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400 anos das reduções Jesuíticas-Guaranis

[Por: Júlio Lázaro Torma]

Neste ano estamos celebrando os 400 anos do inicio da Evangelização da margem esquerda do Rio Uruguay. Onde celebramos no dia 3 de Maio,a chegada do Jesuíta Pe. Roque Gonzales de Santa Cruz ( 1576-1628).

 

A Etnia Guarany surge na Região Amazônica na bacia do rio Madeira,por volta de 6000 A.C,eles chegam na região missioneira pelos anos 1000 A.C…

 

Confira o artigo.

Domingo de la Ascensión del Señor – Mt. 28, 16-20

[Por: Carina Fulotti]

La fiesta de la Ascensión no hace sino desplegar aún más la riqueza y la hondura que encierra la Resurrección de Jesús. Para nuestras ideas de Dios siempre limitadas, y nuestra comprensión de lo humano en clave de méritos, de éxitos, y de reconocimientos, es difícil captar el misterio que fundamenta nuestra esperanza: que en la humanidad resucitada de Jesús todo lo nuestro, -todo lo humano-, ya está en Dios, y todo lo de Dios habita en medio nuestro, hasta el fin. Y como si fuera poco, este misterio de cercanía y solidaridad es un don gratuito y comunitario que no hay que ganárselo, sino compartir de la misma manera…

 

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A corrupção naturalizada, em fim desmascarada: o Banco Master

[Por: Leonardo Boff]

A liquidação oficial do Banco Master, cujo dono principal era Daniel Vorcaro, desmascarou uma cadeia de corrupções envolvendo praticamente as principais instituições nacionais, segundo alguns, até  a suprema corte judicial.

 

Como o tema é atualíssimo, retomo um pequeno estudo, feito há tempos, com as atualizações necessárias.

 

Consideremos o conceito de corrupção e sua origem histórico-social. A palavra corrupção tem sua origem na teologia. Antes de se falar em pecado original,  expressão que não consta na Bíblia,  se dizia que o ser humano concreto vive numa situação de corrupção. Mas foi Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona, hoje Argélia, no ano 416 numa troca de cartas com São Jerônimo que criou a palavra pecado original, transmitido pelo ato sexual, pecado que corrompe o  ser humano desde o seu nascimento. Ai usa a palavra corrupção geral. Ele explica a etimologia: corrupção é ter um coração (cor) rompido (ruptus) e pervertido. O filósofo Immanuel Kant não dizia outra coisa: “somos um lenho torto do qual não se podem tirar tábuas retas”.

 

Em outras palavras: há uma força do negativo em nós que nos incita ao desvio que é a corrupção. Ela não é fatal. Pode ser controlada e superada, segundo Santo Agostinho, pelas virtudes e pela graça divina, senão segue sua tendência.

        

Como se explica a corrupção no Brasil? Identifico, com outros analistas, três razões básicas entre outras: a histórica, a política e a cultural.

 

A razão histórica: somos herdeiros de uma perversa herança colonial e escravocrata que marcou nossos hábitos. A colonização e a escravidão são instituições objetivamente violentas e desumanas. Então as pessoas subalternas para sobreviverem, eram levadas a corromper, quer dizer: subornar, conseguir favores mediante trocas, peculato ou nepotismo.

 

Por exemplo, vigora corrupção sistemática na sonegação de impostos e nas contribuições ao INSS. O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, em seu “Sonegômetro” denunciou, que nos últimos anos, a sonegação anual seria por volta de 158 bilhões. Isso é muito mais do que o “Petrolão” em apenas 5 meses (cf. Tomás Rigoletto Pernías em Brasil Debate de 25/04/2017).Muitos corrompem Procuradores ou estes se deixam corromper.

 

A razão política: nas palavras do sociólogo Jessé Souza: “A “corrupção política, é a legitimação da elite brasileira para manipular a sociedade e tornar o Estado seu banco particular. A captura do Estado pelos proprietários, obviamente, é a verdadeira corrupção”.

 

Ademais, importa reconhecer que o capitalismo, agora sob o nome de neoliberalismo, mas sempre como modo de produção depredador da natureza e opressor dos trabalhadores e, pior, como cultura do capital, aqui e no mundo é, um sistema, em sua lógica interna, corrupto, embora aceito socialmente. Ele simplesmente impõe a dominação do capital sobre o trabalho e da tecnologia sobre a natureza devastando-a sem tomar em conta as externalidades deixadas à responsabilidade do Estado. O capitalismo instalado no Brasil é periférico e selvagem, mas não em todos,  e nunca passou por um processo de humanização.

 

Por isso, o capitalismo é por natureza antidemocrático, pois  a democracia supõe uma igualdade básica dos cidadãos e direitos garantidos, aqui permanentemente violados. Querendo ser representativa dos eleitores, na verdade, representa os interesses das elites do atraso, dominantes, e daqueles que financiaram suas campanhas eleitorais e não os interesses gerais da nação.É o caso da atual Câmara dos Deputados, a pior de nossa história.

 

Razão Cultural: A cultura dita regras socialmente reconhecidas. Roberto Pompeu de Toledo escreveu em 1994 na Revista Veja: “Hoje sabemos que a corrupção faz parte de nosso sistema de poder tanto quanto o arroz e o feijão de nossas refeições”.

 

Os corruptos são vistos como espertos e não como criminosos que de fato são. Via de regra podemos dizer:  quanto mais desigual e injusta é uma sociedade, mais se cria um caldo cultural que permite e tolera a corrupção e a impunidade.

 

Especialmente nos portadores de poder se manifesta a tendência à corrupção. Quem viu claro esta conexão entre poder e corrupção foi o Lord John Emerich Edward Dalberg-Acton (1848-1902). Católico e de família aristocrática anglo-italo-alemã, foi professor de história em Cambridge. Na data de 5 de abril de  1887 escreveu uma carta a seu colega Mandell Creighton em que dizia: “O poder tem a tendência a se corromper e o absoluto poder a se corromper absolutamente”

 

Não sei se por pessimismo ou por realismo afirmava também: ”Meu dogma é a geral maldade dos homens com autoridade; são os que mais corrompem”. No Brasil isso parece se verificar.

 

O encaminhamento do processo contra Vorcaro e o ex-banco Master vai,seguramente, revelar uma estarrecedora corrente de corrupção,  envolvendo políticos de todos os matizes e a família Bolsonaro no seu intento de forjar um filme exaltatório sobre o condenado golpista ex-Presidente.

 

Como superar a corrupção? De princípio, sempre confiar-desconfiando do ser humano porque nunca é imune de abusar do poder do dinheiro. Nada de dar cheques em branco. Depois, evitar a concentração de poder. A divisão dos poderes foi pensada para evitar a corrupção possível. Em seguida, o controle da sociedade usando especialmente a multimídia. Exigir sempre transparência em todos os procedimentos. Por fim punir os corruptos com penas pesadas por terem cometido um crime grave que lesa o bem comum.

 

Leonardo Boff escreve para a revista do ICL LIBERTA (https://www.revistaliberta.com.br; escreveu também Transparência nas pessoas e instituições Vozes 2025 (https://www.leonardoboff.org).

Jesús se queda con nosotros hasta el final de los tiempos

[Por: Olga Consuelo Vélez]

Hoy celebramos la fiesta de la Ascensión de Jesús. La obra lucana compuesta por el evangelio y por el libro de Hechos, da testimonio de este hecho. El evangelio de Lucas termina diciendo que Jesús fue llevado al cielo (Lc 24,51) y el libro de Hechos inicia relatando que Jesús fue levantado en presencia de los apóstoles y una nube lo ocultó a sus ojos (Hc 1, 8). Justamente este texto de Hechos es el que se propone para la liturgia de hoy como primera lectura. Tal vez lo más significativo de este texto es la misión que Jesús ha encomendado a los suyos de “ser sus testigos en Jerusalén, Judea, Samaria y hasta los confines de la tierra” (Hc 1, 8). También la pregunta que les hacen a los apóstoles dos hombres vestidos de blando que se les aparecen y les dicen: ¿qué hacen ahí mirando al cielo? Esa pregunta es otra forma de decir que la tarea ahora corresponde a los apóstoles. Por lo tanto, no se pueden quedar regocijándose por la aparición de Jesús sino sintiéndose comprometidos a cumplir la tarea que ahora está en sus manos…

 

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Mons. Romero: “Dios va caminando con la historia del pueblo”

[Por: Luis Van de Velde]

La participación en tradiciones y costumbres religiosas, tanto personales como comunitarias o nacionales, puede dar a algunas personas la sensación de seguridad, de estar haciendo lo que el Señor quiere, de estar cumpliendo los mandamientos de la Iglesia y de ser personas devotas que seguramente recibirán la recompensa eterna…

 

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Ascensão: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos. Eis que estarei convosco até o fim do mundo”

[Por: Jose Oscar Beozzo | O Fato Maringa]

Na próxima semana, já celebraremos a solenidade da Ascenção do Senhor. Este é o sexto e último domingo do tempo pascal. Nos três primeiros, fomos brindados com o testemunho das mulheres, as primeiras anunciadoras da Ressureição (Jo 20, 1-18); depois, com o encontro por duas vezes, de Jesus com os discípulos trancados num mesmo lugar, por medo dos judeus (Jo 20, 19-39), e ainda com o encontro à beira do lago na Galileia, onde tudo havia começado. Ali, Jesus partilhou com eles pão e peixe, depois de uma nova pesca abundante (Jo 21, 1-19)…

 

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Video: https://www.youtube.com/watch?v=UFBI13I4wnM

40 anos: sem aquele menino negro

[Por: Júlio Lázaro Torma]

Neste dia 10 de Maio, lembramos os 40 anos do Martírio do Padre Josimo Moares Tavares. O Padre Negro da bolsa, chapéu de palha e Sandálias surradas. “Quem é esse menino negro que desafia limites?” ( Pedro Tierra). Padre negro, de origem pobre, camponesa, desde pequeno conheceu a privação e a dor. Assim como o racismo estrutural vigente em nossa sociedade brasileira…

 

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Revertir la bajada al infierno mediante la revocatoria del mandato presidencial

[Por: Pedro Pierre]

Ya vamos a tener 9 años de “bajar al infierno” por ‘obra y gracia’ de los 3 últimos presidentes, siendo campeón el actual mandatario… y esta bajada sigue adelante porque no hemos cumplido todos los requisitos del FMI (Fondo Monetario Internacional) ni los del demente presidente de los Estados Unidos… 

 

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Mayo, mes de la memoria

[Por: Rosa Ramos]

“…Es que me olvido que tú vienes
desde otra muerte a visitar
que siempre cuidas a tus vivos
y que entendés cuando

una parte mía busca la alegría
y la otra no sabe qué hacer.
Hoy somos tus sobrevivientes
que a veces te sienten volver…”

Canción Visitas, Rubén Olivera

 

Quiero hoy “senti-pensar”, compartir datos, pero también sentires y preguntas en relación a este mayo que dimos en llamar “mes de la memoria”.

 

En mayo, en Uruguay, celebramos el mes de la memoria y concretamente cada 20 a la nochecita, con frío, viento, o lluvia, hacemos la “Marcha del silencio”, portando carteles con las fotos de nuestros desaparecidos. En este 2026 será la marcha número 31, cada año con un lema, siendo la del presente: “Contra la impunidad de ayer y de hoy exigimos respuestas. ¿Dónde están?” Se trata de marchas silenciosas, conmovedoras, y cada vez más multitudinarias, porque la conciencia crece, superando el “algo habrán hecho” y las divisiones partidarias. Empezaron realizándose en la capital y hoy se hacen en muchas ciudades, en sitios donde por mucho tiempo el miedo había paralizado y enmudecido a los pobladores. [1]

 

Mayo, mes de la memoria. En este tiempo se realizan muchas actividades en teatros, se proyectan películas en cines, se presentan libros, el Museo de la Memoria organiza muestras todo el mes, también en las calles y plazas hay perfomances y coros cantando. A todas asisten muchas personas. Asimismo, la ciudad se puebla de las típicas margaritas, flores en las cuales falta un pétalo, en las ventanas y balcones. Una forma de expresar que las familias, el barrio, la sociedad, nosotros mismos no estamos completos si no están “todos, todos, todos”, parafraseando a Francisco.

 

Los cristianos, de diferentes iglesias nos concentramos previamente a marchar junto al resto del pueblo, lo hacemos en Parroquia Universitaria. Allí realizamos una oración ecuménica que incluye lectura bíblica, cantos, “memoria”, tan agradecida como dolorosa, de los desaparecidos durante la dictadura; varios de los cuales eran cristianos, incluido un sacerdote, Mauricio Silva, que como tantos fue detenido en Buenos Aires, Argentina, y no se supo jamás de él. Muchos de los que entran bajo este denominador “desaparecidos” fueron lanzados vivos al Río de la Plata en los llamados “vuelos de la muerte”, otros han sido enterrados en terrenos militares.

 

Destruir al “enemigo” y hacerlo desaparecer no es una realidad exclusiva uruguaya, sino mundial, latinoamericana y concretamente de esta región sur donde está comprobado que existió el “Plan Cóndor”, que operaba organizadamente entre varios países: Chile, Argentina, Paraguay, Uruguay.

 

En la parroquia Santa Cruz de Buenos Aires, de los padres pasionistas, están enterradas-sembradas cinco mujeres de las doce personas secuestradas allí en diciembre de 1977, torturadas y lanzadas al río, algunos cuerpos aparecieron después. Recientemente se han identificado los restos hallados de diecisiete personas en Córdoba, Argentina, donde los desaparecidos se cuentan por muchos miles. Aquí los restos de pocos uruguayos han “aparecido” en enterraderos clandestinos, a veces fueron desenterrados y vueltos a enterrar en otro sitio cubriéndolos con cal. Los seguimos buscando, pero sobre todo queremos saber la verdad, las circunstancias de su muerte, quiénes fueron los responsables y dónde están, para darles una sepultura digna, con sus nombres e historias.

 

La desaparición es una práctica antigua, que podemos ubicar incluso en la biblia, Gn. 37 y ss, cuando los hermanos de José llevan al padre las ropas de su hijo amado ensangrentadas, diciéndole que había muerto; en realidad no se atrevieron a matado, sino que lo vendieron. Sucedió también en nuestros países con muchos niños, una vez “desaparecidos” sus padres, fueron apropiados, vendidos o regalados a cambio de silencio. Un arduo trabajo de abuelas, familiares y profesionales va permitiendo encontrarlos y devolverles la identidad robada. A veces, como José, ellos mismos se identifican, “aparecen” y piden pruebas de sangre, tras sospechar algo extraño en su origen. Una larga y dolorosísima historia repetida desde la Biblia hasta hoy.

 

Una crueldad y una mentira que clama al cielo, sin duda, por eso no nos cansamos de reclamar verdad y también por eso la rezamos juntos los cristianos.

 

Más allá de esto que a tantísimos nos mueve, quiero expresar algunas preguntas y algo sobre mis sentimientos. ¿Sólo en mayo hacemos memoria? Acaso las madres, los hermanos (como el autor de “Visitas”), los hijos, las familias enteras de los desaparecidos, ¿no los esperaron durante años, no los recuerdan a diario todos los meses de cada año? Declarar un mes de la memoria me resulta extraño, casi irreverente. Sin duda es necesario recordar y resignificar, como hacemos con los tiempos litúrgicos, pero yo lo llamaría “mes de la conciencia”, o quizá “mes de la concientización”, en especial de las nuevas generaciones para que la barbarie no se repita “nunca más”.

 

En cuanto a los sentimientos: una gratitud inmensa experimento cada vez que acompaño un “morimiento”; con todo el dolor que me supone ver sufrir a seres queridos y sostenerlos en ese tránsito difícil, que además casi siempre les cuesta aceptar, porque aman la vida. Mientras veo ese cuerpo querido, otrora vital, empequeñecerse, cambiar de color, perder funciones, moverse inquieto y luego aquietarse, dolor y gozo se mezclan… Siento el “privilegio” de estar allí y también percibo la confianza y gratitud del enfermo, porque a su lado está alguien que lo quiere mucho. En cada ocasión inevitablemente he pensado en los que mueren en las guerras o en la tortura.

 

Es cierto que la pelea con la muerte, sucede “del otro lado del río”, como la de Jacob con Dios; no puede librarla nadie en su lugar, es intransferible, pero estoy allí acompañando. Y el muriente sabe que “del otro lado del río”, pero con mi mano en su mano, mojando sus labios, sosteniendo su cabeza, hablándole, cantándole o rezando en silencio, ¡estoy! ¿Cómo mueren los que mueren solos o bajo terribles humillaciones y agresiones? ¿Cuáles son sus últimos destellos de conciencia?  Son preguntas que angustian e interpelan mucho. ¡Nos robaron sus vidas y también sus muertes!

 

Supongo que muchos y especialmente las madres, se hacen estas preguntas una y mil veces, no sólo en mayo. ¿Pudieron sobreponer a las sensaciones de la agonía imágenes bellas, paisajes y escenas de la infancia, rostros amados, instantes felices? Quisiera creer que sí, que “un ángel de Dios”, una presencia inexplicable, una paz extraña, los acompañó en su morir. Morir exige una entrega final, una “rendición”, diría Simone Weil, un “todo se ha cumplido”, quiero creer que también ellos pudieron entregarse así. La muerte es condición intrínseca de la vida, no puedo querer vivir si no acepto que la muerte existe y que moriré. Pero “nunca más” muertes violentas, nunca más tamaña crueldad. Breguemos porque todas las personas mueran de muerte natural y cuidadas amorosamente, asidas por una mano cálida, acariciadas por dulces palabras.



[1] En el artículo pasado hacía referencia al encuentro con Alicia Jaime, pues logré leer en una biblioteca su libro “El silencio de dos orillas”. Allí relata, además de su drama personal, lo desentrañado cuando se animó a romper el silencio, décadas después, y entrevistar a paisanos suyos, oriundos de su ciudad natal, Carmelo,  de apenas 15.000 habitantes.

La corrupción naturalizada, finalmente  es desenmascarada: el banco Master

[Por: Leonardo Boff]

La liquidación oficial del Banco Master, cuyo principal propietario era Daniel Vorcaro, desenmascaró una cadena de corrupciones que involucra prácticamente a las principales instituciones nacionales, según algunos, incluso a la suprema corte judicial.

 

Como el tema es de máxima actualidad, retomo un pequeño estudio realizado hace tiempo, con las actualizaciones necesarias.

 

Consideremos el concepto de corrupción y su origen histórico-social. La palabra corrupción tiene su origen en la teología. Antes de hablarse de pecado original, expresión que no aparece en la Biblia, se decía que el ser humano concreto vive en una situación de corrupción. Pero fue San Agustín (354-430), obispo de Hipona, hoy Argelia, quien en el año 416, en un intercambio de cartas con San Jerónimo, creó la expresión pecado original, transmitido por el acto sexual, pecado que corrompe al ser humano desde su nacimiento. Allí utiliza la expresión corrupción general. Explica la etimología: corrupción es tener un corazón (cor) roto (ruptus) y pervertido. El filósofo Immanuel Kant no decía otra cosa: “somos una madera torcida de la cual no se pueden sacar tablas rectas”.

 

En otras palabras: existe en nosotros una fuerza negativa que nos impulsa al desvío que es la corrupción. Ella no es fatal. Puede ser controlada y superada, según San Agustín, por las virtudes y por la gracia divina; de lo contrario sigue su tendencia.

 

¿Cómo se explica la corrupción en Brasil? Identifico, junto con otros analistas, tres razones básicas entre otras: la histórica, la política y la cultural.

 

La razón histórica: somos herederos de una perversa herencia colonial y esclavista que marcó nuestros hábitos. La colonización y la esclavitud son instituciones objetivamente violentas y deshumanas. Entonces las personas subordinadas, para sobrevivir, eran llevadas a corromper, es decir: sobornar, conseguir favores mediante intercambios, peculado o nepotismo.

 

Por ejemplo, existe corrupción sistemática en la evasión de impuestos y en las contribuciones al INSS. El Sindicato Nacional de los Procuradores de la Hacienda Nacional, en su “Sonegômetro”, denunció que en los últimos años la evasión anual rondaría los 158 mil millones. Eso es mucho más que el “Petrolão” en apenas cinco meses (cf. Tomás Rigoletto Pernías en Brasil Debate del 25/04/2017). Muchos corrompen a los procuradores o estos se dejan corromper.

 

La razón política: en palabras del sociólogo Jessé Souza: “La corrupción política es la legitimación de la élite brasileña para manipular a la sociedad y convertir al Estado en su banco particular. La captura del Estado por los propietarios, obviamente, es la verdadera corrupción”.

 

Además, importa reconocer que el capitalismo, ahora bajo el nombre de neoliberalismo, pero siempre como modo de producción depredador de la naturaleza y opresor de los trabajadores y, peor aún, como cultura del capital, aquí y en el mundo es un sistema, en su lógica interna, corrupto, aunque socialmente aceptado. Simplemente impone la dominación del capital sobre el trabajo y de la tecnología sobre la naturaleza, devastándola sin tomar en cuenta las externalidades dejadas bajo la responsabilidad del Estado. El capitalismo instalado en Brasil es periférico y salvaje, aunque no en todos los casos, y nunca pasó por un proceso de humanización.

 

Por eso el capitalismo es por naturaleza antidemocrático, pues la democracia supone una igualdad básica de los ciudadanos y derechos garantizados, aquí permanentemente violados.

 

Queriendo ser representativa de los electores, en verdad representa los intereses de las élites atrasadas, dominantes, y de aquellos que financiaron sus campañas electorales, y no los intereses generales de la nación. Es el caso de la actual Cámara de Diputados, la peor de nuestra historia.

 

Razón cultural: la cultura dicta reglas socialmente reconocidas. Roberto Pompeu de Toledo escribió en 1994 en la revista Veja: “Hoy sabemos que la corrupción forma parte de nuestro sistema de poder tanto como el arroz y los frijoles de nuestras comidas”.

 

Los corruptos son vistos como astutos y no como criminales, que de hecho lo son. Como regla general podemos decir: cuanto más desigual e injusta es una sociedad, más se crea un caldo cultural que permite y tolera la corrupción y la impunidad.

 

Especialmente en quienes poseen poder se manifiesta la tendencia a la corrupción. Quien vio claramente esta conexión entre poder y corrupción fue Lord John Emerich Edward Dalberg-Acton (1848-1902). Católico y de familia aristocrática anglo-italo-alemana, fue profesor de historia en Cambridge. El 5 de abril de 1887 escribió una carta a su colega Mandell Creighton en la que decía: “El poder tiende a corromper y el poder absoluto tiende a corromper absolutamente”.

 

No sé si por pesimismo o por realismo afirmaba también: “Mi dogma es la maldad general de los hombres con autoridad; son los que más corrompen”. En Brasil eso parece verificarse.

 

El desarrollo del proceso contra Vorcaro y el ex Banco Master seguramente revelará una estremecedora cadena de corrupción, involucrando políticos de todos los matices y a la familia Bolsonaro en su intento de producir una película exaltatoria sobre el condenado golpista expresidente.

 

¿Cómo superar la corrupción? En principio, confiar siempre desconfiando del ser humano, porque nunca es inmune a abusar del poder del dinero. Nada de dar cheques en blanco. Después, evitar la concentración de poder. La división de poderes fue pensada para evitar la corrupción posible. A continuación, el control de la sociedad utilizando especialmente los multimedios. Exigir siempre transparencia en todos los procedimientos. Finalmente, castigar a los corruptos con penas severas por haber cometido un crimen grave que lesiona el bien común.

 

Leonardo Boff escribe para la revista ICL LIBERTA y también escribió Transparencia en las personas e instituciones, Vozes, 2025.