Dos, mesmos que inventaram ” escola sem partido” e que ” Professor é doutrinador”.
Procurando, desqualificar o papel do ensino público e dos educadores.
Agora, os mesmos vem com sua guerra ideológica, invadir as salas de aulas. Como o projeto Escola Amiga do Agro,que querem implantar na rede pública municipal de ensino no município de Pelotas [ RS].
Nas 94 escolas, mantidas pela prefeitura municipal de Pelotas [ RS].
61 Escolas Municipais de Ensino Fundamental [ EMEF]
33 Escolas Municipais de Educação Infantil [ EMEI].
Onde, vemos uma ofensiva doutrinaria do agronegócio. Invadindo todos os setores da sociedade brasileira.
Iniciativa esta iniciada e criada em 31 de Agosto de 2O16, com uma ampla peça de publicidade, difundida pela Rede Globo de que:
” Agro é pop, o agro é tech, o agro é tudo!”
Mostrando de que o agronegócio é importante na economia e no cotidiano do Brasil.
Algo, completamente falacioso, assim como foi tentado, mostrar um lado humanizado do mesmo, modelo econômico ou do setor. Na novela global ” Terra e Paixão” [ 2O23].
Temos visto nesta ofensiva do agronegócio em todo o território na sua ” batalha cultural” ou ” guerra cultural”.
De, conquistar e manipular as mentes das pessoas, iniciando pela base, pelas crianças e adolescentes.
Eles, sabem á influência em que tem o professor na sala de aula. Pode , ser desde a educação infantil, fundamental, médio até o superior.
Quando, se fala em agronegócio,o queridinho da mídia corporativista. Estão, defendendo os grandes proprietários rurais, cuja produção não gera renda e nem alimenta a produção local.
Muito menos alimenta as crianças, adolescentes da rede de ensino municipal, estadual ou particular [ privado].
A produção do agronegócio[ soja, arroz,pecuária] é para exportação ou para suprir as demandas do mercado do eixo Rio de Janeiro- São Paulo.
Fora, os problemas agrários existentes em nossa região da metade sul do Rio Grande do Sul.
Os trabalhos análogo a escravidão, conflitos hídricos [ estancieiros e pescadores artesanais], uso indevido de agrotóxicos proibidos em outros países, destruição do bioma pampa, dos campos neutrais.
Se, formos analisar o agronegócio moderno atual o latifúndio [ improdutivo ou especulativo; empresa rural],é responsável pelo empobrecimento e atraso dos 1O5 municípios da metade sul do estado do Rio Grande do Sul.
O setor não contribui em nada, para o desenvolvimento e fortalecimento da economia local. Muito menos na alimentação escolar de nossos educandos.
Aquisição de alimentos pela rede pública ou mesmo privada de ensino. Que abastece o mercado varejista local e as feiras públicas. Vem da agricultura familiar, camponesa e dos assentamentos da reforma agrária.
São os pequenos agricultores que movimentam a economia local dos pequenos e médios municípios. Mesmo as cidades metropolitanas de Rio Grande, Pelotas, Bagé e Santana do Livramento.
Temos, que ter sim, um programa,um projeto Escola Amiga da Agricultura Familiar Camponesa. Que os estudantes conhecem quem realmente produz alimento que chega na sua mesa, em casa e na escola, alimentos saudáveis e produzidos agroecologicamente.
Valorizando aqueles e aquelas que produzem alimentos de verdade,que cuidam da terra e preservam a vida na terra.
Diferente do agronegócio explorador, depredador e exportador,que empobrece cada vez a nossa região sul do estado do Rio Grande do Sul.
Foto de portada: https://www.swissinfo.ch/






