja por meio da economia seja por meio da força militar.

 

Hoje é a Venezuela, amanhã pode ser qualquer outro país. E mais, como disse o secretário da ONU e demais autoridades e lideranças globais, isso abre precedentes perigosos. E mais, Trump deixou claro o interesse da invasão e captura de Maduro. Em nenhum momento foi à defesa da democracia ou seu restabelecimento. Em nenhum momento foi a condição sofrida, empobrecida e violada em direitos humanos do povo venezuelano (sim, tenho consciência das atrocidades deste governo. Nós do Brasil sabemos o que uma ditadura é capaz de fazer – e a extrema-direita defende esta prática). A intenção, ele disse, é recuperar o que lhes pertence [?], tomar posse dos recursos naturais (petróleo), instalar empresas estadunidenses, explorar e vender (isso mesmo, vender como se fosse deles).

 

E o povo? Não foi mencionado. Sim, ele falou em governar o país até uma transição para um novo governo. Mas será evidente que eles também irão intervir nesta suposta eleição, favorecendo um governo que comungue com os seus interesses políticos e econômicos e que possa governar [?], mas sem controle do que este país produz: petróleo. No século XX, o imperialismo dos EUA favoreceu e sustentou ditaduras na AL, interviu por meios políticos, econômicos, em armamento e com uso ideológico/religioso. No século XX e XXI, os EUA são aliados e apoiam regimes ditatoriais em países árabes e africanos. As guerras são lucrativas, mostram poder e trazem impactos econômicos. Trump não se vê incomodado com a ditadura da Coreia da Norte, por exemplo. Estendeu a mão a Putin e não avança frente à China (que hoje é uma potência militar, econômica e capitalista). Isto é, as ditaduras, do passado e de hoje, não são um problema. Tudo são negócios e interesses políticos. Além de ter uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela é uma porta de entrada para a região amazônica, uma área rica em recursos minerais e a maior bacia hidrográfica do mundo.

 

Vale destacar que o negacionismo acompanha esta política intervencionista, então, o desprezo pelo cuidado ambiental e a população indígena chegam junto. Neste caso, todos perdemos. Tudo vem de estratégias, em desestabilização de democracias e violação de direitos humanos e sociais. Uma vez que o direito internacional não é respeitado e a força militar ganha espaço, o futuro de todos passa a ser incerto. Por que será que as mídias digitais se tornaram uma arma poderosa de desestabilização democrática e Fake News? Por que será que os donos das Big Techs apoiam esta prática? Seriam as democracias um estorvo a estes “avanços”? E os direitos dos povos e das pessoas? E o uso da religião como manipulação de mentes e massas? A razão nunca foi o cuidado e a proteção das pessoas. O racismo ideológico e o pensamento de supremacia não permitem este sentimento. Basta olhar a forma como são tratados os migrantes, a forma como são deportados e violados em seus direitos. Este etnocentrismo dá base a regimes de exceção, pois gera uma hierarquização entre humanos e povos, entre quem tem poder e quem é coisificado na sua existência. É bem verdade que este evento traz um olhar para todos nós também. Há anos estamos acompanhando o que acontecia na Venezuela, o empobrecimento das pessoas, a crise democrática, a massa de migrantes em nossas cidades, mas ficamos como que paralisados.

 

Esta mesma América Latina vê surgir novamente espaços neofascistas, que assumem e disputam governos, cargos e criam práticas de ódio pelas redes sociais, com discursos rasos e ideológicos/religiosos. Mas a estes empobrecidos? A estes venezuelanos que hoje sofrem? Que não sejamos indiferentes. O empobrecimento causado na Venezuela, nos últimos anos, deve nos tocar profundamente. São nossos irmãos e irmãs. Sim, este fato tem causas internas e externas, atuais e históricas. Talvez o conforto dos nossos espaços não nos permitiu ver o que estava acontecendo à nossa volta (assim como “não vemos” tantas realidades de opressão e miséria). O ataque dos EUA à Venezuela realizado na madrugada do da 3 de janeiro é algo inaceitável. Repudiamos este imperialismo.

 

Este não é um caminho aceitável e eles não são a polícia do mundo. Vale ressaltar que há muitos estadunidenses que não concordam com estas ações do governo Trump e do imperialismo dos EUA e saem em defesa destas pautas que aqui apontamos. A guerra nunca é um caminho. Que o sentimento da Pátria Grande possa reaparecer e que a libertação dos nossos povos seja um horizonte. Que possamos construí-lo, livremente. Que a paz seja inquieta, e que seja paz.