[Por: Matias Soares]
O mundo tem seus paradigmas identitários. Estamos numa época da existência que determina o ser e não mais a do Ser que determina a existência. É um tempo pós-teísta. Por trás desta constatação estão séculos de história do pensamento cristão. A teologia católica, pelo menos no que podemos inteligir da ‘reviravolta antropológica’ firmada pelo Concílio Vaticano II, mesmo a partir do seu fundamento cristocêntrico (cf. Gaudium et Spes, 22), não deixou de trazer para o seu norte antropológico, aquela consequência da ênfase dada ao sujeito e às suas condições para uma autonomia amadurecida e relacional. Ainda hoje, temos dificuldade de dialogar com as subjetividades contemporâneas. Desde às nossas estruturas internas e, ainda mais, no nosso sonhado diálogo com a cultura pós-cristã…
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