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O irmão mais velho

A Igreja Particular de Natal viveu a partida de um dos seus presbíteros, o Monsenhor Robério Camilo.

O sacerdote descobriu, recentemente, duas enfermidades que o tornariam muito vulnerável a quaisquer formas de tratamento, que não fosse a do transplante de medula óssea e este, por sua vez, dependente da cura do pulmão que estava com complicações.

A sua situação tornou-se muito complexa, mesmo tendo tido a assistência médica possível ao nosso contexto. O que veio a acontecer foi só resultado do agravamento das várias comorbidades. No último domingo (18/10/26), tivemos a tristeza da partida deste que, para mim, foi sempre “um irmão mais velho”. A minha ligação com o então Pe. Robério começou no início da década de noventa, quando o mesmo foi pároco na minha Paróquia de origem, a da Imaculada Conceição, em Nova Cruz.

Dele, cheguei a ser coroinha. O seu protagonismo era muito grande, principalmente junto às juventudes. Ouvíamos falar muito do seu trabalho com a PJMP – Pastoral da Juventude do Meio Popular. Mesmo assumindo uma postura pastoral mais ousada, sempre foi muito atento à história de evangelização da nossa Paróquia, que tinha fortes sinais eclesiais deixados pelo Monsenhor Pedro Moura e pelo Pe. Matias Patrício de Macedo, que fora eleito Bispo para a Diocese de Cajazeiras-PB. O Pe. Robério era um presbítero de uma inteligência privilegiada. Isso sempre foi determinante para que ele pudesse ser “diferenciado no meio de poucas diferenças”.

Um ponto que faz-me assumir essa percepção foi o modo com o qual ele internalizou sempre os movimentos da história. Esses que o fizeram acolher as grandes mudanças da Igreja na América Latina, com seus referenciais teológicos postos pelo Concílio Vaticano II e as reivindicações sociais – juvenis – do pós-1968. Gostaria de situar o meu ‘irmão mais velho’ neste mosaico eclesial e social, sem esquecer a sua origem pobre e desafiadora, desde Poço Branco, a sua terra natal.

O Pe. Robério não tinha medo da sua humanidade, nem renegava a sua história. A sua formação teológica em Roma – teologia bíblica – na Pontifícia Universidade Gregoriana o ajudou a moldar suas potencialidades intelectuais e de leitura de mundo. Em Camilo, o particular – Natal – e o Universal – Roma – encontraram-se e ele tinha condições antropológicas de entender isso. Tanto que não voltou da Cidade Eterna como um burocrata, nem mais um “desenraizado”. Veio com mais sofisticação intelectual, sem perder o que era-lhe essencial.

Por isso, conseguiu contribuir tanto com a formação dos futuros presbíteros e ter uma vida pastoral tão dinâmica, como foi por todos testemunhado pelo seu tempo na Paróquia de São João Batista – Lagoa Seca, coordenador de campanhas e outras responsabilidades pastorais arquidiocesanas. Neste período, já falava-se, dentre os fiéis leigos e irmãos presbíteros, que não eram envenenados pela “inveja clerical e a síndrome de Caim”, que Roberio tinha as qualidades necessárias para servir à Igreja no terceiro grau do sacramento da ordem: o episcopado. As conversas de sacristias eram muitas. Quando Dom Matias assumiu o governo arquidiocesano, logo o requisitado sacerdote foi escolhido para ajudá-lo diretamente no seu governo como Vigário Geral.

Essa fase foi complicada, pois alguns perceberam que Roberio teve “dificuldades de gerenciar essa missão”. Como já foi declinado, ele era “diferenciado no meio de poucas diferenças”. Talvez, não tenha conseguido dar esse salto e tivemos tensões internas, principalmente com as preocupações de “transferências constantes de padres”, com a simples preocupação de desestabilizar os menores em função da supremacia do maior. Essa fase foi difícil. O Pe. Robério surpreende e assume uma postura, mais uma vez, diferenciada: deixa a Paróquia da Santa Teresinha e, para poder estar mais presente em Mãe Luiza e assumir os trabalhos do Pe. Sabino Gentili, vai para a Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes. Tomou esse desafio e depois dedicou-se exclusivamente à Mãe Luiza. Ali chegou ao momento áureo da sua trajetória presbiteral, que, por sinal, também foi marcada por “incompatibilidades internas”, que impossibilitaram a sua confirmação como Bispo para o serviço da Igreja, mesmo ele tendo as qualidades necessárias ao exercício deste ministério. Ele não era de viver de lamúrias, mas em alguns momentos pincelávamos também suas dores.

Estou vivendo uma peregrinação. Estou fazendo alguns dos caminhos do Apóstolo Paulo. Mesmo distante e através de um celular, não poderia deixar de dar esse testemunho de reconhecimento e amizade ao Monsenhor Robério. Ele sempre foi para mim “um irmão mais velho, que sempre esteve comigo nos momentos mais difíceis e também nos de maior alegria”. O seu testemunho de serviço, doação, entrega e amor às pessoas que estavam com ele, superaram infinitamente o que, por acaso, tenha sido sinal de pura humanidade. Sempre foi meu conselheiro e cuidador. Todas as palavras ditas sobre o Pe. Robério nestes últimos dias são verdadeiras.

O povo de Deus o amava. Tudo foi tão rápido, até a sua morte; mas, tudo com tanta intensidade. Penso também que poderíamos ter lutado mais com ele, nestes últimos tempos. Estado mais, priorizado-o mais. Nos faltou um pouco mais de ‘sinodalidade na dor’. Enfim, sei que vou sentir muita falta dele. O meu irmão mais velho continuará a ser lembrado por mim, como também por muitos que foram tocados evangelicamente pela sua vida, seus ensinamentos e o seu testemunho. Agradeço a Deus por tê-lo colocado em minha caminhada presbiteral. Sem dúvida, o “guardarei no lado esquerdo do peito”. Um dia nos encontraremos e, mais uma vez, teremos a felicidade de viver a plenitude da amizade, que aconteceu em nossas vidas, com alegrias e esperanças, dificuldades e vitórias, lealdade e confiança. É assim, que terei presente a memória daquele “meu irmão mais velho”. Obrigado, Pe. Robério, e descanse em paz. Assim o seja!

Pe. Matias Soares Pároco da Paróquia de Santo Afonso Maria de LIGÓRIO Natal-RN Capelão da UFRN

 

Google invierte 4.300 millones de dólares en energía nuclear para alimentar sus centros de datos de IA durante los próximos 20 años

El gigante tecnológico ha firmado un contrato estratégico a veinte años para garantizar el suministro eléctrico continuo en sus instalaciones de inteligencia artificial. Esta alianza contempla la movilización de más de cuatro mil trescientos millones de dólares destinados a modernizar once reactores nucleares en los estados de Illinois, Pensilvania y Nueva Jersey. La operación permitirá añadir ochocientos noventa megavatios de nueva capacidad limpia a la red PJM Interconnection sin necesidad de construir plantas adicionales, transformando la infraestructura digital en un sector de alta densidad industrial.

Aumento de la capacidad energética nuclear

El rápido despliegue de los modelos avanzados de cómputo exige un flujo constante de electricidad firme con tasas de disponibilidad de hasta el 94,7%, algo que las fuentes renovables intermitentes no pueden satisfacer por sí solas. Para comprender la magnitud de esta demanda masiva de potencia basal, resulta ilustrativo analizar cuántos megavatios consume una casa frente al volumen de recursos requeridos por las grandes plataformas digitales. Las mejoras tecnológicas en turbinas y generadores de vapor permitirán incrementar la eficiencia de los complejos existentes a partir de dos mil veintiocho.

Paralelamente, la operación incluye compromisos clave para la cobertura a largo plazo y el impacto socioeconómico:

  • Google ha asegurado dos mil setecientos megavatios adicionales mediante un contrato de compra de energía a quince años, sumando un total de 3.590 MW contratados.
  • Esta cobertura a largo plazo equivale a gestionar la potencia contratada de miles de industrias concentradas en un único punto de consumo intensivo.
  • La alianza impulsará la creación de siete mil doscientos empleos en construcción y consolidará más de cuatro mil puestos operativos directos.

Transformación del mercado eléctrico global

La integración de la inteligencia artificial dentro del sector energético marca una tendencia donde las corporaciones tecnológicas financian directamente la generación eléctrica. La fluctuación de los precios en los mercados mayoristas condiciona el coste operativo global, del mismo modo que varía la tarifa de luz para los usuarios finales según las condiciones del suministro. Ante este escenario, la energía nuclear se consolida como el pilar fundamental para mantener la estabilidad operativa de los servidores.

El pacto incluye la aplicación de Gemini Enterprise y Google Cloud en la gestión de infraestructuras críticas para optimizar el rendimiento térmico de la red. Diversas plataformas especializadas en optimización como papernest analizan cómo estos acuerdos transforman la estructura de costes en el sector eléctrico actual. La adopción de tecnología analítica orientada a reducir el consumo energético facilitará el mantenimiento predictivo de los activos.

Estrategia energética en la era digital

El control sobre el suministro constante de electricidad se ha convertido en el factor determinante para el liderazgo tecnológico global. La colaboración entre proveedores tradicionales y firmas de Silicon Valley establece un marco de referencia en la planificación industrial sostenible.

Esta alianza bidireccional demuestra que la expansión digital depende de soluciones energéticas estables, asegurando la viabilidad económica y operativa de las infraestructuras informáticas del futuro.

Fuente: papernest.es

 

 

Hace un año – Papa León XIV a los jesuitas: “La Iglesia os necesita en las fronteras”

El papa León XIV llamó a la Compañía de Jesús a renovar su compromiso misionero frente a los desafíos del mundo actual, con especial atención a la sinodalidad, la reconciliación, la justicia social y el cuidado de la casa común.

En su encuentro con los superiores mayores de los jesuitas en Roma, el Pontífice también destacó la importancia de acompañar a los pobres, caminar junto a los jóvenes y discernir el uso de la inteligencia artificial desde la defensa de la dignidad humana.

Te invitamos a leer el documento a continuación:

Adesão à Carta de Bispos Católicos sobre 2º Turno das Eleições Gerais 2026 até 24 de outubro

CARTA DE BISPOS CATÓLICOS AO POVO DE DEUS DIANTE DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2026.

22 de outubro de 2026

O Senhor Deus falou, quem não profetizará? (Am 3,8)

O papa Leão XIV, em sua encíclica Magnifica Humanitas, diz: “Há situações em que, para permanecermos humanos, temos de abandonar as hesitações e tomar posição. Há conflitos nos quais não é justo permanecer neutros nem é suficiente pensar ‘não ser cúmplice’” (216).

Nós, bispos católicos de diversas dioceses do Brasil em comunhão com a CNBB, alinhados com a Mensagem do Conselho Permanente ao Povo Brasileiro, de 21/10/2026, acreditamos ser necessário e urgente, aplicarmos ainda mais em nossas preces pelo País e multiplicar mensagens para ajudar nos discernimentos,  já que vivemos no Brasil uma dessas situações mencionadas pelo Papa Leão XIV, diante do cenário eleitoral dado, que exige tomar posição em nome do Santo Evangelho e da Doutrina Social da Igreja (DSI).

“O anúncio do Evangelho não pode esquecer a vida concreta dos povos” (Rerum Novarum, 15). O católico e a católica devem exercer a sua cidadania inspirados pela DSI e decidir o seu voto à luz de seus ensinamentos. Devem deixar “que o Evangelho […] avalie as estruturas econômicas e políticas que, como viria a recordar São João Paulo II, podem tornar-se verdadeiras e próprias ‘estruturas de pecado’, para que nenhuma pessoa e nenhum povo sejam vistos como prescindíveis nos processos de desenvolvimento (Magnifica Humanitas, 36)

Duas candidaturas estão colocadas. Independentemente de votarmos ou não, um dos candidatos será o próximo presidente do Brasil. Mas é preciso votar. Votem para fazer a diferença. O cenário é muito grave, pois uma das candidaturas ameaça frontalmente diversos pontos centrais da DSI, a existência da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum. Não se trata apenas de uma escolha eleitoral, tantas vezes já praticada no Brasil, mas da possibilidade de uma mudança profunda nos rumos da nação, cujos exemplos na história do século XX deixaram cruéis e amargas lembranças.

Queremos auxiliar os católicos em sua decisão, apontando alguns pontos de antagonismo entre o ensinamento social da Igreja e uma das candidaturas em disputa.

As mudanças tecnológicas do mundo atual “não podem ser avaliadas apenas em termos de eficiência, mas a partir da dignidade do trabalhador, do direito a uma remuneração suficiente e da efetiva possibilidade de participar na vida social” (Magnifica Humanitas, 37). A candidatura que sempre foi contra o fim da escala 6×1 e propunha pagar o salário por hora trabalhada, não reconhece a dignidade do trabalhador e poderá voltar a este tema.

“A promoção do bem comum nunca pode ser separada do respeito pelo direito dos povos a existir […]. Qualquer tentativa ou projeto de eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, por isso, inaceitável (Magnifica Humanitas, 64). Um dos candidatos promete submissão do Brasil aos Estados Unidos (EUA), fez parte de uma conspiração para taxar produtos brasileiros, defende a intervenção estrangeira em nossas eleições e promete entregar nossas terras raras à exploração dos EUA.

A exortação apostólica Dilexi Te (Eu te amei, sobre o amor para com os pobres) critica os que pensam que “seria melhor deixar [os pobres] na miséria e ensinar-lhes antes a trabalhar” e que “a liberdade do mercado levará naturalmente à solução do problema da pobreza” (114). O partido de um dos candidatos sempre foi publicamente contrário aos programas sociais e de combate à pobreza, por desconhecerem as causas da miséria no Brasil, mesmo que agora o seu candidato diga que vai continuar alguns programas sociais. Estão, portanto, em contradição com a evangélica opção preferencial pelos pobres, reafirmada nos principais documentos de nossa Igreja.

A DSI propõe o desarmamento e diz que “o enorme aumento das armas representa uma ameaça grave para a estabilidade e a paz” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 508). Um dos candidatos promete liberar o acesso amplo às armas, como fez o seu pai em seu Governo.

O cuidado com a Ecologia Integral é hoje elemento central da DSI. A Laudato si’ critica “as atitudes que barram os caminhos de solução” que “vão da negação do problema à indiferença” (14). Um dos candidatos não reconhece a crise climática, nega os problemas ecológicos e quer dar continuidade às políticas de devastação que caracterizaram o Governo de seu pai e a atuação de seu partido no Congresso. Lembremo-nos da “Lei da Devastação” (nº 15.190/2025) aprovada no ano passado.

“O discípulo de Cristo rejeita todo recurso [à tortura], de modo algum justificável” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 404). Um dos candidatos é publicamente favorável à tortura e sua família fez homenagens a um dos maiores torturadores da ditadura brasileira, o general Brilhante Ustra, que matou muitas pessoas.

“A Igreja encara com simpatia o sistema da democracia […]; ela não pode, portanto, favorecer a formação de grupos restritos de dirigentes, que usurpam o poder do Estado a favor dos seus interesses particulares ou dos objetivos ideológicos” (Centesimus Annus, 46). Um dos candidatos é filho do presidente que foi condenado e preso por atentar contra a democracia e segue suas ideias. Fez várias declarações de ameaça à ordem constitucional e, se eleito, governará com maioria absoluta no Congresso Nacional e no STF, criando as condições para uma usurpação do poder e submissão do país à sua ideologia.

Por outro lado, temos outra candidatura que, embora também esteja sujeita a críticas, sempre manifestou responsabilidade com os pobres e com a Casa Comum e atuou dentro dos limites da ordem democrática, respeitando a Constituição. Gostar ou não do atual Governo não pode ser razão para entregar o país nas mãos de quem manifesta tamanha contradição com os ensinamentos de nossa Igreja.

Diante desses e inúmeros outros elementos, não podemos nos manter neutros, a fim de que nossa consciência ou a história não nos condenem no futuro. Quem se calou diante das ameaças totalitárias que se concretizaram na Europa do século XX deixou uma herança vergonhosa para as gerações seguintes.

Conclamamos a todos os católicos para que não deixem de exercer seu direito e votem no dia 25 de outubro, em defesa da democracia, dos valores humanitários, dos pobres e dos ensinamentos de nossa Igreja.

Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, ilumine a mente de cada um e cada uma de nós.

Assinam:

Dom Adolfo Zon Pereira, SX, Bispo da Diocese do Alto Solimões AM

Dom Adriano Ciocca Vasino, Bispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia MT

Dom Benedito Araújo, Diocese de Campo Maior PI

Dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos, Bispo da Prelazia de Itacoatiara AM

Dom Edson Damian, Bispo Emérito de São Gabriel da Cachoeira AM

Dom Egídio Bisol, Bispo Emérito da Diocese de Afogados da Ingazeira PE

Dom Erwin Kräutler, Bispo Emérito da Prelazia do Xingu PA

Dom Evaldo Carvalho dos Santos, Bispo da Diocese de Viana MA

Dom Eugênio Rixen, Bispo Emérito de Goiás

Dom Evaristo Pascoal Spengler, Bispo da Diocese de Roraima

Dom Flavio Giovenale, Bispo da Diocese de Cruzeiro do Sul AC

Dom Francisco Cota de Oliveira, Bispo da Diocese de Sete Lagoas MG

Dom Frei Aloísio Alberto Dilli OFM, Bispo Emérito de Santa Cruz do Sul RS

Dom Frei Pedro Cesário Palma OFMCap, Bispo de Jardim MS

Dom Frei Samuel Ferreira de Lima, OFM, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manaus AM

Dom Gabriele Marchesi, Bispo da Diocese de Floresta PE

Dom Geraldo dos Reis Maia, Bispo da Diocese de Araçuaí MG

Dom Giovane Pereira de Melo, Bispo de Araguaína TO

Dom Giuseppe Luigi Spiga, Bispo da Diocese de Grajaú MA

Dom Guilherme Werlang, Bispo Emérito de Lages SC

Dom Itacir Brassiani, Bispo da Diocese de Santa Cruz do Sul RS

Dom João Batista de Oliveira, Bispo da Diocese de Corumbá MS

Dom João Muniz Alves, OFM, Bispo da Diocese de Xingu-Altamira PA

Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, Bispo da Diocese de Santos, São Paulo

Dom Joaquim Hudson de Souza Ribeiro, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manaus AM

Dom Joel Maria dos Santos, Bispo Auxiliar  da Arquidiocese de Belo Horizonte MG

Dom Jorge Pierozan, Bispo da Diocese de Rio Grande RS

Dom José Albuquerque de Araújo, Diocese de Parintins AM

Dom José Altevir da Silva, Bispo da Prelazia de Tefé e Presidente Nacional do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras

Dom José Aristeu Vieira, Bispo da Diocese de Luz MG

Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV, Bispo Presidente da CPT Comissão Pastoral da Terra

Dom José Luiz Bertanha, Bispo Emérito de Registro SP

Dom Jose Luiz Ferreira Salles, Bispo da Diocese de Pesqueira PE

Dom Jose Mario Stroeher, Bispo Emérito da Diocese de Rio Grande/RS

Dom José Reginaldo Andrietta, Bispo da Diocese de Jales SP

Dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa, Bispo da Diocese de Colatina ES

Dom Lucio Nicoletto, Bispo da Prelazia de São Felix do Araguaia MT

Dom Luiz Antonio Lopes Ricci, Bispo de Diocese de Itapetininga SP

Dom Luiz Fernando Lisboa, Arcebispo da Diocese de Cachoeiro do Itapemirim ES

Dom Luiz Gonzaga Fechio, Bispo da Diocese de Amparo SP

Dom Manoel João Francisco, Bispo Emérito da Diocese de Cornélio Procópio PR

Dom Mauro Montagnoli. Bispo Emérito de Ilhéus BA

Dom Moacir Aparecido de Freitas, Bispo de Votuporanga SP

Dom Nereudo Freire Henrique, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife PE

Dom Norberto Foerster, Bispo da Diocese de Ji-Paraná RO

Dom Otair Nicoletti, Bispo da Diocese de Coxim MS

Dom Paolo Andreolli, Bispo da Diocese de Ponta de Pedras PA

Dom Paulo Celso Dias do Nascimento, Bispo da Diocese de Itaguaí RJ

Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo da Arquidiocese de Uberaba MG

Dom Pedro José Conti, Bispo Emérito de Macapá AP

Dom Pedro Luiz Stringhini, Bispo da Diocese de Mogi das Cruzes SP

Dom Raimundo Possidonio Carrera da Mata, Bispo da Diocese de Bragança do Pará

Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, Bispo da Diocese de Campos (RJ)

Dom Roque Paloschi, Arcebispo da Arquidiocese de Porto Velho RO

Dom Sebastião Lima Duarte, Bispo da Diocese de Caxias do Maranhão

Dom Silvio Guterres Dutra, Bispo da Diocese de Vacaria RS

Dom Vanthuy Neto, Bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira AM

Dom Vicente de Paula Ferreira, Bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora BA

Dom Zanoni Demettino Castro, Arcebispo da Arquidiocese de Feira de Santana BA

Dom Zenildo Lima da Silva, Bispo Auxiliar de Manaus AM

Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, C.Ss.R., Bispo da Diocese de Borba AM

 

Hambre y Sed en los pueblos de América Latina y El Caribe…gemelas inseparables

Nosotros y nosotras, estudiantes de tercero y cuarto año de la Escuela de Teología y Pastoral Monseñor Gerardi de Guatemala, que hemos sido conducidos por la formación integral, especialmente a través de las clases: Agua y Vida Nueva y Un Mundo Hambriento de Pan, a reflexionar sobre la realidad que viven nuestros pueblos. Descubrimos que el agua y el hambre parecen gemelas inseparables que siguen golpeando con dolor a las comunidades más vulnerables y empobrecidas de nuestra región. Interpelados por el clamor de los pueblos de América Latina, por las injusticias que amenazan la vida y por el sufrimiento que contradice el Evangelio, compartimos esta reflexión que nace de nuestra fe y de un compromiso renovado por construir una sociedad justa y solidaria.

Lea el artículo completo aquí:

El Papa: El derecho canónico debe reflejar la imagen de la Iglesia

Este viernes, 23 de octubre, el Papa León XIV recibió en audiencia a los participantes en el Congreso Internacional con motivo del 150 aniversario de la Facultad de Derecho Canónico de la Pontificia Universidad Gregoriana. A ellos, el Pontífice les recordó que, «el derecho canónico debe tender siempre al bien sobrenatural de los creyentes y a la edificación de la comunión eclesial».

Renato Martinez – Ciudad del Vaticano

“Después de 150 años, su Facultad puede mirar al futuro con confianza en Dios y en el gran legado que ha recibido. Así, siguiendo los pasos de quienes les precedieron, podrán seguir dando los frutos de la doctrina, el conocimiento y la santidad de vida que el Señor y la Iglesia esperan de ustedes”, con estas palabras el Papa León XIV alentó a los participantes en el Congreso Internacional con motivo del 150 aniversario de la Facultad de Derecho Canónico de la Pontificia Universidad Gregoriana, a quienes recibió en audiencia la mañana de este viernes, 23 de octubre, en la Sala Clementina del Vaticano.

Una larga tradición de estudio y enseñanza

Al inicio de sus saludos a los participantes en este Congreso Internacional, el Santo Padre recorrió brevemente la historia de los estudios de derecho canónico en este Ateneo Pontificio instituido el 16 de agosto de 1876, por orden del Beato Pío IX.

“Esto marcó la culminación de una larga tradición de estudio y enseñanza del derecho canónico, que había acompañado la historia del Colegio Romano y la Compañía de Jesús”.

Un hilo conductor que une a generaciones

De hecho, afirmó el Pontífice, la fecha en que celebramos el 150 aniversario representa un hito fundamental en una historia que comenzó hace siglos, gracias a la cual la enseñanza del derecho canónico ya había desarrollado su propia tradición académica, mediante la contribución de numerosas figuras que otorgaron prestigio a la Facultad y contribuyeron significativamente al desarrollo del derecho canónico.

“Estos, constituyen una especie de hilo conductor que une a las generaciones y que aún hoy ofrece un valioso legado científico y eclesial”.

Non multa, sed multum

En este sentido, el Obispo de Roma recordó que, esta Facultad, al igual que la Universidad de la que forma parte, es una obra apostólica de la Compañía de Jesús. Por lo tanto, participa de la espiritualidad que tiene su origen en los Ejercicios Espirituales de San Ignacio de Loyola y que, entre sus características, incluye la que se resume en la expresión: Non multa, sed multum.

“Es decir, lo importante no es saber mucho, sino penetrar profundamente en la realidad, comprenderla e interiorizarla. Así, San Ignacio escribe: «No es mucho conocimiento lo que sacia y satisface el alma, sino más bien sentir y saborear las cosas interiormente»”.

El derecho debe reflejar la imagen de la Iglesia

No sorprende, por tanto, que este enfoque espiritual resuene con la manera en que su Facultad concibe la enseñanza del Derecho Canónico, observa el Papa. El objetivo, de hecho, es, más allá de conocer las normas apropiadas para regular la vida eclesial, formar personas con un sentido eclesial del iustum, adquirido mediante el estudio cuidadoso de las fuentes, la tradición canónica y los principios teológicos que iluminan la norma.

“Esto es posible cuando el estudio del Derecho Canónico se realiza a la luz del misterio de la Iglesia, como lo ilustra el Concilio Vaticano II en la Constitución Dogmática Lumen Gentium. Si bien es cierto, como escribió san Juan Pablo II en la Constitución Apostólica Sacrae Disciplinae Leges (25 de enero de 1983), con la que promulgó el Código de Derecho Canónico para la Iglesia Latina, que «es imposible traducir perfectamente la imagen de la Iglesia al lenguaje “canónico”», el derecho canónico debe, no obstante, reflejarla”.

El bien de la persona y el de la comunidad eclesial

Para el Pontífice, el derecho cumple una función esencial al salvaguardar la comunión eclesial y, por lo tanto, es «sumamente necesario para la Iglesia» y tiene como propósito «crear tal orden en la sociedad eclesial que, al otorgar primacía al amor, la gracia y el carisma, facilite […] su desarrollo orgánico».

“El bien de la persona y el de la comunidad eclesial, de hecho, no pueden existir independientemente el uno del otro”.

«Ordinata dilectio est iustitia»

Por ello, el Santo Padre recordó que, el programa de estudios de su Facultad afirma: «El derecho canónico debe tender siempre al bien sobrenatural de los creyentes y a la edificación de la comunión eclesial».

“Los exhorto a trabajar fielmente conforme a este propósito, es decir, por el bien sobrenatural de las personas, que se alcanza mediante la búsqueda de la verdadera justicia, jamás separada en la Iglesia de la verdad y la misericordia. San Agustín lo expresa con una fórmula muy apreciada en la tradición cristiana: «Ordinata dilectio est iustitia»”.

Una experiencia viva de la Iglesia universal

Finalmente, el Papa León XIV destacó una última característica de esta Facultad que se encuentra en los Estatutos: «reconoce su papel especial al servicio de la misión petrina. Por ello, en su enseñanza, es fiel al Magisterio de la Iglesia y da prioridad al servicio que sus profesores prestan a la Sede Apostólica».

“Los invito, pues, a ofrecer a sus alumnos una experiencia viva de la Iglesia universal, que encuentra en el Obispo de Roma el principio y fundamento perpetuo y visible de la unidad. Los estudiantes —clérigos, consagrados y laicos— que vienen de diversas partes del mundo a estudiar en Roma deben experimentar, incluso durante su vida universitaria, que la Iglesia es una comunión universal. Al regresar a sus respectivas Iglesias, deben llevar consigo esta experiencia como un tesoro para compartir, poniéndola al servicio de sus comunidades”.

¿Cómo está reaccionando la Iglesia del Papa León XIII ante la extrema derecha global?

En Italia y en todo el mundo, el Vaticano está adoptando posturas contrarias a los movimientos de derecha. Los ataques de Donald Trump contra el Papa se le han vuelto en contra.

Este reportaje es de Iacopo Scaramuzzi y fue publicado por La Repubblica el 23 de octubre de 2026.

El arrebato fue tan extraordinario que dejó atónitos a varios de los presentes. En una reunión a puerta cerrada celebrada hace unos meses, la primera ministra italiana, Giorgia Meloni, increpó al cardenal Matteo Zuppi , presidente de la Conferencia Episcopal Italiana ( CEI ), con un discurso furioso, elevando la voz mucho más allá de lo que se podría considerar un intercambio civilizado entre personas con opiniones diferentes.

Fue el período previo al referéndum sobre la reforma judicial, que el gobierno finalmente perdió . El arzobispo de Bolonia había expresado recientemente algunas preocupaciones cuidadosamente formuladas. «La independencia de los jueces es esencial», afirmó. Uno de sus vicepresidentes en la CEI, el obispo Francesco Savino , también participó en una manifestación organizada por la Magistratura Democrática , una asociación de magistrados. Se desató el caos.

El conflicto de Meloni con los obispos italianos

Según los informes, el primer ministro estaba furioso y se dirigió al cardenal con el tono combativo de un mitin electoral. De acuerdo con los relatos del encuentro, el episodio dejó un resentimiento persistente, tanto en la Conferencia Episcopal Italiana como en el Vaticano . Tanto es así que, meses después, cuando ambos participaron en una ceremonia en conmemoración del devastador terremoto de 2016 en Amatrice , el cardenal y el primer ministro mantuvieron una distancia gélida durante todo el evento. «Quisiera agradecer a las autoridades, empezando por el primer ministro», dijo el presidente de la CEI. «Pero, sin querer menospreciar el papel de nadie», añadió inmediatamente, «las verdaderas autoridades aquí hoy son las familias de las víctimas del terremoto». La multitud aplaudió. Meloni forzó una sonrisa.

El Primer Ministro considera a la Conferencia Episcopal un adversario, y con razón. No porque los obispos quieran formar un partido político, y mucho menos porque se hayan alineado con la oposición, a la que no dudan en criticar.

Dentro de una institución tan vasta y diversa como el episcopado italiano —el país cuenta con 226 diócesis— existen obispos de izquierda, derecha y centro. Algunos muestran gran interés en el debate político, mientras que otros prefieren mantenerse completamente al margen de la política. Pero también es cierto que, sobre todo desde el pontificado del Papa Francisco , la Iglesia ha adoptado una postura cada vez más clara en temas donde sus posiciones son diametralmente opuestas a las de la derecha nacionalista . Estos temas abarcan desde la integración de los migrantes hasta la importancia de defender el multilateralismo , el Estado de derecho y las instituciones democráticas, desde la protección de las minorías hasta la lucha contra la crisis ambiental.

León XIV y Vox: un diálogo de sordos

Y esto no ocurre solo en Italia . Las mismas tensiones se han hecho evidentes recientemente en España . El verano pasado, Santiago Abascal , líder del partido ultraderechista Vox , se mostró cada vez más agitado ante la inminente visita apostólica del Papa León XIV . Hizo todo lo posible por enviar un mensaje privado al pontífice, instándolo a abstenerse de predicar la necesidad de acoger a los migrantes.

Según un argumento común entre los partidos de derecha europeos —una teoría sin respaldo empírico—, abrir puertos y fronteras a los extranjeros, como defienden los obispos españoles, crea un « factor de atracción » que genera nuevas oleadas migratorias. A pesar de los esfuerzos de Abascal , el papa León XIV aprovechó su discurso ante las Cortes Generales , el Parlamento español, para pedir una «acogida respetuosa» a las personas que huyen de «circunstancias a menudo dramáticas». Posteriormente, concluyó su visita a los campos de refugiados en las Islas Canarias . El Papa y el partido Vox hablaban idiomas diferentes.

Los obispos alemanes se enfrentan a Alternativa para Alemania.

La división se hizo aún más evidente en Alemania , donde la Conferencia Episcopal Alemana adoptó una postura inequívoca contra el ascenso del partido Alternativa para Alemania (AfD) . «No hay lugar para esta ideología basada en el nacionalismo étnico, ni dentro ni fuera de la casa de Dios, ni en el cristianismo, ni en el judaísmo, ni en el islam», declaró el obispo de Münster , Heiner Wilmer , presidente de la Conferencia Episcopal Alemana, tras el triunfo electoral de la AfD en Sajonia-Anhalt .

A lo largo de los años, el partido de extrema derecha ha criticado repetidamente a las Iglesias católica y protestante, acusándolas de adoptar posturas progresistas en temas como la protección de los migrantes , una mayor aceptación de la comunidad LGBTQ+ y la preocupación por el cambio climático. El partido también ha planteado la posibilidad de eliminar el sistema que garantiza la financiación estatal a las Iglesias.

Los obispos son muy conscientes de que la AfD da voz a un descontento genuino en ciertos sectores de la sociedad, particularmente en las zonas rurales y en la antigua Alemania Oriental , y de que este descontento no debe ser simplemente demonizado.

Existen interrogantes legítimos sobre la identidad en sociedades multiculturales, secularizadas y cada vez más empobrecidas. Sin embargo, no todas las respuestas a estas preguntas son aceptables. «No podemos dejar la cuestión de la identidad en manos de los identitarios», afirmó el obispo Wilmer , condenando inequívocamente el « nacionalismo étnico ».

“No es una expresión auténtica del cristianismo.”

El propio Papa ya ha expresado críticas respecto al auge de la AfD .

«Ha habido algunas manifestaciones que combinan estas posturas de extrema derecha con cierto tipo de religión que —no solo en mi opinión, sino también en la de los líderes de la Iglesia Católica y las iglesias protestantes en Alemania— no es una expresión auténtica del cristianismo», dijo Leão durante una conferencia de prensa en el vuelo de regreso de París a finales de septiembre.

“Estamos volviendo a los valores del Evangelio, que no se basan en el odio ni en la división, sino en la comprensión, la compasión y la solidaridad. Espero que la Iglesia también pueda formar parte de esto y que podamos llegar a la mayoría de las personas de buena voluntad, que comprenderán la importancia de su compromiso, incluso en lo que respecta a la participación en los procesos políticos.”

“Esto les permitirá tomar decisiones claras en aras del bien común, en lugar de apoyar ideas extremistas que, como recalcó el Papa, ‘causarán mucho más daño del que imaginamos’”.

Los ataques de Trump contra el Papa

Pero el epicentro de la derecha nacionalista global —y su desconfianza hacia la Iglesia Católica— se encuentra en Estados Unidos bajo el mandato de Donald Trump . Trump dejó clara su postura atacando abiertamente al Papa León XIV , a quien describió como «débil en materia de delincuencia y pésimo en política exterior». Las figuras más radicales del movimiento MAGA , desde Steve Bannon hasta Laura Loomer , no tardaron en calificar al pontífice nacido en Chicago como un Papa «progresista» o «marxista».

Sea cual sea el tema —migración o cambio climático, llamamientos a regular la inteligencia artificial o críticas a la excesiva concentración de riqueza en manos de unos pocos privilegiados—, las posturas del Papa León XIV son diametralmente opuestas a las de Trump y el trumpismo .

Los viajes de Leão a Latinoamérica aumentan la preocupación en la Casa Blanca.

Este es un enfrentamiento que parece destinado a continuar. Cuando el pontífice llegue a Buenos Aires en noviembre, durante una visita de 11 días a Argentina, Uruguay y Perú (tras una cirugía exitosa y exámenes postoperatorios sin resultados negativos, se espera que el viaje se confirme), encontrará a dos figuras prominentes de la ultraderecha global esperándolo: el presidente Javier Milei y Peter Thiel , el gurú tecnológico de derecha con fuertes vínculos con el vicepresidente estadounidense JD Vance .

Thiel ha estado en Roma en los últimos meses para impartir una serie de conferencias sobre el Anticristo y recientemente se mudó a Argentina . ¿Intentarán Milei y Thiel neutralizar el mensaje del Papa?

La Casa Blanca, por su parte, teme que la visita de León XIV a Latinoamérica genere una reacción negativa similar a la que siguió a su viaje a África a finales del año pasado. En aquella ocasión, Trump atacó repetidamente al pontífice en las redes sociales . León XIV respondió con una calma casi olímpica —o mejor dicho, una calma evangélica— que atenuó el impacto de los arrebatos del presidente estadounidense. Al hacerlo, también brindó a millones de personas en todo el mundo la oportunidad de presenciar su serenidad y su inquebrantable mensaje cristiano.

Puede parecer paradójico para una institución que, a lo largo de su historia, ha adoptado con frecuencia posturas conservadoras y restringido las libertades individuales. Sin embargo, hoy en día, la Iglesia Católica se está consolidando como una de las voces más fuertes y eficaces en la lucha contra el auge de la extrema derecha global.

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El diálogo como camino hacia la unidad: una reflexión sobre el llamamiento del Papa León XIV a la Iglesia.

León XIV aboga por un diálogo genuino como disciplina espiritual de escucha y búsqueda, para construir la paz, promover la unidad interreligiosa y guiar la renovación de la Iglesia sin imponer uniformidad.

El artículo es de Daniel Welch y fue publicado en Global Catholic el 21 de octubre de 2026.

Daniel Welch es un ex sacerdote diocesano de la Diócesis de Des Moines, Iowa, y un ejecutivo de recursos humanos jubilado con una carrera global que implicó extensos viajes nacionales e internacionales, incluyendo a Europa, Israel y América Latina.

Aquí está el artículo.

Haciéndose eco de Gaudium et Spes , la Constitución Pastoral sobre la Iglesia en el Mundo Actual del Concilio Vaticano II , el Papa León XIII ha defendido sistemáticamente el diálogo como un medio esencial para que la Iglesia se relacione con la humanidad en sus múltiples contextos y circunstancias.

En octubre de 2025, con motivo del 60 aniversario de la declaración Nostra Aetate del Concilio Vaticano II , reafirmó las ricas posibilidades que surgen de un diálogo respetuoso y reverente entre las diferentes religiones y denominaciones cristianas.

El Papa oró para que aprendamos a reconocernos como hermanos y hermanas, llamados a vivir, rezar, trabajar y soñar juntos. También invocó al Espíritu Santo para que reconozcamos lo que nos une y colaboremos sin destruirnos. Observó que las diferentes tradiciones religiosas están llamadas a ser la levadura de la unidad en un mundo fragmentado. Sin embargo, reconoció que a menudo ocurre lo contrario: en lugar de unir a las personas, la religión se convierte en causa de confrontación .

Además, exhortó a los fieles: « Que las religiones no se utilicen como armas ni muros , sino como puentes y profecías». Y señaló «ejemplos concretos de paz, justicia y fraternidad» ya presentes entre personas de diferentes credos.

A la luz de esta enseñanza, los católicos y los cristianos de buena fe harían bien en explorar más profundamente la naturaleza del diálogo, en reconocer en qué se diferencia el diálogo genuino de las formas de discurso en las que tan a menudo participamos, y en reflexionar sobre las prácticas que hacen que el diálogo sea fructífero.

En su libro de 1999, Diálogo: El arte de pensar juntos , William Isaacs ofrece valiosas reflexiones. Describe el diálogo como una conversación con un «centro, pero sin bandos». El centro es el punto de vista compartido que prevalece sobre las actitudes, posturas y opiniones divergentes de los participantes. Identificar y clarificar este centro lo más completamente posible es un requisito esencial para un diálogo auténtico.

Isaacs distingue el diálogo de la discusión o el debate ordinarios. En una discusión, las personas presentan, defienden y comparan sus posturas. Actúan desde sus respectivos “lados”. En un diálogo genuino, por el contrario, los participantes suspenden el juicio y adoptan una actitud de curiosidad e indagación sincera. Esta distinción es esencial: es difícil defender la propia postura y, al mismo tiempo, permanecer genuinamente abierto a aprender lo que el otro tiene que enseñarnos.

Ejemplos bíblicos de encuentro y diálogo.

La Biblia ofrece ejemplos de encuentros en los que la búsqueda conduce a una comprensión más profunda, nuevas perspectivas y la reconciliación.

Jacob y Esaú se reencuentran tras años de distanciamiento, provocado por el engaño de Jacob y la obtención de la bendición de Isaac (Génesis 33). El encuentro culmina en la reconciliación.

Los discípulos de Juan el Bautista le preguntan a Jesús si él es el que ha de venir (Mt 11). Jesús responde señalando las señales de su ministerio: los ciegos ven, los cojos andan y los pobres reciben la buena noticia .

Nicodemo acude a Jesús de noche, buscando comprender quién es Jesús y qué significa su enseñanza (Juan 3). La conversación incluye la declaración de Jesús sobre el amor de Dios por el mundo y el don de la vida eterna.

La creciente apertura de Nicodemo se hace evidente más adelante en el Evangelio, cuando desafía la condena de Jesús por parte de los fariseos (Juan 7:50-52) y ayuda a preparar el cuerpo de Jesús para su sepultura después de la crucifixión (Juan 19:39-40).

Estos encuentros nos recuerdan que la búsqueda sincera puede marcar el comienzo de un camino hacia una mayor comprensión, perspectivas transformadas y nuevas posibilidades para las relaciones.

En el diálogo, los participantes formulan preguntas, buscan explicaciones y aclaraciones, y escuchan para comprender. Esta práctica se basa en el reconocimiento de que los demás tienen experiencias y percepciones legítimas, incluso cuando difieren de las nuestras.

Fundamentalmente, los participantes también deben reconocer los prejuicios, las suposiciones y las historias personales que aportan a la conversación, y ser lo suficientemente conscientes de ellos como para dejarlos de lado.

El diálogo parece sencillo, pero no lo es. Suspender el juicio y reconocer los límites de nuestra experiencia y procesos de pensamiento va en contra de nuestras inclinaciones naturales.

El diálogo es un conjunto de habilidades relacionales que requiere práctica y disciplina. Nos ayuda a centrar nuestra atención en lo que necesitamos y buscamos juntos, en lugar de en nuestras propias perspectivas y deseos. Desde una perspectiva de fe, quizás el diálogo se entienda mejor como una disciplina espiritual , sostenida e impulsada por la gracia .

Quizás la habilidad más importante en el diálogo sea la escucha : escuchar no solo el contenido del punto de vista de la otra persona, sino también el contexto del que surge y el significado que tiene para esa persona.

Un indicio de un diálogo saludable es la presencia de momentos de silencio significativos , durante los cuales los participantes asimilan el punto de vista del otro y consideran respetuosamente lo que puede ser importante de lo compartido. Otro indicio es el uso de preguntas abiertas, que invitan a nuevas perspectivas y a una mayor comprensión, en lugar de simplemente reforzar una postura preestablecida.

El diálogo no implica renunciar a las propias convicciones sobre la verdad. Más bien, significa estar dispuesto a escuchar, aprender y profundizar la propia comprensión a través del contacto con los demás. A medida que los participantes desarrollan una mayor apreciación de las perspectivas e inquietudes de los demás, se vuelven más capaces de encontrar soluciones mutuamente beneficiosas a problemas difíciles y de descubrir enfoques más creativos para futuras conversaciones y relaciones.

En los encuentros interreligiosos e interdenominacionales, esta comprensión del diálogo desafía una noción popular pero errónea de conversión : la idea de que una persona se convierte al abandonar una fe o práctica anterior, unirse a nuestro “equipo” y adoptar nuestras creencias y prácticas.

Este cambio puede surgir de un encuentro interreligioso o interconfesional, pero no es el propósito fundamental de un diálogo basado en el entendimiento mutuo. El objetivo principal no es asegurar la conformidad del otro, sino recibirlo con honestidad, humildad y disposición para aprender.

Esta comprensión ayuda a explicar el énfasis del Papa León XIII en el diálogo como medio para promover la unidad entre las religiones y las denominaciones cristianas . En este sentido, la unidad implica un respeto reverente por la manera en que personas de diferentes tradiciones han percibido y comprendido a Dios en medio de la diversa belleza de la creación. También enriquece nuestra capacidad de convivir y trabajar para el avance del Reino de Dios .

Es muy fácil confundir unidad con uniformidad , es decir, insistir en una estricta conformidad en creencias, estructuras eclesiales o prácticas devocionales específicas. Sin embargo, la verdadera unidad no necesita borrar las diferencias significativas. Más bien, busca una comunión más profunda que permita el respeto mutuo, la responsabilidad compartida y la cooperación en la búsqueda del bien común .

El papa León XIII no limitó su llamamiento al diálogo interreligioso e interconfesional. También lo promovió como esencial para afrontar los conflictos políticos y las guerras que siguen asolando comunidades en todo el mundo.

En su discurso ante el Encuentro de Rimini 2026 , León XIII exhortó a los católicos a responder a un mundo marcado por la guerra, la división y la desigualdad con diálogo, amistad y encuentro. Subrayó que la paz se construye entre personas «que aman encontrarse y no temen confrontarse», e insistió en que la dignidad humana debe prevalecer sobre las divisiones políticas, sociales e ideológicas.

Las bases para una paz sostenible en Oriente Medio , Ucrania y otras regiones solo pueden consolidarse mediante un compromiso serio, respetuoso y paciente. Una paz duradera, distinta de un alto el fuego temporal, aún puede estar lejos de alcanzarse.

Sin embargo, requiere el tipo de práctica elegante que encarna el diálogo genuino: un compromiso para identificar las necesidades humanas compartidas y buscar resultados que fomenten la reconciliación y el respeto por la dignidad de cada persona .

El diálogo inspirado en la fe es igualmente esencial para los numerosos temas e intercambios que tienen lugar en el seno de la Iglesia universal, en sus diversas culturas y circunstancias. Entre ellos se incluyen la libertad religiosa en lugares donde las minorías cristianas sufren persecución, el papel de la mujer en la Iglesia , la secularización , la desigualdad social y la renovación de la vida parroquial .

Una Iglesia que escucha atentamente puede tender puentes sin renunciar a su identidad. Puede proclamar a Cristo aprendiendo de sus vecinos; defender a los vulnerables cooperando con personas de diferentes convicciones; y permanecer fiel a su tradición permitiendo que las experiencias de la vida contemporánea profundicen su comprensión, todo ello guiado por el Espíritu Santo.

Por lo tanto, el diálogo no es simplemente una técnica diplomática ni un medio para evitar conflictos. Cuando se comprende y se practica adecuadamente, es una expresión de la fe cristiana , una disciplina de humildad y un camino hacia la unidad a la que Cristo nos llama.

Aprendiendo a escuchar, a hacer preguntas y a buscar juntos aquello que sirve a la dignidad de todos, la Iglesia puede dar testimonio de una unidad que no exige uniformidad y de una paz que va más allá de la ausencia de conflicto, avanzando hacia la reconciliación de las personas y las comunidades.

Foto de portada: Vatican News

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El pueblo Guaraní avanza en el reconocimiento de sus saberes con el Estándar Ocupacional “MBAAPO REGUA”

En la Casa Grande del Consejo de Capitanes Guaraníes de Chuquisaca (CCCH), se presentó el Estándar Ocupacional “MBAAPO REGUA – Artesana/o en Textil Guaraní”, resultado de un proceso construido desde las organización guaraní y comunidades para reconocer oficialmente los conocimientos, habilidades y saberes ancestrales de quienes mantienen viva el tejid textil guaraní. El encuentro reunió a representantes de las 11 Capitanías Guaraníes de Chuquisaca, autoridades del CCCH, APG, Autonomía Guaraní de Huacaya, tejedoras de Santa Rosa, Ivo y Macharetí, el Centro de Educación Permanente Arakuaiyapo, el IPDRS y autoridades del Gobierno Autónomo Municipal de Monteagudo.

El estándar es fruto de un proceso impulsado por las organizaciones del pueblo Guaraní, los Consejos de Capitanes de los tres departamentos y los Centros de Educación Alternativa, con el acompañamiento del IPDRS y el Centro de Educación Permanente Arakuaiyapo, Arakuarenda y Arakuarendami. Para llegar a este reconocimiento se trabajó directamente con tejedoras de distintas comunidades y se realizaron las gestiones ante las instancias departamentales y nacionales hasta lograr su incorporación al Sistema Plurinacional de Certificación de Competencias. De esta manera, un conocimiento transmitido durante generaciones desde las familias y comunidades comienza a contar también con un reconocimiento formal.

Tejedora Silvana Chavez, comunidad Tentamí, Capitanía Zona Macharetí

Las tejedoras de Santa Rosa, Ivo y Macharetí fueron protagonistas del encuentro, compartiendo sus experiencias y destacando la importancia de que sus conocimientos sean valorados. Cada tejido reúne técnicas, símbolos, memoria e identidad, pero también representa años de aprendizaje, paciencia y dedicación. Durante la presentación se resaltó que tejer es una forma de preservar la historia y la cultura guaraní, pero también una oportunidad para fortalecer la economía de las mujeres y generar nuevas posibilidades de comercialización. En este sentido, Jhaquelin Dávalos, Coordinadora del IPDRS Chaco, destacó que los textiles guaraníes ya han trascendido las comunidades y han llegado a diferentes lugares de Bolivia e incluso a otros países, articulando cultura, identidad, género y economía.

Jhaquelin Dávalos, Coordinadora del IPDRS Chaco

La participación de las autoridades del Gobierno Municipal de Monteagudo, entre ellas representantes del Concejo Municipal y de la unidad vinculada al desarrollo productivo, permitió fortalecer el diálogo con las organizaciones guaraníes. Durante el encuentro se valoró la importancia de preservar, revalorizar y transmitir los conocimientos ancestrales a las nuevas generaciones, así como el aporte de las instituciones y de las mujeres que mantienen vivos estos saberes desde sus comunidades.

Uno de los principales avances anunciados fue el camino hacia la primera promoción de artesanas y artesanos en Textil Guaraní, se informó que ya se prepararon y enviaron las carpetas de las primeras tejedoras para la certificación y que actualmente se espera la emisión de los certificados. Este proceso representa mucho más que un reconocimiento documental: significa valorar una historia, una identidad y un conocimiento construido desde las comunidades. Con el MBAAPO REGUA, el pueblo Guaraní continúa tejiendo un puente entre sus saberes ancestrales y nuevas oportunidades para las mujeres, las comunidades y las futuras generaciones.

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Transmisión en vivo Radio Tembipe

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Transmisión en vivo Radio Suprema

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