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"La experiencia de Dios como sorpresa y novedad" Juan Pablo Espinosa

[Autor Prueba]

 
El Dios de nuestra fe se revela en lo nuevo, en lo sorprendente y en lo paradójico, pero siempre enmarcado en lo cotidiano. El acontecimiento de la Navidad es el momento sublime en que se manifiesta dicha novedad: Jesucristo, verdadero Dios y verdadero hombre nace como un niño, imagen sugerente que expresa la sorpresa y la novedad.
La Navidad nos ubica como creyentes frente a un escenario radical: Dios se hace hombre, se hace debilidad y muestra su rostro en un niño recién nacido. El misterio de la Encarnación, realidad paradójica pero fundamentalmente salvadora, se expresa en términos de sorpresa y novedad. En esta reflexión, queremos comprender cómo aquello que celebramos en estas semanas, nos exige ponernos en sintonía con Aquél que es el eterno joven, con este Dios que llena de sorpresas la existencia, con este Hijo Encarnado que es siempre sorprendente. Me gustaría además que contemplemos la imagen que inicia este documento. Es la “Adoración de los pastores” de Gerard van Honthorst, pintor del siglo XVII. En ella aparecen los pastores que en el relato de Lucas van al pesebre a ver aquello que el ángel de Dios les había comunicado. Hay un pastor que siempre me ha sobrecogido. Es el más joven, el que lleva un sombrero y que con su índice señala al recién nacido. Su rostro nos da a entender esto de la experiencia de la sorpresa. Sus ojos brillan, lo podemos percibir, y esos ojos son los que debemos pedir para contemplar al don de Dios, Jesucristo, hermano de todos y todas.

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As andanças do Bispo (último capítulo)

[Autor Prueba]

(D. Demétrio Valentini) Nossas raízes na Áustria. Não estava nos meus planos. Mas a última das viagens, para a Áustria, acabou trazendo um sabor especial. Como sempre, o convite chegou, insistente, de modo a não poder ser rejeitado: queriam lá minha presença, ainda em conseqüência dos tempos da CNBB, em que diversas vezes tinha entrado em contato com organizações da Áustria. Agora queriam que fizesse a conferência principal do congresso que estavam realizando. Ao chegar, senti o peso do compromisso, quando comecei a ver os cartazes que anunciavam a presença do “Bispo dos Excluídos”!  Mas, deu para desempenhar bem, e foi possível conhecer mais de perto a Áustria, sua capital Viena, talvez a mais bonita das cidades da Europa, e também Salzburgo, onde se realizou o Congresso. Mas, enquanto viajava pelas regiões da Áustria, e ouvia as histórias daquele país, que até a primeira guerra mundial era uma potência mundial, e que agora se reduziu aos seus poucos 80 mil quilômetros quadrados, prensado entre oito países com quem faz fronteira (Itália, Suíça, Alemanha, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia,  Croácia e Romênia), me vinha à mente a história dos nossos avós. Quando eles nasceram,  no norte da Itália, aquilo tudo era Áustria.  Como muda o mundo em cem anos!  Pensei no avô Bortolo Bertoldi, que gostava de falar em alemão. Parecia estar acompanhando meus passos pelas ruas de Viena, que fui percorrer numa noite fria, protegido com o capote que me emprestaram, na calma que a cidade permitia, sem mendigos, sem assaltantes, toda limpinha, tudo na mais perfeita paz. Depois de tanto apanhar com as guerras, os austríacos agora sabem preservar sua neutralidade, mesmo ouvindo o barulho dos combates na vizinha ex-Iugoslávia, que se esfacelou em tantos pequenos países. 
 

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