Questão político-religiosa hoje

18 de Julio de 2014

Luiz Alberto Gómez de Souza
Temos duas tendências político-religiosas opostas. Desde o final dos anos 60, desenvolveu-se na América Latina a Teologia da Libertação. Ela preparou a declaração dos bispos católicos no encontro continental de Puebla, em 1979, que proclamou "a opção preferencial pelos pobres”. Trata-se de um compromisso social com base nos princípios evangélicos, que repercute no político e que prega o compromisso dos cristãos com a justiça social e as grandes causas da pessoa humana, da sociedade e até do planeta. Mas não se confunde com uma tendência política determinada. Não apresenta candidatos próprios, mas faz um chamado ao discernimento e a uma opção livre e madura dos cristãos. Está na linha do bispo de Roma Francisco, que incita os católicos a sair de seu gueto e a enfrentar os desafios da sociedade, não para defender uma doutrina, mas basicamente para exercer a caridade e a misericórdia. No caso do Brasil, ela se expressa em pastorais sociais cristãs e nas Comunidades Eclesiais de Base (as CEBs), onde se encontram membros de vários partidos. No dizer do teólogo peruano Gustavo Gutiérrez, ela quer ser "uma palavra coerente com uma prática”. Prática de compromisso com os injustiçados e oprimidos.




Luiz Alberto Gómez de Souza

Temos duas tendências político-religiosas opostas. Desde o final dos anos 60, desenvolveu-se na América Latina a Teologia da Libertação. Ela preparou a declaração dos bispos católicos no encontro continental de Puebla, em 1979, que proclamou "a opção preferencial pelos pobres”. Trata-se de um compromisso social com base nos princípios evangélicos, que repercute no político e que prega o compromisso dos cristãos com a justiça social e as grandes causas da pessoa humana, da sociedade e até do planeta. Mas não se confunde com uma tendência política determinada. Não apresenta candidatos próprios, mas faz um chamado ao discernimento e a uma opção livre e madura dos cristãos. Está na linha do bispo de Roma Francisco, que incita os católicos a sair de seu gueto e a enfrentar os desafios da sociedade, não para defender uma doutrina, mas basicamente para exercer a caridade e a misericórdia. No caso do Brasil, ela se expressa em pastorais sociais cristãs e nas Comunidades Eclesiais de Base (as CEBs), onde se encontram membros de vários partidos. No dizer do teólogo peruano Gustavo Gutiérrez, ela quer ser "uma palavra coerente com uma prática”. Prática de compromisso com os injustiçados e oprimidos.

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