Aos que só querem votar em Dilma num possível segundo turno
[Autor Prueba]
(Luiz Alberto Gómez de Souza) Escrevo pensando em companheiros de caminhada em movimentos sociais e pastorais, com dificuldade ou bloqueios para votar em Dilma em 5 de outubro. Marilena Chauí, num encontro de Dilma com o mundo da cultura no Rio de Janeiro em 15 de novembro, colocou muito claramente o dilema: entre a aventura e um processo em marcha. Já vivemos tempos imprevisíveis e arriscados de aventuras. Depois de um mandato de Juscelino Kubitsheck, que vemos agora como um momento importante de construção da nação, foi eleito, por um moralismo udenista estreito, um histriônico de vassoura em punho, que não resistiu mais de seis meses no poder. Antes, os ataques raivoso de Carlos Lacerda denunciavam um “mar de lama”, levando Vargas ao suicídio, onde havia basicamente tráfico de influências da guarda pessoal do presidente. Na redemocratização, um caçador de marajás foi ele mesmo caçado – ou melhor, cassado – logo adiante.