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Pronunciamiento ante la militarización y las redadas migratorias en los Estados Unidos

[Por: Como Nacido Entre Nosotros]

Desde la red Como Nacido Entre Nosotros, alzamos nuestra voz con profunda preocupación y dolor frente a los hechos recientes ocurridos en Estados Unidos, particularmente en Los Ángeles, donde se han llevado a cabo redadas masivas, detenciones arbitrarias de personas migrantes y el despliegue de fuerzas militares como respuesta totalmente desproporcionada a quienes protestan pacíficamente por justicia y dignidad…

 

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Rafael Luciani asume la dirección de Cebitepal

[Por: Paola Calderón | Religión Digital]

Rafael Luciani es el nuevo director del Centro Bíblico Teológico Pastoral para América Latina y el Caribe (Cebitepal), la dependencia formativa del Celam. Una determinación que la presidencia del organismo anunció durante la 40.ª Asamblea General Ordinaria efectuada en Río de Janeiro a finales de mayo…

 

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Boletín: Rebosante Alegría No. 4

[Por: José Abou Adal]

Simpático alboroto:  El Evangelio que escucharmos,  en este Domingo del Buen Pastor, dice: «Mis ovejas escuchan mi voz   y yo las conozco  y ellas me siguen» (Jn 10,27)…

 

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Nuevas masculinidades o crisis del patriarcado

[Por: Raúl Zibechi | Desinformémonos – Cepat – IHU]

Rechazo las soluciones mentales, teóricas e ideológicas. No saldremos del atolladero, como hombres que rechazan el patriarcado , sin entrar en crisis y permanecer en ella un tiempo, sabiendo que no es un lugar cómodo», escribe Raúl Zibechi , periodista y analista político uruguayo, en un artículo publicado por Desinformémonos el 10-06-2025. La traducción es de Cepat…

 

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Repudio al fallo contra Cristina Fernández de Kirchner y en defensa de la democracia

[Por: Adolfo Pérez Esquivel | SERPAJ]

Hoy, la Corte Suprema de Justicia de la Nación confirmó la condena a la expresidenta Cristina Fernández de Kirchner, ratificando una sentencia que no solo persigue a una líder política, sino que demuestra que la Cabeza del Poder Judicial de la Nación, funciona como guarda espalda del poder económico imperante y que ello atenta contra los pilares fundamentales de nuestra democracia. Desde el Servicio Paz y Justicia (SERPAJ), repudiamos enérgicamente este fallo, que consolida un sistema judicial manipulado por intereses espurios y profundiza la crisis institucional que atraviesa Argentina…

 

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Será Poder, Judicial ¡jamás!

[Por: Curas en Opción por las y los Pobres]

La justicia es representada habitualmente por la imagen de una mujer con una balanza equilibrada en una mano, una espada en la otra y lo ojos vendados. Evidentemente quiere indicar que no se tiende en favor de unos (balanza), que las sentencias son duras, en ocasiones (la espada) y que no se mira a quienes se juzga para favorecer a unos y no a otros (la venda). Pero, ante el enorme descrédito que tiene el Poder Judicial en la Argentina, hasta el punto de ser la institución menos creíble, todo parece distorsionado, y la venda parece manifestar que es ciega ante toda justicia, la espada que es un poder inflexible sin importar nada, ¡ni la verdad!, y la balanza que no se mueve en favor de esa misma justicia que debería impartir…

 

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Invitación: Presentación del informe regional sobre desarrollo humano 2025

[Por: PNUD]

Te invitamos a acompañarnos el jueves 12 de junio a las 8:30 AM (hora de Nueva York) a la presentación de resultados del nuevo Informe Regional sobre Desarrollo Humano para América Latina y el Caribe: Bajo presión: Recalibrando el futuro del desarrollo, en el marco de nuestros Diálogos sobre Desarrollo en América Latina y el Caribe…

 

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Un Dios que no es indiferente

[Por: Eduardo de la Serna]

Al igual que los “vicios capitales” no son pecado (aunque así se los llame con frecuencia), creo que lo mismo hemos de decir de los “sentimientos”…

 

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Novas gerações de teologias da libertação

[Por: Francisco Aquino Júnior | Vozes de Emaús | IHU]

“Sigamos fazendo teologia da libertação nos passos de Jesus, na força do Espírito, em companhia dos profetas e mártires da caminhada – sempre na fidelidade ao Deus dos pobres e os pobres da terra…”

 

O artigo é de Francisco de Aquino Júnior, presbítero da Diocese de Limoeiro do Norte – CE; professor de teologia da Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) e da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

 

O presente texto integra a coluna Vozes de Emaús, que conta com contribuições semanais dos membros do Grupo Emaús. Para saber mais sobre o projeto e ter acesso a todos os artigos da coluna, verifique o leia mais, no final do texto. Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.

 

Eis o artigo.

 

De 29 de maio a 01 de junho aconteceu em Belo Horizonte um encontro nacional de novas gerações de teologias da libertação. Não era um congresso, simpósio ou seminário sobre teologia da libertação. Era um encontro de cristãs e cristãos que vivem e pensam a fé em espaços e processos socioeclesiais de libertação. Mais que um estudo sobre teologia da libertação, era um encontro para pensar como animar, promover e difundir uma teologia libertadora em nosso tempo.

 

O encontro reuniu pessoas de todas as regiões do Brasil, de diferentes igrejas cristãs e da coordenação da Ameríndia – rede de teologia latino-americana; pessoas vinculadas a comunidades eclesiais, pastorais sociais, movimentos e organizações populares; pessoas que fazem teologia no mundo acadêmico, no mundo digital, em centros e coletivos de formação; pessoas ligadas a teologias feminista, negra, LGBT, eco-social, a comunidades de base e espaços de formação eclesial; pessoas que atuam mais diretamente em espaços eclesiais e pessoas que atuam em espaços mais amplos: ecumênicos, inter-religiosos e sociais. Uma variedade enorme de lugares e formas de produção teológica que brotam da fé num Deus libertador que nos compromete com os mais diversos processos históricos de libertação. Nessa variedade há diferenças, tensões e mesmo divergências, mas há uma profunda sintonia e comunhão na busca de fidelidade ao Evangelho de Jesus que nos leva a viver como irmãos e irmãs – fratelli tutti – e nos compromete no cuidado de nossa casa comum.

 

Começamos o encontro retomando aspectos fundamentais da tradição teológica libertadora latino-americana: aquilo que não se pode perder e que é preciso conservar em fidelidade criativa em nosso tempo. Seguimos abordando desafios atuais para uma teologia libertadora: desafios sociais, políticos, econômicos, culturais, digitais e eclesiais. E dedicamos um tempo maior à reflexão sobre perspectivas atuais para uma teologia libertadora, particularmente no que se refere à produção teológica. A reflexão foi uma construção coletiva, desenvolvida em oficinas e plenárias. Seu objetivo era apontar perspectivas e caminhos para uma produção teológica libertadora hoje.

 

E, aqui, alguns aspectos são particularmente relevantes e decisivos para uma teologia libertadora em nosso tempo que se pretenda e seja autenticamente teologia, efetivamente libertadora e realmente encarnada em nosso tempo.

 

a) É preciso enfrentar teologicamente os grandes desafios de nosso tempo. Isso significa que a teologia não pode se reduzir a uma espécie de arqueologia teológica que se dedica a estudar ou colecionar conceitos e teorias que se desenvolveram ao longo do tempo, mas deve colocar no centro de suas preocupações e do seu quefazer “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias” do nosso tempo. Mas significa também que deve abordar toda essa problemática teologicamente, mostrando como ela toca, positiva ou negativamente, no mistério de Deus e na nossa relação com Deus. Nisso reside a especificidade da reflexão teológica: explicitar a dimensão teologal dos acontecimentos históricos. Essa é sua contribuição própria nos processos de libertação.

 

b) Uma teologia libertadora é inseparável de uma fé libertadora. Ela nasce e se desenvolve como inteligência da fé e como serviço à fé. Essa relação visceral com a fé vivida em espaços e processos eclesiais e sociais de libertação é determinante da identidade e da eficácia de uma teologia libertadora. Sempre se insistiu na América Latina na relação “teoria e práxis” ou, mais precisamente, na relação “teoria teológica e práxis teologal” ou “ortodoxia e ortopráxis”. Gutiérrez formulou isso em termos de “ato primeiro” (vida cristã) e “ato segundo” (reflexão teológica). Para ser efetivamente libertadora, a teologia precisa estar enraizada numa fé vivida em processos de libertação. Sem isso, termina degenerando em discursos abstratos e ineficazes…

 

c) Não se pode desconsiderar a complexidade e variedade do fazer teológico e das teologias da libertação: perspectivas, lógicas, mediações teóricas e práticas, linguagens, expressões etc. Mais do que nunca temos que falar de teologias da libertação no plural e reconhecer que entre essas diversas teologias há interações, mas há também tensões e conflitos. Devemos alargar nossos horizontes de modo interdisciplinar (disciplinas), inter-sapiencial (saberes), interseccional (dimensões da libertação). Devemos aprender a conviver com diferenças e conflitos: não pensamos do mesmo modo nem estamos de acordo em tudo. O desafio aqui é assumir uma perspectiva poliédrica e sinodal que integre diferentes aspectos e processos num horizonte mais amplo de libertação integral.

 

d) A complexidade e dramaticidade do contexto atual torna ainda mais necessária manter viva a chama da profecia do reinado de Deus, que é um reinado de fraternidade, de justiça e de paz. Como recordava Pedro Casaldáliga, a profecia tem uma tríplice dimensão: consolo para a humanidade sofredora, denúncia de tudo que atenta contra a vida, anúncio dos sinais de esperança já presentes e a serem construídos. Para ser efetivamente profética, a teologia precisa estar enraizada na vida povo, nos calvários da humanidade, embebida de suas dores e de suas esperanças, ter cheiro/catinga de povo e de rua, ser feita no caminho e a caminho, escutando sempre os gritos dos pobres e da terra. A pergunta escatológica da teológica e sobre a teológica tem sempre a ver com os pobres e marginalizados de nosso mundo (Mt [25], [31]-[46]). Eles são, no Juiz e Senhor, juízes e senhores de novas vidas, de nossas igrejas e de nossas teologias…

 

Todo o encontro foi marcado por um clima de fraternidade e amizade, de reflexão e oração. Favoreceu encontro e intercâmbio entre pessoas e teologias. Criou e estreitou vínculos entre pessoas e processos. Ajudou a reconhecer novas gerações de teólogos e teólogas da libertação e a variedade de teologias libertadoras que estão sendo produzidas no Brasil. Foi mesmo um encontro muito rico e fecundo.

 

Concluímos o encontro com a celebração ecumênica de abertura da semana de oração pela unidade dos cristãos e com a decisão de criar uma rede de teologias da libertação com foco nas novas gerações. Essa rede não tem a pretensão de articular nem muito menos coordenar as muitas teologias da libertação, mas favorecer a conexão, o intercâmbio e o mútuo enriquecimento entre elas e, com isso, contribuir para explicitar, desenvolver e tornar eficaz nas Igrejas e na sociedade o caráter libertador de nossa fé. A grande boa notícia desse encontro é a constatação de uma grande variedade de teologias feitas em processos socioeclesiais de libertação, o compromisso de seguir fazendo teologias libertadoras e a construção de uma rede que favoreça e promova a conexão e a interação entre elas e sua difusão e eficácia na sociedade.

 

Sigamos fazendo teologia da libertação nos passos de Jesus, na força do Espírito, em companhia dos profetas e mártires da caminhada – sempre na fidelidade ao Deus dos pobres e os pobres da terra…

 

Publicado en: https://www.ihu.unisinos.br/653178-vozes-de-emaus-novas-geracoes-de-teologias-da-libertacao-artigo-de-francisco-de-aquino-junior

La unión de la ecología interior con la exterior: El  Cántico al Hermano Sol de Francisco de Asís

[Por: Leonardo Boff]

En 1967, en un artículo ampliamente divulgado “Las Raíces Históricas de Nuestra Crisis Ecológica”, el historiador Lynn White Jr. acusó al judeocristianismo, debido a su antropocentrismo visceral, de ser el principal factor de la crisis que ahora se ha vuelto un clamor. Reconoció también que ese mismo cristianismo tenía un antídoto en el misticismo cósmico de San Francisco de Asís.

 

Para reforzar esa idea, sugirió proclamarlo “patrono de los ambientalistas”, cosa que hizo el Papa Juan Pablo II el 29 de noviembre de 1979. De hecho, todos sus biógrafos, como Tomás de Celano, San Buenaventura, la Leyenda Perugina (una de las fuentes más antiguas) y otras fuentes contemporáneas, atestiguan “la unión amigable que Francisco establecía con todas las criaturas…” Les daba a todas el dulce nombre de hermanos y hermanas, a las aves del cielo, a las flores del campo, incluso al feroz lobo de Gubbio.

 

Estableció fraternidad con los más discriminados, como los leprosos, y con todo tipo de personas, como el sultán musulmán Melek el-Kamel, en Egipto, con quien mantuvo largos diálogos. Rezaban juntos. San Francisco hizo suyo el título más elevado que los musulmanes dan a Alá: “Altísimo”. El Cántico de las Criaturas comienza con “Altísimo”.

 

En el hombre de Asís todo está rodeado de cuidado, simpatía y ternura. El filósofo Max Scheler, profesor de Martin Heidegger, en su conocido estudio “La Esencia y las Formas de la Simpatía” (1926) dedica páginas brillantes y profundas a Francisco de Asís. Él afirma: 

 

«Nunca en la historia de Occidente ha surgido una figura con tamaña fuerza de simpatía y emoción universal como la que encontramos en San Francisco». «Nunca más como en San Francisco ha sido posible preservar la unidad y la integridad de todos los elementos en las esferas de la religión, del erotismo, de la acción social, del arte y del conocimiento» (1926, p. 110). Tal vez sea por eso que Dante Alighieri lo llamó “el sol de Asís” (Paraíso XI, 50).

 

Esta experiencia cósmica tomó forma brillante en su “Cántico al Hermano Sol” o “Cántico de las Criaturas”. En él encontramos una síntesis completa entre ecología interior (los impulsos de la psique) y ecología exterior, la relación amigable y fraterna con todas las criaturas. Estamos celebrando los 800 años del Cántico al Hermano Sol en un contexto tan lamentable como el actual. Aunque pueda parecer extraño, tiene sentido porque en medio de un dolor físico y espiritual insuperable, Francisco de Asís tuvo un momento de iluminación y creó y cantó con sus hermanos este himno, que está repleto de lo que más necesitamos: la unión del cielo con la Tierra, el significado sacramental del Hermano Sol, de la luna, del agua, del fuego, del aire, del viento y de la Madre Tierra, vistas como señales del Creador y, finalmente, la paz y la alegría de vivir y coexistir en medio de las tribulaciones que estaba vivenciando y que también nos asolan a nosotros.

 

Consideremos primero el contexto en el que surgió el himno. La Leyenda Perusina contiene un relato detallado. Dos años después de la estigmatización en el Monte Alverna, Francisco fue invadido por un gran amor que, en el lenguaje de Buenaventura, significaba una muerte sin muerte. Francisco estaba casi ciego. Él no conseguía ver este sol. Sufrimientos internos y externos lo afligían repetidamente. La orden fundada se estaba convirtiendo en una institución y ya no en un movimiento de seguimiento estricto del Evangelio. Esto le hacía sufrir mucho.

 

Era la primavera de 1225. El local era la pequeña capilla de San Damián, donde vivían Clara y sus hermanas. Lleno de dolor, no conseguía encontrar paz. Pasó cincuenta días en una celda oscura, sin conseguir ver la luz del día o el fuego de la noche. El dolor de los ojos le impedía dormir o descansar. Casi desesperadamente, él oró: “Ayúdame, Señor, en mi enfermedad, para que pueda soportarla pacientemente”. No pedía librarse de ella sino soportarla.

 

Mientras oraba, observa su biógrafo Tomás de Celano, Francisco entró en agonía. En medio de esa situación, oyó una voz dentro de sí: “Feliz, hermano, feliz en medio de tus aflicciones y enfermedades. En el futuro podrás sentirte tan seguro como quien está en mi reino”.

 

Francisco se llenó de una alegría increíble. En la noche oscura  amaneció el día. Se sintió transportado al reino de Dios, símbolo de la reconciliación ilimitada de la creación decaída con el designio del Creador.

 

Entonces Francisco se levantó, murmuró algunas palabras y cantó el himno a todas las cosas: “Altissimu, onnipotente, bon Signore”. Llama a sus hermanos y canta con ellos el cántico que acababa de componer:

 

Altísimo, Omnipotente, Buen Señor, A Ti la alabanza, la gloria, el honor y toda bendición. Sólo a Ti, Altísimo, pertenecen, y ningún hombre es digno de mencionarte. Alabado seas, mi Señor, con todas tus criaturas, especialmente por el Señor Hermano Sol, que es día y por eso nos da su luz. Es bello y radiante con gran esplendor. Y de Ti, Altísimo, es un signo. Alabado seas, mi Señor, por la hermana Luna y las estrellas. Las formaste en el cielo brillantes, preciosas y bellas. Alabado seas, mi Señor, por el hermano Viento y por el aire, y la nube y el cielo sereno y por todo tiempo, a través del cual sostienes a tus criaturas. Alabado seas, mi Señor, por la hermana Agua. Que es tan útil, humilde, preciosa y casta. Alabado seas, mi Señor, por el hermano Fuego, que ilumina la noche, y es bello, alegre, robusto y fuerte. Alabado seas, mi Señor, por nuestra hermana la Madre Tierra, que nos sustenta y gobierna, y produce muchos frutos, árboles y flores de colores. Alabado seas, mi Señor, por aquellos que perdonan por tu amor y soportan enfermedades y tribulaciones. Bienaventurados los que las soportan en paz pues por ti, Altísimo, serán coronados. Alabado seas, mi Señor, por nuestra hermana la muerte corporal, de la cual ningún ser vivo puede escapar… Alabad y bendecid a mi Señor, dadle gracias y servidle con gran humildad.

 

Como demostró el franciscano Eloi Leclerc (1977), superviviente de los campos de exterminio nazi, para Francisco los elementos externos como el sol, la tierra, el fuego, el agua, el viento y otros no eran solo realidades objetivas, sino realidades simbólicas, emocionales, verdaderos arquetipos que energizan la psique en el sentido de una síntesis entre el exterior y el interior y una experiencia de unidad con el Todo. Francisco canta al sol, a la luna, a las estrellas y a otros seres, incapaz de verlos porque al final de su vida estaba prácticamente ciego. Él incluye en su elogio lo que es más difícil de integrar: la muerte. En la biografía de Celano, la muerte es huésped de Francisco. Él dice jovialmente: “Bienvenida mi hermana Muerte”.

 

San Francisco por su ternura y hermandad ilimitada se volvió un hombre universal. Realiza plenamente el proyecto humano de armonía con toda la creación, sintiéndose parte de ella como un hermano. Él suscita en nosotros la esperanza de que podemos convivir en paz con la Madre Tierra.

 

*Leonardo Boff ha escrito Francisco de Asís: ternura y vigor, Sal Terrae 2009 (8ª ed.)

Traducción de MªJosé Gavito Milano.