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Os moradores de rua e o inverno!

[Por: Júlio Lázaro Torma]

No último domingo 21 de Junho de 2026. Tivemos em Pelotas (RS), na área central ha morte de um morador em situação de rua por hipotermia. Quando a temperatura minima chegou a 1,6º C. No momento do registro segundo os termômetros marcavam cerca de 9º C.

 

Seria a Odilson Soares Pereira 64 anos? ( 1962-2026), natural de Bagé ( RS). Segundo dados oficiais da Prefeitura Municipal de Pelotas e da Universidade Católica de Pelotas ( UCPEL), temos em torno de 950 a 1000 pessoas, vivendo em situação de vulnerabilidade social e vivendo nas ruas da cidade…

 

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Catorce claves filosóficas y teológicas desde la mirada de las víctimas en torno a ‘Magnifica Humanitas’: una relectura interdisciplinar

[Por: Leandro Sequeiros | Religión Digital]

La encíclica Magnifica Humanitas del Papa León XIV surge en un momento de profunda transformación cultural y tecnológica. La creciente difusión de la inteligencia artificial, la automatización de los procesos productivos, la expansión de las redes digitales y las nuevas formas de interacción entre humanos y máquinas plantean interrogantes fundamentales sobre el significado mismo de la humanidad…

 

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Manual para entender una geopolítica enloquecida

[Por: Carmen Gómez-Cotta]

El orden liberal internacional al que estábamos acostumbrados ha cambiado. Es una aseveración que analistas y politólogos llevan haciendo desde hace ya algunos años, pero ¿cuándo empezó esa transformación? ¿qué la caracteriza y hacia dónde nos conduce? Repasamos las principales claves que nos ayudan a comprender estos tiempos convulsos…

 

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La Iglesia que silencia al pueblo: cuando el púlpito se convierte en frontera

[Por: José Carlos Enríquez Díaz | Religión Digital – IHU]

Roma vuelve a cerrar sus puertas a la predicación laica en la Eucaristía , incluso en casos excepcionales, reabriendo un debate fundamental sobre la sinodalidad y el modelo de la Iglesia.

 

El artículo es de  José Carlos Enríquez Díaz , teólogo, publicado por  Religión Digital , 23-06-2026…

 

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Dom Helder opõe-se à Marcha da Família com Deus pela Liberdade

[Por: Ivanir Antonio Rampon]

Além da mudança eclesiástica que se processava em sua vida com a transferência para Recife, Dom Helder tinha diante de seus olhos as mudanças políticas que se efetivavam, no Brasil, em março de 1964.

 

No mesmo dia em que ele abraçava Paulo VI, 13 de março, o Presidente da República, João Goulart, e seus sustentadores como Leonel Brizola e Miguel Arraes faziam um gigantesco comício na Central do Brasil, Rio de Janeiro, em favor das reformas de base. Enquanto isso, clandestinamente, grupos contrários ao Governo arquitetavam um golpe militar…

 

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Solenidade São Pedro e São Paulo: Simão Pedro respondeu, ‘‘Tu es o Messias, o Filho do Deus vivo”

[Por: Jose Oscar Beozzo | O Fato Maringa]

Foi adiantada para este 13º Domingo do Tempo comum, a festa dos apóstolos São Pedro e São Paulo, que cai no dia de amanhã, 29 de junho. O que será que une esses dois homens tão diferente entre si? É sua pronta e decidida resposta ao chamado de Jesus, sua entrega à missão e seu testemunho fiel selado com o sangue do martírio.

 

Esta é a razão de celebrarmos hoje com paramentos vermelhos, a cor dos mártires, e não com os paramentos verdes, a cor do tempo comum. Simão, era um rude e decidido pescador da Galileia que respondeu prontamente ao chamado do mestre à beira do lago de Tiberíades. Abandonou o seu barco para se converter num pescador de homens (Mt 4, 18-20). Depois de sua confissão de que Jesus era o Messias, o Filho de Deus, este trocou-lhe o nome de Simão para Pedro, rocha…

 

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Video: https://www.youtube.com/watch?v=gqBm-CYq2tc

Invitación: Un café para Cuba

[Por: Articulación Continental de las CEBs]

El miércoles 01 de julio de 2026 tendrá lugar el evento virtual: “Un café para Cuba” con Frei Betto…

 

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Partilha da palavra: são Pedro e são Paulo

[Por: Emerson Sbardelotti]

Solenidade

28 de junho de 2026

 

PRIMEIRA LEITURA

Leitura dos Atos dos Apóstolos 12,1-11

 

A Primeira Leitura de hoje narra a perseguição sofrida pelas primeiras comunidades cristãs: a decapitação de Tiago; a prisão de Pedro; contudo, tal perseguição não consegue impedir que a mensagem de Jesus de Nazaré se espalhe pelo mundo conhecido de então. Toda árvore que dá frutos bons, leva muita pedrada; assim é com a comunidade reunida ao redor de Pedro; uma comunidade que dá testemunho da fé em Jesus de Nazaré, que reza pelo irmão perseguido, pela irmã perseguida e recebe de Deus força para encarar os desafios e as ameaças de morte; é como diz o tema cinquentenário do Primeiro Intereclesial das CEBs em Vitória-ES (1975): Uma Igreja que nasce do povo pelo Espírito de Deus. Uma Igreja que nasce pela ação do Ressuscitado, que envia suas discípulas e seus discípulos em missão, envoltos da Ruah Divina.

 

A mensagem de fundo da Leitura é que devemos dar testemunho de Jesus de Nazaré nos momentos de calmaria, mas principalmente, nos momentos de tempestade. Somos convocados/as para a missão, e temos a certeza que a Igreja não se fecha em si mesma, ela está em saída, pois Jesus, caminha com a gente, e o Espírito Santo impulsiona a gente por caminhos desconhecidos. Superar nossos medos não é uma tarefa fácil, porém, é Deus que vai na nossa frente, embalando nossos sonhos e utopias, adubando nossas alegrias e esperanças, pois grandes são as perseguições.

 

Testemunhar a fé em Jesus de Nazaré é saber que em algum momento, sozinhos ou em comunidade; assim como Pedro, seremos presos por incomodarmos o sistema constituído, por não nos enquadrarmos na teologia do domínio, por sermos profetas em uma sociedade que persegue e mata os/as profetas. A atitude sempre será de prontidão: “Levanta-te depressa!”; “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!”; “Põe tua capa e vem comigo!”. Nesta hora de nossa vida, honraremos a Deus cantando:

 

VAMOS PRA MISSÃO1

 

(Zé Vicente)

Nós vamos pra missão

Nós vamos trabalhar

É Deus quem nos convida

Para a vida transformar

Desperta minha irmã desperta meu irmão

Contempla a nossa gente abandonada

O pobre está clamando a terra esta gritando

Pois vem juntar-se a nós nesta jornada!

O sino já tocou o galo já cantou

O dia vem nascendo atrás dos montes

A marcha vai passando alegre eu vou cantando

Deus vivo é água viva em nossas fontes

Se alguém você feriu se alguém o machucou

Se tudo ao seu redor está escuro

Perdoa o seu irmão acolhe o seu perdão

O amor é o segredo do futuro

Você que escutou sorriu e se encantou

E firme está presente nessa estrada

Contigo eu vou contente Deus vai à nossa frente

Nós somos missionários da alvorada

 

SALMO RESPONSORIAL 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5b)2

 

De todos os temores me livrou o Senhor Deus! É o que cantamos hoje! O Deus da Vida sempre nos livra de todos os males, e por isso nos alegramos e o exultamos.

 

Segundo José Bortolini3: “É um salmo de ação de graças individual. Uma pessoa passou por uma situação difícil, por temores e apertos, consultou a Javé, gritou e foi atendida. Javé respondeu e livrou, ouviu e salvou, e agora essa pessoa está no Templo de Jerusalém para agradecer. Há gente em torno dela, pois a ação de graças era feita em voz alta, em espaço aberto. Ela faz seu agradecimento público, de forma que muita gente toma conhecimento da graça alcançada. O salmo se torna, assim, catequese. […] O salmo revela a superação de um conflito terrível. De fato, a expressão “consultei a Javé” se refere a um acontecimento concreto. As pessoas injustamente acusadas e, por isso, perseguidas se refugiavam no Templo de Jerusalém. Aí passavam a noite à espera de uma sentença. De manhã, um sacerdote tirava as sortes para ver se a pessoa acusada era inocente ou culpada. Foi o caso de quem criou este salmo. Passou a noite no Templo, confiante, e de manhã foi declarado inocente. Resolve, então, agradecer a Javé, mostrando, aos outros pobres que aí estão, as maravilhas que Deus fez por ele. O salmo informa sobre a situação econômica do salmista. É pobre: “Este pobre gritou, Javé ouviu, e o salvou de todos os apertos”. E pobres são também as pessoas que o rodeiam no Templo, no momento da ação de graças: “Eu me orgulho por causa de Javé: que os pobres ouçam e fiquem alegres”. Aliás, o salmista convida os empobrecidos a fazer sua profissão de fé: “Repitam comigo: Javé é grande! Juntos exaltemos o seu nome” (Bortolini, 2013, p. 144-146).

 

Para Carlos Mesters4: “A oração deste salmo é fruto de uma sabedoria acumulada e amadurecida pela experiência ao longo dos anos da vida. A sabedoria se expressa através da repetição constante do nome YHWH, repetido dezessete vezes só neste salmo. O salmista, após passar por uma experiência de libertação, convida os pobres a se unirem a ele numa oração agradecida. Na oração ele convida a comunidade a viver no temor de YHWH. Isso significa reconhecer nossa pequenez e nossos limites diante de Deus, demonstrando nossa vontade em realizar o projeto de justiça, construindo a paz e vencendo toda a maldade. Viver no temor de YHWH é lutar pela vida plena para todos” (Mesters, Orofino & Weiler, 2016, p. 118-119).

 

SEGUNDA LEITURA

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo 4,6-8.17-18

 

A Segunda Leitura de hoje apresenta-nos o apóstolo Paulo aprisionado, acorrentado, prestes a ser assassinado. Costuma-se chamar este trecho da Carta de “testamento de Paulo” onde ele faz uma revisão de sua vida, fazendo memória do que fez e do que poderá ser feito. Contudo, sua hora se aproxima e ele reconhece que combateu o bom combate, completou a corrida, guardou a fé. Paulo tem a profunda certeza que está reservada para ele a coroa da justiça, símbolo da imortalidade, da vitória, da alegria e recompensa que Deus concederá a ele e a todas as pessoas que esperam e lutam com amor para realizar o Projeto de Deus. Os gregos, nas olímpiadas, entregavam aos vencedores a coroa de oliveira selvagem, conhecida como kotinos, confeccionadas com ramos da árvore de oliveira próxima ao templo de Zeus, que representava a suprema glória para a alma grega. Na Roma Antiga era uma coroa de louros, conhecida como corona triumphalis, concedida pelo Senado a um general vitorioso que cruzava os arcos da cidade. A mensagem central da leitura é que Deus sempre intervêm em nosso favor, em todos os momentos de nossas vidas, principalmente nas tribulações: abandono, cansaço, desesperança. Junto ao apóstolo Paulo, devemos sempre cantar:

 

QUEM SERÁ CONTRA NÓS?5

(Valmir Neves Silva)

 

Quem nos separará?

Quem vai nos separar do amor de Cristo?

Quem nos separará?

Se Ele é por nós, quem será, quem será contra nós?

Quem vai nos separar do amor de Cristo?

Quem será? (Rm 8,31-39)

Nem a espada, ou perigo,

nem os erros do meu irmão,

nenhuma das criaturas,

nem a condenação.

Nem a vida, nem a morte,

a tristeza ou aflição.

Nem o passado, nem o presente,

o futuro, nem opressão.

Nem as alturas, nem os abismos,

nem tampouco a perseguição.

Nem a angústia, a dor ou a fome,

nem a tribulação.

 

EVANGELHO

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 16,13-19

 

O dia 29 de junho (uma celebração presente no calendário litúrgico da Igreja Católica Apostólica Romana), é a data consagrada pelo nosso povo – exclusivamente à memória de São Pedro. É claro que a tradição ocidental junta, numa única celebração, a memória de São Pedro e São Paulo, colunas da Igreja. Mas, para seguirmos a intuição do nosso povo, com a liberdade dos filhos e filhas de Deus, podemos consagrá-la especial e exclusivamente à memória do santo pescador e pecador, que aprendeu, às custas de muitas mancadas, o amor e a fidelidade a Jesus, seu Mestre. Podemos deixar para fazer com São Paulo, o que fazem os paulistas, comemorando a sua preciosa memória no dia 25 de janeiro ou no domingo seguinte.

 

O Papa Francisco6 nos diz: “Os apóstolos Pedro e Paulo aparecem aos nossos olhos como testemunhas. Nunca se cansaram de anunciar, viver em missão, a caminho, desde a terra de Jesus até Roma. E aqui levaram o seu testemunho até ao fim, dando a vida como mártires. Se formos às raízes do seu testemunho, descobrimo-los testemunhas de vida, testemunhas de perdão e testemunhas de Jesus. Testemunhas de vida… _e, todavia, as suas vidas não foram límpidas nem lineares. Eram ambos de índole muito religiosa: Pedro, discípulo da primeira hora (cf. Jo 1, 41); Paulo, acérrimo defensor das tradições dos pais (cf. Gl 1, 14). Mas cometeram erros enormes: Pedro chegou a negar o Senhor; Paulo, a perseguir a Igreja de Deus. Ambos reentram em si por uma pergunta de Jesus: «Simão, filho de João, tu Me amas?» (Jo 21, 15); «Saulo, Saulo, porque Me persegues?» (At 9, 4). Pedro fica pesaroso com as perguntas de Jesus; Paulo, encandeado pelas suas palavras. Jesus chamou-os pelo seu nome e mudou a sua vida. E, depois de todas estas aventuras, fiou-Se deles, dois pecadores arrependidos. Poderíamos perguntar-nos: Porque é que o Senhor não nos deu duas testemunhas integérrimas, com a ficha limpa, com a vida ilibada? Porquê Pedro, quando havia João? Porquê Paulo e não Barnabé? Nisto, encerra-se uma grande lição: o ponto de partida da vida cristã não está no fato de ser dignos; com aqueles que se julgavam bons, bem pouco pôde fazer o Senhor. Quando nos consideramos melhores que os outros, é o princípio do fim. O Senhor não realiza prodígios com quem se crê justo, mas com quem sabe que é indigente. Não é atraído pela nossa habilidade, não é por isso que nos ama. Ele ama-nos como somos, e procura pessoas que não se bastam a si mesmas, mas estão prontas a abrir-Lhe o coração. Pedro e Paulo apresentaram-se assim transparentes diante de Deus. Pedro disse-o imediatamente a Jesus: «Sou um homem pecador» (Lc 5, 8). Paulo escreve que era «o menor dos apóstolos, nem [era] digno de ser chamado Apóstolo» (1 Cor 15, 9). E, na vida, mantiveram-se nesta humildade até ao fim: Pedro crucificado de cabeça para baixo, porque se julgava indigno de morrer como o seu Senhor; Paulo sempre afeiçoado ao seu nome, que significa «pequeno», esquecendo-se do que recebeu no nascimento, Saulo, nome do primeiro rei do seu povo. Compreenderam que a santidade não está no elevar-se mas em humilhar-se: não é uma subida na classificação, mas confiar dia a dia a própria pobreza ao Senhor, que realiza grandes coisas com os humildes. Qual foi o segredo que, no meio das fraquezas, os fez continuar para diante? O perdão do Senhor. Descubramo-los, pois, como testemunhas de perdão. Nas suas quedas, descobriram a força da misericórdia do Senhor, que os regenerou. No seu perdão, encontraram uma paz e alegria irreprimíveis. Com o mal que fizeram, poderiam viver com sentimentos de culpa: quantas vezes terá Pedro pensado na sua negação! Quantos escrúpulos para Paulo, que fizera mal a tantas pessoas inocentes! Humanamente, faliram; mas encontraram um amor maior do que os seus fracassos, um perdão tão forte que curava até os seus sentimentos de culpa. Só quando experimentamos o perdão de Deus é que renascemos verdadeiramente. Recomeça-se daqui: do perdão. Reencontramo-nos a nós mesmos aqui: na confissão dos nossos pecados. Testemunhas de vida, testemunhas de perdão, Pedro e Paulo são sobretudo testemunhas de Jesus. No Evangelho de hoje, Jesus pergunta: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?». As respostas evocam personagens do passado: João Batista, Elias, Jeremias ou alguns dos profetas. Pessoas extraordinárias, mas todas mortas. Diversamente, Pedro responde: «Tu és o Cristo» (cf. Mt 16,13.14.16), isto é, o Messias. Uma palavra que não indica o passado, mas o futuro: o Messias é o esperado, a novidade, aquele que traz ao mundo a unção de Deus. Jesus não é o passado, mas o presente e o futuro. Não é um personagem distante para lembrar, mas alguém a quem Pedro trata por «tu»: Tu és o Cristo. Para a testemunha, mais do que um personagem da história, Jesus é a pessoa da vida: é o novo, não o já visto; a novidade do futuro, não uma lembrança do passado. Por isso, não é testemunha quem conhece a história de Jesus, mas quem vive uma história de amor com Jesus. Porque, no fundo, o que a testemunha anuncia é apenas isto: Jesus está vivo e é o segredo da vida. De facto, vemos que, depois de ter dito «Tu és o Cristo», Pedro acrescenta: «o Filho de Deus vivo» (16,16). O testemunho nasce do encontro com Jesus vivo. E, no centro da vida de Paulo, encontramos a mesma palavra que transborda do coração de Pedro: Cristo. Paulo repete esse nome continuamente: quase quatrocentas vezes nas suas cartas! Para ele, Cristo não é apenas o modelo, o exemplo, o ponto de referência: é a vida. Escreve: «Para mim, viver é Cristo» (Fp 1, 21). Jesus é o seu presente e o seu futuro, a ponto de, à vista da sublimidade do conhecimento de Cristo, considerar o passado como lixo (cf. Fp 3, 7-8)” (Francisco, 2019, p. 1).

 

No Evangelho de hoje, Jesus de Nazaré envia os doze em missão e eles tomam conhecimento das reações do povo a respeito dele, considerando-o como enviado especialíssimo de Deus para preparar a era messiânica; alguém poupado da morte ou morto e redivivo para ter maior autoridade. As diversas respostas colocam Jesus de Nazaré na linha da tradição profética.

 

Messias-Cristo / Masiah-Khristós (O Ungido) era o título de esperança para indicar o salvador que Deus enviaria ao seu povo. Naquele momento da história de Israel a esperança em um Messias-Cristo não estava separada das aspirações políticas de um povo escravo de Roma. De fato, a missão de Jesus era anunciar o projeto de vida do reino de Deus. Sua nova comunidade-igreja de amigos, de discípulos missionários, terá em Pedro, sua pedra fundamental (do grego: pétros – indica uma pedra, pedregulho que se pode pegar, mover e lançar). Enquanto a pedra (do grego: petra – silhar, penha ou rocha, aquilo que provê um fundamento sólido para uma construção), é onde se assentará a obra e o domínio de Jesus que ele chama de “minha igreja”. Ao mudar o nome de Simão para Pedro, atribui a ele a tarefa de ser a rocha que dará solidez à comunidade nova daqueles que aderem a Jesus pela fé. Isso não é um reconhecimento de suas qualidades pessoais e naturais, mas ao que Pedro será. É um caminho vocacional que irá transformar Pedro, para a missão que é unir a todos em torno da Palavra de Deus e de sua misericórdia. Não se trata de um poder sem limites, mas é um poder de responsabilidade pastoral.

 

No outro lado da História, temos o apóstolo Paulo, que é o grande responsável pela difusão do Evangelho. Transformado por Cristo em mensageiro, ele realiza com excelência a missão dos apóstolos serem testemunhas de Cristo. Ele é o apóstolo das nações. Ele teve seu nome mudado por Cristo, seduziu e se deixou seduzir, combateu o bom combate, completou a carreira, manteve a fé. Por causa de Paulo temos uma teologia jesuânica; para nós da América Latina e do Caribe, ela é da libertação, inculturada, próxima a nós.

 

O que seria hoje combater o bom combate? Lutar pela justiça, pela verdade, contra o racismo, contra o fundamentalismo, contra o fanatismo, contra a discriminação, contra o machismo e contra todos os tipos de violência que impede sermos de fato, seres humanos. Pedro e Paulo são personagens com características bem diferentes, porém, com um mesmo intuito: fazer com que a mensagem de Jesus de Nazaré chegue a todos os corações. Neste dia se comemora na Igreja Católica, o dia do Papa; que nossas orações sejam para o querido e amado Papa Leão XIV, como também para o saudoso Papa Francisco e para todos os papas que o antecederam, no sentido que ele combata o bom combate, tenha força para pastorear suas ovelhas e continue sendo fiel à alegria do Evangelho, com seu testemunho de fé e vida, de levar a Igreja a se abrir cada dia mais, a ser uma Igreja em saída, samaritana, profética, como intuiu o Concílio Ecumênico Vaticano II, se fazendo Igreja dos pobres, seguindo os passos do Mestre de Nazaré.

 

Amém! Axé! Awirê! Aleluia!

 

ARTE-VIDA: Maximino Cerezo Barredo

 

Emerson Sbardelotti

Simplex agricola ego sum in regnum vitae

 

 

Notas

 

1 Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=bUToRHoudCo. Acesso em: 26 jun. 2026.

2 Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=2XaZSqETCCE&list=RD2XaZSqETCCE&start_radio=1. Acesso em: 26 jun. 2026.

3 BORTOLINI, José. Conhecer e Rezar os Salmos – comentário popular para nossos dias. 5.reimp. São Paulo: Paulus, 2013.

4 MESTERS, Carlos. OROFINO, Francisco. WEILER, Lúcia. Rezar os Salmos hoje – a lei orante do povo de Deus. São Leopoldo: CEBI. São Paulo: Paulus, 2016.

5 Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=TMusGEJ0tA8>. Acesso em: 28 jun. 2024.

6 FRANCISCO. Homilia na Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. Basílica Vaticana: 19 jun. 2019. Disponível em: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2019/documents/papa-francesco_20190629_omelia-pallio.html. Acesso em: 26 jun. 2026.

El evangelio exige fidelidad y coherencia en el discipulado

[Por: Olga Consuelo Vélez]

El evangelio de hoy se refiere a la exigencia del discipulado. Quien conoce a Jesús y decide seguirlo, tiene que tener en cuanta la radicalidad de la llamada y disponerse a realizarla. En efecto, el evangelio es exigente, de Jesús se puede decir que fue contracultural, con lo cual no es extraño que haya despertado persecución y lo hayan asesinado…

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El púlpito prohibido: Roma silencia a los laicos en la misa

[Por: José Manuel Vidal | Religión Digital | IHU]

«Prohibir esta práctica a los laicos no es defender el carácter sacramental de la homilía, sino defender la institución a expensas del Evangelio. Porque el clericalismo no es solo un vicio moral, sino también una herejía eclesiológica. Y el púlpito cerrado a los laicos es su monumento más visible», escribe   José Manuel Vidal , doctor en Ciencias de la Información y licenciado en Sociología y Teología, en un artículo publicado por Religión Digital el 24 de junio de 2026…

 

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