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Cristo está presente ahora con una presencia mucho más viva

[Por: Luis Van de Velde]

“Cristo vive aquí, no con una presencia física, limitada a un pueblo de Palestina. Cristo vive ahora en cada cantón, en cada pueblo, en cada familia donde hay un corazón que haya puesto en Él su esperanza, donde hay un afligido que espera que pasará la hora de su dolor, donde hay un torturado, hasta en la cárcel está presente, en el corazón del que espera y ora.  Cristo está presente ahora con una presencia mucho más viva que cuando peregrinó treinta y tres años entre nosotros.” (7 de mayo de 1979)

 

En esta cita, monseñor Romero nos recuerda que el Cristo resucitado está presente en diversas situaciones.  Comentaremos cada una de ellas…

 

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Sem o pé não há futebol nem Copa do Mundo

[Por: Leonardo Boff]

 

 

Em homenagem aos milhões de torcedores de futebol nesta Copa Mundial escrevi este elogio do pé sem o qual não haveria futebol nem Copa d Mundo. Eis o texto todo centrado no pé.

 

Se algum extra-terrestre viesse à Terra e reparasse como os humanos tratam os pés, suspeito que ficariam escandalizados. Parece que  consideram os pés a parte menos nobre do corpo pois os escondem. Pior, tentam sufocar os pés com um pedaço de pano, chamado de meias. 

 

Depois estrangulam os pés com algo mais duro, de couro, os sapatos ou tênis. E não contentes amarram os sapatos com os  pés dentro, com finas cordas, os cadastros, para se assegurar de que os pés  não vão se libertar. 

 

E por fim, colocam todo o peso do corpo em cima dos pés, obrigando-os a cheirar o pó dos caminhos, a sofrer a dureza das pedras e  a sentir a sujeira das poças d’água 

 

Mas essa interpretação dos pés, feita pelos alienígenas é exterior e equivocada. O que fazemos aos pés é cuidar  dos pés, pois os pés constituem nosso meio natural de transporte. Quase sempre andamos a pé pela casa e na grama. Mais ainda, os pés são o sinal mais convincente de nossa hominização.Deixamos para trás o reino animal quando nossos ancestrais antropóides se ergueram sobre os pés e começaram a andar eretos, para ver mais longe, permitindo o desenvolvimento do cérebro e descobrir os melhores alimentos.

 

Anatomicamente os pés são um milagre, com dorso duro para aparar os atritos e a planta consistente para defender-se das asperezas do solo. 

 

Uma rede de pequenos tendões garante as articulações que conferem equilíbrio aos movimentos dos pés. O que não fazem os dançarinos com os pés !? Há até gente que pintam ou escrevem com os pés. Há quadros dramáticos do grande pintor espanhol Goya que os pintou com os pés.

 

O pé é tão importante que foi escolhido por muitos povos antigos e modernos, assim os anglo-saxões, como a unidade de medida. Um pé corresponde a 30,48 cm. A poesia, a forma mais nobre da literatura, tem que ter pés certos para ser harmoniosa, especialmente, a forma mais alta de poesia que é o soneto.

 

Sem os pés não teríamos o futebol para o qual os pés são tudo.Nem os articulistas da revista LIBERTA se propuseram a criar sua seleção. É o esporte mais criativo, diverso e mobilizador que existe. Somente com os pés. A mão não vale, só é permitida para o goleiro. Mas mesmo assim, ele chuta, geralmente,  a bola com o pé.

 

O pé no futebol constitui uma metáfora do que melhor podemos apresentar: a combinação feliz do desempenho do individuo  com a cooperação do grupo. O futebol pode ser uma verdadeira escola de virtudes: autodomínio,  tranquilidade, gentileza e capacidade de compreensão ao não retrucar ponta-pé com ponta-pé. Porque somos humanos e nos descontrolamos, às vezes tal coisa pode acontecer. Mas não é permitida. O jogador que usou assim o pé, é advertido, punido com cartão amarelo ou  vermelho  e até pode ser expulso. Sem o pé nem haveriam os campeonatos de futebol e muito menos a Copa Mundial de Futebol no México,nos EUA e no Canadá.

 

As várias significações de pé nos permitem fazer o elogio do pé. 

 

Num mundo politicamente sem pé nem cabeça, com chefes de Estado metendo os pés pelas mãos nos conflitos como na Faixa de Gaza com Israel, na Ucrânia com a Rússia, no Congo e no Irã com os EUA sempre em pé de guerra contra os outris e contra o terrorismo, encontramos no Campeonato Mundial de Futebol, um pé para pensarmos uma sociedade mundial que dê pé para formas de convivência amigável e até fraternal que encontram um pé de apoio no entusiasmo das torcidas em todos os países. Pena que tudo isso foi deturpado pelo Presidente Trump que deu um ponta pé num famoso árbitro e em inteiras equipes técnicas.

 

Por um lado, devemos estar com um  pé atrás diante dos utopismos; por outro, não devemos arredar o pé na busca de formas civilizadas de conivência global. Logicamente esse mundo não chega nem aos pés do sonho de tantos que querem outro mundo possível, tendo seu  pé na esperança humana inarredável.

 

Podemos começar com o pé direito já agora, ficando ao pé das vítimas, mesmo que tenhamos, à vezes, que fazer pé atrás por causa das pressões dos poderosos e de suas ameaças. Mas vamos bater pé nessa causa sagrada, sabendo que ela não se alcança com o pé nas costas. Jamais vamos dar no pé. Mas insistir e persistir batendo o pé.

Oxalá os parentes e os amigos nunca nos deixem  a pé. Caso contrário teremos  que sofrer que só pé de cego que, pobrezinho, se orienta com a bengala e vive tropeçando aqui e acolá, machucando os pés. 

 

Como se depreende, os pés são fundamentais em quase tudo em nossa vida. Eles dão pé  para tantas coisas. Quando queremos dormir a gosto dizemos que dormimos de pé espalhado (em espanhol: dormir a piernas sueltas)

 

Este texto deseja bom pé para a Seleção Brasileira e também para os jornalistas e comentaristas da revista LIBERTA do Instituto Conhecimento Liberta (ICL) que resolvera criar sua própria seleção. Quem a assinar a revista LIBERTA terá notícias com pé na verdade e comentários com pé e cabeça. Mantenhamo-nos sempre atentos e de pé.

 

Leonardo Boff colabora semanalmente para a revista LIBERTA do Instituto Conhecimento Liberta (ICL)

(https://www.revistaliberta.com.br)

Sin el pie no hay fútbol ni Copa del Mundo

[Por: Leonardo Boff]

En homenaje a los millones de aficionados al fútbol en esta Copa Mundial, escribí este elogio al pie, sin el cual no habría fútbol ni Copa del Mundo. He aquí un texto enteramente centrado en el pie.

 

Si algún extraterrestre llegara a la Tierra y observara cómo los seres humanos tratan sus pies, sospecho que quedaría escandalizado. Parecería que consideran a los pies la parte menos noble del cuerpo, pues los esconden. Peor aún: intentan sofocarlos con un trozo de tela llamado calcetines o medias. Después  aprisionan los pies con algo más duro, de cuero, los zapatos o zapatillas. Y, no conformes con ello, atan los zapatos con los pies dentro mediante finos cordones, para asegurarse de que los pies no vayan a liberarse.

 

Y, por último, colocan todo el peso del cuerpo sobre los pies, obligándolos a oler el polvo de los caminos, sufrir la dureza de las piedras y sentir la suciedad de los charcos.

 

Pero esta interpretación de los pies, hecha por los alienígenas, es externa y equivocada. Lo que hacemos con los pies es cuidarlos, pues constituyen nuestro medio natural de transporte. Casi siempre caminamos con ellos por la casa y sobre el césped. Más aún, los pies son la señal más convincente de nuestra hominización. Dejamos atrás el reino animal cuando nuestros antepasados antropoides se levantaron sobre sus pies y comenzaron a caminar erguidos, para ver más lejos, permitiendo el desarrollo del cerebro y el descubrimiento de mejores alimentos.

 

Anatómicamente, los pies son un milagro: con un empeine resistente para soportar los roces y una planta firme para defenderse de las asperezas del suelo.

 

Una red de pequeños tendones garantiza las articulaciones que proporcionan equilibrio a los movimientos de los pies. ¡Cuánto hacen los bailarines con los pies! Incluso hay personas que pintan o escriben con ellos. Existen cuadros dramáticos del gran pintor español Goya que fueron pintados con los pies.

 

El pie es tan importante que fue elegido por muchos pueblos antiguos y modernos, como los anglosajones, como unidad de medida. Un pie corresponde a 30,48 centímetros. La poesía, la forma más noble de la literatura, necesita tener los pies bien puestos para ser armoniosa, especialmente el soneto, considerado una de sus expresiones más elevadas.

 

Sin los pies no tendríamos el fútbol, para el cual los pies lo son todo. Tampoco los articulistas de la revista LIBERTA se habrían propuesto crear su propia selección. Es el deporte más creativo, diverso y movilizador que existe. Todo se realiza con los pies. Las manos no cuentan, salvo para el arquero. Pero incluso él suele patear la pelota con el pie.

 

El pie en el fútbol constituye una metáfora de lo mejor que podemos ofrecer: la feliz combinación entre el desempeño individual y la cooperación del grupo. El fútbol puede ser una verdadera escuela de virtudes: autocontrol, serenidad, amabilidad y capacidad de comprensión, evitando responder un puntapié  con otro puntapié. Como somos humanos y a veces perdemos el control, eso puede ocurrir. Pero no está permitido. El jugador que utiliza así el pie es advertido, sancionado con tarjeta amarilla o roja e incluso puede ser expulsado. Sin el pie no existirían los campeonatos de fútbol, y mucho menos la Copa Mundial de Fútbol celebrada en México, Estados Unidos y Canadá.

 

Los diversos significados de la palabra “pie” nos permiten hacer su elogio.

 

En un mundo políticamente sin pies ni cabeza, con jefes de Estado que meten la pata en conflictos como los de Gaza con Israel, Ucrania con Rusia, el Congo o Irán con Estados Unidos, siempre en pie de guerra contra otros y contra el terrorismo, encontramos en el Campeonato Mundial de Fútbol un punto de apoyo para pensar una sociedad mundial que haga posible formas de convivencia amistosa e incluso fraterna, sostenidas por el entusiasmo de las hinchadas de todos los países. Lamentablemente, todo esto fue distorsionado por el presidente Trump, que dio un puntapié a un famoso árbitro y a equipos técnicos enteros.

 

Por un lado, debemos mantener cierta cautela frente a los utopismos; por otro, no debemos retroceder en la búsqueda de formas civilizadas de convivencia global. Evidentemente, este mundo no alcanza siquiera a los pies del sueño de tantos que desean otro mundo posible, con los pies apoyados en una esperanza humana irrenunciable.

 

Podemos comenzar con el pie derecho desde ahora, permaneciendo al lado de las víctimas, aunque a veces debamos dar un paso atrás debido a las presiones de los poderosos y sus amenazas. Pero seguiremos firmes en esta causa sagrada, sabiendo que no se logra sin esfuerzo. Jamás saldremos corriendo. Persistiremos e insistiremos, manteniéndonos firmes.

 

Ojalá que nuestros familiares y amigos nunca nos abandonen, nos dejen a pie. De lo contrario, sufriremos como quien camina a tientas, como un ciego que se orienta con su bastón y tropieza aquí y allá, lastimándose los pies.

 

Como puede verse, los pies son fundamentales en casi todo en nuestra vida. Nos sirven de apoyo para innumerables cosas. Cuando queremos expresar que hemos dormido profundamente, decimos que hemos dormido a pierna suelta.

 

Este texto desea buen pie a la Selección Brasileña y también a los periodistas y comentaristas de la revista LIBERTA, del Instituto Conhecimento Liberta (ICL), que decidieron crear su propia selección. Quienes se suscriban a la revista LIBERTA encontrarán noticias basadas en la verdad y comentarios con pies y cabeza.

 

Mantengámonos siempre atentos y de pie.

 

Leonardo Boff Colabora semanalmente con la revista LIBERTA del Instituto Conhecimento Liberta (ICL). (https://www.revistaliberta.com.br)

León XIV en España: encuentros y desencuentros

[Por: Juan José Tamayo]

Excelente carta de presentación de León XIV

 

Poco después de un año de su elección, el Papa León XIV llega a España con una excelente carta de presentación en el plano internacional, nacional e intelectual. En el internacional se ha caracterizado por la confrontación directa con su compatriota el presidente de Estados Unidos, Donald Trump, la serena respuesta a sus insultos y descalificaciones, la firmeza en la crítica a su programa belicista, el rechazo a su amenaza de destruir la civilización persa y la condena de las intervenciones Derecho militares de Trump y Netanyahu. Tal modo de proceder le ha convertido en una autoridad moral internacional frente a la mayoría de los dirigentes políticos que han guardado silencio o se han mostrado pusilánimes en la condena de tamañas agresiones contra el Internacional.  

 

En el plano nacional es de destacar la intervención de León XIV en las negociaciones con el Gobierno español para la reconfiguración de Cuelgamuros, tras la retirada de los restos mortales del dictador de la basílica del Valle de los Caídos, y el papel fundamental jugado para que la Conferencia Episcopal Española aceptara el pago de las indemnizaciones a las víctimas de la pederastia dentro de la Iglesia católica.  

 

En el terreno intelectual, viene con la encíclica Magnifica humanitas debajo del brazo, valorada como una de las reflexiones más rigurosas y mejor fundadas interdisciplinarmente sobre la Inteligencia Artificial. La encíclica defiende la dignidad humana frente a los tecnócratas que someten a los seres humanos a su poder deshumanizador y los convierte en mercancía. Como respuesta al posthumanismo y al transhumanismo apuesta por un humanismo ecológico, relacional, descolonizador y solidario con las víctimas de las guerras y del poder tecnocrático.

 

¿Restos de Cristiandad y de nacionalcatolicismo?  

 

¿Irá en esa dirección la visita de León XIV a España o seguirá otros derroteros? Veámoslo. En calidad de jefe de Estado -la función menos acorde con el Evangelio y a la que, por ello, debería renunciar-, que no es, precisamente, un Estado democrático de Derecho, mantendrá encuentros con los Reyes, con el Gobierno, con el cuerpo diplomático, así como con parlamentarios y parlamentarias en el Congreso de los Diputados, donde será el primer papa que pronunciará un discurso. ¿No desmienten estos encuentros el carácter pastoral de la visita? ¿No nos devuelven a tiempos de Cristiandad? ¿No son, quizá, restos de nacionalcatolicismo? Celebrará actos multitudinarios: encuentros con el mundo de la cultura, la sociedad civil, la economía y el deporte, oración con jóvenes y eucaristías en espacios públicos, entre otros, la procesión del Corpus Christi por las calles de Madrid.

 

No soy de quienes defienden la tesis de que el cristianismo tiene que recluirse en el espacio privado y en los lugares de culto y deba excluirse de la esfera pública y del ámbito político, menos aún de quienes defienden la confesionalidad de las instituciones públicas. Ahora bien, siempre desde el respeto a la separación entre Iglesia y Estado y a la autonomía de la política, soy partidario de la presencia crítico-pública del cristianismo a través de su ubicación en los espacios de marginación, de su presencia en los movimientos sociales y de su compromiso en la lucha por la justicia y la igualdad. No creo, sin embargo, que la procesión del Corpus Christi sea la forma más adecuada de presencia crítico-pública de la Iglesia.

 

Encuentros con personas y colectivos más vulnerables

 

Los encuentros que están más en sintonía con la ubicación de León XIV en el Sur global y con la propuesta de Francisco de ir a las periferias humanas, son los que mantendrá en las cárceles con personas privadas de libertad, en centros de acogida de personas sin hogar, en lugares de hospitalidad con inmigrantes, Visitará organizaciones de caridad y asistencia a personas y colectivos más vulnerables, donde podrá comprobar la discriminación social, cultural, política y étnica de las personas más vulnerables y el sufrimiento que conlleva, pero también la práctica de la compasión. Visitará el emblemático Puerto de Argineguin, donde podrá conocer in situ el drama de las personas migrantes, muchas de las cuales pierden la vida en su intento de llegar a nuestras costas.

 

Estos encuentros constituyen la mejor traducción de la opción por las personas más vulnerables, los colectivos marginados y los pueblos oprimidos y del “amor hacia los pobres”, tema al que León XIV dedicó la Exhortación Apostólica Dilexi te, donde podemos leer:

 

“El amo cristiano supera cualquier barrera, acerca a los lejanos, reúne a los extraños, familiariza a los enemigos, atraviesa abismos humanamente insuperables, penetra en los rincones más ocultos de la sociedad. Por su naturaleza, el amor cristiano es profético, hace milagros, no tiene límites: es para lo imposible. El amor es ante todo un modo de concebir la vida, un modo de vivirla.

 

Víctimas de la pederastia y colectivos de mujeres, excluidos de los encuentros

 

Numerosos son los colectivos que no se encuentran en la agenda oficial del papa. Dos son los que más han llamado la atención y han provocado una indignación no pequeña: las víctimas de la pederastia y las asociaciones que las representan, por una parte, y los colectivos de mujeres cristianas feministas, especialmente la Revuelta de las Mujeres, presente en la mayoría de las diócesis españolas, por otra. Son colectivos que luchan contra el patriarcado religioso y trabajan por que “la igualdad sea costumbre en la Iglesia”.

 

En una patriarquía perfecta como es la Iglesia católica las mujeres están fuera de los espacios públicos, de las esferas de poder, de la presidencia de los actos litúrgicos, de los lugares donde se toman las decisiones más importantes, se elabora la “recta doctrina” y se prescribe la moral, con frecuencia represiva para las mujeres. Lo comprobaremos durante los días de la visita del papa en las celebraciones litúrgicas: ni una sola mujer concelebrando en el altar, solo clérigos en sus diferentes grados -papa, obispos, sacerdotes-. Esta imagen patriarcal hará imposible todo intento de convertir la Iglesia en una comunidad de iguales, como lo fue el movimiento igualitario de Jesús de Nazaret.

 

La ausencia de encuentros del papa con los colectivos feministas, cristianos o no, confirma una ley de la historia: la respuesta a la marginación de las mujeres puede esperar. Siempre hay otras situaciones a resolver que tienen prioridad. Mientras tanto, las mujeres seguirán siendo la mayoría silenciada, que no silenciosa, seguirán alzando la voz, pero no serán escuchadas. Coincido con la Carta abierta de la Revuelta de las Mujeres al Papa: “Si alzamos la mirada hacia la Iglesia, nos sentimos invisibles, ninguneadas, separadas, desanimadas”.

 

Tampoco existe en la agenda papal del viaje a Madrid, Barcelona y Canarias encuentros con las víctimas de los abusos sexuales cometidos por sacerdotes, religiosos, religiosas, profesores, confesores, padres espirituales, etc. en seminarios, noviciados, campamentos, parroquias, colegios y otros espacios religiosos. Ante la protesta de las asociaciones de víctimas por no poder reunirse con el papa, se empieza a hablar de un encuentro privado con algunas de ellas, sin luz ni taquígrafos. ¿No sería vergonzante tal encuentro?

 

Las actitudes de la jerarquía ante el crimen de la pederastia en la Iglesia han sido el negacionismo, el encubrimiento, la complicidad, el laissez faire, laissez passer, la opacidad, la insensibilidad ante el sufrimiento de las víctimas, la negativa a colaborar con la justicia, la falta de sanciones adecuadas a los pederastas conforme a la gravedad del delito y la ausencia de compasión. Si no se produjera el encuentro con las víctimas o se hiciera de manera privada se las volvería a victimizar, humillar, invisibilizar. Mientras escribo este artículo leo en el diario EL PAÍS (viernes, 5 de junio) que 7 cardenales y 61 obispos españoles están señalados por el ocultamiento de la pederastia. ¿La ausencia del encuentro con las víctimas de la pederastia no será también una forma de encubrirlos y protegerlos a ellos? 

 

Renuncia a los privilegios por coherencia evangélica

 

El Papa se encontrará con la Conferencia Episcopal Española. Me parece una excelente oportunidad para que ponga sobre la mesa una serie de exigencias a los obispos españoles por coherencia evangélica. Sin ánimo de ser exhaustivo, cito las siguientes: renunciar voluntariamente a los privilegios económicos, educativos, fiscales, jurídicos, culturales y jurídicos de los que disfruta; devolver los bienes inmatriculados a su nombre a sus verdaderos dueños: el pueblo y el Estado; aplicar la Ley de Memoria Histórica en sus instituciones, templos y otros lugares religiosos; renunciar a las asignación tributaria y comprometerse a autofinanciarse; eliminar la enseñanza de la religión confesional en la escuela y apoyar la creación de una asignatura de la historia de las religiones en el marco de la historia de la cultura; apoyar la creación de un Estatuto de laicidad en los ámbitos estatal, autonómico y municipal; pedir perdón por la pederastia e indemnizar a las víctimas; apoyar la revisión del artículo 16.3 de la Constitución española que sitúa a la iglesia católica en una situación de privilegio y a las otras religiones de discriminación; pedir perdón por el apoyo al Golpe de Estado que terminó con la democracia republicana y por la legitimación religiosa de la dictadura.

 

Juan José Tamayo es teólogo, emérito honorífico de la Universidad Carlos III de Madrid. Sus últimos libros son: Cristianismo radical (Trotta, 2026); Política y religión (Tirant, 2026).

A síndrome de Caim no presbitério

[Por: Matias Soares]

O presbitério é constituído por seres humanos. Assim como os demais indivíduos, todos carregam na sua estrutura antropológica, as marcas do pecado original e originante, que consiste “na falta real e o ato de desobediência cometido livremente pelos primeiros pais, que perderam a graça santificante e os dons originais”. Existem consequências existenciais desta realidade que, segundo à Tradição cristã, são a herança da primeira negação da centralidade de Deus na história de cada ser humano (cf. Gn 3,1-24). Neste cenário, aparece a figura de Caim, que, por ciúmes, mata o seu irmão, Abel (cf. Gn 4, 1-16)…

 

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Mensajes del papa León XIV en su viaje a España

[Por: Pedro Pierre]

En este artículo me ayudé de comentarios que periodistas han hecho, principalmente en ‘Religión digital’ (Madrid).

 

“Algunos viajes se consumen en el vértigo de la actualidad; otros trascienden la crónica para instalarse en la Historia de una época. La visita apostólica de León XIV a España (6-12 de junio) pertenece inequívocamente a estos últimos.

 

Su recorrido por Madrid, Barcelona y Canarias nos devuelve a las preguntas esenciales: qué significa ser humano, qué dignidad posee toda persona al margen de cualquier circunstancia y qué responsabilidades contraemos unos con otros por el simple hecho de compartir una misma humanidad…

 

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Dom Helder é transferido para Olinda e Recife. Paulo VI lhe diz: “É evidente a mão de Deus sobre a sua cabeça. A Providência se tornou tangível”

[Por: Ivanir Antonio Rampon]

Paulo VI, ao nomear Dom Helder para Recife, estava dando um claro sinal de que aprovava a linha de ação do Secretário da CNBB. O próprio Papa lhe disse isso, no dia 13 de março de 1964, ao recebê-lo, muito feliz e de braços abertos, em uma audiência privada.

 

Paulo VI agradeceu porque o amigo esquecia-se de si para adotar como seus os grandes problemas da Igreja. Agradeceu pelos trabalhos realizados no Rio de Janeiro, dizendo: “ninguém me contou: vi com meus próprios olhos como e o que faz pelos pobres. Fiquei feliz vendo como os pobres o conhecem e o amam”…

 

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De visitas y sorpresas

[Por: Rosa Ramos]

“La Iglesia está llamada a una visión sacramental de una sola historia: allí se hace carne el seguimiento de Jesús. Todo lo que la Iglesia ofrece debe encarnarse de modo original en cada lugar del mundo…” Del Prefacio del Papa Francisco al libro póstumo de Gustavo Gutiérrez.

 

Venimos de vivir recientemente la visita del Papa León XIV a España; de cerca o de lejos muchísimas personas hemos seguido con creciente interés dicha visita. Y, sin duda, hubo sorpresas. Pero visitas hacemos y recibimos con frecuencia, algunas calan de modo especial y dan lugar a tesoros de encuentros y descubrimientos. 

 

Me voy a referir a una visita de ese tenor que recibimos en Montevideo, Uruguay, esta semana.  El Movimiento de Profesionales Católicos de Uruguay (MIC Pax Romana) invitaron al teólogo Leo Guardado. Nacido en El Salvador migró con nueve años a EEUU; él mismo lo ha referido: ha vivido las -no por conocidas menos duras- experiencias de todos los migrantes forzados e indocumentados. Es Dr. en Teología y actualmente docente de la universidad Fordham, dirigida por jesuitas en Nueva York. Con cuarenta y cuatro años, es “joven” para nuestro ámbito.   

 

Leo Guardado fue invitado a presentar el libro póstumo de Gustavo Gutiérrez: “Vivir y pensar el Dios de los pobres”. Guardado fue alumno y colaborador del gran teólogo peruano, padre de la Teología de la Liberación. Fue elegido por su profesor para organizar y concluir sus últimos escritos que se condensaron en un tomo de casi quinientas páginas. Este libro cuenta con un significativo prefacio del Papa Francisco, del cual tomamos la cita inicial.

 

Sobre las visitas de Leo Guardado y el sacerdote vasco Luis Mari Goicoetxea, asesor eclesiástico mundial de Pax Romana, seguramente otros amigos tienen mucho más autoridad y contenidos para contar, puesto que han convivido y compartido estos días con ellos. Yo lo hago como “público” en la presentación de dicho libro y en la exposición que el mismo día hizo en una parroquia: “Mística y Espiritualidad en el s XXI”, resumiendo uno de los cursos que dicta para jóvenes en Manhattan. 

 

La presentación del libro en la Universidad Católica al mediodía del 17 contó con mucho público pese al horario. La grabación está disponible: https://www.youtube.com/watch?v=4pyYphE8fEA

 

Asimismo, fue muy numerosa, quizá más, la participación en la parroquia. Distintas en su contenido, en ambas lo descubrimos como intelectual y docente creativo, pero también sencillo y cálido. Destaco su “encarnación”. Obviamente la esperaba en el planteo del libro de Gustavo Gutiérrez, pero la siguió mostrando claramente en la noche al contar cómo presenta a los estudiantes de diversas religiones o de ninguna, el curso de Mística y Espiritualidad. Allí parte de la pregunta ¿Quién soy?, y usa como recursos música, pinturas, videos e indica a los jóvenes trabajos prácticos “en terreno”. 

Creo que le faltó tiempo para conectar la última mística expuesta, la alemana Dorothee Sölle, con Gustavo Gutiérrez. Ante unas preguntas del auditorio, llegó a decir que Gutiérrez era muy parco para expresar su experiencia personal de Dios. Sin embargo, considero que se puede establecer un paralelo claro en base a los textos e inquietudes de ambos.

 

Titulé este artículo “De visitas y sorpresas”, porque cuando alguien visita un nuevo país, afronta nuevos encuentros con apertura de corazón, sorprende y se sorprende. La realidad puede dar más de sí. Las personas también. Y de asombro en asombro, aprendemos y crecemos.

 

Muchos uruguayos pudimos conocer a este teólogo joven y con él encontrarnos con tantos temas caros a Gustavo Gutiérrez, con su testamento, diríamos. Otros en busca de caminos espirituales pudieron acceder en poco más de una hora a un recorrido histórico muy interesante y documentado a la vez que con “piques” didácticos. Todos pudimos sorprendernos con la humanidad de este laico, que fue migrante sin papeles, tras atravesar países a pie huyendo de la pobreza y la violencia, que más tarde vivió años en un monasterio, que después se doctoró en Teología y hoy es docente, escritor… Muchas vidas en cuarenta y cuatro años.

 

Uruguay les deparaba también sorpresas a Leo y a Luis María. En primer lugar, las que suelen brindar las visitas a otros países: amigos nuevos, comidas típicas, veladas, encuentros, compartir fraterno, en fin. Pero sucedió algo inesperado -para ellos y para nosotros- la pascua de un sacerdote muy querido: Javier Galdona, que les brindó la oportunidad de conocer más la Iglesia y la idiosincrasia uruguaya. Supongo que algunas preguntas sobre nuestra realidad e Iglesia, que se preguntaba Leo al final de la primera exposición, fueron respondidas al día siguiente con lo visto y oído. 

 

Me detengo en lo que supongo fue la mayor sorpresa: participar de la Misa de exequias de un cura tan genuinamente uruguayo como Javier. Para nosotros su muerte fue un golpe enorme, nos cuesta aún creer que su risa tan sonora no resonará en nuestras reuniones, que su aporte lúcido y crítico no será parte de ellas, que sus ojos llenos de picardía y ternura no nos aflojará y enternecerá un poco cuando estamos crispados ante algo o alguien… Nos cuesta creer que nos faltarán su honestidad cabal, su destacada inteligencia unida paradojalmente a una sensibilidad a flor de piel, y que, ante nuevos desafíos tendremos que conectar con ellos desde otro lugar…

 

Ese desconcierto y enorme dolor de tantos, se expresó en silencios, abrazos, en llantos más abiertos o más contenidos, en cuidados mutuos entre los amigos. Leo sentado entre los más cercanos, fue testigo de esas expresiones, Luis María revestido y desde el presbiterio habrá tenido una vista panorámica. Ambos seguramente asombrados de ver en el país poco religioso un templo atiborrado de laicos profundamente conmovidos y unos cuarenta ministros ordenados, varios llegados de lejos, pues Javier fue docente de todos y muy respetado por todos. ¿No era pequeña la Iglesia uruguaya?

 

¿Cómo es posible una celebración así tan sentida pero tan sencilla, austera y sin distancias entre jerarquía y laicos, donde todos se tutean y se abrazan? Ambos visitantes pudieron ver allí nuestra peculiar espiritualidad, observar la “horizontalidad” uruguaya donde no hay protocolos ni pleitesía por parte de los laicos. Quizá vieron en esa celebración lo que dice Francisco en el prefacio citado: una iglesia encarnada de modo original, cristianos orgullosos de ser pueblo de Dios, conscientes de vivir la única historia haciendo carne el seguimiento de Jesús, “en la praxis diaria de hacernos mutuamente personas”, como repetía Galdona en sus clases. Siempre aprendices, claro…

 

Los visitantes llegaron en un momento oportuno para conocer y sorprenderse del modo de vivir la fe en este paisito. Fueron testigos de lo cosechado por un hombre de la talla de Javier y conocieron la capacidad de descentrarse y acogerlos por parte de sus mejores amigos en momentos de gran dolor. Y fue oportuna para nosotros su visita: nos ayudó a volver a mirar la historia a largo plazo y con esperanza, como Gustavo Gutiérrez, también a conectar la Mística con la encarnación y el arte. 

Voces de Emaús: Imágenes de la vida religiosa

[Por: Lucia Ribeiro | IHU]

La vida religiosa puede  ocupar un lugar insustituible, señalando una forma de ser en el mundo que, por su propia naturaleza, es signo de  esperanza . Pero este signo solo será efectivo si logra expresarse existencialmente, ofreciendo un testimonio auténtico de la vida, que presupone una búsqueda personal y la construcción del propio camino, en diálogo con los demás, buscando permanentemente el  encuentro más amplio  . Es ahí donde se descubre la esencia misma de la vida religiosa, que puede adoptar las formas más diversas, pero que siempre busca la dimensión esencial y más profunda de la vida.

 

El artículo es de Lucía Ribeiro , socióloga que trabajó como investigadora en las áreas de salud, sexualidad, reproducción, migración, envejecimiento y religión. Es miembro del Consejo Editorial del Boletín REDE y asesora de movimientos sociales. Estuvo casada con Luiz Alberto Gómez de Souza , con quien tuvo tres hijos y seis nietos…

 

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Despedimos con gratitud y esperanza a Javier Galdona

[Amerindia]

Con profundo pesar, desde Amerindia despedimos a Javier Galdona, maestro, compañero y referente para tantas generaciones.

 

Su vida estuvo marcada por una inquebrantable vocación de servicio, una profunda espiritualidad y una extraordinaria capacidad para ayudarnos a pensar críticamente, discernir con libertad y humanizar nuestros vínculos.

 

Su palabra lúcida, su escucha atenta y su permanente compromiso con la educación en valores dejaron una huella imborrable en quienes tuvimos el privilegio de compartir camino con él.

 

“Creer en la vida, incluso en su dureza; creer en la fe, incluso en la noche; creer en el amor, incluso cuando duele; es una forma concreta de resistencia frente a toda lógica de muerte, exclusión y descarte” Javier Galdona, Homilía 50.º aniversario.

 

Gracias Javier, por tu entrega, tu lucidez, tu acompañamiento y tu amor. Tu legado seguirá inspirando nuestro camino.

 

Descansa en la paz del Señor.