” Quem tem sede vêm à água,come o que é bom”.
( Is 55,1-3)
Neste dia Internacional de Defesa da Alimentação Saudável,proposto pela FAO ( Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).
A Via Campesina e os movimentos sociais populares camponeses em nível global. Nos chama para um dia Internacional de lutas com o tema:
” Alimentamos os povos, não as dividas!!!”
Estamos, vivendo no campo, uma grande crise estrutural á nível global. Planejado e organizado pelas instituições de Bretton Woods, pelo Fundo Monetário Internacional ( F.M.I) e o Banco Mundial e na América Latina através do Banco Interamericano de Desenvolvimento ( BIRD).
Segundo a Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento ( UNCTAD).
Metade da população mundial vive em países com dividas elevadas contraídas por seus governos com essas instituições financeiras internacionais. A maioria dos países do Sul Global gasta mais com o serviço da divida do que com o financiamento de programas de bem estar social e de previdência social.
Os estados endividados com o F.M.I, Banco Mundial e Bird, foram coagidos adotar um modelo de livre mercado, sob o pretexto de ajustes fiscais,austeridade. Os programas de bem-estar social e de seguridade estão sendo reduzidos gradualmente.
Segundo o receituário destas instituições está no ênfase na aplicação do ajustes fiscais,privatização em massa, na desregulamentação e no desinvestimento.
Essas decisões tem consequências drásticas para a classe trabalhadora do campo e da cidade. Que já sofre com o impacto da alta inflação e do aumento dos preços dos alimentos,combustíveis e fertilizantes,agravados pelos impactos causados por guerras intermináveis ( Rússia e Ucrânia; E.U.A e Irã; Israel e Palestina e as guerras esquecidas no continente africano e asiático) e as catástrofes climáticas.
Esse desespero se reflete nas comunidades rurais do mundo inteiro,que se reflete nos níveis alimentares e no endividamento das famílias.Um ciclo vicioso que além de intermináveis que só piora com o tempo.
Segundo a FAO, as mulheres representam 41% da força de trabalho no campo. Sendo elas as principais vítimas do modelo de financeirização neoliberal proposto pelo F.M.I e Banco Mundial.
Políticas estás,que afetam profundamente a classe trabalhadora e causando a fome e o êxodo rural.
Diante disso o campesinato quer ficar no campo produzindo alimentos saudáveis e de qualidade,preservando a soberania alimentar de nossos povos.
E reivindicamos dos organismos financeiros F.M.I, Banco Mundial.
1- Cancelar as dividas externas dos países de baixa e média renda que enfrentam crises de divida;
2- Permitir uma auditória pública da divida externa contraída pelos governos;
3- Acabar com os subsídios para as grandes empresas e reeredicionar o financiamento para sistemas agrícolas agroecológicos;
4- Aumentar a receita dos governos por meio de impostos progressivos sobre empresas e patrimônio ( super ricos).
5- Reformar os Bancos Centrais para torna-los democráticos,transparentes e responsáveis perante o público;
6- Colocar as pessoas e o planeta no centro da formulação de políticas econômicas.






