[Por: Matias Soares]
A fé necessita da cultura como canal à transmissão do mistério da Divina Revelação. Os elementos construidos e desenvolvidos no tempo e no espaço pelos atos humanos podem ser usados para o anúncio do Evangelho, desde que não sejam contrapostos aos valores desta Boa Notícia. A Igreja, neste sentido, revitalizou e qualificou a cultura com a sua Tradição Viva. Contudo, esse dinamismo sempre deve fazer com que tenhamos consciência que o adágio latino - semper reformanda - precisa ser assumido pelo corpo eclesial em cada momento da história, gerando em todos nós o desejo do estado permanente de conversão e mudança das estruturas para o melhor desempenho deste anúncio da “Alegria do Evangelho”. Ainda estamos a colher o que nos foi transmitido. Todavia, temos que no hoje da história fazer a nossa parte de forma consistente e criativa. Assim como já aconteceu com o cristianismo europeu, profundamente sufocado pelo secularismo pós-moderno, estamos sendo eclipsados por uma onda de religiosidades e ateísmos práticos, que dizem muito do tipo de evangelização que foi implementada em tempos passados e que tem apresentado as suas fragilidades metodológicas e eclesiais em nossa época…
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